A origem da Páscoa e suas tradições

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Dentro de poucos dias, vamos celebrar a Páscoa. Para muitos, a comemoração de um feriadão combinado com deliciosos chocolates. Para outros, um período de reflexão ligado a fatos ou eventos religiosos. A verdade é que a Páscoa possui uma forte tradição judaico-cristã, combinada a elementos de comemorações pagãs de culturas muito antigas. É o caso da figura do coelhinho e dos ovos de páscoa.

Representação da deusa da natureza Eostre

A palavra Páscoa vem do hebraico pessach, que significa passagem. A Páscoa cristã celebra a ressurreição de Jesus Cristo. Depois de morrer na cruz, seu corpo foi colocado em um sepulcro, onde ali permaneceu por três dias, até sua ressurreição. É o dia santo mais importante da religião cristã. Por sua vez, a Páscoa judaica, celebrada por oito dias, comemora o êxodo dos israelitas do Egito, ou seja, a “passagem” da escravidão para a liberdade. Um ritual de transição, assim como a “passagem” de Cristo, da morte para a vida.

 E qual a origem do ovo de páscoa? O ovo aparece em muitas tradições antigas como um símbolo da vida, ou do início dela. Civilizações não-cristãs utilizaram o ovo, inclusive decorado para comemorar o equinócio da Primavera e a Vida. O cristianismo absorveu e adaptou a tradição, mesclando-a com seus rituais. A prática de decorar os ovos pode ser traçada desde os antigos cristãos da Grécia e Síria, que trocavam os ovos tingidos de vermelho carmim para representar o sangue de Cristo.

Explicações para a figura pitoresca do coelhinho geralmente estão ligadas ao antigo festival anglo-saxão da deusa da primavera, Eostre (daí o termo Easter, em inglês, como referência à Páscoa), cujo símbolo era um coelho, ligado à fertilidade. A tradição do coelho da Páscoa foi trazida à América por imigrantes alemães por volta de 1700. Osterhase, o coelho, traria ovos coloridos na Páscoa para as crianças, escondendo para que elas encontrassem depois.

As comemorações de Páscoa se manifestam de maneira diferente entre outros povos, civilizações e/ou religiões. Os cristãos ortodoxos na Etiópia celebram a Páscoa de uma a duas semanas após a igreja ocidental, sendo que às vezes as datas coincidem. A Fasika (Páscoa) tem oito dias de jejum de carne e laticínios. Na Suécia e partes da Finlândia, um mini halloween acontece na quinta ou sábado antes da Páscoa. Garotinhas se vestem de bruxa, com trapos e roupas velhas e vão de porta em porta pedir doces.

Na Índia, os hindus têm um festival chamado Holi. É o momento em que toda a população de religião hindu reúne-se para lembrar, dançando e tocando flautas, como o deus Krishna apareceu. É costume que o dono da casa marque a testa de seus convidados com um pó colorido.

By | 2016-03-27T18:45:38+00:00 27 de Março de 2013|Categories: Artigos|Tags: , , |17 Comments

About the Author:

Professor, historiador e blogueiro, já trabalhei em algumas das maiores escolas públicas e particulares de Santa Catarina. Comecei a lecionar em 2001, sempre preocupado com um ensino caracterizado pela criatividade e inserção de novas tecnologias e metodologias variadas em sala de aula.

17 Comments

  1. Klaus do Iate 27 de Março de 2013 at 8:18

    Eostre=Hertha=Earth> Eastern=Pascoa
    Deusa-mãe-Terra dos germanos ligada a FERTILIDADE criação de todas as formas de vida, incluindo vida domestica e selvagem, produtos agrícolas ou das pecuária. Daí ovo, coelhos e leite. O chocolate foi acrescentado quando espanhóis conquistaram astecas. Entre astecas o chocolate era refeição de sal , comido com pimenta e sal, para dar forças para tropas durante longas marchas (equivalente a mascar folhas de coca entre incas). Na Europa, frades em território alpino Habsburg resolveram misturar açúcar e leite ao produto asteca.

  2. Klaus do Iate 8 de Abril de 2013 at 11:36

    A vida dos povos na zona temparada do hemisferio norte é muito pautada nas 4 estações. Para os germanos os equinocios eram mais importantes até que os solsticios e eram marcados por festejos como o dia de Hertha no equinocio da primavera. Nas zonas temperadas da Terra, ha climas com 4 estações. No verão, as horas iluminadas pelo Sol são maiores. N,o inverno as horas iluminadas pelo Sol dimiuem muito, predominando a noite. O dia onde a duração do Sol é menor no ano é o Solsticio de Inverno. O dia onde o número de horas ensolaradas é maximo, é o solsticio de verão. Neste ciclo das horas ensolaradas, duas vezes ao ano, a noite (o periodo sem Sol) IGUALA o numero de horas com sol. São os equinócios (do latim, NOITES IGUAIS).

  3. Klaus do Iate 8 de Abril de 2013 at 11:42

    O Solsticio de inverno (tempo minimo de horas ensolaradas) marca a parada do avanço das trevas portanto geralmente aponta a data do nascimento de algum deus solar em muitos povos da zona temperada norte da Terra. Bom exemplo é Mitra, adotado pela Igreja catolica como o Natal do Cristo. É possovel que , segundo hipotese de cientistas cristãos baseados na “estrela-guia” ter sido a explosão de supernova: a data natalicia de Jesus fosse: 17 de abril de 4 ou 6aC. A Igreja catolica já reconhece que o ano de nascimento está entre 6 e 4 aC. Mas autoridades eclesiasticas e historiadores seculares reconhecem o rolo que seria causado pela correção do marco zero do calendario cristão.

  4. Klaus do Iate 8 de Abril de 2013 at 11:44

    O Solsticio de verão, apice do periodo de Sol e inicio do “avanço das trevas” não era tão festejado, pelos povos da znoa temprada norte.

  5. Klaus do Iate 8 de Abril de 2013 at 12:06

    Entre os celtas e na data media entre o equinocio de outono e o solsticio de inverno era marcado o fim das colheitas, o incio do inverno e o inicio de um ano novo. Isto giraria em torno do 31/10 e 01/11. Os celtas acreditavam que a névoa que separa o mUndo dos vivos e o mundo dos mortos se desfazia neste dia. O festejo se chamava Fim do Verão, Samhain. Há ligação da comemoração ão desta data com o Halloween (forma contrata da expressão em inglês arcaico: para Véspera de todos os santos) e com o Dia de todos os Santos da Igreja catolica.

  6. Klaus do Iate 8 de Abril de 2013 at 12:15

    O festejo oposto ao Samhain no calendário celta, dia 30/4 no hemisferio norte, seria o Beltaine, fogueira de Bel. Em que se celebrava a volta da fertilidade, o hierogamo (casamento sagrado da deusa Don e do deus-sol deus-fogo Bel)

  7. Dewitt Wong 28 de Abril de 2013 at 11:58

    Muitos costumes ligados ao período pascal originam-se dos festivais pagãos da primavera. Outros vêm da celebração do Pessach, ou Passover, a Páscoa judaica. É uma das mais importantes festas do calendário judaico, que é celebrada por 8 dias e comemora o êxodo dos israelitas do Egito durante o reinado do faraó Ramsés II, da escravidão para a liberdade. Um ritual de passagem, assim como a “passagem” de Cristo, da morte para a vida.

  8. klaus do Iate 29 de Abril de 2013 at 13:10

    Infelizmente o faraó do Êxodo hebreu ainda nao está consensualmente identificado! Ramses II não é bom candidato porque os dois lados do mar Vermelho, incluindo o Sinai, onde imperio egipcio mantinha bamguardas minas de cobre e turquesa, eram territorio dele e ele poderia continuar caçando os hebreus do outro lado. Sua mumia tb está em bom estado e nao sofreu afogamento. SE investirmos no RamsesII, mais vale acreditar em hebreus sendo EXPULSOS do Egito do que fugindo do Egito a revelia do faraó.

  9. klaus do Iate 29 de Abril de 2013 at 13:14

    Só temos o relato do lado hebreu do conflito na Torah/Biblia.
    Do lado egipcio, não temos nada porque disciplinar rebeldes poderia ser açao cotidiana, indigna, de fazer propaganda de rebeldes.
    Ha o relato do judeu Flavius Josefus que estudou muito a historia mais recuada dos hebreus, mas sua versão é condenada pelos proprios hebreus, porque Josefus é visto como um colaboracionista romano.

  10. BYA 8 de Abril de 2014 at 14:30

    MUITO BOM

  11. Klaus do Iate 9 de Abril de 2014 at 4:24

    Ramses II continua a ser o mais cotado faraó para papel de faraó da época da Pascoa Judaica original, para muitos estudiosos atuais. Alguns destes estudiosos encontraram a múmia do filho mais velho de Ramses II. Ele chegou a ser co-regente do imperio com o pai. Mas este rapaz não foi o sucessor de Ramses , mas sim um dos filhos caçulas menos cotados: Merenptah, que reinou por muitos anos até morrer idoso como o pai. Ramses tinha um harem numeroso e por isto numerosa prole. A múmia do primogênito tem sinais de violência física. A hipótese faz um leve desvio da leitura da Biblia: O primogênito de Ramses II teria sido morto em combate com os hebreus, talvez pelo proprio Moises (mensageiro de Deus), enquanto estavam sendo expulsos. A palavra Anjo significa mensageiro. Assim se cumprindo a Ultima das 10 Pragas DEPOIS de Ramses ordenar a expulsão, e não Ramses decidindo expulsa-los, após Ultima Praga. Será??

  12. luiz fernando 10 de Abril de 2014 at 18:22

    Acabei de visitar teu blog e ele parece ser bem interessante vou entra mais vazes

  13. SADAS 14 de Abril de 2014 at 11:20

    ESCREVE DENOVO

  14. Daniele Pimentel 15 de Abril de 2014 at 12:03

    Eu me pergunto porque um coelho e não uma galinha? Ficaria menos bizarro!

    Páscoa só tem um significado para os cristãos: Ressurreição de Jesus Cristo. E o próprio êxodo aponta (prefigura) isso na Bíblia Sagrada! É muita invencionice humana… ovo, coelho, chocolate, fertilidade, falsos deuses, todos eles com o propósito de desconstruir o verdadeiro sentido pascal, onde Jesus venceu a morte para nos libertar do pecado através do seu precioso sangue. Ele é o nosso cordeiro pascal, o verdadeiro sentido da páscoa!

  15. Michel Goulart 15 de Abril de 2014 at 14:01

    Por causa da divindade celta Eostre. Veja as curiosidades sobre a Páscoa: https://historiadigital.org/curiosidades/15-curiosidades-historicas-sobre-a-pascoa/

  16. Kettlyn 2 de Abril de 2017 at 22:04

    Mas porq páscoa significa fim do inferno se isso n tem nada ver ?

  17. Michel Goulart 3 de Abril de 2017 at 13:59

    Páscoa significa PASSAGEM. No sentido cristão, passagem da morte para a vida. Ampliando o sentido para a noção de eternidade, passagem da morte eterna (inferno) para a vida eterna (paraíso).

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