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Infográfico: Cidadão na Grécia Antiga

novembro 6th, 2014|Infográficos|7 Comments


Este infográfico apresenta como era os conceitos da educação na Grécia antiga. Aborda a formação política de sociedades como os Sumérios, os Egípicios e os Fenícios. Retrata o que era a Pólis grega. Está disponível originalmente na Fundação CECIERJ.

Para acessar o infográfico, clique na imagem abaixo

Infografico-Formacao-Homem-Grego

7 Comments

  1. Klaus do Iate 10 de novembro de 2014 at 17:00 - Reply

    O cidadão era o hoplita em assembléia no forum/ágora/praça e o hoplita era o cidadão em campo de batalha. Simples assim: quem não podia empunhar arma (por falta de terra, nascimento, sexo certo, idade) nem era contato como gente.
    Roma quando enfrentou Hanibal viu que a cidadania era mais embaixo e aos poucos ampliou seu conceito de quem era ou não cidadão.Mas note que o membro do exército ainda era um miliciano.
    No Século IaC, os perigos interno e o externo fizeram as elites permitirem acesso ao exercito de quem nem era contado como cidadão. Ser soldado se tornou uma profissão. Mas os provincianos ainda eram coisas a serem exploradas pelo cidadãos romanos (coisa que abrangia agora toda Itália)
    Finalmente cada habitante do império se tornou cidadão, mas isto era um poder esvaziado visto que quem era dono das armas era uma casta profissional.
    A oligarquia cafeeira brasileira bem que tentou fazer isto, mas na hora de uma guerra do Paraguai… viram que a cidadania é mais embaixo.

  2. Klaus do Iate 12 de novembro de 2014 at 8:22 - Reply

    Interessante como a cidadania vai sendo concedida a um número crescente de pessoas, MAS com a formação de exércitos profissionais, cujos interesses podem diferir da massa de cidadàos, ter cidadania passa a não garantir muita coisa ao dono do título, O livro Paideia de Wernwer Jaeger é bem legal, mas é volumoso.
    1)Um exército de milicianos-cidadãos a principio tem muita motivaçao publica e “pouca eficacia militar”. Mais as mais espetaculares vitórias romanas foram feitas por milicianos, pois conseguiam numero, disciplina e treinamento mais altos que dos execitos milicianos típicos. 2)Um exercito de militares profissionais a principio tem alta eficacia e baixa motivaçao publica. Um exercito de profissionais pode ser compostos de naturais ou de mercenarios estrangeiros. Os profissionais nacionais tendem a ter mais motivaçao publica, mas como diz Juvenal, podem se tornar perigo para suas proprias sociedades.

  3. Klaus do Iate 12 de novembro de 2014 at 8:35 - Reply

    Respeitosamente NAO concordo que egípcios, fenícios e sumérios formavam sociedades tribais. Eram sociedades estatais, mas sem o conceito grego de cidadania, que, alias, só surgiu ENTRE gregos, também, em data relativamente tardia. ACHO que as sociedades orientais e greco-romanas tem inicio muito parecido baseado em familias sedentárias, muito ligadas a posse da terra e seguodoras de deuses-ancestrais, rivais entre si. Mas necessidades militares, acabaram fazendo com que alianças mais ou menos permanentes entre elas se formassem e que de má vontade, o poder da coalizão era concedido a um lider de uma das familias. O processo gerava uma grande quantidade de pessoas sem-terra (derrotados mantidos vivos como escravos, filhos bastardos e ramos colaterais das familias). Tal rei continuava a exercer dentro de sua familia uma autoridade férrea, como os outros latifundiarios, mas tendia a tratar com benevolencia estes sem-terra como contrapeso à autoridade dos clans não-reais. ACHO que o que diferencia o destino das sociedades orientais das grecoromanas é que nas primeiras , as elites donas (ou usuária) das maiores/melhores terras continuaram a ser controladas por um rei teocrático e militocrático. Enquanto nas cidades-estado greco-romanas, esta elite latifundiária conseguiu derrubar ou domesticar seus reis. Portanto a democracia era para poucos, seja em Roma, Atenas ou Sparta.

  4. Klaus do Iate 12 de novembro de 2014 at 8:47 - Reply

    Em Sparta, o reduzido numero de cidadãos com direitos se manteve no controle da multidão porque se militarizou ao ponto de não fazer mais nada exceto treinar para guerra (inclusive interna), enquanto os estratos sem cidadania faziam todas as outras atividades necessárias. Das 3 poleis, foi a que mais conservou religião e carater agrario.
    Em Roma republicana, houve uma pressão crescente dos sem-terra por direitos civis, MAS um expansionismo militar bem sucedido baseado em agressão e diplomacia (Roma vendia para as elites inimigas a imagem de defensora das oligarquias e irternamente uma imagem democ’ratica) reconcentrou a estrutura fundiária e arruinou a massa que estava fora das elites de sangue/agraria e de riqueza nao-agraria. O processo culmina com concessao de autoridade a militares profissionais,Elite de Roma permanece preferindo ser dona de escravos e de terra, ambos em quantidade absurdamente maior que em Esparta.
    Em Atenas, uma elite comercial logo suplanta a elite latifundiária e ao expandir o conceito de cidadania ao máximo parece alcançar uma democracia mais franca que de Roma, MAS há dois perigos: internamente as decisões populares continuam a ser sutilmente ditadas pela elite plutocrática (ligada a riqueza movel:os comerciantes e armadores) através de demagogia e ainda há uma massa de escravos nao-desprezível.Externamente Atenas tende a tratar seus aliados como populaçao vencida e sua imagem externa de exportadora da “democracia” assusta todas as elites inimigas.

  5. Klaus do Iate 12 de novembro de 2014 at 9:01 - Reply

    Interessante notar que Roma imperial só recuperará alguma estabilidade interna domesticando ou congelando militarismo e assumindo o jeitào oriental (Egito, Mesopotâmia, Pérsia) de ter reis! Portanto entre a “democracia”ateniense e “democracia” (aqui o numero de aspas tem que ser maior) da Roma republicana há um longo período de monarquia romana ao estilo oriental. Que é adotado com fracasso nos Estados da Europa Ocidental pos-romana. O fracasso advem da economia fragil e da queda de braço com a Igreja catolica Romana. Reis só recuperam pode efetivo quando afrouxam sua aliança/depdendencia com Igreja e apertam laços com elite comercial renascida. E novamente ideal democrático ressurge como algo antiabsolutista.

  6. Klaus do Iate 12 de novembro de 2014 at 9:06 - Reply

    Assim devemos procurar as raízes imediatas da atual democracia ocidental nos iluministas, mas a raiz distante NAO é a democracia ateniense (ou mais realistamente a demagogia oligáquica plutocrática), mas os Parlamentos germânicos onde latifundiários autoritários lidavam com outros latifundiários autoritários de tal forma a permitir que nenhum deles preponderasse como um rei absoluto. E isto ocorria já no Egito pre-dinástico e entre sumérios antes de levantar zigurates.

  7. Klaus do Iate 12 de novembro de 2014 at 9:18 - Reply

    Muito já se falou se as grandes vitórias do Ocidente se deveram a descentralização do poder dentro e entre as naçoes que o compõem. Como propunha Hume. Mas a verdade, é que o “sucesso” do Ocidente em conquistar o mundo pode advir da OSCILAÇAO entre centralizaçao/descentralizaçao política. Os impérios tem manutençao cara, mas a descentralizaçao leva a uma guerra tão crônica, que as massas clamam por paz e as elites acabavam se entendendo, antevendo como os lucros podem subir com mercados unificados e estes dois desejos explicam o ressurgimento de impérios. Vivemos, porem, um momento único, onde os mercados estão se unficando de modo independente de armas e autoridades políticas. Além disso, donos de capital, hoje, são transnacionais e impessoais e preferem lidar com Estados menores. Portanto, no passado, a burguesia apoiava as centralizaçoes políticas, hoje apoiam os movimentos separatistas! Sem contar que guerras podem gerar lucro para poucos. E as maiorias seguem, apesar do voto, decidindo pouco de seus destinos.

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