Home/Infográficos/Infográfico: Comércio Triangular

Infográfico: Comércio Triangular

março 28th, 2012|Infográficos|7 Comments


Neste infográfico, você vai ver o desenvolvimento do comércio colonial no Brasil do séc. XVII. Acompanhe as aventuras de Manuel, que vai ajudar você a embarcar nesta aventura no séc. XVII: o comércio colonial entre Portugal e seus domínios. Clique em avançar e tente cumprir os desafios históricos sobre as características econômicas do período.

Para acessar o infográfico, clique na imagem abaixo

Imagem do infográfico sobre comércio colonial

Como usar em sala de aula

Este infográfico está relacionado ao comércio triangular, que envolvia o trajeto Portugal-África-Brasil. Este comércio alimentava o tráfico negreiro com escravos que eram capturados no litoral do continente africano. Os negros que eram capturados diante do comércio escravista pertenciam a diferentes grupos culturais.

7 Comments

  1. carol 11 de setembro de 2012 at 20:29 - Reply

    Adorei! Muito informativo… Me ajudou bastante :))

  2. Klaus do Iate 12 de março de 2013 at 9:57 - Reply

    O comercio triangular entre Portugal-Brasil- Africa Ocidental explica porque o comerciante nativo luso (até a intromissão de mulatos nativos do Brasil no comercio de escravos brasil Africa) eram os caras que mais lucravam e portanto mais poderosos que os donos de engenho no Brasil durante entre seculos XVI-XVIII. Tal comerciante tinha que possuir o monopolio (uma licença da Coroa portuguesa), mas uma vez conseguido isto, ele lucrava na compra de açúcar no Brasil-venda na Europa, lucrava com compra de armas de fogo na Europa-venda na Africa. Compra de escravos com reis africanos-venda para engenhos brasileiros. Parte deste lucro foi desviado para holandeses quando eles monopolizaram o transporte marítimo após guerra contra União Iberica Habsburg. Parte desta grana era perdida em impostos para rei portugues que por sua vez a partir de seculo XVIII era dado aos ingleses para pagar dividas!

  3. Klaus do Iate 12 de março de 2013 at 9:59 - Reply

    Portanto muuita gente de todas as cores (incluindo os futuros abolicionistas ingleses) e religiões lucrava com o comercio de gente e o Sinhô era um dos que lucrava talvez menos.

  4. Klaus do Iate 12 de março de 2013 at 10:08 - Reply

    Outros comércios triangulares similares fizeram a alegria da burguesia da Nova Inglaterra (as mais nortistas das 13 colonias). Com sua autonomia de colonia de povoamento, com abundante madeira, know-how em construção de barcos e armas de fogo ( e outras industrias), seu calvinismo inglês (puritanismo) a justiifcar tudo, com a vista grossa do governo central inglês (que preferia atacar galeoes espanhois, tomar colonias ibericas, francesas e holandesas em clima tropical e ter seus calvinistas e catolicos bem longe) a permitir uma quebra do pacto colonial, eles foram bem longe. Faziam um triangulo ligeiramente diferente envolvendo arma de fogo-rum-açúcar-fumo e escravos entre Nova Inglaterra-Africa Ocidental-ilhas do Caribe. Note que a burguesia metropolitana ficava de fora e os comerciantes da Nova Inglaterra equivaliam aos “nossos” comerciantes atacadistas lusos. Quando o governo central inglês viu que apesar de vitorioso na Guerra dos 7 anos precisava de grana e a Nova Inglaterra prosperava.

  5. Klaus do Iate 12 de março de 2013 at 10:24 - Reply

    Napoleão meio tardiamente e na contramão da Revolução Francesa quis instalar um comércio triangular (ou seria quadrangular?) entre Luisiânia, Haiti-Africa Ocidental- França envolvendo mais ou menos, os mesmos produtos que o triangulo que envolvia a Nova Inglaterra. O esquema melou porque para dar certo envolvia mao-de-obra a custo ZERO, portanto abolição da abolição da escravidão no Haiti, A população negra no Haiti se rebelou e teve o apoio dos Estado Unidos recem-independentes (principalmente do Norte). Como se não bastasse a Inglaterra se envolveu como antinapoleonica que era e já abolicionista. Resultado: Haiti foi o primeiro pais latino-americano a ter independência, mas teve um isolamento econômico no seculo XIX que se reflete até hoje. Além disso, os americanos sulistas radicalizaram sua posição escravagista após ameaça das rebeliões negras do vizinho Haiti serem exportadas de lá para eles. A revolução haitiana é mais um dos fatores favorecedores da Guerra Civil Americana. E Napoleão vendo seu comércio triangular melando pela perda irrecuperável do Haiti ( a fonte mais preciosa de cana-de-açúcar no seculo XVIII), fez uma grande reviravolta nos seus planos vendendo a preço de banana a Luisiânia aos EUA e atirando americanos (inimigos potenciais) e ingleses (inimigos reais) uns contra outros numa SEGUNDA guerra de independência, menos conhecida, menos gloriosa (terminou em empate com uma batalha grande acontecendo após assinatura da paz por comunicação lenta da época) e mais destrutiva ( os ingleses queimaram Washington, os americanos invadiram o Canadá!)

  6. Klaus do Iate 12 de março de 2013 at 10:35 - Reply

    Note que nesta época, os pontos de domínio português efetivos na Africa se resumiam a feitorias costeiras e portanto sem colaboração de reis africanos tao negros quanto os escravizados vendidos aos navios tumbeiros, o trafico de escravos não ocorreria. Se um rei angolano empombasse poderia inclusive tomar a feitoria. A instituição da escravidão na Africa era plurimilenar e surgiu com o surgimento do Estado na Africa subsaariana. A vinda dos islâmicos para Africa Subsaarina Oriental tornou a coisa uma fonte de renda importante para reis africanos. Os zanjs (africanos negros) eram muito apreciados pela sua força e sua aptidão para lavoura e guerra. Um zanj que conseguisse se converter ao islam tinha grandes chances de ser libertado e se tornar um general islâmico após Califado Único se dissolver. Mas foi a vinda dos europeus ocidentais que transformou a coisa em bola de neve. Um rei africano ocidental batalhava com outro frequentemente. O lado derrotado tinha muitos membros capturados com vida e estes eram vendidos em troca de armas de fogo. Um rei africano com mais armas de fogo europeias tinha mais chance de vencer e produzir mais escravos. Se ele não comprasse mais armas de fogo, corria o sério risco de ser ele mesmo um passageiro do próximo tumbeiro.

  7. Klaus do Iate 12 de março de 2013 at 10:51 - Reply

    Curiosamente foram os reis africanos ocidentais não-islâmicos (Angola-Congo) que deram mais trabalho para os traficantes luso-brasileiros. Os reis africanos ocidentais islamizados eram bem mais afinados com os traficantes lusobrasileiros cristãos. Os reis do Congo-Angola quando se convertiam ao cristianismo se tornavam clientes mais exigentes e quando contataram os comerciantes holandeses com seu cristianismo alternativo se tornaram insuportaveis! Logo após os herois da reconquista pernambucana expulsarem os holandeses foram batalhar com eles em Angola, fonte de escravos para os engenhos, que continuava ocupada pelos protestantes! Lá nossos herois tiveram uma baita dificuldade pelo apoio nativo. Os holandeses também não eram flor que se cheirasse. Apos tomar as feitorias portuguesas em torno do Cabo, não conseguiram convencer os nativos locais que não eram bantos usuários de agricultura, mas koi-san pastores e caçadores, logo não produziam escravos em abundancia e nem bons para plantations. O clima do lugar parece com o da Europa fora dos desertos. Ha riqueza mineral. Então os holandeses vieram para ficar, montaram colonias de povoamento similares a dos puritanos na Nova Inglaterra e similarmente a eles, detonaram implacavelmente os nativos. Ficaram no comando da coisa até seculo XIX bem independentes da metrópole holandesa. Criaram um idioma similar aos holandês com algumas palavras africanas. Quando a segunda rev Industrial e o imperialismo, famintos por mercados despontaram, os ingleses e bantos zulus batalharam com estes holandeses africanos (os boeres). Os boeres venceram zulus ,mas perderam para ingleses, ao melhor estilo sul dos EUA, os boeres criaram o apartheid e os abolicionistas ingleses para agradar estes africanos brancos que venceram com dificuldade disseram amen ao sistema.

Leave A Comment

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.