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Livro: 1889, de Laurentino Gomes

outubro 13th, 2013|Livros|16 Comments


No livro 1889, Laurentino Gomes mostra como a Proclamação da República no Brasil era inevitável, especialmente depois que os militares, principal apoio da monarquia, se sentiram frustrados, mal recompensados e desprestigiados pelo governo.

Capa do Livro 1889, de Laurentino Gomes

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O livro foi lançado em 2013 e conta com 416 páginas. Ao ler, você vai conferir

  • Na capa do livro, a frase: como um imperador cansado, um marechal vaidoso e um professor injustiçado contribuíram para o fim da monarquia e a Proclamação da República no Brasil.
  • A Proclamação da República já estava praticamente decretada, naquele dia 15 de novembro de 1889, no Rio de Janeiro, enquanto o imperador Pedro II, que fora alertado sobre a gravidade da questão, passava uns dias em Petrópolis.
  • Para escrever a obra, o autor fez uma pesquisa exaustiva, boa parte dela realizada nos Estados Unidos, onde morou, no ano passado, em um câmpus universitário no interior da Pensilvânia.
  • A liberdade de imprensa e de opinião durante todo o Segundo Reinado favoreceu o amadurecimento dos ideais republicanos que acabariam por derrubar a monarquia brasileira.
  • Princesa Isabel, que seria sucessora de D. Pedro, sofria forte rejeição por parte da população. Além de ser mulher em uma sociedade machista, Isabel era muito religiosa, conservadora, e ainda casada com um francês, o Conde d’Eu.
  • Se o Império já estava deteriorado, os republicanos também sofriam com problemas na liderança. O marechal Deodoro da Fonseca, comandante do Exército no levante militar, relutou um tempo antes de proclamar a República no país.
  • O livro fecha uma trilogia iniciada com 1808, sobre a fuga da corte portuguesa de Dom João para Rio de Janeiro, e continuada com 1822, sobre a Independência do Brasil.

16 Comments

  1. Rodrigo Sepini 14 de outubro de 2013 at 9:16 - Reply

    Apesar de muitas críticas vindas da Academia e de alguns Historiadores, naquela velha “rixa” de Historiadores e Jornalista a respeito da publicação de livros históricos, eu acompanho o trabalho do Laurentino desde o 1808, e aponto como um trabalho sério e muito bem feito.

    Ele está cumprindo um papel muito crucial para a sociedade brasileira, a de levar a História com H maiúsculo para todas as camadas da sociedade, não limitando apenas para estudiosos e acadêmico. O Brasil necessita de tais atos, pois a carência pela leitura e pela história do país ainda é alta.

    • Michel Goulart 14 de outubro de 2013 at 10:03 - Reply

      Concordo. Mas entendo também a frustração dos historiadores em ver jornalistas entre os top sellers na área de História.

  2. Klaus do Iate 15 de outubro de 2013 at 14:56 - Reply

    Concordo tb!

  3. Klaus do Iate 15 de outubro de 2013 at 14:57 - Reply

    Qto a frustração dos historiadores, nao foi algo que eles mesmos cavaram, se afastando das atividades extra-muros da Universidade??

  4. Klaus do Iate 15 de outubro de 2013 at 15:00 - Reply

    Para escrever a obra, o autor fez uma pesquisa exaustiva, boa parte dela realizada nos Estados Unidos, onde morou, no ano passado, em um campus universitário no interior da Pensilvânia.

    ISTO ME DEIXA EMBATUCADO. MUITOS GRANDES BRASILIANISTAS SAO estadounidenses COMO O SKIDMORE. Como os caras lá fora acabam tendo acesso a fontes mais quentes que aqui dentro? Se ainda fosse periodo da colaboração CIA-ditadura militar brasileira ou operação Condor eu entenderia. Mas proclamação da republica?

    • Michel Goulart 15 de outubro de 2013 at 15:08 - Reply

      Mas a gente não pode esquecer que com a Doutrina Monroe, os EUA estavam bisbilhotando tudo o que ocorria na América Latina. Documentos de lá certamente propiciam uma terceira visão dos acontecimentos daqui.

  5. Klaus do iate 15 de outubro de 2013 at 23:26 - Reply

    Bingo, mestre! Mas é estranho os caras saberem mais da gente que nós mesmos.

  6. André Philipp 18 de outubro de 2013 at 23:04 - Reply

    Klaus, isto se dá mediante a xenofilia empedernida que está encrostada no seio dos brasileiros que sonham com seu país ajustado aos padrões estadunidenses, bem como, frente ao desinteresse do povo brasileiro em relação a sua cultura e história.

  7. Klaus do Iate 22 de outubro de 2013 at 13:33 - Reply

    O famoso “o que é bom para os EUA é bom para o Brasil” é de uma burrice imensa.
    Voltando a questão, até entendo porque os maiores egiptólogos, assiriólogos, hititólogos do mundo serem ingleses ou franceses, e não egípcios, sírio, turcos ou árabes. Mas acho que não seria o caso do Brasil. E já dizia o velho Aristóteles: quem não conhece seu passado está fadado a repeti-lo.

  8. Klaus do Iate 28 de outubro de 2013 at 10:35 - Reply

    outro exemplo da xenofilia especial aos estadounidenses é exatamente a bandeira republicana incial do Brasil, Como podemos ver em

    https://historiadigital.org/curiosidades/12-bandeiras-historicas-brasileiras/

    É ridículo.

  9. Rodrigo Sepini 28 de outubro de 2013 at 13:31 - Reply

    Sinceramente não vejo como “ridículo”.
    Todo ato deriva de uma inspiração.
    No momento crítico e decisivo em que o Brasil se passava, nada mais plausível do que abraçar uma “ideologia” de um país que foi pioneiro de um sistema democrático. Sendo assim, a bandeira foi provisória.
    Claro que não passamos de cópias mal feitas dos americanos, infelizmente, mas cada momento gera uma consequência distinta.

  10. Klaus do Iate 2 de novembro de 2013 at 17:42 - Reply

    Bom, a França também abraçou a Republica de modo apaixonado em 1789 e sua bandeira tricolor nao era uma copia da amenicana…, portanto continuou achando ridículo.

    • FERNANDO ® 21 de novembro de 2013 at 15:50 - Reply

      vale lembrar que a mesma França da ideais iluminitas ,é a mesma que sufoca uma rebelião de escrevos no Haiti,ou seja liberdade,igualdade e fraternidade para branco s e ricos

  11. Klaus do Iate 2 de novembro de 2013 at 17:44 - Reply

    ERRATA: onde digo “continuou”, leia, por favor, “” “continuo”.

  12. Klaus do Iate 5 de novembro de 2013 at 7:03 - Reply

    O desgaste do imperador com militares já vinha de um tempo, mas a gota da água para a Monarquia foi a meu ver a Abolição. Havia um racha interno entre cafeicultores, alguns principalmente do oeste de SP eram abolicionistas e pro-imigraçao europeia. Os do vale do Paraiba eram, geralmente, escravagistas e o sustentaculo politico-economico da Monarquia. Quando a Aboliçao tantas vezes adiada se concretizou até os cafeicultores do Paraíba do Sul raciocinaram: “Se nao precisamos mais de escravos, nào precisamos mais de imperador”. Os militares positivistas então ganharam sustentaculo economico, os cafeicultores das duas regioes apresentaram um mesmo interesse e daí… foi o melodramatico exílio do P2.

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