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Questão: Conflitos Árabe-Israelenses

novembro 13th, 2009|Questões|28 Comments


Na prova do Enem 2009, tente resolver esta questão sobre série de conflitos étnicos, culturais e geopolíticos entre os árabes e israelenses, os primeiros defendo a criação de um estado palestino. A resolução está logo abaixo da questão, com comentários e habilidades cobradas na prova.

Rabin e Arafat apertando as mãos

Para ter mais informações sobre este exame nacional, fique atualizado nas notícias sobre o Enem.

Questão

Questão 22:

Em 1947, a Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou um plano de partilha da Palestina que previa a criação de dois Estados: um judeu e outro palestino. A recusa árabe em aceitar a decisão conduziu ao primeiro conflito entre Israel e países árabes. A segunda guerra (Suez, 1956) decorreu da decisão egípcia de nacionalizar o canal, ato que atingia interesses anglo-franceses e israelenses. Vitorioso, Israel passou a controlar a Península do Sinai. O terceiro conflito árabe-israelense (1967) ficou conhecido como Guerra dos Seis Dias, tal a rapidez da vitória de Israel. Em 6 de outubro de 1973, quando os judeus comemoravam o Yom Kippur (Dia do Perdão), forças egípcias e sírias atacaram de surpresa Israel, que revidou de forma arrasadora. A intervenção americano-soviética impôs o cessar-fogo, concluído em 22 de outubro.

A partir do texto acima, assinale a opção correta.

a) A primeira guerra árabe-israelense foi determinada pela ação bélica de tradicionais potências européias no Oriente Médio.
b) Na segunda metade dos anos 1960, quando explodiu a terceira guerra árabe-israelense, Israel obteve rápida vitória.
c) A guerra do Yom Kippur ocorreu no momento em que, a partir de decisão da ONU, foi oficialmente instalado o Estado de Israel.
d) A ação dos governos de Washington e de Moscou foi decisiva para o cessar-fogo que pôs fim ao primeiro conflito árabe-israelense.
e) Apesar das sucessivas vitórias militares, Israel mantém suas dimensões territoriais tal como estabelecido pela resolução de 1947 aprovada pela ONU.

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Resposta: Letra B

Habilidade: Avaliar criticamente conflitos culturais, sociais, políticos, econômicos ou ambientais ao longo da história.

Comentários: A questão é um excelente resumo das relações entre os árabes e israelenses, a partir da criação do Estado de Israel, em 1948. A questão é fácil. O candidato só deve ficar atento aos anacronismos presentes nas alternativas A, C e D.

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28 Comments

  1. Igor Fontana 13 de novembro de 2009 at 18:50 - Reply

    Legal pra caramba esse post

  2. Sabia 16 de novembro de 2009 at 22:39 - Reply

    nerdiando para enem des de já ***

    ASHSAHSAHAS

  3. Igor Fontana 17 de novembro de 2009 at 14:00 - Reply

    Bem no dia que os judeus comemoravam o '' Dia do Perdão '' , os egipicios e sirios atacaram , Michel eles estavam esperando esse dia para atacar ou foi só coincidencia ?
    Outra perguta , tem como passar os gabaritos das provas ?

  4. Prof_Michel 17 de novembro de 2009 at 16:54 - Reply

    Não, foi proposital. Uma forma de tentar pegar o inimigo de surpresa. Quanto ao gabarito das provas, estou pensando em montar um canal de fórum vinculado ao blog, para passar gabaritos, tarefas e outras informações relacionadas com a disciplina. Provavelmente, no ano que vem.

  5. Igor Fontana 17 de novembro de 2009 at 17:16 - Reply

    Ok 😀
    + só fala as objetivas 🙂

  6. klaus do iate 22 de março de 2012 at 7:37 - Reply

    Aproveitar-se de dias sagrados nao era novo. Stilicon , general supremo do cristao imperio romano do ocidente, esperou Pascoa para atacar o exercito rebelde de Alaric.

    O conflito arabe-israelense insere-se na fabricação de estados-nacionais altamente artificiais feitos pela Inglaterra no inicio do seculo XX: Iraque e Nigeria também foram fabricados. Mas desde Napoleao já se cogitava um “pais pros judeus” , pensaram até num naco da Argentina! Os judeus tinham suas razoes historicas, mas é dificil responder:
    A terra deve ser de quem saiu a força dali ou de quem tomou conta dela ha 1800anos?
    Além disso a capital é cidade sagrada de 3 religioes e , durante governo islamico, os judeus eram bem tratados na regiao, as vezes até peregrinos cristaos tb eram permitidos. A guerra nao tem motivo economico explicito, Palestina é um dos poucos paises do Oriente Medio que nao é grande produtor de petroleo e o turismo nao é deixado se desenvolver. A coisa está mais para manter uma populacao fortemente ocidentalizado (cultura mista aarabe-europeia e capital americano) de olho nos OUTROS Estados da regiao. Israel, apesar, da religiao e da questao do nacionalismo judeu camuflando, nao passa de um Estado Cruzado bem sucediddo.

    • Michel Goulart 22 de março de 2012 at 8:17 - Reply

      É bom não minimizar tudo em torno da questão étnico-religiosa. Muito bom!

  7. Gabriela 1 de novembro de 2012 at 0:48 - Reply

    Professor, porque a letra D esta errada?

    • Michel Goulart 1 de novembro de 2012 at 11:29 - Reply

      Por causa do conflito EUA (Washington) x URSS (Moscou) durante a Guerra Fria.

    • klaus do iate 16 de janeiro de 2014 at 20:03 - Reply

      E porque a intervenção americano-sovietica parou o QUARTO conflito e nao o primeiro

  8. Joseph 21 de setembro de 2013 at 15:59 - Reply

    esta resposta e’ para o Klaus do iate em particular. Voce poderia me dizer que pais e’ esse “Palestina”? Poderia me dizer suas fronteiras geograficas?, um rei? um soberano? moeda usada? capital?
    Apesar do que o povo judeu passou nos ultimos dois mil anos, sempre houve presenca judia/israelesense na regiao. Sua capital sempre foi Jerusalem deste quando conquistada e proclamda pelo rei Davi e os soberanos que vieram depois. Em relacao a Jerusalem ser sagrada as tres religioes: O cristianismo a define como sagrada aonde? No novo testamento nao ha nenhuma referencia a isso e taopouco nenhuma referencia as cristaoes a fazerem peregrinacao obrigatoria poe ela ser sagrada, mais ainda, sera’ que os lugares por onde Jesus passou sao realmente os lugares que hoje os turistas veem ou sao lugares que um religioso cristao marcou e disse que este e’ o lugar?
    Em referencia as Islam que diz Jerusalem ser sagrada: Ha alguma refrencia no Corao sobre Jerusalem ser sagrada ou foi um mito criado para ocupar a cidade? No Corao nao ha nenhuam referencia a Jerusalem, incluindo que quando eles rezam, rezam em direcao a Meca e de costas a Jerusalem.

    Peregrinos cristaos eram permitidos a visitar a Jerusalem, deste que pagassem imposto para poder irem la e nao tinham seguranca. Os Judeus, voce diz que eram bem tratados. Isso e’ subjetivo. Depende do governante da epoca. O que mandava era o imposto que eles pagavam. Se voce paga imposto entao voce tem como sustentar um regime, se nao tem como pagar imposto entao era morto ou vendido como escravo.

    Voce poderia explicar as frases:
    “Palestina é um dos poucos paises do Oriente Medio que nao é grande produtor de petroleo e o turismo nao é deixado se desenvolver.” e “a questao do nacionalismo judeu camuflando, nao passa de um Estado Cruzado bem sucediddo” Essas eu nao entendi.

    A questao do conflito judeu-“palestino” nao se resume ao que se le nos jornais brasileiros ou estrangeiros. Nao se pode dar uma posicao justa sem saber quais sao os motivos deste conflito e se se quer dar uma opiniao, seria melhor estudar a historia da regiao, sua cultura e religiao.

  9. Klaus do Iate 4 de janeiro de 2014 at 9:11 - Reply

    “esta resposta e’ para o Klaus do iate em particular. Voce poderia me dizer que pais e’ esse “Palestina”? Poderia me dizer suas fronteiras geograficas?, um rei? um soberano? moeda usada? capital?”
    Não havia, foi criado como Israel tambem foi, pois ele nao corresponde ao que existia no tempo dos Macabeus, nem em territorio e nem em etnia. Como disse antes foram estados criados pelos ingleses, como Nigeria, Iraque, India, Gambia…

  10. Klaus do Iate 4 de janeiro de 2014 at 9:16 - Reply

    O que havia era uma unidade adminisitrativa inglesa chamada Palestina que foi herdada da desintegração do imperio otomano apos 1aGG. Na divisão administrativa do imperio ACHO que nem havia Palestina vou pesquisar para você.

  11. Klaus do Iate 4 de janeiro de 2014 at 10:13 - Reply

    Esta aqui , o império na região se diivdia em vilayetes e estes em Sanjaks. Jerusalem e Monte Libano tinham adminsitração especial. A distribuição dos povos da região, não coincidia com estas fronteiras. Portanto um habitante do sanjak de Nablus não se sentia diferente do povo do sanjak de Acre.
    http://www.zum.de/whkmla/histatlas/arabworld/ottsyr19061914text.gif

  12. Klaus do Iate 4 de janeiro de 2014 at 10:13 - Reply

    “Apesar do que o povo judeu passou nos ultimos dois mil anos, sempre houve presenca judia/israelesense na regiao. Sua capital sempre foi Jerusalem deste quando conquistada e proclamda pelo rei Davi e os soberanos que vieram depois”
    Perfeito

  13. Klaus do Iate 4 de janeiro de 2014 at 10:19 - Reply

    Em relacao a Jerusalem ser sagrada as tres religioes: O cristianismo a define como sagrada aonde? No novo testamento nao ha nenhuma referencia a isso e taopouco nenhuma referencia as cristaoes a fazerem peregrinacao obrigatoria poe ela ser sagrada, mais ainda, sera’ que os lugares por onde Jesus passou sao realmente os lugares que hoje os turistas veem ou sao lugares que um religioso cristao marcou e disse que este e’ o lugar?

    As religiões evoluem, inclusive a sua. Santiago de Compostela ou Roma são menos sagradas para cristianismo porque não aparecem no Novo Testamento ou por ela não ser obrigatoria? A meu ver se não há uma obrigação do praticante ir até lá e mesmo assim ele vai, só faz aumentar a sacralidade da coisa. Quanto ao turismo religioso medieval ou arqueologia da mãe do imperador Constantino ser fajuta, não tenho a menor duvida que é, mas, isto ainda sim, não deixa de ser sagrada. A tumba de Abraão estar em algum local do sul de Israel, idem. Torna-se secundário, frente a fé genuína das pessoas, e ao desejo de posse do territorio ou ao menos de visita-lo.

  14. Klaus do Iate 4 de janeiro de 2014 at 10:25 - Reply

    “Em referencia ao Islam que diz Jerusalem ser sagrada: Ha alguma refrencia no Corao sobre Jerusalem ser sagrada ou foi um mito criado para ocupar a cidade? No Corao nao ha nenhuma referencia a Jerusalem, incluindo que quando eles rezam, rezam em direcao a Meca e de costas a Jerusalem.”
    Muita coisa em qualquer religião é acreditada e não está no texto sagrado principal dela, amigo. Coisas que não estão na Torah, somente no Talmud. No Islam, há a Sunna e acredita-se que Mohamed ascendeu aos Céus em Jerusalem e por isto, ela é sagrada para eles. Mohamed (como Moshe também) não tem túmulo conhecido. Mas Meca ainda seria mais sagrada, apesar de Mohamed inicialmente ter sido expulso de lá. o calendario islamico começa com este evento. Tudo bem que voltou para lá como conquistador.

  15. Klaus do Iate 4 de janeiro de 2014 at 10:28 - Reply

    “Peregrinos cristaos eram permitidos a visitar a Jerusalem, deste que pagassem imposto para poder irem la e nao tinham seguranca.”
    Dependendo da época sim. O imposto cobrado dos Dhimis era algo substancial. Um governante islâmico, preferiria forçar conversão ou obter mais grana? Depende… Ele era capaz de valer a autoridade do estado ou grupos armados escapavam de seu controle e saqueavam peregrinos?

  16. Klaus do Iate 4 de janeiro de 2014 at 10:31 - Reply

    “Os Judeus, voce diz que eram bem tratados. Isso e’ subjetivo. Depende do governante da epoca. O que mandava era o imposto que eles pagavam. Se voce paga imposto entao voce tem como sustentar um regime, se nao tem como pagar imposto entao era morto ou vendido como escravo.”

    Em ultima analise isto vale , para qualquer relação entre governo-sudito, não precisava , nem ter diferença religiosa, mas saõ incontaveis os exemplos de judeus em Al-Andalus e na Persia Medieval a exercer cargos importantes como médicos, professores, filosofos , conselheiros de emires. Só dois cargos eram vedados a judeus (como também ocorria dentro da Cristandade): generais e donos de terra agricola.

  17. Klaus do Iate 4 de janeiro de 2014 at 10:36 - Reply

    “Palestina é um dos poucos paises do Oriente Medio que nao é grande produtor de petroleo e o turismo nao é deixado se desenvolver.”

    Compare a produção de petroleo em Israel com a produção da Líbia, iraque Kwait, Iran, Arabia Saudita. Quanto ao turismo… a civilização surgiu no Crescente Fértil. Turismo é vocação natural da região. Imagine quantos turistas deixam de visitar e aquecer a economia destas países devido a guerra, perseguição religiosa e terrorismo.

  18. Klaus do Iate 4 de janeiro de 2014 at 10:51 - Reply

    “a questao do nacionalismo judeu camuflando, nao passa de um Estado Cruzado bem sucedido”

    O Ocidente nunca teve pena dos judeus. É certo que o antisemitismo na Europa se manifesta em surtos ferozes intervalados de tolerância reticente desde o imperio romano. Após a Diaspora da Segunda revolta contra Roma, o antisemitismo só voltou a aparecer com força em 1030 e pouco antes da primeira Cruzada. Napoleão e depois os ingleses esposaram a causa sionista sem muita força. Foi o brutalissimo Holocausto perpretado pelos nazistas que revoltou o mundo e deu força ao movimento. Ainda assim, a ONU previa uma coexistência da população arabe islâmica com os imigrantes judeus esperados. Inglaterra e EUA ignoraram as resoluções da ONU e apoiaram a criação do Estado judeu de Israel, as custas da soberania palestina sobre certos territorios, não porque fossem simpatizantes da justiça da causa sionista, mas porque poderiam ficar com um aliado militar poderoso de olho próximo nas fontes de petróleo e no comunismo ( a fundação de Israel está no contexto da descolonização e da guerra fria). O Ocidente querer ter uma cabeça de ponte nesta região muito rica (hoje riqueza em outros bases, é certo) é sonho antigo. Só que agora os “cruzados” tem muito mais legitimidade e conhecimento da região. “eles só voltaram para sua terra” , mas eram eles os mesmos? Até DNA mudou. Conseguiram manter todas as suas tradições? A ressurreição do hebraico é realmente um portento, pois nem Yeshua Ben Yozeph, o “deus” dos cristãos falava mais hebraico. Como o modelo de Estado melhor aceito pelo Ocidente atual é exatamente o Estado-nação , todos os interesses se comungaram. “Mas ter revertido ao modelo de Estado-nação para os próprios judeus, pode ter sido desvantagem em muitos pontos” . As aspas são porque isto não foi dito por mim, mas pelo historiador inglês Arnold Toynbee, que inclusive viveu na época (1948). Tomara que eu tenha ficado mais claro.

  19. Klaus do Iate 4 de janeiro de 2014 at 10:52 - Reply

    “A questao do conflito judeu-”palestino” nao se resume ao que se le nos jornais brasileiros ou estrangeiros. Nao se pode dar uma posicao justa sem saber quais sao os motivos deste conflito e se se quer dar uma opiniao, seria melhor estudar a historia da regiao, sua cultura e religiao.” Faço minhas as tuas palavras.

  20. Klaus do Iate 4 de janeiro de 2014 at 10:57 - Reply

    Quero deixar bem claro que não sou antisraelense ou antipalestino. mas você não precisa acreditar e em mim. Sou apenas pró-história. E a história é feita por humanos e escrita por humanos. Tão importante como o que se fala é QUEM fala, quais os interesses por trás do narrador?

  21. Klaus do iate 15 de janeiro de 2014 at 1:43 - Reply

    “Palestina” também era nome de unidade adminstrativa do império romano que ficou na região até vinda do Islam em torno de 642dC. Antes a região era chamada de Judeia, mas com o esmagamento da II Revolta Judaica, os romanos como parte das varias punições resolveram chatear os judeus dando o nome do povo (extinto ha muitos anos já naquela época) inimigo dos judeus: Terra dos filisteus, dos peleset.Daí Palestina. Claro que os atuais palestinos nada tem a ver com os palestinos originais como os prussianos do seculo XVIII e XIX , nada tem a ver com os prussianos originais do seculo VII, ou ganeses do sec VIII e os atuais ou os macedonios de Alexandre e os atuais.

  22. Klaus do iate 15 de janeiro de 2014 at 1:47 - Reply

    Mesmo hoje existem varias nações sem seu proprio Estado soberano: curdos, bascos etc. Mas o problema é que eles não conseguiram poderosos padrinhos como os judeus de 1948 que tinham muito a lucrar com seus apadrinhados.

  23. Klaus do iate 15 de janeiro de 2014 at 1:54 - Reply

    Inicialmente a Inglaterra era, no Entre-guerras, inimiga do Haganah, o embriao do exercito israelense, que já existia na Palestina. Mas apos 2aGG, a Inglaterra viu que teria muito mais a lucrar com suas colonias , se, aparentemente de modo paradoxal, apoiasse a independencia politica de suas proprias colonias. Palestina não foi exceção, mas a particularidade local (petroleo e comunismo de vizinhos) e a força do sionismo adquirida após holocausto, levou-a a apoiar a fundação de um Estado totalmente judaico e ignorar os nativos islâmicos.

  24. Klaus do iate 15 de janeiro de 2014 at 1:55 - Reply

    A Inglaterra criou muitos Estados “nacionais” no seculo XX.

  25. Klaus do Iate 26 de janeiro de 2014 at 12:10 - Reply

    Havia até 3 provincias romanas após Diocletianus com este nome: Palestina I , Palestina II e Palestina Salutar

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