Teleaula: O Império de Carlos Magno

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Na teleaula O Império Carolíngeo e a Idade Média, você verá como Constantinopla conseguiu manter o império romano no Oriente e como Carlos Magno formou seu império na Europa. Além disso, você saberá como ficou este continente depois da queda do império romano no ocidente.

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By | 2014-01-23T06:47:00+00:00 3 de novembro de 2009|Categories: Vídeos|Tags: , , , , |24 Comments

About the Author:

Professor, historiador e blogueiro, já trabalhei em algumas das maiores escolas públicas e particulares de Santa Catarina. Comecei a lecionar em 2001, sempre preocupado com um ensino caracterizado pela criatividade e inserção de novas tecnologias e metodologias variadas em sala de aula.

24 Comments

  1. Igor Fontana 4 de novembro de 2009 at 12:44

    Legal o vídeo 😀
    O Império Romano foi divido ao meio =D

  2. Prof_Michel 4 de novembro de 2009 at 13:34

    É isso aí, rapaz, como nós estudamos hoje 😉

  3. Douglas Isidro 4 de novembro de 2009 at 16:22

    percebi isto tambem prfessor,so q ese video ta bem velhinhu nee
    IUHAIUHAIU
    n importa , o importa é se nos aprendemos de verdade

  4. Prof_Michel 4 de novembro de 2009 at 18:19

    Oi, Douglas, na verdade, o vídeo não é velho não. A qualidade é que não é 100%. É isso aí.

  5. Klaus do Iate 18 de Março de 2013 at 12:51

    Carlos Magno tentou refazer o imperio romano ocidental, mas seus meios estavam muito aquem do objetivo. E a parada contra os saxoes continentais foi durissima. A infraestrutura burocratica tb era custosa demais. Cavalaria na Europa Ocidental tb é algo muito caro. Na Mesopotamia ou na estepe qualquer Ze Mane seria capaz de criar extensiva mente dois cavalos por familia. Na Europa Ocidental, pastos tem que ser plantados pro bicho que devem ser abrigado no inverno.

  6. Klaus do Iate 18 de Março de 2013 at 12:57

    Carlos Magno tb bancou um renascimento cultural que nao deve ter saido barato. Hoje a principal consequencia deste renscimanto carolingios, somos nós usando letras minusculas

  7. Klaus do Iate 18 de Março de 2013 at 13:01

    Quando parecia que o imperio alcancaria uma paz duradoura, novas ondas invasoras de islamicos, magiares e vikings e as disputas entre os reinos surgidos com tratado de Verdun, tornaram a despesa dos reis imensa. E tiveram que apelar para conceder poder politico e confiar nos vassalos cada vez mais.

  8. Klaus do Iate 18 de Março de 2013 at 13:20

    A cavalarizaçao dos exercitos da Europa Ocidental comecou com Carlos Martelo. Ele constatou que para enfrentar os rapidos arqueiros montados islamicos nas condicoes vigentes em sua epoca que impossibilitavam uma infantaria boa, precisaria de produzir uma cavalaria pesada. As condicoes para uma infantaria boa como a romana exigiam um numero , treinamento e disciplina MINIMOS. Mas os reis frnacos nao queriam e nao podiam desviar gente da produçao. A terra era o bem mais precioso na epoca, mas contanto que tivessem camponeses trabalhando nela e nao indo para guerra ou sendo exercito permanente.

  9. Klaus do Iate 18 de Março de 2013 at 13:28

    Ainda assim a cavalaria pesada mesmo mais rapida e empregando menos gente sairia muito cara para os empobrecidos reis francos, principalmente os netos de Carlos Magno que já tinham doado muita terra. A soluçao foi permitir que os guerreiros latifundiarios cobrassem impostos diretamente de seus servos e pudessem criar suas propris leis locais e fossem juizes em seus feudos. Estes marechais por sua vez encontravam problemas similares e delegavam subvassalos. O sistema como um todo atomizou as funcóes estatais, terceirizou a soberania. Com as invasoes vikings dominando litorais e penetrando fundo rios acima, exigiu também uma melhoria das fortificaçoes a tal ponto que as mesmas fortificaçoes se tornaram a ganratia que um vassalo rebelde nao fosse esmagado tao cedo. Toda autoridade do rei passou a depdender exclusivamente da confiança. Um rei só esmagaria um vassalo rebelde se os vassalos (e seus subvassalos e os subsubvassalos) que permanecessem fieis ao rei tivessem um poder maior.

  10. Klaus do Iate 18 de Março de 2013 at 13:35

    Tomar um castelo rebelde nao era tarefa para cavalarianos e uma massa de infantaria camponesa de guerreiros de improviso seria necessaria. As maquinas de assalto europeias até seculo XIV eram inferiores a capacidade de protecáo das muralhas. Tomar de assalto (na marra) as muralhas exigia muita gente e ,portanto, a aceitacáo de muitos vassalos (e seus servos) ou muito tempo, caso se tentasse vencer os rebeldes encastelados, cercados, por fome e sede. Os camponeses convocados tinham que voltar para lavoura e os nobres que eram obrigados a lutar por leis de vassalagem, eram desobrigados pela mesma lei, apos um tempo que geralmente era de 40 dias. Os castelos poderiam ter estocado comida e agua antes de se rebelar. TUDO convergia para guerras mornas e inconclusivas, quase um esporte dos senhores feudais, que a aproximaçao do inverno encerrava.

  11. Klaus do Iate 18 de Março de 2013 at 13:38

    O sistema feudal poderia ser eficiente em recrutar para batalhas campais,es pecialmente contra inimigos alienigenas, como mongois, magiares ou islamicos. Mas os senhores feudais ciosos de sua independencia relutavam em agir disciplinadamente sob um lider. E muitas vezes fracassavam contra estes inimigos alienigenas

  12. Klaus do Iate 18 de Março de 2013 at 13:45

    Enquanto os feudos dos reis tendiam a se atomizar, apesar de serem inalienaveis, porque podiam ser perdidos em guerra, ou repartidos entre filhos ou doados para Igreja ou como premio a um vassalo especialmente fiel por seu suserano.
    Os feudos da Igreja somente aumentavam porque bispos nao deveriam ter herdeiros legais. Além disso, quando a Igreja criou Ordens de monges-guerreiros, a hierarquia destes nao era quebrada como a hierarquia do poder temporal. Um sargento templario obedecia a seu irmão-cavaleiro que obedecia a seu Grao-mestre que obedecia apenas ao papa que obedecia ,em tese apenas a Deus. E o vínculo estabelecido pela divindade e pela promessa de premio ou danaçao eterna era muito mais forte que confiança entre gentis-homens.

  13. Klaus do Iate 18 de Março de 2013 at 13:49

    Portanto nao foi a toa que o imperador alemao cedo ou tarde iria se chocar com o papa, pelo direito de ser o novo Cesar. Quem nomeraria quem (o papa outorgaria poder ao imperador ou o oposto?) ou uma questao mais pratica: Já que os bispados nao se atomizavam como outros feudos, quem nomearia os bispos?

  14. Klaus do Iate 18 de Março de 2013 at 15:29

    Desde a criaçao dos Estados na Sumeria, a religiao formalmente constiuida e o poder temporal se apoiavam.
    Desde Constantinus , a Igreja cristã apoia o Estado.
    Roma caiu, como previa Agostinho,no livro Cidade de Deus,mas a Igreja ainda necessitava do braço armado secular e vice-versa. E Clovis, Pepino, Carlos Magno,Oto I (reunificador da Franconia Oriental) renovaram a aliança entre imperadores e papas.

  15. Klaus do Iate 18 de Março de 2013 at 16:14

    O cargo de papa ficou muito político se afastando cada vez mais da liderança espitirual, porque eram postos e depostos pelo imperador do Sacro Imperio ou pela pequena nobreza em torno de Roma. Monges da abadia de Cluny, eram intelectuais contra esta situaçao. Inicialmente com apoio do imperador Henrique III, um destes reformadores cosmopolitas, foi empossado como papa. Citando o trecho Mateus 16:19 onde Jesus confia a Pedro poderes sobre ceus e TERRA., eles queriam que o líder espiritual , com muito mais poder moral, deveria dominar a liderança temporal. Os reformadores esqueciam de outro trecho onde Jesus separava os dois poderes: “Dai a Cesar o que é de César…” Moralizando todo clero para justificar sua tomada do poder, os reformadores combateram a simonia e as quebras do celibato sacerdotal, o que efetivamente tornaria a Igreja, o principal senhor feudal da Europa, dono supranacional das valiosas terras agricultaveis.

  16. Klaus do Iate 18 de Março de 2013 at 16:27

    Esta reforma logo encontrou a inimizade do clero secular e mais importantemente dos senhores feudais italianos. Henrique IV (H4) ainda era um menino, e o papa e sua Curia de reformistas nao tiveram como apelar para seu usual protetor , o imperador alemao, E o papa Gregorio VII (G7) começou a criar seu proprio exercito. Alem disso, em 1076, uma revolta de um poderoso senhor feudal na Saxonia (regiao de origem da familia do imperador de entao) ameaçou depor H4, que pediu apoio de G7. G7 somente daria seu apoio se o imperador reconhecesse que os papas poderiam nomear e depor seus sucessores.

  17. Michel Goulart 18 de Março de 2013 at 18:48

    Mas Paulo de Tarso já advertia as primeiras igrejas cristãs do perigo que é compactuar religião e poder temporal. Antes dele, Jesus já dizia: “Dai a césar o que é de césar, dai a Deus o que é de Deus”.

  18. Klaus do Iate 19 de Março de 2013 at 11:09

    Afinal um rei com direito divino como um Messiah, Untado em óleo santo deveria ter o beneplácito da Igreja, segundo G7. Como o mandato do Céu para soberano chinês e maat para o faraó. H4 foi excomungado em 1076 e 1080. Governantes pequenos alemães desafiaram abertamente H4. H4 invadiu os Estados papais, e G7 fugiu para o reino normando das Duas Sicilias seus ex-inimigos. Roma foi ocupada pelos imperiais. O lema dos reformadores papais (Liberdade para igreja) adquiriu um significado especial e adquiriria um terceiro significado durante Cruzada. H4 nomeou seu próprio papa. Somente após Urbano II convocar a primeira Cruzada, papas retornariam a controlar Roma. G7 arrumou conflito similar com rei Henrique da Inglaterra. E lá o clero local era mais simpático ao rei e costurou um acordo que o imperador alemão e os novos papas acabaram aceitando tb. Enquanto um bispo estivesse a frente do governo temporal de algum local ,ele deveria prestar vassalagem e ser aceito pelo suserano local e só obeceder aos comandos papais ligado exclusivamente a religião (Concordata de Worms, 1122) , a questão maior sobre quem nomeava quem papa ou imperador ficou congelada. O Papado e o Sacro império saíram enfraquecidos.

  19. Klaus do Iate 19 de Março de 2013 at 11:31

    O papado manteve a infraestrutura burocratica institucional centralizada do impeiro romano original, mas lhe faltava as legiões. O Sacro Imperio teoricamente possuia a maior força bruta da Europa Ocidental, mas era mantido por relações pessoais de confiança.E a relação papa-imperador nao foi mais a mesma. A maioria dos papas continuaram a coroar os imperadores escolhidos pela maioria dos vassalos mais poderosos(sim a monarca alemão era eleito por duques e bispos, nao era hereditária como em França, Inglaterra ou reinos espanhois), mas após Cruzadas, alguns papas se recusaram a fazer isto. Isto atiçava as ligas de ricas cidades-estado no norte da Italia a fazer oposição armada eficaz contra os imperadores. Conrado III e Frederico I e II penaram com os italianos. Os ducados alemaes: Bavaria, Saxonia, Franconia, Lorena e Suábia eram muito poderosos. A expansão alemã para leste e a cristianização dos eslavos correu independente do poder central no seculo XII por causa do poder monarquico reduzido com a guerra com papa. E as marcas orientais como a Austria e Brandenburg ficaram portanto também poderosas. A rede de bispados era a única coisa, que abrangia todo o império, daí seu controle ser chave para imperador.pertencer a uma dinastia reconhecida anteriormente não garantia nada.

  20. Klaus do Iate 19 de Março de 2013 at 11:39

    A guerra tao inconclusiva entre poder temporal alemão e papa resultaram em:
    1)Certeza que o Ocidente não seria uma teocracia como o Islam. 2) Que Alemanha e Italia não formariam Estados-nação tão cedo , que a França se expandiria para leste 3) Que a Alemanha seria o terreno mais fértil na Europa para ideias anti-papais. 4) Primeira Cruzada surgiria e Cruzadas subsequentes facilmente poderiam ser dirigidas também contra cristãos 5) garantiu os embriões da Prússia (com a grande autonomia da Marquesado de Brandenburg e o esmagamento dos prussianos originais em uma Cruzada liderada por ordem militar religiosa: os Teutoes) e da Austria, sede da familia Habsburg.

  21. Klaus do Iate 19 de Março de 2013 at 11:45

    Sim, Michel, o próprio Cristo disse isto claramente segundo evangelho. O problema é que você pode justificar praticamente qualquer ação sua pinçando o versículo “correto” da Biblia.

  22. Klaus do Iate 14 de dezembro de 2013 at 11:22

    Todo mundo fala dos “servos” na Idade Média, mas pouca gente fala do fenômeno “escravos prop. ditos” durante Idade Média e como ele também foi causa de desenvolvimento em certos locais da Europa Medieval, mesmo com a opinião oficial contrária dos papas.

  23. Klaus do Iate 14 de dezembro de 2013 at 11:24

    O Império Otônida ( I Reich) é o ancestral direto do Sacro Império Romano Germano, mas em que medida o Império Otônida se assemelha e se diferencia do Império Carolingio?

  24. Klaus do Iate 14 de dezembro de 2013 at 11:27

    Como foi o feudalismo na Europa Norte-Oriental? Segundo um historiador Peter Heather que primeiro surgiu um Estado centralizado e depois o feudo e que este não degradou o poder central. Só ele fala isto? Como feudalizar não prejudica governo central?

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