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A História por trás de Assassin’s Creed

março 4th, 2013|Artigos|10 Comments


É inegável o sucesso da série Assassin’s Creed, que narra as aventuras de Desmond Miles, Altaïr Ibn-La’Ahad, Ezio Auditore, entre outros. A série, originalmente criada para jogos, foi adaptada em um conjunto de livros e, em breve, vai ser lançada uma versão para o cinema. O jogo, agora em sua terceira edição, narra a empreitada da Ordem dos Assassinos, num enredo que abrange cenários históricos, mistérios religiosos, batalhas épicas e outros ingredientes responsáveis pelo sucesso da série. O que poucos sabem, é que esta ordem realmente existiu e muitos aspectos ali abordados tem um correspondente na história.

Artigo sobre a série Assassin's Creed

A Ordem de Assassinos foi uma seita fundada no século XI, por Hassan Ibn Sabbah, conhecido como “o velho da montanha”. Hassan criou a seita com o objetivo de difundir uma nova corrente do ismaelismo, que ele mesmo havia criado. Sua sede era uma fortaleza situada na região de Alamut, no Irã, capturada em 1090. A seita resultou de uma disputa sucessória no califado fatímida, uma dinastia xiita que governou o Norte de África e o Egito nos séculos X e XI. Após a morte do califa al-Mustansir em 1094, Hassan recusou-se a reconhecer o novo califa, al-Musta’li, decidindo apoiar o irmão mais velho deste, Nizar.

A fortaleza de Alamut serviu como centro de operações, a partir da qual Hassan comandava a realização de ataques nos territórios que são hoje o Iraque e o Irã. Alguns pesquisadores acreditam que a palavra Assassino viria de “Assass” – ou seja, “os fundamentos” da fé islâmica. Porém, desde Marco Polo que se acredita que o termo provém de haxixe ou haschichiyun, que significa “fumador de haxixe”. Algumas fontes cristãs medievais relatam que os Assassinos teriam por hábito consumir esta substância antes de perpetrarem os seus ataques, induzindo-lhes a visão do paraíso. Contudo, as fontes ismaelitas não fazem referência a qualquer prática deste tipo, sendo esta lenda resultado de relatos de viajantes.

Apesar de andarem uniformizados na fortaleza de Alamut com trajes brancos e um cordão vermelho em volta da cintura, quando recebiam uma missão, os Assassinos preferiam se misturar aos mendigos das cidades da Síria, da Mesopotâmia, do Egito e da Palestina para não despertarem a atenção. Em meio à multidão urbana, eles levavam uma vida comum para não atrair suspeitas, até que um emissário lhes trazia a ordem para atacar. Geralmente, eles aproximavam-se da vítima em número de três. Se por acaso dois punhais ou lâminas ocultas nas mangas fracassassem, haveria ainda um terceiro a completar o serviço. A organização tinha como marca o uso de veneno e adagas. De 1090 a 1256, os Assassinos destronaram quase todos que se opuseram a eles. Emires, governantes de cidades, comandantes de fortalezas e até religiosos notórios passaram a vestir armaduras de metal para evitar serem assassinados.

10 Comments

  1. Klaus do Iate 5 de março de 2013 at 13:45 - Reply

    Acabei de ler a adaptação para livro (romance histórico) do videogame Assassins. A moçada vai curtir porque mantem o ritmo de frenetico, cheio de ação em cada capitulo. Resvala no maniqueismo bonzinho X malzão mesmo os bonzinhos sendo capazes de matar gente como quem tira meleca do nariz. É interessante ver Maquiavel, Leonardo, Julio II, Cesare, Lucrecia, Rodrigo contracenando entre si e com os personagens, o livro de quebra dá grandes toques historicos como a chegada da sifilis (unica doença americana que ferrou europeus, porque geralmente era o oposto), a vida dissoluta dos papas, a ferveção da Florença renascentista, recem-unificação da Espanha, os sonhos franceses para a Italia, o making off da redação do Principe.

  2. Klaus do Iate 5 de março de 2013 at 13:48 - Reply

    Tem mais consistência que outros livros baseados em videogame. ha tb o fenomeno oposto, livros do Tom Clancy viraram videogames

  3. lucas candeo 5 de março de 2013 at 15:41 - Reply

    Legal e terminei o 3 ontem

  4. Vinicius fernandes gabriel 5 de março de 2013 at 16:54 - Reply

    muito legal professor gostei de saber que eu estou jogando e aprendendo história

  5. Klaus do iate 6 de março de 2013 at 8:37 - Reply

    só alguns alertas quanto ao romance e realidades historicas
    1) Nao ha provas que Templarios e Assassinos continuassem existindo na Italia do seculo XVI
    2) No livro parece que franceses e espanhois eram poderes menores que Cesare Borgia, quando na vedade Borgia era um cachorrinho (traicoeiro) dos franceses, nao o oposto. E ele jamais conseguiria, principalmente apos morte do pai, juntar um exercito na Espanha, sem permissao do rei espanhol, para reinvadir Italia, mesmo reconhecendo que a Espanha era um poder recemnascido em 150 e Cesare fosse um e”espanhol”.
    3) O mercenario Bartolomeu dAlviano era inimigo de Florença e portanto de Maquiavel
    4) Maquiavel escreve um manual de como conquistar o mundo ( O Principe) para Lourenço de Medici Neto , nao o Lourenço de Medici avô e o faz usando como exemplos fontes antigas romanas e as açoes de Cesare Borgia. Portanto Maquiavel achava Cesare , no geral, exemplar e nao podia nutrir odio mortal a ele como no livro.
    5) Julio II era um papa tao sanguinario quanto Alexandre VI, o Rodrigo Borgia. E ao mesmo tempo ambos eram mecenas tipicos do Renascimento. Ninguem é totalmente malvado ou bondoso…

  6. R0bert0 26 de março de 2013 at 22:18 - Reply

    Boa pingu me animou

  7. Lucas Gomes 3 de abril de 2013 at 23:27 - Reply

    curti.
    Como e bom ter professor de historia gamer.

  8. Marco Aurélio Corrêa Pizzollo 22 de maio de 2013 at 18:27 - Reply

    curti posso jogar e aprender ao mesmo tempo
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