Neste resumo, você vai conhecer a origem dos conflitos árabe-israelenses, a disputa pela terra no Oriente Médio, os problemas étnico-religiosos, a questão palestina. Ao terminar de ler o conteúdo, faça o quiz e teste seus conhecimentos.

Antecedentes

O Oriente Médio corresponde à parte ocidental da Ásia, perto da Europa e da África. Nele ficam países como Israel, Líbano, Síria, Iraque, Jordânia, Irã e Arábia Saudita. É uma região que tem ocupado um lugar de destaque desde a Antiguidade até hoje. Afinal, foi lá que se desenvolveram grandes civilizações, como Egito e Mesopotâmia.

Durante muito tempo, o Oriente Médio era o lugar de passagem dos viajantes e mercadores que transitavam entre a Europa e Oriente, realizando comércio de especiarias. O século XX assinalou novas e importantes mudanças na região. Primeiramente, ocorreu a descoberta de petróleo. Em seguida, colonos judeus passaram a comprar terras instalar colônias judaicas na Palestina.

No século XXI, entrou em destaque a questão do terrorismo islâmico, seu impacto no ocidente, assim como a ocupação de países e territórios árabes por forças militares ocidentais.

O papel do petróleo

A exploração de petróleo começou no Irã, em 1902, por iniciativa de companhias inglesas. A exploração em outros países teve lugar bem mais tarde, com participação de empresas norte-americanas. Os países árabes produtores fundaram, em 1959, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo – a OPEP – com o objetivo de defender os interesses dos países exportadores.

O petróleo passou a exercer, assim, uma influência cada vez mais forte nos destinos do Oriente Médio. Conflitos, como a Guerra do Golfo, tiveram desdobramentos relacionados aos interesses do petróleo. Hoje, a Arábia Saudita é uma das maiores exportadoras mundiais de petróleo. Outros países da região que possuem grandes reservas são o Iraque, o Irã, o Kwait, o Catar e os Emirados Árabes Unidos.

O Estado de Israel

No começo do século XX, numerosos judeus que moravam na Europa e em outros países da Ásia e da África começaram a emigrar para a região da Palestina, então habitada por árabes palestinos. A emigração de judeus para a região se intensificou muito a partir das décadas de 1930 e 1940, quando o nazismo passou a perseguir os judeus na Alemanha e outros países.

Depois da guerra, os judeus obtiveram muito apoio internacional, pois a opinião pública do mundo inteiro ficou chocada com as atrocidades cometidas pelos nazistas, até então desconhecidas. Assim, crescia cada vez mais o movimento para que fosse criado um país que servisse de lar para os judeus. Finalmente, em 1948, a ONU aprovou o plano de Partição da Palestina.

A partir deste plano, a parte da Palestina ocupada por colonos judeus passaria a formar um país separado, com o nome de Israel. Seguiu-se uma guerra entre judeus e palestinos, com vitória dos judeus e posterior expulsão dos palestinos.

Conflitos árabe-israelenses

Com a criação de Israel, muitos palestinos ficaram sem pátria. A partir deste momento, o conflito entre os judeus e árabes, especialmente os palestinos, tornou-se permanente. De 1948 até o início do século XX, ocorreram quatro guerras, todas favoráveis a Israel. A segunda, chamada Guerra de Suez, ocorreu em 1956, quando Israel invadiu o Egito. Foi obrigado a se retirar diante da pressão internacional.

Em 1967, Egito, Síria e Jordânia, considerando Israel uma ameaça, estavam prontos para atacar. Porém, o exército israelense atacou primeiro, derrotando-os em seis dias. Por isto, o conflito ficou conhecido como Guerra dos Seis Dias. Mesmo derrotados, Egito e Síria prepararam um poderoso exército, que atacou de surpresa em 1973, na festa judaica do Yom Kippur. O exército israelense recuou no início, mas acabou vencendo a Guerra de Yom Kippur.

Os conflitos entre árabes e israelenses levaram à morte milhares de pessoas e provocaram forte reação de protesto por parte da comunidade internacional.

A busca pela paz

Os primeiros acordos visando uma tentativa de paz foram feitos entre Egito e Israel. Estes acordos, assinados em 1978, foram chamados de Camp David, devido ao local onde foram assinados. A paz assinada pelo Egito em separado com Israel ocasionou muita revolta entre certos grupos árabes. O presidente egípcio que patrocinou o acordo foi assassinado em 1981.

Nos territórios palestinos ocupados por Israel, a população manifestava sua revolta atacando soldados israelenses. A partir de 1987, ocorreu a Intifada, quando jovens palestinos lançaram pedras nos israelenses. Em 1993, pela primeira vez um representante palestino se reuniu com um governante israelense. O palestino era Yasser Arafat, presidente da Organização para Libertação da Palestina – OLP.

Israel, por sua vez, foi representado pelo primeiro-ministro Yitzhak Rabin. O acordo previa, entre outras questões, a devolução da Faixa de Gaza para os palestinos.

A Revolução do Irã

No final da década de 1970, o Irã passou por uma revolução. O país era governado por um rei, chamado de . Na época, o xá era Reza Pahlevi, cujo pai tomou o poder mediante um golpe de Estado, em 1925. A maioria da população iraniana é muçulmana. O xá, com poderes absolutos, queria modernizar o país, tornando-o semelhante aos países ocidentais. Tornou-se, assim, um grande aliado dos Estados Unidos.

O xá não respeitava os costumes muçulmanos e mantinha muitos presos políticos, o que gerava insatisfação e protestos por parte da população iraniana. Um dos seus adversários era o aiatolá Khomeini, que vivia exilado em Paris. Khomeini fazia discursos inflamados contra o xá. Em 1979, uma revolta de grandes proporções faz com que o xá e sua família deixasse o país. Khomeini voltou ao Irã e se tornou o novo governante.

Os costumes e leis tradicionais do islamismo – a sharia – foram impostos novamente. As mulheres voltaram a usar o véu preto que cobre todo o corpo e as bebidas alcoólicas foram rigorosamente proibidas.

A Guerra do Golfo

Em agosto de 1990, o Iraque invadiu o Kwait. O governo do Iraque, chefiado por Saddam Hussein, acusou o Kwait de vender petróleo a preços muito baixos, prejudicando as vendas de petróleo iraquiano. Saddam exigiu indenização pelo prejuízo com as vendas do petróleo, além de parte do território do Kwait. Não sendo atendido, invadiu e ocupou o território kwaitiano.

Com o Kwait nas mãos de Hussein, diversos países ocidentais, dentre eles os Estados Unidos, deixaram de receber quantidades significativas de petróleo. A ONU autorizou que um grupo de países, encabeçado pelos Estados Unidos, agisse militarmente para libertar o Kwait. O ataque, conhecido como Guerra do Golfo, iniciou em janeiro de 1991 e durou seis semanas.

No final do conflito, o Iraque estava derrotado e o Kwait, libertado. A destruição do Iraque foi grande, muitos poços de petróleo foram incendiados, causando grandes prejuízos.

O século XXI

No início do século XXI, o mundo voltou novamente o seu olhar para o Oriente Médio. Em 2001, uma série de ataques terroristas nos Estados Unidos derrubou as torres gêmeas do edifício World Trade Center. Os ataques, que se estenderam a outras regiões dos Estados Unidos, foram atribuídos à rede terrorista Al Qaeda, então sob a liderança de Osama Bin Laden, um ex-aliado dos norte-americanos.

A partir dos ataques, iniciou-se uma perseguição aos líderes terroristas, o que também motivou a ocupação militar de várias regiões do Oriente Médio com a justificativa de instalar regimes democráticos. Em 2003, sob comando da Inglaterra e Estados Unidos, o Iraque foi invadido e ocupado. A ocupação pelas forças militares ocidentais não impediram os constantes problemas naquele território, assim como no Afeganistão.

Nos últimos anos, Estados Unidos e outros países vêm tentando, sem muito sucesso, manter certa distância dos problemas no Oriente Médio. Um dos mais preocupantes, atualmente, é a criação de armas nucleares no Irã.