Home/Resumos/Resumo: Crise de 1929

Resumo: Crise de 1929

novembro 15th, 2009|Resumos|12 Comments


Neste resumo, você vai conhecer os motivos que levaram à crise de 1929, nos Estados Unidos, o papel deste país na economia mundial, principais desdobramentos pelo mundo, seus efeitos no Brasil. Ao terminar de ler o conteúdo, faça o quiz e teste seus conhecimentos.

  • Quiz sobre a Crise de 1929: Teste seus conhecimentos sobre este assunto com o quiz. Aprenda os principais conceitos desta aula e fique fera nas avaliações.

Antecedentes

A Crise de 1929 foi uma grande crise econômica que atingiu os Estados Unidos e grande parte do mundo capitalista, na década de 1920. Também é conhecida, historicamente, como Quebra da Bolsa de Nova York ou Grande Depressão. Ocorreu no Entre-Guerras, ou seja, no período que se estende do fim da Primeira Guerra Mundial, em 1918, até o início da Segunda Guerra Mundial, em 1939.

Os Estados Unidos obtiveram muitas vantagens com a Primeira Guerra Mundial, pois exportaram grande quantidade de produtos para a Europa e emprestaram dinheiro aos países devastados pela guerra. Assim, tornaram-se o país mais rico e poderoso do mundo, atingindo o auge da prosperidade econômica na década de 1920. Isto gerou a expressão American Way of Life, pois muitos queriam imitar o estilo de vida americano.

Porém, em 1929, não conseguiram contornar uma grave crise na economia que acabou tendo reflexos no mundo inteiro.

Causas

Podemos destacar algumas causas principais que levaram os Estados Unidos a uma crise econômica. Uma delas foi a recuperação econômica dos países europeus após a guerra. Assim, estes países diminuíram drasticamente a importação de produtos industrializados e agrícolas dos Estados Unidos.

A diminuição das importações teve como reflexo a superprodução agrícola, principalmente de trigo, que não encontrava comprador, interna ou externamente. Houve também diminuição do consumo, pois o poder aquisitivo da população não acompanhava o crescimento da indústria. As indústrias foram forçadas a diminuir a sua produção e demitir funcionários.

Inspirado nas ideias liberais, nos Estados Unidos vigorava o livre mercado, ou seja, cada empresário fazia o que bem entendia, sem interferência do governo.

A Grande Depressão

A crise acabou chegando ao mercado de ações. De 1920 a 1929, os americanos compraram ações de diversas empresas. Com a crise, os preços das ações na Bolsa de Nova York, um dos maiores centros capitalistas da época, despencaram, ocasionando a quebra. Isto ocorreu em 24 de outubro de 1929.

Milhares de bancos, indústrias e empresas rurais foram à falência e milhões de norte-americanos perderam o emprego. Os anos seguintes ficaram conhecidos como Grande Depressão. A quebra da bolsa afetou o mundo inteiro, pois a economia norte-americana era a alavanca do capitalismo mundial. Assim, as bolsas de Londres, Berlim e Tóquio também quebraram.

Efeitos no Brasil

A Crise de 1929 também afetou o Brasil, pois os Estados Unidos eram o maior comprador do café brasileiro. Com a crise, a importação deste produto diminuiu muito e os preços do café brasileiro caíram. Para que não houvesse uma desvalorização excessiva, o governo brasileiro comprou e queimou toneladas de café. Desta forma, diminuiu a oferta, conseguindo manter o preço do principal produto brasileiro da época.

No entanto, este fato trouxe algo positivo para a economia brasileira. Com a crise do café, muitos cafeicultores começaram a investir no setor industrial, alavancando a indústria brasileira. Podemos dizer que a Crise de 1929 levou ao fim da República Velha no Brasil, que foi dominada durante muito tempo pelos cafeicultores. Consequentemente terminou, também, a Política do Café-com-Leite.

O New Deal

Em 1933, Franklin Roosevelt foi eleito presidente dos Estados Unidos e, para contornar a crise, elaborou um plano chamado New Deal. De acordo com este plano, o governo norte-americano passou a controlar os preços e a produção das indústrias e das fazendas. Assim, diminuiu a inflação e evitou a formação de estoques.

Outra medida foi a criação de um programa de obras públicas. O governo criou empresas estatais e construiu estradas, praças, escolas e aeroportos, melhorando a infraestrutura. Com isso, as fábricas voltaram a produzir e vender suas mercadorias. O desemprego diminuiu. O plano também criou leis que protegiam os trabalhadores e os desempregados.

O plano foi tão bem sucedido que, no início da década de 1940, a economia norte-americana já estava funcionando normalmente.

12 Comments

  1. Stephanie 29 de junho de 2012 at 6:22 - Reply

    Muito bom *-*

  2. Marcos 2 de outubro de 2012 at 17:15 - Reply

    Muito Legal 🙂 valeu

  3. Évelin 2 de novembro de 2012 at 21:44 - Reply

    perfeitissimoo!

  4. Klaus do Iate 15 de março de 2013 at 2:23 - Reply

    Um aspecto foi pouco abordado. Segundo Eric Hobsbawn, a Alemanha do Entreguerras era O MERCADO consumidor importante dos produtos americanos, mas a cobrança das dividas da 1a guerra principalmente pela França, não deixava a economia alemã se reerguer o suficiente para gerar empregos e os alemães terem poder aquisitivo para comprar os produtos industriais americanos. Inglaterra e França (e suas colonias) se fecharam em protecionismo e nao seriam bom mercado consumidor para produtos americanos. A America latina, com sua economia de sobremesa, corria o risco de comprar e nao pagar. Os industriais e financistas americanos temiam em investir na Russia sovietica. Ela outro bom mercado em potencial: Tinha muitos recursos naturais importantes (era boa fornecedora) e estava em construção (era boa consumidora de tecnologia de base). Mas todo capital investido poderia ser estatizado de uma hora para outra e lidar com um Estado como mercado consumidor ao inves do povo russo individualmente era temivel demais para ricaços americanos. Entao, os capitalistas americanos nao tinham para quem vender. E tome chuva de ricaços suicidas. Mas o Crack devastou mais ainda a Alemanha.
    O relativo sucesso da planificação economica sovietica (e da Italia fascista) e a piora da situação social alemã causada pelo Crack , deixou a Alemanha com apenas duas saídas: um governo totalitario de direita ou de esquerda. As elites alemaes apoiariam o partido nazista e este seduziria as massas alemaes.

  5. Klaus do Iate 15 de março de 2013 at 2:29 - Reply

    Os governantes dos EUA fizeram direitinho a lição de casa com o Crack. Após 2aGG mundial não deixaram europeus vencedores e principalmente os europeus perdedores na miseria e na sedução de uma Revolução social. Afucaram dinheiro neles (Plano Marshall). E dentro de casa jamais deixaram seus capitalistas seguirem um curso tao liberal a ponto de deixar seu proprio proleteriado interno tão empobrecido que ficasse incapaz de consumir.

  6. Daniele Pimentel 3 de setembro de 2013 at 11:42 - Reply

    E ideia do cartaz do resumo “Estilo Americano de Vida” estende-se até os nossos dias de forma ferrenha. Eles, os americanos, são copiados praticamente em tudo pelos outros países. Vale ressaltar que o que é bom deve ser copiado, mas o que não presta, jogado fora. E eles têm coisas que não prestam de sobra. Basta assistir a qualquer filme produzido pela indústria norte americana para perceber que os podres, eles não mostram.

  7. Beatriz 2 de junho de 2015 at 16:34 - Reply

    Nossa amei parabéns esta ótimo !!!

  8. Yasmim 8 de maio de 2018 at 20:25 - Reply

    Salvou a minha vida…

  9. clara 1 de julho de 2018 at 20:42 - Reply

    Muitoooo bom, amei!!

  10. Cris 13 de fevereiro de 2019 at 9:05 - Reply

    Ótimo resumo. 😀

Leave A Comment

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.