Neste resumo, você vai conhecer os motivos que levaram à crise de 1929, nos Estados Unidos, o papel deste país na economia mundial, principais desdobramentos pelo mundo, seus efeitos no Brasil. Ao terminar de ler o conteúdo, faça o quiz e teste seus conhecimentos.

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Antecedentes

A Crise de 1929 foi uma grande crise econômica que atingiu os Estados Unidos e grande parte do mundo capitalista, na década de 1920. Também é conhecida, historicamente, como Quebra da Bolsa de Nova York ou Grande Depressão. Ocorreu no Entre-Guerras, ou seja, no período que se estende do fim da Primeira Guerra Mundial, em 1918, até o início da Segunda Guerra Mundial, em 1939.

Os Estados Unidos obtiveram muitas vantagens com a Primeira Guerra Mundial, pois exportaram grande quantidade de produtos para a Europa e emprestaram dinheiro aos países devastados pela guerra. Assim, tornaram-se o país mais rico e poderoso do mundo, atingindo o auge da prosperidade econômica na década de 1920. Isto gerou a expressão American Way of Life, pois muitos queriam imitar o estilo de vida americano.

Porém, em 1929, não conseguiram contornar uma grave crise na economia que acabou tendo reflexos no mundo inteiro.

Causas

Podemos destacar algumas causas principais que levaram os Estados Unidos a uma crise econômica. Uma delas foi a recuperação econômica dos países europeus após a guerra. Assim, estes países diminuíram drasticamente a importação de produtos industrializados e agrícolas dos Estados Unidos.

A diminuição das importações teve como reflexo a superprodução agrícola, principalmente de trigo, que não encontrava comprador, interna ou externamente. Houve também diminuição do consumo, pois o poder aquisitivo da população não acompanhava o crescimento da indústria. As indústrias foram forçadas a diminuir a sua produção e demitir funcionários.

Inspirado nas ideias liberais, nos Estados Unidos vigorava o livre mercado, ou seja, cada empresário fazia o que bem entendia, sem interferência do governo.

A Grande Depressão

A crise acabou chegando ao mercado de ações. De 1920 a 1929, os americanos compraram ações de diversas empresas. Com a crise, os preços das ações na Bolsa de Nova York, um dos maiores centros capitalistas da época, despencaram, ocasionando a quebra. Isto ocorreu em 24 de outubro de 1929.

Milhares de bancos, indústrias e empresas rurais foram à falência e milhões de norte-americanos perderam o emprego. Os anos seguintes ficaram conhecidos como Grande Depressão. A quebra da bolsa afetou o mundo inteiro, pois a economia norte-americana era a alavanca do capitalismo mundial. Assim, as bolsas de Londres, Berlim e Tóquio também quebraram.

Efeitos no Brasil

A Crise de 1929 também afetou o Brasil, pois os Estados Unidos eram o maior comprador do café brasileiro. Com a crise, a importação deste produto diminuiu muito e os preços do café brasileiro caíram. Para que não houvesse uma desvalorização excessiva, o governo brasileiro comprou e queimou toneladas de café. Desta forma, diminuiu a oferta, conseguindo manter o preço do principal produto brasileiro da época.

No entanto, este fato trouxe algo positivo para a economia brasileira. Com a crise do café, muitos cafeicultores começaram a investir no setor industrial, alavancando a indústria brasileira. Podemos dizer que a Crise de 1929 levou ao fim da República Velha no Brasil, que foi dominada durante muito tempo pelos cafeicultores. Consequentemente terminou, também, a Política do Café-com-Leite.

O New Deal

Em 1933, Franklin Roosevelt foi eleito presidente dos Estados Unidos e, para contornar a crise, elaborou um plano chamado New Deal. De acordo com este plano, o governo norte-americano passou a controlar os preços e a produção das indústrias e das fazendas. Assim, diminuiu a inflação e evitou a formação de estoques.

Outra medida foi a criação de um programa de obras públicas. O governo criou empresas estatais e construiu estradas, praças, escolas e aeroportos, melhorando a infraestrutura. Com isso, as fábricas voltaram a produzir e vender suas mercadorias. O desemprego diminuiu. O plano também criou leis que protegiam os trabalhadores e os desempregados.

O plano foi tão bem sucedido que, no início da década de 1940, a economia norte-americana já estava funcionando normalmente.