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Resumo: Império Islâmico

junho 30th, 2011|Resumos|21 Comments


Neste resumo, você vai aprender sobre a vida dos antigos árabes, o surgimento do islamismo com Maomé, a expansão pelo mundo, aspectos políticos, sociais, culturais. Ao terminar de ler o conteúdo, faça o quiz e teste seus conhecimentos.

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Antecedentes

Até o século VI, a península arábica, entre a Ásia e a África, era habitada por algumas tribos árabes que sobreviviam basicamente do pastoreio. Estas tribos possuíam diferentes estilos de vida e crenças. Os beduínos eram nômades e viviam no deserto, utilizando como meio de sobrevivência o camelo e praticando o comércio de caravanas. As tribos dos coraixitas, por sua vez, habitavam a região litorânea e viviam do comércio fixo.

Nos fins do século VI, o mundo árabe sofreu importantes transformações com o aparecimento de Maomé, um jovem e habilidoso caravaneiro que circulou várias regiões do Oriente durante suas atividades comerciais. Em suas andanças, Maomé entrou em contato com diferentes povos e, supostamente, conheceu as singularidades da crença monoteísta. Em 610, teve uma visão que o fez fundar uma nova religião: o islamismo.

Para defender sua religião, Maomé pregava em Meca, criticando o politeísmo. Acabou perseguido por suas crenças e, em 622, teve que fugir para Medina. Esta fuga é conhecida como Hégira e marca o início do calendário muçulmano.

Islamismo

O islamismo, que significa “submissão a Deus”, ensina que todos os homens são iguais perante Alá (Deus, em árabe). Os ensinamentos de Maomé foram reunidos no Alcorão, livro sagrado dos islâmicos. A religião islâmica, ou muçulmana, é monoteísta e prega a imortalidade da alma. O templo dos muçulmanos é chamado de Mesquita. A religião estabelece alguns preceitos morais que o adepto deve seguir durante sua vida.

Dentre estes preceitos, estão orar cinco vezes ao dia, jejuar periodicamente, descansar nas sextas-feiras, fazer caridade, ir ao menos uma vez na vida aos lugares sagrados de Meca, cidade santa dos muçulmanos. Algumas interpretações do Corão falam da Jihad, ou guerra santa, para espalhar, por meio de conquistas, a religião islâmica e converter os infieis ao culto de um só Deus.

Os muçulmanos creem que os que morrem combatendo pela fé islâmica têm assegurado o paraíso. Isso explica o empenho mostrado pelos árabes em todas as suas conquistas.

A expansão

Antes de Maomé, os árabes eram politeístas. Cada tribo tinha as suas próprias divindades. Depois de Maomé, as tribos árabes foram unificadas sob os princípios da nova religião. Após a morte de Maomé, em 632, iniciou-se a guerra santa contra infieis do mundo inteiro. Em menos de um século, os árabes conquistaram a Síria, a Pérsia, o Egito, o norte da África e a Espanha.

Os ataques eram geralmente coordenados por um califa, chefe político e religioso, considerado sucessor do profeta Maomé. Em 711, atravessaram o estreito de Gibraltar e conquistaram quase toda a península ibérica. A seguir, atravessaram os Pireneus e entraram na Gália, mas foram derrotados pelos francos em 732.

Os árabes geralmente tratavam com moderação os povos conquistados, procurando respeitar os seus costumes. Essa era uma forma de manter sob controle estas populações.

Sunitas e Xiitas

No decorrer da expansão do império islâmico, surgiram fortes discussões para saber quem deveria controlar os ricos territórios conquistados. O crescimento da comunidade islâmica contribuiu para o surgimento de vários grupos político-religiosos. Dentre estes, destacaram-se os sunitas e os xiitas.

Os sunitas adotaram a suna – livro que conta a trajetória se Maomé – para resolver questões não esclarecidas pelo Alcorão. Eles só reconhecem líderes religiosos escolhidos diretamente pelos muçulmanos. Os xiitas, por sua vez, preferem uma interpretação mais rígida do Alcorão e não costumam admitir conhecimento de outros livros. Eles só reconhecem líderes religiosos que sejam descendentes diretos de Maomé.

Atualmente, o grupo xiita é normalmente associado aos pequenos grupos terroristas que mancham a reputação do mundo árabe. Os sunitas representam cerca de 80% da comunidade islâmica espalhada pelo mundo.

O declínio

O império islâmico se manteve unido durante quase duzentos anos após a morte de Maomé. Essa união só foi possível graças a religião e à língua árabe, presente no Corão. O declínio do império, no entanto, começou a partir do século VIII quando, um após outro, os governadores de diversas províncias passaram a negar ajuda ao governo central.

As rivalidades, o fanatismo e as ambições pessoais dos diversos califas, que se diziam herdeiros de Maomé, levaram à guerras civis, a desagração e à derrota. As pressões externas também contribuíram para esse declínio. Na península ibérica, no século XI, começou o movimento de reconquista dos cristãos com o objetivo de retomar os territórios em poder dos árabes.

No Oriente, no século XVI, os turcos otomanos conquistaram o que restava do outrora vasto império islâmico. Durante a primeira metade daquele século, os otomanos se tornaram senhores do Oriente Médio.

Legado cultural

Os árabes deixaram grandes contribuições culturais, assimilando o conhecimento das civilizações com as quais entravam em contato. Estas contribuições foram difundidas aos europeus durante a Idade Média. Nas artes, os árabes destacaram-se na arquitetura. Construíram grandes palácios e mesquitas. Desenhavam arabescos, ornamentos geométricos com caracteres em árabe, pois a reprodução de figuras humanas era proibida.

Na literatura, criaram obras até hoje conhecidas no Ocidente, tais como: “As mil e uma noites”, “As minas do rei Salomão” e “Ali Babá e os quarenta ladrões”. Na matemática, desenvolveram a álgebra e a trigonometria. Na química, dedicaram-se principalmente à alquimia. Na medicina, Avicena descreveu a natureza de várias doenças e a forma de curá-las.

Na agricultura, difundiram novos produtos e novas técnicas, como irrigação. No comércio, aperfeiçoaram o uso de recibos, cheques e cartas de crédito. Os árabes também trouxeram da China o conhecimento da bússola e da pólvora.

21 Comments

  1. luana 14 de maio de 2012 at 8:02 - Reply

    parabens

  2. João Vicente 24 de maio de 2012 at 13:52 - Reply

    Mto bom prof adorei!!!Saudade

  3. bruna 29 de maio de 2012 at 17:03 - Reply

    adorei esse site e super legal!!!

  4. rebeca 10 de outubro de 2012 at 14:42 - Reply

    nn encontrei o q qria… q pena

  5. camila cruz 11 de março de 2013 at 16:28 - Reply

    Tenho grande dificuldade em história, mas me interesso muito pela matéria! Adorei, me ajudou muito. Os exercícios também foram de bom proveito! 🙂

  6. Klaus do Iate 12 de março de 2013 at 11:14 - Reply

    Koran ou al-koran deixa claro que ha DUAS djihad uma interna, mais importante, a guerra de você contra você. Outra externa, que seria necessária levar a palavra verdadeira de Alah aos outros povos, para então cada um poder inciar a sua guerra interna individual (obedincia^=Islam a Deus=Alah contra obediencia ao Ego). Na verdade, a obediencia ao Ego comandou a expansao militar da djihad externa.

  7. Klaus do Iate 12 de março de 2013 at 11:21 - Reply

    Com a duvida que pairou sobre a escolha dos sucessores de Maomé entre se deveria ser da familia biologica do Profeta ou apenas um seguidor a risca do Koran o que teoricamente abriria as portas do califado até para nao-arabes que se submetessem corretamente a Deus, houve um racha entre os islâmicos. Ali sob o ponto de vista familiar ou de fidelidade a doutrina deveria ser o califa ,mas foi morto, criando o Partido de Ali (shiitAli) e o surgimento de uma terceira djihad, nao prevista pelo Koran de islamico contra islamico. O partido de Ali era/é minoritario, mas crendo que a justiça de sua causa (obediencia a Deus) está acima de seus meios, e que Ali foi injustiçado, compatibilizou o uso de terrorismo, magnicidio como desenvolvido por seitas xiitas medievais (Assassinos) e outras atuais. Os sunitas dando credito a tradições contidas na Suna apesar disso também enverederam para métodos violentos desde que contivessem os xiitas.

  8. Klaus do Iate 12 de março de 2013 at 11:30 - Reply

    No inicio do Islam, o próprio Islam foi mantido apanágio da nação árabe, isto não estava previsto no Koran com sua mensagem proselitista e missionaria, porque quem fosse islâmico não poderia ser escravizado e nem sobretaxado.Daí a relativa tolerância relgiosa para com os conquistados. Isto caiu rápido por terra, com mudança da capital para Damasco e com as dinastias de califas (alguns de nacionalidade síria ou persa e após fim do califado Único, turcos e outros) e com a obrigatoriedade da lingua arabe apenas na liturgia do Koran. A permissão para povos conquistados continuar suas relgioes ancestrais permaneceu entao apenas para cristãos e judeus, reconhecendo que Alah tb falou pela boca de profeta menores de Adão, Abraão e mesmo Jesus (chamado Issa no Koran), eles são respeitados como Povos do Livro, mas pagam imposto extra por isto.
    Não pagar imposto foi um grande estimulo conversor, as exigências espirituais menos duras, mais factíveis e as promessas de prêmio materialistas na pós-morte foram outros estímulos para conversão em massa ao Islam que permaneceu após desintegração do califado e mesmo hoje em dia..

  9. Klaus do Iate 12 de março de 2013 at 11:36 - Reply

    No inicio do Islam, o próprio Islam foi mantido apanágio da nação árabe, isto não estava previsto no Koran com sua mensagem proselitista e missionaria, porque quem fosse islâmico não poderia ser escravizado e nem sobretaxado.Daí a relativa tolerância relgiosa para com os conquistados. Isto caiu rápido por terra, com mudança da capital para Damasco e com as dinastias de califas (alguns de nacionalidade síria ou persa e após fim do califado Único, turcos e outros) e com a obrigatoriedade da lingua arabe apenas na liturgia do Koran. A permissão para povos conquistados continuar suas relgioes ancestrais permaneceu entao apenas para cristãos e judeus, reconhecendo que Alah tb falou pela boca de profeta menores de Adão, Abraão e mesmo Jesus (chamado Issa no Koran), eles são respeitados como Povos do Livro, mas pagam imposto extra por isto.
    Não pagar imposto foi um grande estimulo conversor, as exigências espirituais menos duras, mais factíveis e as promessas de prêmio materialistas na pós-morte foram outros estímulos para conversão em massa ao Islam que permaneceu após desintegração do califado e mesmo hoje em dia. A permissão a poliginia (islâmico pode casar até com 4 mulheres segundo Koran) é uma consequência da djihad externa. No esforço para converter os nao-islâmicos, muitos homens saudáveis jovens morreriam, o que causava uma seria desproporção entre homens e mulheres islâmicos. Então para que estas jovens não caíssem em prostituição ou concubinato e crendo que um homem era necessário para proteger qualquer mulher, permitiu-se a poliginia, condenada pelas outras religiões abrâmicas na época de Maomé.

  10. Klaus do Iate 12 de março de 2013 at 11:45 - Reply

    Acreditando fortemente na onipotência de Alah, cada vitória militar do Islam seria uma aprovação viva da vontade de Alah a iniciativa. Cada vitória então aumentava a motivação dos humanos islâmicos e as chances de vitória. Porem cada derrota tb seria uma desaprovação de Deus. A expansão do Califado Unico foi então parada em três momentos e locais:1) Na França, pelos merovingios de Carlos, a Marreta
    2) Na Anatolia, pela teimosa resistência bizantina, que mesmo tendo perdido suas melhores provincias , também tinha sua motivação religiosa no melhor estilo precursor de Cruzadas 3) Na Asia Central onde chocando-se com expansionismo da China Tang, houve um empate tecnico .
    O nascimento do xiismo foi precoce ,mas nao ameaçou prontamente a unidade interna do Califado, mas o golpe de estado que pôs os descendentes de Abass, parente de Maomé com nao-arabes persas, retirando o poder dos Umayads,sim. Ela representou uma troca de dinastia PARCIALMENTE bem-sucedida, pos na distante Al-Andalus (Espanha Islâmica) , os Umayads permaneceram no poder. Novamente a crença na onipotencia de Alah freiou choques entre Abassidas e Omiadas.

  11. Klaus do Iate 12 de março de 2013 at 11:54 - Reply

    Os dois Califados ainda foram mais subdivididos,sofreria invasoes turcas e mongois, antes de se juntar em 4Estados islâmicos no seculo XV:1) Imperio Otomano, com etnia dominante turca e seita sunita 2) Imperio do Egito Islâmico,com etnia dominante arabe e casta militar turca e curda, só formalmente ligado ao Califa de Bagdá e oscilando entre xiitas e sunitas 3) Imperio Safavi do Iran, com etnia dominante persa e seita xiita 4) Imperio Timurida ou Mugal, que unficaria polticamente a India, formado por uma casta militar turca islamica governando uma massa hinduista numerosa.
    O imperio Otomano ficaria mais poderoso que o imperio bizantino no seu auge. Manteria minorias religiosas e etnicas como orgãos administrativos paralelos as administrações provincianas, tentando ao maximo controlar nacionalismos e continuar avançando sobre a Europa.

  12. Klaus do Iate 12 de março de 2013 at 12:04 - Reply

    Curiosamente o fim de Estados islâmicos como o Califado e dos 4 impérios mencionados não reduziu o numero de adeptos ou os territórios islâmicos, pelo contrario. ,
    A expansão da religião islâmica aumentou,mesmo com o fim de Estados islamicos ou a ocidentalização da visão islâmica de mundo. É hoje a religião que mais cresce em numero de seguidores. mas ainda predomina em territórios áridos e semiáridos, com má distribuição de renda e educação. As areas islamicas na Idade Media eram as de melhor alfabetização, uma exigencia para ler o Koran. A descoberta de petroleo em areas islamicas aumentou o poder politico de suas elites, muitas comprometidas com os poderes ocidentais consumidores do petroleo.

  13. Isadora 12 de setembro de 2013 at 10:32 - Reply

    Adoreii Professor, Ta umaa Maravilhaa, aprendi muita oisa e isso era tudoo o que eu queriiaa ! Obrigada !! ;D

  14. juliana barreto 24 de outubro de 2013 at 15:01 - Reply

    concordo Bruna também amei esse site é super legal.

  15. juliana barreto 24 de outubro de 2013 at 15:03 - Reply

    que pena mesmo Rebeca se eu puder te ajuudar entrs e comenta vou ta esperando

  16. Carol 9 de abril de 2015 at 17:42 - Reply

    ual amei este site me ajudou mt nas aulas de historia, vou avisar minha prof e meus colegas! mt obg viu!

  17. Lara Figueredo 1 de junho de 2015 at 16:36 - Reply

    Adorei Professor , me ajudou muito no meu trabalho… Parabens

  18. Lara Figueredo 1 de junho de 2015 at 16:37 - Reply

    Adorei Professor , me ajudou muito no meu trabalho…Obrigada!!!

  19. Larissa Manoela 13 de março de 2016 at 19:57 - Reply

    Odiei, não me ajudou em nada!!

  20. Leticia Verli 17 de maio de 2016 at 20:22 - Reply

    muito bomm

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