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Resumo: Primeiro Reinado

abril 15th, 2010|Resumos|42 Comments


Neste resumo, você vai conhecer o Primeiro Reinado no Brasil, que ocorreu logo após o processo de independência liderado por D. Pedro I. Você vai aprender sobre como se construiu a monarquia no país. Ao terminar de ler o conteúdo, faça o quiz e teste seus conhecimentos.

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Antecedentes

Após a fuga de D. João para o Brasil, Portugal ficou empobrecido por causa da guerra contra os franceses. Além disso, o comércio português foi muito prejudicado pelo decreto de abertura dos portos brasileiros.

Diante das dificuldades, em 1820, estourou a revolução na cidade do Porto, que logo se espalhou por todo país. Esta revolução ficou conhecida como Revolução do Porto. Vitoriosos, os revoltosos formaram um governo provisório e exigiram o retorno imediato de D. João VI para Portugal. Com medo de perder o trono, D. João voltou para Portugal, em 1821.

D. João VI esvaziou os cofres do Banco do Brasil, levando quase todo o ouro para Portugal. No Brasil, deixou seu filho, D. Pedro, como príncipe regente.

D. Pedro

D. Pedro nasceu em Portugal, em 1798. Morreu em 1834, com 36 anos. Foi o primeiro imperador do Brasil e 28° rei de Portugal, ainda que o reinado em Portugal tenha durado sete dias, em 1826.

Era filho de D. João VI e Carlota Joaquina. Além disso, foi pai de D. Pedro II, segundo imperador do Brasil. Seu nome completo era: Pedro de Alcântara Francisco Antônio João Carlos Xavier de Paula Miguel Rafael Joaquim José Gonzaga Pascoal Cipriano Serafim de Bragança e Bourbon.

A independência do Brasil

No Brasil, D. João VI deixou seu filho, D. Pedro, como príncipe regente. Mas os brasileiros queriam a independência. Os portugueses, por outro lado, queriam que o Brasil voltasse a ser colônia de Portugal, como era antes da vinda de D. João.

Para isso, queriam que D. Pedro voltasse para Portugal e entregasse o governo a uma junta. Mas D. Pedro preferiu ficar no Brasil. Esta desobediência ficou conhecida como “Dia do Fico”. D. Pedro proclamou a Independência em 07 de setembro de 1822, ao receber alguns decretos das cortes de Portugal, quando estava em viagem a São Paulo.

Estes decretos anulavam algumas de suas decisões, tentando fazer com que D. Pedro obedecesse às cortes portuguesas. D. Pedro aproveitou a ocasião e declarou a separação entre Brasil e Portugal.

Os limites da independência

Para ser reconhecido oficialmente, o Brasil aceitou pagar indenizações de 2 milhões de libras esterlinas a Portugal. Para isso, pediu um empréstimo à Inglaterra, fato que iniciou a dívida externa do Brasil.

Apesar do processo de independência ter base nas ideias iluministas de liberdade, a escravidão foi mantida, atendendo aos interesses dos grandes proprietários de terras. O Brasil continuou com o modelo agrário, baseado em latifúndios e na produção de gêneros primários voltada para a exportação. Ou seja, pouco diferente de quando era colônia de Portugal.

Ao contrário de outros países da América Latina, que adotaram o sistema republicano, o Brasil adotou o governo monárquico, baseado no poder de um rei.

Primeiro Reinado

No dia 1° de dezembro de 1822, D. Pedro foi coroado primeiro imperador do Brasil, com o título de D. Pedro I. Seu governo ficou conhecido como Primeiro Reinado, e durou de 1822 a 1831.

D. Pedro I enfrentou muitas dificuldades para governar o Brasil, em parte por causa do seu autoritarismo. Além disso, muitos achavam que D. Pedro I, sendo português, em vez de se preocupar com os brasileiros, estava mais preocupado com a situação de Portugal.

A postura do imperador em relação a Constituição de 1824, a Guerra da Cisplatina e a Confederação do Equador foram alguns dos fatos que levaram à sua abdicação, em 1831.

Constituição de 1824

A Constituição de 1824 foi a primeira na História do país. Constituição é a lei mais importante de um país, que contém normas relativas aos poderes públicos e direitos da população. D. Pedro I entrou em confronto direto com a Assembleia responsável por elaborar a primeira Constituição. O imperador mandou criar uma Constituição que lhe agradasse, o que lhe trouxe desgaste político.

Esta Constituição determinava que os senadores só deixassem o cargo quando morressem. O voto era censitário, ou seja, só podia votar ou se candidatar a cargos públicos quem ganhasse uma renda mínima. Além dos três poderes usuais – Executivo, Legislativo e Judiciário – a Constituição criava o Poder Moderador, feito especialmente para o imperador. Este quarto poder permitia a ele nomear o ministério, dissolver a Assembleia e nomear os presidentes das províncias.

Assim, a Constituição de 1824 estabelecia um governo de poucos, que representava apenas os mais ricos da sociedade e beneficiava o imperador.

Guerra da Cisplatina

A guerra da Cisplatina foi um conflito que ocorreu entre 1825 a 1828, na Província Cisplatina, atual Uruguai. A Província Cisplatina foi incorporada ao Brasil em 1821, após quatro anos de lutas sangrentas contra as tropas de D. João VI.

Porém, com costumes, tradições e língua diferentes, os uruguaios queriam formar um país independente. Em 1825, apoiados pela Argentina, começaram a luta contra o Brasil. Depois de três anos de combate, D. Pedro I teve que fazer um acordo. Brasil e Argentina reconheceram a independência do Uruguai.

A guerra da Cisplatina trouxe muitas mortes e perdas materiais para o Brasil. Por esse motivo, D. Pedro I enfrentou oposição cada vez mais forte por parte de muitos políticos e da população.

Confederação do Equador

A Confederação do Equador foi uma tentativa de estabelecer um governo republicano independente, no nordeste, em 1824. Envolveu as províncias de Pernambuco, Ceará, Rio Grande do Norte e Paraíba. Dentre os motivos da revolta, podemos destacar o autoritarismo do imperador, que nomeava pessoalmente os presidentes das províncias. Esta nomeação ignorava, muitas vezes, os interesses da população local.

Além disso, as condições de vida da população nordestina eram muito precárias. Os revoltosos uniram-se contra a escravidão, contra a desigualdade social e contra o imperador. Os revoltosos foram atacados e dominados por tropas mercenárias inglesas contratadas por D. Pedro I, e por proprietários de terras que não queriam o fim da escravidão.

Alguns dos principais líderes do movimento foram Pedro Pedroso, Pais de Andrade e Frei Caneca. Este último foi condenado à morte.

Crise e abdicação

Vários motivos levaram populares e políticos a exigir a renúncia de D. Pedro I. Isto porque, como visto anteriormente, o imperador resolvia os problemas de forma autoritária. Outro fator tornou a situação ainda mais difícil. Em 1830, o jornalista Líbero Badaró, de oposição, foi morto a tiros. O imperador foi o principal suspeito pelo crime.

Além disso, a vida pessoal de D. Pedro I era muito criticada. D. Pedro tinha várias amantes. Uma delas, a Marquesa de Santos, ficou muito conhecida entre os brasileiros. O choque entre os partidários do imperador, e aqueles que eram contrários a ele, tornava-se cada vez mais violento. As violentas brigas envolviam garrafas, originando o termo Noites das Garrafadas.

Percebendo que tinha perdido a autoridade e o respeito da população, D. Pedro I resolveu renunciar, em 1831. Voltou para Portugal e deixou o trono para seu filho, Pedro de Alcântara, que tinha apenas cinco anos de idade.

42 Comments

  1. gabrielle 18 de março de 2010 at 13:56 - Reply

    michel muito legal

  2. Maria Julia Grafulim 18 de março de 2010 at 16:44 - Reply

    Prof vou imprimir este resumo!pelo visto ele vai me ajudar muito a estudar obrigada!

  3. Aninha 6 de abril de 2010 at 15:20 - Reply

    Michel, vai ajudar muito para prova, que bom que você tem este Blog.

  4. Prof_Michel 6 de abril de 2010 at 15:32 - Reply

    Oi, Aninha, é isso aí! Sucesso!!

  5. Eduardo Cabral 6 de abril de 2010 at 19:44 - Reply

    Sor teu blog ta otimo eu vou ganhar um mp5 de niver, e vou colocar os podcast nele para estudar vlw!!!
    e vou estudar bastante para a provaa!!!!

  6. Guilherme Machado 6 de abril de 2010 at 19:58 - Reply

    brigado professor isso vai me ajudar muito baixei o audio do resumo

  7. Eduardo Cabral 9 de abril de 2010 at 18:53 - Reply

    sor me interesei muito sobre o primeiro reinado mais tenho muitas duvidas ainda!!
    mas vou continuar lendu para desfazer as duvidas!!!

  8. Prof_Michel 9 de abril de 2010 at 23:06 - Reply

    É isso aí, Eduardo. Vai fundo! E se tiver dúvidas, pode trazer. Abraços

  9. Laura Galvani 14 de abril de 2010 at 13:56 - Reply

    Adorei professor, vai me ajudar bastante a estudar… valeu.

  10. Prof_Michel 14 de abril de 2010 at 14:15 - Reply

    ;)

  11. Laura Galvani 14 de abril de 2010 at 14:17 - Reply

    Adorei professor, isso vai me ajudar muito a estudar… valeu.

  12. Malú 15 de abril de 2010 at 15:02 - Reply

    Adorei Michel, vai me ajudar bastante a estudar

  13. ivan 15 de abril de 2010 at 17:13 - Reply

    todos os resumos são ótimos Michel,está de parabéns!!!!

  14. João Pedro 15 de abril de 2010 at 21:38 - Reply

    Prof. eu mandei um outro comentario mais sem nome mesmo assim gostei bastante do resumo.Boa sorte!!!!

  15. Prof_Michel 15 de abril de 2010 at 22:02 - Reply

    Boa sorte? Por quê? hehe

  16. Mariana Amaral 16 de abril de 2010 at 15:25 - Reply

    Professor este resumo me ajudou bastante nessa ultima prova!!!!
    Valeu

  17. Prof_Michel 16 de abril de 2010 at 15:28 - Reply

    Que bom, Mari! :)

  18. Mariana Amaral 16 de abril de 2010 at 15:28 - Reply

    O professor quem que é o presidente da provincia?

  19. Mariana Amaral 16 de abril de 2010 at 15:30 - Reply

    Prof pena que nao tirei 10
    kkkk

  20. Mariana Amaral 16 de abril de 2010 at 15:31 - Reply

    Ai Ai

  21. Prof_Michel 16 de abril de 2010 at 15:35 - Reply

    Mari, o termo presidente da província tem quase o mesmo significado que os governadores de estado hoje.

  22. Mariana Amaral 17 de abril de 2010 at 9:55 - Reply

    Ah
    Valeu prof

  23. Maria Julia Lopes 6 de maio de 2010 at 20:10 - Reply

    Professor isso tem alguma coisa aver com o que estamos aprendendo???

  24. Prof_Michel 7 de maio de 2010 at 1:40 - Reply

    Não

  25. Maria 7 de dezembro de 2010 at 20:34 - Reply

    Sou deficiente visual..minha mae achou esse material e eu amei e ta me ajudando muito….muito obrigada..valeu!!!!

    Fernanda.

  26. Prof_Michel 7 de dezembro de 2010 at 20:55 - Reply

    Maria, diga para a Fernanda estudar bastante. Sucesso a vocês! =)

  27. caio 18 de fevereiro de 2011 at 20:36 - Reply

    michel as proximas perguntas ja vou arcertar otimo trabalho

  28. Prof_Michel 18 de fevereiro de 2011 at 23:48 - Reply

    hahaha, vai mesmo!

  29. Blog Do Ramonzinho 23 de fevereiro de 2011 at 14:19 - Reply

    Muiro bom essa postagem,vai ajudar batante…

  30. BLOOGER DA *BRU*BRU* 31 de março de 2011 at 16:39 - Reply

    NOSSA PROF OBRIGADA POR TER ESE BLOG.VAI ME AJUDAR MUITO ,DEI UMA LIDA E ACHEI MUITO INTERESANTE,SOBRE A INDEPENDENCIA E SOBRE O PRIMEIRO REINADO.OBRIGADA ;)

  31. Claudio Moreira Pereira Júnior 27 de abril de 2011 at 13:57 - Reply

    Bem o resumo está muito complexo, eu peguei algumas partes de respostas do Quizlet para resumir um pouco mais, mais porque aconteceu inesperadamente a guerra de cisplatina?

  32. Prof_Michel 27 de abril de 2011 at 15:00 - Reply

    Claudio, não foi inesperadamente. A Cisplatina já tinha sido colônia espanhola e agora queria independência, assim como o Brasil também a conquistou.

  33. Vitória Régia 29 de maio de 2012 at 16:24 - Reply

    Professor, o seu blog está me ajudando muito a aprender história , principalmente por que estou em ano de vestibular.Eu só não consegui visualizar a parte sobre Descolonização Afro-Asiática, essa parte ainda não tem no blog?

  34. maykon 27 de setembro de 2012 at 23:34 - Reply

    Michel, você tem algum site ou blog pra indicar pra mim? vou fazer enem e gostei muito dos seus resumos e slides. Queria encontrar materiais na internet como os que vc fornece aqui. principalmente de matemática e química.
    urgentemente, de seu aluno virtual:
    maykon carlos lima
    email: [email protected]

  35. rafael 18 de maio de 2013 at 12:03 - Reply

    muito facil pegar o resumo

  36. eduardo 16 de junho de 2013 at 17:47 - Reply

    na guerra da cisplatina a argentina entrou ao lado do brasil e nao contra ele, os uruguaios eram apoiados pelos ingleses

  37. eduardo 16 de junho de 2013 at 18:29 - Reply

    opa falei errado, a argentina entrou contra o brasil mas nao a favor do uruguai, que tinha apoio ingles

  38. eduardo 16 de junho de 2013 at 18:29 - Reply

    opa falei errado, a argentina entrou contra o brasil mas nao a favor do uruguai, que tinha apoio ingles

  39. Eloiza $_$ 22 de julho de 2014 at 16:06 - Reply

    ñ entende nada

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