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Antecedentes

A estreita faixa de terra localizada entre os rios Tigre e Eufrates foi chamada pelos gregos, na antiguidade, de Mesopotâmia, isto é, “terra entre rios”. Se localizava na região denominada Crescente Fértil, que englobava também outras regiões, como Egito e Israel.

A Mesopotâmia foi o berço da civilização ocidental. Nosso alfabeto, nossa religião, nosso direito e nossas artes são o resultado de uma longa evolução que lá começou. Essa rica planície atraiu uma série de povos, que se encontraram e se misturaram, empreenderam guerras e dominaram uns aos outros. Entre estes povos que formaram a chamada civilização mesopotâmica temos: os sumérios, os babilônios, os hititas, os assírios e os caldeus.

Os sumérios

Os sumérios viveram no sul da Mesopotâmia, entre 4000 a.C. e 1900 a.C. Os pântanos da antiga Suméria foram o berço das cidades-Estado do mundo. Suas principais cidades-Estado foram Ur, Uruk e Nipur. Os antigos agricultores sumérios enfrentaram escassez de chuvas. Para obter água, abriam canais de irrigação. Embora a roda de oleiro tivesse sido inventada nos tempos pré-históricos, foram os sumérios que construíram os primeiros veículos de rodas para facilitar o comércio.

A invenção da escrita é atribuída aos sumérios. Em princípio, foi inventada para registrar transações comerciais. Eles escreviam na argila mole e o traço deixado tem a forma de cunha, daí o nome de escrita cuneiforme. O edifício característico da arquitetura suméria é o zigurate, depois muito copiado pelos povos que se sucederam na região. Era uma construção em forma de torre, composta de sucessivos terraços e encimada por um pequeno templo.

Os sumérios eram muito religiosos. Consideravam o culto aos seus deuses a principal função a desempenhar na vida. Quando interrompiam as orações, deixavam estatuetas de pedra que os representavam diante dos altares, para rezarem em seu nome.

Os babilônios

Os babilônios estabeleceram-se ao norte da região dos sumérios, entre 1900 a.C e 1600 a.C. Centralizaram seu império na cidade de Babilônia. Por volta de 1750 a.C., Hamurábi, rei babilônico, conseguiu conquistar toda a Mesopotâmia, fundando um vasto império ao qual impôs a mesma administração e mesmas leis. Suas leis eram baseadas na lei de talião – olho por olho, dente por dente. É o famoso Código de Hamurábi, o primeiro conjunto de leis escritas da História.

Desenvolvendo conhecimentos adquiridos pelos sumérios, os babilônios fizeram novas descobertas, como o calendário e o relógio de sol. Babilônia, capital do império, tornou-se a cidade mais próspera e rica da época. Com a morte de Hamurábi, o Primeiro Império Babilônico entrou em decadência e acabou por desaparecer, com invasões sucessivas de povos vindos do norte e do leste.

Os hititas

Os hititas estabeleceram grande dominação na região da Anatólia, ou Ásia Menor, entre 1600 a.C. e 1200 a.C. A capital, Hatusa, por sua localização no centro da Anatólia, foi de muita utilidade no controle das fronteiras. A importância dessa civilização reside no fato de ter sido ela que nos legou os mais antigos documentos escritos numa língua indoeuropeia até hoje descobertos.

A maior parte dos textos, que tratavam de história, política, legislação, literatura e de religião, eram gravados em cuneiforme sobre tabuinhas de argila. O domínio hitita também trouxe consigo duas invenções de grande importância para o progresso da humanidade: a utilização do ferro e o uso do cavalo. Além disso, criaram as rodas com raios, utilizadas em carros de guerra.

O rei hitita era o chefe do exército, juiz supremo e sacerdote. As rainhas dispunham de um certo poder. Os hititas criaram um vasto império nas atuais Turquia e Síria, e chegaram mesmo a conquistar a Babilônia.

Os assírios

Os assírios habitaram a região ao norte da Babilônia, entre 1200 a.C. e 612 a.C. Constituíram vasto império e estabeleceram sua capital ora em Nínive, ora em Assur. Este povo destacou-se pela organização e desenvolvimento de uma cultura militar. Encaravam a guerra como uma das principais formas de conquistar poder e desenvolver a sociedade.

Eram extremamente cruéis com os povos inimigos que conquistavam. Impunham aos vencidos, castigos e atrocidades como uma forma de manter respeito e espalhar o medo entre os outros povos. A violência militar assíria tinha legitimidade por meio da religião: a conquista de territórios e riquezas era a missão divina dos reis. O Império Assírio não resistiu à pressão exercida pela aliança entre medos e caldeus. Em 612 a.C., os aliados derrotaram os assírios e destruíram Nínive e Assur.

Os caldeus

Os caldeus e sua supremacia representam o estágio final da civilização mesopotâmica, entre 612 a.C. e 539 a.C. O rei caldeu Nabucodonosor e seus seguidores tentaram reviver a cultura da época de Hamurábi. Este estágio é chamado de Segundo Império Babilônico. Os caldeus foram os mais capazes cientistas da história mesopotâmica, tendo deixado importantes contribuições no campo da astronomia.

Em 587 a.C., Nabucodonosor conquistou Jerusalém, após submetê-la a um cerco. Seguiu-se um período de prosperidade na Babilônia. Neste período, surgiram os Jardins Suspensos da Babilônia e a Torre de Babel. Em 539 a.C., Ciro, rei dos persas, apoderou-se da Babilônia e transformou-a em mais uma província de seu poderoso império.

Sociedade

A sociedade mesopotâmica era dividida em estamentos. Os estamentos eram camadas sociais, nas quais a posição social dos indivíduos dependia do nascimento. Os sacerdotes, aristocratas, os militares e os comerciantes formavam os estamentos da minoria. A maioria da população era formada pelos artesãos, camponeses e escravos.

Mesmo no interior dos estamentos, havia funções sociais diferenciadas. Existiam artesãos que detinham técnicas tão desenvolvidas que eram considerados mais importantes que muitos sacerdotes. Na Mesopotâmia havia um entrelaçamento entre política e religião. Os reis exerciam as funções de sumo sacerdote, supremo juiz e comandante militar. Esta característica é denominada poder teocrático.

Religião

Os mesopotâmicos eram politeístas, ou seja, adoravam várias divindades e acreditavam que elas eram capazes de fazer tanto o bem quanto o mal. A maior parte dos deuses tinham características antropozoomórficas. Isto significa que eram representados em forma humana e animal. Os deuses se diferenciavam dos homens por serem mais fortes, todo-poderosos e imortais. Representavam elementos da natureza, como o vento, a água, o sol, etc. Cada cidade tinha um deus próprio e, quando uma alcançava predomínio político sobre as outras, seu deus também se tornava mais cultuado.

Política e economia

A Mesopotâmia estava dividida em várias cidades-Estado independentes e com governo próprio e autônomo. Cada cidade mesopotâmica pertencia a um deus, representado pelo rei. Ele era auxiliado por ministros, sacerdotes e funcionários. O rei legislava em nome das divindades, assegurava as práticas religiosas, zelava pela defesa de seus domínios, protegia e regulamentava a economia.

As principais atividades econômicas eram a agricultura e o comércio. Os mesopotâmicos desenvolveram também a tecelagem, fabricavam armas, joias e objetos de metal. Os comerciantes andavam em caravanas, levando seus produtos aos países vizinhos e às regiões mais distantes e trazendo matérias-primas que faltavam na Mesopotâmia.