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Resumo: Pré-História Geral

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Aspectos gerais

A Pré-História corresponde a um longo período de 3,6 milhões de anos. Termina com o surgimento da escrita, há 4 mil anos. Pesquisas indicam que o ser humano surgiu na África, há aproximadamente 4 milhões de anos. Vale lembrar que estas datas são motivos de constante discussão.

O estilo de vida nômade fez com que estes seres humanos – a partir da África – criassem redes de migrações para outras regiões do planeta. Assim, em tempos e circunstâncias diferentes, outros continentes – Europa, Ásia, Oceania e América –, foram povoados.

Sobre o termo

O termo Pré-História, apesar de muito utilizado, é motivo de discussão entre historiadores, arqueólogos e outros pesquisadores do período. Isto porque “pré” significa “antes”, e passa a ideia de que as populações que viveram neste período não tinham história.

No entanto, quando o ser humano passa a transformar a natureza, já está fazendo história. E isto ocorre desde que os primeiros seres humanos surgiram. Assim, alguns pesquisadores preferem utilizar outros termos como referência às pessoas que viveram neste período. Povos ágrafos, ou seja, sem escrita, é um destes termos.

Ciências da Pré-História

O que aconteceu nesse vasto período pode ser conhecido pelo estudo dos fósseis e de instrumentos, desenhos, restos de habitações e outros vestígios da vida humana. Estes vestígios são objeto de estudo de duas ciências principais: a Arqueologia e a Paleontologia.

A Arqueologia é a ciência que estuda a cultura material humana, num dado tempo e espaço. Esta cultura material é pesquisada nos chamados sítios arqueológicos. A Paleontologia, por sua vez, é ciência que estuda, através de fósseis, os organismos que viveram no planeta, ao longo do tempo geológico.

Origem do homem

Existe um grande debate entre a ciência e a religião, no que diz respeito à origem do homem. As duas principais vertentes desta discussão são o Criacionismo e o Evolucionismo.

O Criacionismo é a concepção ligada ao religioso, baseada na ideia da criação do ser humano por um ser divino. Teve grande predominância até o séc. XIX. O Evolucionismo é a concepção ligada à ciência, baseada nos estudos de Darwin sobre evolução humana.

Considerando que a história é uma ciência, vamos debater aqui as pesquisas relacionadas à ideia de evolução humana.

Evolução Humana

O evolucionismo não defende a ideia de que o ser humano evoluiu do macaco. Ambos tiveram um ancestral comum, mas seguiram caminhos evolutivos diferentes. O estudo dos crânios possibilitou a classificação de diferentes etapas da evolução dos primeiros humanos, pois o volume do cérebro foi aumentando à medida que evoluía.

As principais etapas da evolução humana são: Australopiteco, Homo Habilis, Homo Erectus e Homo Sapiens. O Australopiteco é considerado o ancestral mais antigo do ser humano. Viveu na África, há aproximadamente 3 milhões de anos. O volume de seu crânio era de cerca de 500 cm³, um pouco maior que o dos atuais macacos.

O gênero homo

O Homo Habilis inventou as primeiras ferramentas e viveu há aproximadamente 2 milhões de anos. O volume de seu crânio era de 800 cm³ – o dobro do crânio do chimpanzé. O Homo Erectus viveu há aproximadamente 1 milhão de anos. Sabia utilizar alguns instrumentos feitos de pedra e era um hábil caçador. O volume de seu crânio era de 1.100 cm³, o que equivale ao dobro do crânio dos macacos atuais.

O Homo Sapiens viveu há aproximadamente 200 mil anos. Já era um artesão habilidoso e os seus utensílios eram melhores e mais eficientes do que todos os outros feitos anteriormente. O volume de seu crânio atingia 1.500 cm³, o mesmo volume do crânio do ser humano moderno. O Homo Sapiens Neanderthalensis – ou Homem de Neandertal – viveu há aproximadamente 100 mil anos . Nesta etapa, o ser humano já tinha preocupações espirituais e noção da morte. O volume de seu crânio atingia 1.700 cm³, levemente maior do que os humanos modernos.

No decorrer da evolução humana, a Pré-História se divide em três fases: Paleolítico, Neolítico e Idade dos Metais. Esta divisão foi feita de acordo com o material utilizado pelos primeiros humanos na fabricação de suas ferramentas.

Paleolítico

O Paleolítico é também denominado Idade da Pedra Lascada, e abrange um período que vai de 4 milhões a 10 mil anos, aproximadamente. Os indivíduos deste período fabricavam a maior parte dos utensílios com pedras. Destas eram tiradas algumas lascas para formar uma borda cortante.

Neste período, os seres humanos eram nômades, ou seja, deslocavam-se de um lugar para outro em busca de alimentos. Viviam da caça e da coleta. Alimentavam-se basicamente de frutos, raízes, peixes e pequenos animais. À medida que os utensílios foram se aperfeiçoando, passaram a caçar grandes animais.

Abrigavam-se em cavernas ou choupanas feitas de galhos e cobertas de folhas. Nas paredes das cavernas surgiram pinturas denominadas de arte rupestre, com reprodução de cenas de caça.

Descoberta do fogo

O fogo representa uma descoberta muito importante desse período. Segundo os arqueólogos, teria ocorrido há mais ou menos 500 mil anos, na África. Com o tempo, os seres humanos devem ter perdido o medo do fogo provocado na natureza por combustão espontânea, por raios ou vulcões.

O fogo tinha várias serventias para o homem pré-histórico: aquecer-se do frio, iluminar a noite e as cavernas, defesa dos animais selvagens, cozinhar os alimentos, argila e fundir metais. O uso do fogo para preparar alimentos desempenhou um papel importante na transformação física humana. O fato de a carne cozida ser mais fácil de mastigar do que a crua tornou desnecessárias as mandíbulas potentes e dentes enormes.

A descoberta de como fazer fogo deve ter sido casual. Graças a observação das faíscas resultantes de utensílios de pedra, os seres humanos passaram a fazer fogo com o atrito de duas pedras junto a montes de gravetos secos.

Neolítico

O Neolítico é também denominado Idade da Pedra Polida, e abrange um período que vai de 10 mil a 5 mil anos, aproximadamente. Os indivíduos deste período aprimoraram os instrumentos de pedra, polindo-os e tornando-os cada vez mais afiados. Neste período, a relação com o meio-ambiente mudou. O homem já não vivia só da caça, pesca e coleta. Passou a semear as terras férteis e a aguardar a época das colheitas. Surgiu, portanto, a agricultura e a criação de animais.

Os seres humanos passaram a morar permanentemente num só lugar, tornando-se sedentário. Surgiram as comunidades fixas, ou aldeias, compostas de cabanas rodeadas por uma cerca protetora. Como as colheitas agrícolas precisavam ser armazenadas, o homem passou a modelar vasilhas de argila, que depois eram cozidas no fogo. Vem daí a origem da cerâmica. Com o excedente de produção agrícola, surgiu o comércio.

O conjunto significativo de mudanças sociais, políticas, culturais e econômicas resultantes do surgimento da agricultura, é denominado revolução agrícola ou revolução neolítica.

Idade dos Metais

A Idade dos Metais é o último período da Pré-História, e abrange um período que vai de 6000 a.C. a 4000 a.C., aproximadamente. Este período se refere ao momento em que o ser humano adquiriu seus primeiros conhecimentos sobre a técnica de fundir, ou derreter, metais. Este processo se denomina metalurgia.

O primeiro metal utilizado foi o cobre. De início, era martelado a frio, depois fundido no fogo e moldado em fôrmas de barro ou pedra. Mais tarde, o homem descobriu a liga do cobre com o estanho, obtendo o bronze, que é um metal mais duro. O bronze foi muito utilizado na fabricação de espadas, armaduras, ferramentas e objetos de adorno.

Com o uso de forjas e foles, a metalurgia melhorou, atingindo o ferro, um dos metais que necessita de técnicas mais aprimoradas para ser aproveitado. O ferro era usado principalmente para a fabricação de armas.