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Antecedentes

Renascimento cultural foi um movimento artístico-intelectual que, a partir do séc. XV, recusou o pensamento religioso medieval, colocando o ser humano no centro de todos os interesses. O Renascimento, ou Renascença, foi marcado por um retorno aos valores e características da antiguidade clássica greco-romana.

Os renascentistas faziam várias críticas ao período medieval, dominado pelos valores culturais e religiosos da Igreja. Por este motivo, para eles, a Idade Média foi um período de pouco avanço cultural, que ficava entre a Antiguidade e a Modernidade. Modernidade era a forma como denominavam o período em que viviam.

Assim, a Modernidade foi caracterizada como uma época de progresso intelectual, na qual se fazia renascer a cultura clássica greco-romana. Daí a origem do termo Renascimento. Para os homens da época, a cultura greco-romana era muito superior à cultura medieval. Assim, a Idade Média passou a ser denominada Idade das Trevas. Vale ressaltar que, atualmente, o termo Idade das Trevas é questionado pelos historiadores.

Características

O Renascimento Cultural foi um movimento com características próprias. Uma delas foi o retorno à cultura greco-romana, pois os renascentistas achavam que gregos e romanos tinham um conhecimento mais amplo da vida. Outra característica foi o humanismo e o antropocentrismo, pois o homem passou a ser o centro de todas as atenções – até então situado nas coisas divinas.

Além disso, foi caracterizado pelo hedonismo e individualismo, considerando a intensa preocupação como o prazer e a liberdade do indivíduo. Foi marcado também pelo racionalismo e valorização da natureza, uma vez que os renascentistas passaram a adotar métodos experimentais e de observação da natureza.

Vale ressaltar que estas características faziam um contraponto aos valores medievais, marcado, geralmente, pelo teocentrismo, pela negação dos desejos humanos e pelo conhecimento marcado pela fé.

Onde e quando ocorreu

A Itália foi o berço do Renascimento cultural. Um dos motivos foi o fato da Itália ter sido herdeira direta do Império Romano. Assim, havia um contato constante com resquícios da cultura romana. Além disso, o forte desenvolvimento econômico das cidades italianas possibilitou que os comerciantes financiassem os artistas.

O período de maior produção renascentista, na Itália, foi de 1450 a 1550. No restante da Europa, ele ocorreu durante todo o século XVI. Os pensadores, escritores do Renascimento eram conhecidos como humanistas, ou seja, grandes conhecedores da cultura clássica.

Boa parte destes representantes do Renascimento se destacou na Itália, especialmente na pintura e na escultura. Outros, tiveram destaque fora da Itália, principalmente na literatura e na filosofia.

Representantes italianos

Leonardo da Vinci (1452-1519) foi pintor, arquiteto, escultor, físico, engenheiro, entre outros. É autor, entre outras obras, da Mona Lisa e A Última Ceia. Michelângelo Buonarroti (1475-1564) foi arquiteto, escultor e pintor. É autor de obras como, Pietá, Davi, Moisés e pinturas da Capela Sistina. Sandro Botticelli (1444-1510) também pintou um grande número de madonas, além de quadros de inspiração religiosa e pagã, como A Primavera e O Nascimento de Vênus.

Nicolau Maquiavel (1469-1527) foi historiador e diplomata, é considerado o fundador do pensamento e da ciência política moderna. Galileu Galilei (1564-1642) foi matemático, físico e astrônomo, um dos primeiros estudiosos a usar o método experimental para estudar a natureza e comprovar suas teorias. Construiu a primeira luneta astronômica, por meio da qual demonstrou que o centro do universo é o sol e não a terra.

Os mecenas

O comércio intenso com o Oriente, fez algumas cidades italianas acumularem grandes fortunas. Com isso, dispunham de condições materiais para financiar a produção artística de escultores, pintores, arquitetos, músicos, entre outros.

Os próprios governantes e papas passaram a dar proteção e ajuda financeira aos artistas e intelectuais. Era, em outras palavras, uma espécie de patrocínio. Este patrocínio era denominado mecenato e, os patrocinadores, eram chamados de mecenas. Em linhas gerais, o mecenato visava tornar o poder central mais popular.

Assim, os donos do poder se valiam dos artistas para se tornarem conhecidos através de estátuas, pinturas, obras escritas e canções.

Outros representantes

Erasmo de Roterdã (1466-1536), nascido nos Países Baixos, destacou-se na literatura e na filosofia. Criticou a sociedade do seu tempo na obra Elogia da Loucura. Michel de Montaigne (1533-1592), nascido na França, foi um célebre filósofo e moralista, autor de Ensaios.

William Shakespeare (1564-1616), nascido na Inglaterra, destacou-se na literatura e teatro, autor de Romeu e Julieta, Hamlet, entre outros. Miguel de Cervantes (1547-1616), nascido na Espanha, destacou-se na literatura, autor de Dom Quixote de la Mancha.

André Vesálio (1514-1564): nascido na Bélgica, é considerado o pai da anatomia moderna, autor de De Humani Corporis Fabrica.