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Resumo: Revolução Russa

dezembro 15th, 2009|Resumos|26 Comments


Neste resumo, você vai conhecer a Revolução Russa, os motivos que levaram a uma revolução na Rússia, a ascensão do socialismo naquele país, as fases da revolução e principais protagonistas. Ao terminar de ler o conteúdo, faça o quiz e teste seus conhecimentos.

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Antecedentes

A Revolução Russa foi uma revolução que ocorreu na Rússia, em 1917, e culminou com a instalação de um novo sistema político naquele país: o socialismo. O socialismo implantado na Rússia teve como modelo o socialismo científico de Karl Marx. Segundo suas teorias, no estado socialista seria abolida a propriedade privada.

Marx via o estado como um instrumento da burguesia para dominar os trabalhadores. Assim como o socialismo eliminaria as classes sociais, o estado se tornaria desnecessário. A partir de então, seria iniciada a construção do comunismo, momento em que todos os seres humanos seriam livres e iguais.

Marx acreditava que seus princípios seriam aplicados em países de alto grau de industrialização. Ironicamente, a Rússia era um país predominantemente agrícola.

A sociedade russa

Antes de 1917, a Rússia era governada por um czar, imperador que detinha poder absoluto. A grande maioria da população estava ligada direta ou indiretamente à terra. Apesar de ser um país agrícola, as condições de vida dos camponeses eram péssimas, a maioria vivia em casebres, em condições sociais e econômicas miseráveis.

A maior parte da pequena indústria existente na Rússia se encontrava nas mãos dos estrangeiros. As condições de vida dos operários não era melhor que a dos camponeses. Com relação às outras classes, quanto mais elevado seu nível na pirâmide social, mais privilégios desfrutavam.

A sociedade russa apresentava, portanto, a forma de uma pirâmide. Na base havia os camponeses e operários, seguidos pelos burgueses, militares, clero, governantes e, no topo, a família imperial.

Causas

A situação da Rússia se agravou após a Guerra Russo-Japonesa, de 1904 a 1905. A derrota diante dos japoneses mostrou a deficiência do estado russo e afundou o país em uma grande crise econômica. A crise aumentou o descontentamento de diversos grupos sociais contra o czar. Começaram a surgir greves e protestos, que eram duramente reprimidos pela polícia.

Em um domingo de janeiro de 1905, na cidade de São Petersburgo, um grupo de pessoas foi morta por tiros de fuzil. Este episódio ficou conhecido como Domingo Sangrento. O czar, tentando diminuir as tensões sociais, criou a Duma, espécie de Assembleia Legislativa. As quatro dumas eleitas entre 1905 e 1912 foram de tal maneiras pressionadas pelo czar que pouco puderam fazer.

O autoritarismo do czar, a derrota na guerra russo-japonesa, a crise econômica e a repressão foram fatores que contribuíram para a aceitação de ideias socialistas. A revolução assumiu uma fase burguesa e uma fase socialista.

A fase burguesa

A entrada da Rússia na Primeira Guerra Mundial aumentou o descontentamento da sociedade e estimulou o processo revolucionário. O país não tinha condições de participar de uma guerra e sofreu muitas perdas. Em 1915, o czar Nicolau II resolver assumir pessoalmente o comando do exército, abandonando o governo nas mãos da imperatriz Alexandra e de Rasputin, um monge astuto no qual a imperatriz confiava cegamente.

A situação social e econômica se agravou, surgindo uma série de greves e protestos por todo o país. Exigiam o fim do czarismo. A polícia e o exército acabaram aderindo ao movimento. O poder do czar foi diminuindo. Dois governos foram criados: o primeiro, por deputados que faziam parte da Duma; o segundo, chamado de Soviete, formado por soldados, operários e camponeses.

Diante dos protestos, o czar abdicou. Um governo provisório foi criado e dirigido pelo príncipe Lvov. Este governo foi dominado pela burguesia russa.

Os grupos políticos

A participação da Rússia na guerra fracassou, gerando manifestações contra o novo governo. O governo provisório de Lvov foi substituído por Kerenski. A crise do provocou uma grande instabilidade política no país, que se dividiu em três tendências: o partido democrático constitucional, mencheviques e bolcheviques.

O partido democrático constitucional representava a burguesia e a nobreza liberal, favoráveis a continuação da guerra e o adiamento de reformas sociais e econômicas. Os mencheviques eram contrários à guerra, mas não admitiam a derrota da Rússia. Em outras questões permaneciam divididos e indecisos, perdendo importância política.

Os bolcheviques defendiam o confisco das grandes propriedades, o controle operário das indústrias e, acima de tudo, a paz imediata com a Alemanha.

A fase socialista

Em 1917, o movimento revolucionário tomou novo impulso. Lenin assumiu a liderança da revolução e defendia a tomada do poder pelos operários e camponeses. Além disso, Lenin defendia a substituição do exército permanente pelo povo armado, a nacionalização das terras, a abolição da polícia e da burocracia estatal.

A partir de agosto de 1917, os bolcheviques passaram a dominar os principais sovietes da Rússia e a preparar uma insurreição. Em outubro, os bolcheviques obrigaram Kerenski a renunciar. O poder foi confiado a Lenin, através do Conselho de Comissários do Povo.

Este conselho promoveu uma série de mudanças no país. Aboliu o antigo regime na Rússia, confiscou fábricas e propriedades rurais e criou a Guarda Vermelha para proteger o novo regime socialista.

A revolução

Sob a direção de Lenin, os bolcheviques deram início à transformação da Rússia. Para recuperar a economia do país, Lenin criou a Nova Política Econômica (NEP), em 1921. Vários países que tinham se separado da Rússia durante a revolução voltaram a se reintegrar e formaram, em 1922, a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS). A Rússia passou a se chamar União Soviética.

Com a morte de Lenin, em 1924, Stalin e Trotski, dois importantes líderes da revolução, passaram a disputar o poder. Stalin defendia a ideia de que a União Soviética deveria construir e fortalecer o socialismo, e só depois exportá-lo.

Trotski, por sua vez, achava que a revolução socialista deveria ocorrer em todo o mundo capitalista, pois o socialismo não poderia sobreviver isolado.

O governo Stalin

Em 1928, Stalin venceu a disputa e a União Soviética ingressou na fase do planejamento econômico. Foi a época dos chamados planos quinquenais. Os planos se sucediam de cinco em cinco anos e transformaram a União Soviética em uma potência industrial.

O governo de Stalin, que durou de 1928 a 1953, ficou caracterizado como uma ditadura, sendo que Stalin utilizava da violência para forçar a coletivização da terra. Stalin perseguiu implacavelmente os seus opositores, a começar por Trotski. Este foi banido da União Soviética e assassinado em 1940, a mando de Stalin.

Alguns de seus inimigos políticos eram isolados nos chamados gulags, campos de trabalho forçado que existiam no gelado território soviético.

Consequência

A Revolução Russa foi um marco na história da humanidade, talvez tão importante quanto a Revolução Francesa. A tomada de poder pelos bolcheviques inspirou outros países a adotar o socialismo. Isto ocorreu em Cuba, na China, Coréia do Norte, entre outros.

Após a Segunda Guerra Mundial, a União Soviética passou a exercer influência decisiva no cenário político mundial. Esta influência foi disputada com os Estados Unidos, na chamada Guerra Fria, que durou até 1991. Neste ano, acabou o socialismo na União Soviética.

26 Comments

  1. Thiago Pimentel 10 de abril de 2012 at 2:09 - Reply

    O resumo está indisponível..

  2. Fernando Santos 23 de novembro de 2012 at 10:45 - Reply

    Será que se o comando do Partido tivesse caído nas mãos de Trotstky o socialismo teria uma vida mais longa?

  3. Fernando Santos 23 de novembro de 2012 at 10:53 - Reply

    Se refletirmos. Veremos que a denominação “Revolução” é bem controversa, mas foi a que se consagrou.
    “Golpe Bolchevique” ou “Comunista” também é, na minha opinião, aceitável.

    • Michel Goulart 23 de novembro de 2012 at 18:16 - Reply

      Sim, até porque a história é escrita sob pontos de vista bem diferentes. Para alguns, um golpe; para outros, uma revolução.

    • Jamaira J Pillati 20 de junho de 2018 at 15:32 - Reply

      Muito interessante s colocações, pois a historiografia, apesar do esforço, não é neutra. Mas também é preciso pensar pelo ponto de vista do entendimento de conceito. Revolução quase sempre é utilizado quando uma tomada de poder é acompanhada da mudança dos grupos (sociais e econômicos) que exercem o poder político, enquanto golpe, apesar da tomada de poder, é quando o fato não gera grandes mudanças estruturais. Dessa forma, justifica-se o fato da Revolução Russa e a Francesa serem tomadas como tais. Assim também, justifica a mudança de posicionamento quanto a nomeação da “Revolução de 1930” no Brasil, esta vem sido sido revista e tratada como golpe.

  4. Giovanna campos 28 de novembro de 2012 at 22:58 - Reply

    Bgd, me ajudou muito no seminário que vou apresentar com meus amigos *-* ! Só tinha textos longos e cansativos na web… Mais uma vez obrigada

  5. rosilei elisios da silva 8 de abril de 2013 at 14:23 - Reply

    muito bom me ajudou muito obrigado bjssssssssss

  6. Larissa 10 de abril de 2013 at 22:07 - Reply

    Muito obrigada! Esse texto me ajudou demais, a linguagem é boa de bom entendimento para nós jovens. Agora só vou procurar nesse site. Mais uma vez obrigada

  7. Klaus do Iate 17 de maio de 2013 at 6:27 - Reply

    Será que se o comando do Partido tivesse caído nas mãos de Trotstky o socialismo teria uma vida mais longa?
    NAO. Trostky queria espalhar a Revolução pelo mundo muito mais que Stalin. Trostky tinha o raciocinio correto de que se houvesse um país não-comunista no mundo para onde os capitalistas e seus capitais pudessem se mandar, a Revolução sempre correria risco.
    Por outro lado, em sua luta contra Stalinistas, ele não titubeou de se aliar com nazistas! Sendo ele o dirigente inconteste da URSS durante a 2a GG, não faria a oposição frontal que o Bigodão fez ao Bigodinho , que aliás foi o verdadeiro motivo para a derrota alemã. Sr. Cavanhaque se coligaria ao Bigodinho, ao Mussa e ao Japão, mesmo com prejuizo economico para URSS e mesmo com a diferença enorme de ideologia. O pacto de partilha da Polonia se ampliaria para uma guerra contra as democracias capitalistas. Hitler e Hiroito teriam todo petroleo necessario para incendiar o mundo em blitzkrieg.

  8. Klaus do Iate 17 de maio de 2013 at 6:38 - Reply

    Já Stalin, uma vez conseguido seu poder absoluto após expurgos, assassinato de Trotsky e vitoria sobre Alemanhha, concordou com os termos em Yalta. Stalin entendeu o recado do cogumelo atômico sobre o Japão e se esforçou apenas para consolidar seu poder sobre os países-satelites conforme o combinado. Desestimulou os partidos comunistas pelo mundo fora da cortina de ferro e desfez a Internacional Socialista. Manter seu quinhão do mundo já era um desafio esmagador. E a partir daí URSS só mexeu uma palha (só deu ajuda significativa) para movimentos comunistas que praticamente já tinham realizado a vitória por si mesmos (Coreia, China, e Cuba). No Vietnam, a ajuda chinesa foi mais significativa que a ajuda da URSS. Já na epoca de Stalin, governo sovietico via a dificuldade de administrar a competição com as “democracias” capitalistas, porque o capitalismo é ótimo gerador de riqueza e pessimo distribuidor, mas o socialismo é ótimo distribuidor de riqueza e pessimo gerador.

  9. Klaus do Iate 17 de maio de 2013 at 6:40 - Reply

    Segundo Marx, no estado socialista seria abolida a propriedade privada DOS MEIOS DE PRODUÇÂO. Cada cidadão socialista ainda seria dono das cuecas que usava, não poderia ser dono de máquinas produtoras de cuecas. Ou dono do lucro de suas vendas.

  10. Klaus do Iate 17 de maio de 2013 at 6:45 - Reply

    Quando as classes sociais deixassem de existir , não haveria mais necessidade de Estado, segundo Marx. Isto está certo. O brabo é que as classes sociais parece que existirão para sempre, enquanto houver grupos de mais de 10000 humanos. Portanto Estado existirá pra sempre. Foi o que se viu na propria Russia pos-revolução, o Estado, ao inves de se tornar cada vez mais desnecessario, se tornou cada vez mais necessario à manutenção do regime. A diferença era que o Estado sovietico era o instrumento do Politiburo ao invés de ser dos ricaços, como nas “democracias” ocidentais.

  11. Klaus do Iate 17 de maio de 2013 at 6:48 - Reply

    No vocabulário do Marx, a URSS parou no socialismo e não chegou ao comunismo. A palavra comunismo como Marx a usava é similar ao Reino de Deus como nos Evangelhos. Um horizonte a ser objetivado, mas não-alcançável enquanto os humanos forem humanos.

  12. Klaus do Iate 17 de maio de 2013 at 6:55 - Reply

    Talvez o fracasso do socialismo russo tenha sido exatamente ter inicado em um pais quase não-industrializado e urbanizado. Segundo as ideias de Marx, as crises inerentes do capitalismo (e eles existem mesmo, vide 1929, 1973 e 2008) quase que automaticamente acabarão com ele. meio que na barriga do capitalismo está sendo gestado seu prorprio fim. Será? Se as crises são inerentes ao capitalismo, porque ver as pessoas apenas como consumidores, as empobrecem e as impossibilitam de consumir de modo mais seguo ou estável. Por outro lado o sistema capitalista parece ter recuperações inerentes tb. crise é um periodo onde muitos se ferram, mas alguns lucram. Cise na verdade é a oportunidade que faltava para alguns. As recuperações talvez não sejam tão inerentes, parecem baseadas em inovação tecnologica. Porém o meio ambiente vai conseguir suportar este sistema cada vez mais ávido?

  13. Klaus do Iate 17 de maio de 2013 at 7:03 - Reply

    A derrota dos russos pelos alemães no inicio da 1aGG foi também um golpe importante no czarismo e favorecedor na ascenção dos Sovietes. Tivessem os russos ganho ou pelo menos mantido o front oriental, A 1aGG terminaria mais rapido e o czar se tornaria novamente popular. O tratado de paz em separado que a Russia teve que assinar com Alemanha envolvia a entega de recursos naturais russos a preço de banana para alemaes continuarem a batalhar bem no front oeste (onde imperou a guerra inconclusiva de trincheiras). A 1a GG prolongada como foi, matou o poder que a Europa tinha sobre todo o mundo, matou a Belle Epoque.

  14. Klaus do Iate 17 de maio de 2013 at 7:13 - Reply

    O papel dos outros paises da 1aGG tb foi fundamental na Rev Bochevique. Os aliados ocidentais apoiaram a queda do czar na medida em que o governo czarista estava dando mole para alemães. Os aliados imaginaram que um governo republicano russo seria um inimigo mais eficaz contra alemães e na paz que se seguiria seria um mercado melhor para seus investimentos que o regime atrasado do czar,.Por isso, os aliados apoiaram a Duma e os sociaisdemocratas russos. Os alemães por sua vez queriam desestabilizar ao maximo o front leste para poder se dedicar a guerra no oeste, além de papar os recursos naturais russo sem precisar ocupa-la militarmente. Assim deram toda condição de transportar Lenin da Suiça a Russia. Alemães sabiam que aquele homem incendiaria a Russia em guerra interna de tal forma que , não precisariam mais se preocupar com a sua retaguarda. e sabiam que se Lenin vencesse, a Russia sairia imediatamente da guerra.

  15. Klaus do Iate 17 de maio de 2013 at 7:14 - Reply

    Por mais que capitalistas alemães temessem ideas socialistas, temiam mais, e com motivo, a aliança EUA-Inglaterra-França. Seus allaidos Austria e Turquia eram um fiasco.

  16. Klaus do Iate 17 de maio de 2013 at 7:24 - Reply

    Uma vez terminada a 1a guerra, as “democracias” capitalistas enviaram tropas, junto com tropas da recem-derrotada e ex-inimiga Alemanha e patrocinaram exercitos russos anticomunistas (exercitos brnacos) e movimentos separatistas das provincias não-russas do ex-imperio czarista para esmagar a Revolução Socialista. A pouco conhecida Guerra de Intervenção que durou até 1922! Considero um verdadeiro milagre o exercito russo vermelho ( chefiado por Trostsky (que ainda não tinha brigado com Stalin) ter ganhoa Guerra de Intervenção contra brancos,separatistas e tropas de 14 Estados estrangeiros! A URSS poderia ter morrido recem-nascida. Assim a frase que diz que a 1aGG terminou, para a Russia, antes de 1918, é falsa, na verdade terminou depois. As causas desta vitória vermelha merece mais discussão…

  17. Klaus do iate 5 de junho de 2013 at 5:02 - Reply

    A vitória da Russia revolucionaria na Guerra de Intervenção lembra a da frança revolucionaria que antes da ascenção de Napoleão também teve que enfrentar uma coalizao estrangeira disposta a sufocar a sua revolução.
    Um dos motivos da vitória na terrivel Guerra de Intervenção, é que A)o povo russo vestiu a camisa da revolução, pelo menos viu que para que os sovietes locais sobrevivessem era necessario expulsar estrangeiros e vencer os “brancos”
    B) dentro deste povo uma classe trabalhadora foi fundamental: os ferroviarios que nas vastidoes geladas garantiam a mobilidade de tropas e comida e se o inimigo branco ou estrangeiro ameaçava conquistar algum ramal, não hesitavam em destrui-lo. O apoio dos ferroviarios aos vermelhos foi total.
    C) Os lideres dos exercitos brancos eram oportunistas sedentos de poder que não cooperavam com outro general branco por medo de que o outro se tornasse o novo líder russo e não ele.
    D) Entre as tropas estrangeiras também não havia cooperação, afinal foram 4 anos de guerra de trincheira para de repente os marechais Foch e Hoffmann falarem que os soldados ingleses, franceses e alemães tinham batalhar ombro a ombro e se ajudarem.

  18. Klaus do iate 5 de junho de 2013 at 5:08 - Reply

    O sucesso do exercito vermelho foi tanto que no fim da Guerra de Intervenção possibilitou mais concretamente o sonho de Trotsky de exportar a revolução até a terra natal de Marx. Invadiu a invasora Polônia facilmente e parecia que ia tomar Varsovia , quando ocorreu a batalha do Vistula ou mais conhecida como milagre do Vistula. A Alemanha no pos-1aGG imediato e ANTES da Crise de 1929 estaria mais permeável a se tornar comunista???

  19. Klaus do iate 5 de junho de 2013 at 6:36 - Reply

    O milagre do Vistula em 1920 ocorreu assim: Quatro exercitos russos avançaram sobre a capital polonesa construida sobre o rio Vistula. Um dos exercitos foi desviado pra outra cidade polonesa importante por ordem de Stalin, na epoca já iniciando sua rivalidade com Trotsky. Três exercitos russos chegaram a tomar um dos bairros da cidade e embaixadores de potencias ocidentais fugiram. Os poloneses sabiam decifrar as ordens dos russos por radio, mas o contrario nao era verdadeiro e isto foi vital para todo “milagre” ocorrer. Com isso um exercito polonês conseguiu parar 3 russos. Tukachevsky, o comandante supremo russo nesta batalha, estava longe em Minsk, Já Pilsidusk, o presidente da Polonia estava agindo como general no front. As comunicações de radio de Tukachevsky para os russos eram bagunçadas por leituras da Biblia em latim e polonês e os poloneses chegaram a destruir a estação de radio dos russos. As ordens de Tukachevsky não eram ouvidas e Tukachevsky não sabia se eles tinham entendido. Finalmente Pilsidusk comandou um contra-ataque veloz para o lado russo do Vistula na direção sul-norte com outro exercito de polacos, apoiando a infantaria com tanques primitivos e trens blindados, fulminando todos que encontrou, pois russos estavam desorganizados (alguns já recuavam, enquanto outros ainda avançavam para a capital). Quando Tukachevsky conseguiu recuar suas tropas restantes e as reagrupou no leste, o momento havia sido perdido e nunca mais ele saiu da defensiva. O exercito russo desviado para o sul, que tanta falta fez em Varsovia, também foi derrotado no sul.

  20. Klaus do iate 5 de junho de 2013 at 6:37 - Reply

    Apesar da derrota em Varsovia, o exercito vermelho venceu a guerra de Intervenção.

  21. Rafael 17 de abril de 2018 at 20:34 - Reply

    isso pq e o resumo imagina se n fosse

  22. rafael lima 18 de abril de 2019 at 7:54 - Reply

    estou fazendo na escola muito nice

  23. alana rodrigues 10 de maio de 2019 at 8:51 - Reply

    obrigada ajudou bastante esse texto para um trabalho de Historia do 9″ ano

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