Neste resumo, você vai conhecer as transformações na economia e sociedade do Segundo Reinado. Vai aprender sobre os motivos que levaram à crise e ao fim da monarquia no Brasil. Ao terminar de ler o conteúdo, faça o quiz e teste seus conhecimentos.

Antecedentes

Segundo Reinado foi o período em que o Brasil foi governado por D. Pedro II, de 1840 a 1889.No fim do Período Regencial, muitas revoltas ameaçavam a unidade territorial do país. Alguns grupos políticos consideravam que apenas Pedro de Alcântara poderia conter estas revoltas.

No entanto, ele tinha 14 anos, e a Constituição permitia ao rei governar somente com 18 anos. Para resolver este problema, foi feita uma alteração na Constituição, declarando a maioridade de Pedro de Alcântara, que recebeu o título de D. Pedro II.

Esta alteração na Constituição é denominada Golpe da Maioridade. Inicia-se, assim, o Segundo Reinado, em 1840. Neste resumo, vamos estudar a economia e a sociedade no período, e como a monarquia teve fim.

O café

No Segundo Reinado, o café se consagrou como grande produto agrícola nacional. Dentre os principais fatores que estimularam a produção do café estão a grande demanda do produto no mercado europeu e as boas condições do clima e do solo brasileiros, em especial no Sudeste.

Além disso, os fazendeiros podiam contar com a mão-de-obra escrava e, posteriormente, com a mão-de-obra dos imigrantes europeus. O café fez surgir uma nova elite – os Barões do Café – que dominou o cenário político e econômico nacional, e causou fortes mudanças socioculturais no país.

A indústria

A industrialização teve forte crescimento no Segundo Reinado, estimulada por alguns fatores como a diminuição do fluxo de escravos a partir de 1850, o que fez aumentar o investimento em atividades industriais. Além disso, houve a substituição progressiva da mão-de-obra escrava pela assalariada, o que possibilitou a existência de um mercado consumidor.

Neste período, o setor que mais cresceu foi o têxtil, ou seja, produção de tecidos. A criação de ferrovias também faz parte deste contexto, possibilitando a circulação de mercadorias para exportação. O crescimento urbano de algumas cidades brasileiras, como São Paulo e Rio de Janeiro, foi consequência do surto industrial e cafeeiro.

Fim do tráfico negreiro

A mão-de-obra escrava negra, utilizada durante séculos no país, começou a ser cada vez mais questionada, a partir do Segundo Reinado. Isto porque o modelo capitalista e industrial que iniciou na Europa, e aos poucos veio para o Brasil, era incompatível com o escravismo.

Assim, a Inglaterra passou a pressionar pelo fim do tráfico de escravos na América, visando investimento em seus produtos industrializados. Em 1845, os ingleses assinaram a Lei Bill Aberdeen, que proibia o comércio de escravos entre a África e a América.

Em 1850, foi assinado, no Brasil, a Lei Eusébio de Queiróz, que proibia o tráfico de escravos no país.

Movimento abolicionista

Com o fim da Guerra do Paraguai, em 1870, os esforços pelo fim da escravidão se intensificaram. Isto porque a maioria dos negros que lutaram nesta guerra não queria voltar à condição de escravo. Alguns chegaram a receber alforria.

O movimento que condenou o escravismo brasileiro e exigia o seu fim ficou conhecido como Movimento Abolicionista. O abolicionismo contou com participação de vários segmentos sociais como, por exemplo, políticos, advogados, médicos, jornalistas, entre outros.

Leis contra a escravidão

Com a pressão internacional e dos abolicionistas, o governo brasileiro foi cedendo, através da criação de leis contra a escravidão. A Lei do Ventre Livre, criada em 1871, declarava livres os filhos de mulher escrava nascidos a partir da aprovação da lei. Apesar disso, a criança ficava sob cuidados dos fazendeiros até completar 18 anos.

A Lei do Sexagenário, criada em 1885, declarava livres os escravos que chegassem aos 65 anos de idade. Na época, a lei foi considerada piada nacional, pois poucos escravos atingiam aquela idade. Enfim, a Lei Áurea, assinada em 1888, pela princesa Isabel, declarava livres todos os escravos.

Vale ressaltar que, apesar da liberdade aparente, não foi dado aos escravos condições para se integrar à sociedade brasileira.

Os imigrantes

Os imigrantes, em grande parte europeus, vieram para substituir a mão-de-obra escrava. Boa parte tentava fugir do desemprego, buscando, no Brasil, melhores condições de vida. Outros foram seduzidos pelas propostas de parcerias dos cafeicultores. Conhecida como Sistema de Parceria, os cafeicultores propunham custear o transporte dos imigrantes europeus até suas fazendas e estes, por sua vez, pagariam os fazendeiros com trabalho.

Este sistema, no geral, não obteve sucesso, em razão dos elevados juros cobrados sobre as dívidas assumidas pelos imigrantes, e também dos maus tratos sofridos por eles. Muitas cidades do sul do Brasil, como Criciúma, foram colonizadas por imigrantes europeus.

Crise e fim do império

A crise que levou ao fim do Império, no Brasil, foi decorrente de vários fatores sociais e econômicos. O abolicionismo, e a libertação dos escravos, fez o governo perder apoio dos fazendeiros. Além disso, alguns problemas envolvendo a Igreja Católica, abalaram as relações entre esta instituição e o imperador.

O movimento para instalar o regime republicano, no Brasil, ganhava cada vez mais força, inspirado em países vizinhos. O regime imperial passou a ser considerado ultrapassado. O exército adquiriu muito prestígio depois da Guerra do Paraguai, e exigia maior participação nas decisões políticas. E foi o maior responsável pela mudança de regime.

Assim, em 15 de novembro de 1889, representantes do exército proclamaram a República, enterrando a Monarquia no país.