O nazismo e sua influência no mundo atual

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O artigo foi escrito por Gabriel Raupp Correa, um aluno da Terceira Série do Colégio Marista de Criciúma.

O nazismo e sua influência no mundo atual

Durante a nossa vida escolar aprendemos sobre o nazismo e seu papel na história, aprendemos que o nazismo foi um momento sombrio da humanidade marcado pela perseguição às raças julgadas impuras aos olhos de uma sociedade totalitarista e racista. Mas me sinto no compromisso de explicar que o nazismo teve papel fundamental na elaboração de uma sociedade moderna. Os frutos deixados por Adolf Hitler e seus simpatizantes proporcionaram o desenvolvimento de campos científicos que, se não fosse pelo nazismo, levariam anos a serem explorados de maneira eficaz pelas demais potencias da época. Os avanços feitos pelos cientistas do terceiro Reich abrangem as áreas da engenharia, medicina, política e, acreditem ou não, moda.

O nazismo e suas influências no mundo atual

O nazismo influenciou a moda também

Um dos campos mais revolucionários foi o da medicina, isso porque os experimentos eram realizados em cobaias humanas vivas! Por mais horrendo que isso possa parecer, tais experimentos proporcionaram os conhecimentos que hoje aprendemos na escola e na faculdade. Inicialmente, as pesquisas eram feitas usando soldados voluntários, porém as limitações existentes, como a morte do soldado, impediam os pesquisadores de avaliar a real resistência do corpo a certas situações exploradas. Então ocorreu a substituição do soldado alemão pelos prisioneiros dos campos de concentração. Com cobaias cujo o fim seria a morte, não haveria restrição nos experimentos, e isso expandiu os conhecimentos dos cientistas. Eles descobriram formas de tratar a hipotermia, quanto tempo um ser humano podia suportar o frio extremo sem perder as funções vitais; substituição de membros (transplante de um braço direito por um esquerdo); medicamentos para doenças como a tifo, a febre amarela; e a “atividade de reaquecimento rápida”– uma técnica que permitia o reaquecimento seguro do corpo hipotérmico e que é utilizada ainda hoje em regiões frias.

A engenharia não fica atrás na corrida dos avanços. Na verdade, pode-se dizer que a medicina e a engenharia tiveram papéis semelhantes em certos aspectos, um deles foi a ousadia. Hitler lutou na Primeira Guerra Mundial, e nela presenciou o poder que a artilharia (armas poderosas e de grande alcance) causava no inimigo e, posteriormente, viu ela se tornar móvel com o surgimento dos tanques de guerra. Ao final da guerra, Hitler prometeu vingar a derrota e as perdas sofridas no conflito. Mas ainda havia um obstáculo: a Alemanha havia sido proibida de produzir veículos blindados. Hitler então contratou os mais brilhantes engenheiros alemães para criar, em segredo, um novo veículo de assalto, o Panzer. Os Panzers 3, 4 e 5 eram tanques médios e formavam a base da Blitzkrieg (a principal tática ofensiva alemã), já o Panzer 6 foi o primeiro tanque pesado da história, chegando a incríveis 57 toneladas! Mas a ousadia de Hitler não parava, ele pediu que fosse criado um tanque ainda maior o MAUS, um tanque que atingia 188 toneladas! Após a guerra, descobriu-se que um tanque ainda maior estava sendo projetado o Landkreuzer P.1000 Ratte, 1000 toneladas, de aço, 8 motores desenvolvendo 17000 HP, o maior veículo já projetado.

Se você já brincou com um carrinho de controle remoto, agradeça aos alemães. Tenha em mente que o Goliath Tracked Mine foi o primeiro carro de controle remoto da história, capaz de se distanciar do operador em até 600 metros, o primeiro a usar um joystick com pulsos eletrônicos. E falando em carro, quem pode se esquecer do Fusca? Simples, barato, e eficiente definem o primeiro veículo popular (“Volks Wagen”) capaz de ultrapassar os 100 Km/h. O foguete V2 foi o pai da corrida espacial (seu projeto serviu de base para as sondas espaciais e para o projeto Apollo), o primeiro objeto capaz de atingir a pré-órbita tinha como objetivo atacar os Estados Unidos ou a Inglaterra, sua função foi chamada de “míssil balístico intercontinental”, o precursor, também, das ogivas nucleares modernas.

O caça a Jato também foi uma invenção alemã, o Messershimitt 262 foi o primeiro avião a utilizar um motor a jato. Motor que revolucionou o comercio aéreo, por ser mais eficiente e mais veloz que o motor a pistão tradicional. Poderia ser escrito um artigo inteiro sobre as armas nazistas, afinal, o conteúdo é grande, mas devo dizer que entediaria os leitores deste texto, mesmo que o nazismo tenha sido um dos governos mais avançados tecnologicamente, suas invenções teriam dificuldade de inverter o rumo da guerra.

O nazismo teve como base de seu discurso “a hegemonia da raça ariana”, para isso era preciso convencer aqueles que fariam parte do movimento, o povo alemão. Convencer o povo é algo difícil e é preciso persuadi-lo, os alemães criaram então o ministério da propaganda cujo intuito era mostrar que o povo alemão era de fato superior, a palavra foi disseminada por meio de filmes, palestras e passeatas promovidas pelo governo. Mas não parava por aí, eles também foram um dos pioneiros dos projetos sociais e de preservação da vida animal nacional, criando leis que proibiam a caça fora do período legal, e outra que proibia o uso de animais vivos para fins de pesquisa (dissecação). Além de propagandas e programas de proteção animal e humana (movimento antitabagista e assistência de inverno, por exemplo) eles também desenvolviam formas de tornar a vida mais pratica, como a criação da Autobahn, a auto estrada federal, que serviu de exemplo para os demais países como uma forma de ligar os extremos do território.

Por fim chegamos a moda, o tópico que, talvez, menos se esperava existir. É um fato que os oficiais nazistas estavam sempre bem vestidos com seus casacos de couro, sobretudos imponentes, botas grossas de salto, chapéus, peles caras e raras. Todos estes itens influenciaram a moda atual, os casacos de couro são muito utilizados pelos motoqueiros, as peles são apreciadas pelas mulheres e caçadores, e mesmo que isso não seja suficiente para convencê-lo, veja algumas das maiores marcas de materiais esportivos da atualidade, a Adidas. Fundada por Adolf Dassler, simpatizante nazista na época, ele produziu calçados para a Wehrmacht. Seu irmão, Rudolf, o auxiliava e mais tarde fundaria a Puma. E Hugo Boss, talvez um dos maiores ícones entre perfumes e moda, fornecia uniformes à SS, juventude hitlerista, entre outras organizações nazistas. E caso queira um exemplo mais “popular”, as lojas pernambucanas, sim a loja brasileira, fornecia vestes aos soldados alemães.

Em geral o nazismo foi sim um período triste e turbulento da história, mas precisamos aprender a ver os dois lados da moeda, nem tudo que tem um lado ruim terá a outra face igual. Os nazistas, em especial Hitler, eram visionários, homens com mentes extremamente criativas e além de seu tempo, seus inventos tiveram sua importância escondida à sombra de um governo racista e autoritário que trouxe escuridão ao mundo, porem estes inventos foram uma luz no meio de tudo, luz que trouxe o lado bom do nazismo e que revelam a sua importância na sociedade moderna.

By | 2016-03-15T17:36:09+00:00 15 de Março de 2016|Categories: Artigos|Tags: , , , |7 Comments

About the Author:

Professor, historiador e blogueiro, já trabalhei em algumas das maiores escolas públicas e particulares de Santa Catarina. Comecei a lecionar em 2001, sempre preocupado com um ensino caracterizado pela criatividade e inserção de novas tecnologias e metodologias variadas em sala de aula.

7 Comments

  1. João Mendes Pinto 15 de Março de 2016 at 20:34

    O texto está interessante, mas tem alguns erros básicos. Em primeiro lugar o pensamento político racista, não democrática e belicista «nazi» é exatamente o contrário do que hoje se aceita e aí não houve influência (felizmente) nos governos ocidentais contemporâneos. Concretamente quanto aos progressos científicos há aí alguma verdade, mas é necessário pensar também nos muitos cientistas judeus ou opositores políticos que fugiram da Alemanha (Einstein, Bohr, etc.) e nos cientistas alemães que teriam apresentado trabalhos mesmo com outro sistema político. E nos mortos da guerra provocadas pela ideologia «nazi» onde decerto estavam muitos futuros cientistas. Alguns desses inventos não tiveram resultados práticos, outros (como a propulsão a jacto) desenvolveram-se paralelamente em Inglaterra e E.Unidos. De qualquer forma está um texto interessante e lamento não ter mais espaço para, com tempo, redigir uma resposta detalhada.

  2. Klaus do Iate 21 de Março de 2016 at 16:18

    Concordo com João em tudo. E gostaria de acrescentar que o lado vitorioso também tinha um lado B. Soldados sovieticos estupraram tantos alemaes como o oposto. Os angloamericanos causaram mais mortes civis com bombardeiros que o Eixo. Sem contar o uso de arma nuclear (que certamente Hitler ou o Japao não vacilariam em usar se pudessem). Ser historiador é não ser maniqueista e é não vestir a camisa de nenhum lado no conflito. E algum salto tecnologico vale um retrocesso ético? A desrepressão ética que uma guerra causa, estimula o que há de pior nos dois lados e, ocasionalmente, no esforço de esmagar, o inimigo surge coisa aproveitavel também, mas isto não diminui a dor. Certo? Se eu tiver tempo tentarei argumentar paragrafo a paragrafo

  3. Klaus do Iate 21 de Março de 2016 at 16:22

    A IBM que tanto contribuiu com o avanço da Informatica tb estava ligada ao governo nazista. Uma das aplicaçoes de seus produtos era manuseiar o enorme banco de dados para classificar os habitantes do Reich como possiveis judeus ou não. A maquina de codificação ENIGMA tb é ummtriunfo da protoinformatica nazista. Heisenberg (físico nuclear) e Speer (arquiteto) eram compentissimos em seus ramos e simpatizantes de carteirina do regime.

  4. CL Santos 4 de Maio de 2016 at 17:57

    João Mendes e Klaus do late, boas observações fizeram, mas muito longe do foco do artigo… está no título, certo?
    Comentaram coisas indo noutra direção, se orientem…

    E outra: o aluno é do Terceiro Ano… então, na boa, sem teorias da história agora, ok? Aliás, nem mencionaram nada de teoria mesmo.

    O autor do artigo não se posicionou ideologicamente, não rolou partidarismo ou apologia ao nazismo.

    Mais interpretação, vai bem hein?

    Abraços. ;D

  5. Gabriel 7 de Fevereiro de 2017 at 16:37

    A todos aqueles q lerem o artigo, por favor interpretem-o da maneira certa!! Jamais iria promover o partido nazista, ou exalta-lo como o grande responsável pelo mundo atual. Apenas apresentei alguns fatos de que o nazismo deixou certas marcas em nossa sociedade atual. O nazismo não é bom de forma alguma e pelo contrário, é terrivel pensar em tal atrocidade, por favor leiam ele com atenção e até o final.

  6. Michel Goulart 9 de Fevereiro de 2017 at 7:14

    Gabriel, sempre vai ter uma toupeira interpretando aquilo que escrevemos da maneira incorreta.

  7. Haroldo 19 de agosto de 2017 at 12:53

    Espero que alguém apresente um regime que supere NSDAP, que realmente valorizava o trabalhador. Sieg Heil !

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