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Resumo: Revolução Francesa

junho 15th, 2010|Resumos|42 Comments


Neste resumo, você vai conhecer sobre a Revolução Francesa, um fato que mudou os rumos políticos da Europa e do mundo. Você vai aprender sobre a França antes e depois da revolução. Ao terminar de ler o conteúdo, faça o quiz e teste seus conhecimentos.

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Antecedentes

Revolução Francesa foi o conjunto de eventos que, de 1789 a 1799, alterou o quadro político, econômico e social da França. Antes da revolução, a França era caracterizada pelo Antigo Regime, ou seja, o absolutismo monárquico, o mercantilismo e a sociedade estamental.

A revolução rompeu com o antigo regime, que dominava a Europa desde o século XV. Tornou-se, assim, um importante marco histórico, iniciando a Idade Contemporânea. A Revolução Francesa inspirou reformas em outros países, além de ter influenciado na independência das colônias espanholas e na proclamação da independência do Brasil.

Causas

Dentre as principais causas da Revolução Francesa, podemos destacar o custo da monarquia, pois o rei Luís XVI e a sua corte gastavam enormes quantias para sustentar seus privilégios. As ideias iluministas também influenciaram o desejo por reformas políticas e econômicas. Os ideais de liberdade, igualdade e fraternidade acabaram estampados nas cores da bandeira e também no hino da França.

O gasto com guerras pesou na economia do país. A França participou da Guerra da Independência dos Estados Unidos e perdeu a Guerra dos Sete Anos, contra a Inglaterra. Além disso, o quadro econômico na França era péssimo e a fome ameaçava a população. Secas prejudicavam a agricultura e acentuavam a miséria. Havia escassez de alimentos, o que aumentava ainda mais a revolta da população.

A divisão da sociedade francesa também pode ser considerada causa da revolução, pois não havia mobilidade e a posição social dependia do nascimento.

Divisão da sociedade francesa

A sociedade francesa era estamental, dividida em três estados ou ordens. O clero integrava o primeiro estado, somando 0,5% da população. A nobreza formava o segundo estado, somando 1,5% da população. O povo, incluindo a burguesia, formava o terceiro estado, somando 98% da população.

Os nobres possuíam quase todas as terras da França, mas passavam a maior parte do tempo longe de suas propriedades e estavam livres do pagamento de impostos. O clero compartilhava de vários privilégios da nobreza. O terceiro estado era obrigado a pagar grandes impostos para sustentar os privilégios do clero e da nobreza. Porém, eram os camponeses e operários os que mais sofriam com as situações degradantes de trabalho.

Enquanto camponeses e operários se queixavam da vida miserável que levavam, os burgueses reclamavam por maior liberdade econômica e política.

Assembleia dos Estados Gerais

Para tentar resolver os problemas econômicos da França, o rei Luís XVI convocou a Assembleia dos Estados Gerais. Isto ocorreu em maio de 1789. Esta Assembleia reunia membros dos três estados. Naquele momento, o objetivo era fazer a nobreza e o clero também pagar impostos.

Seria feita, então, uma votação, que poderia ocorrer de duas maneiras: por estado ou por cabeça. A votação por estado, ou seja, um voto por estado, agradava a nobreza, pois, obtendo apoio do clero, sempre vencia o povo nas decisões. Eram dois votos contra um.

Já a votação por cabeça, considerando a decisão individual na Assembleia, agradava a burguesia. Isto porque, sendo maioria, garantiria a vitória dos seus interesses.

Tomada da Bastilha

Sem conseguir conciliar os interesses dos três estados – e sem tomar decisão alguma – Luís XVI mandou fechar a Assembleia. Descontentes, o terceiro estado – liderados pela burguesia – exigiu a criação de uma constituição para a França. O povo saiu às ruas.

A manifestação do povo chegou na Bastilha, prisão política da monarquia francesa. Considera-se que o povo invadiu esta prisão com objetivo de se apoderar da pólvora lá existente. De qualquer forma, a Queda da Bastilha, em julho de 1789, se tornou o símbolo do início da Revolução Francesa.

A partir daí, a Revolução Francesa se subdivide em algumas fases principais: Assembleia Nacional Constituinte, Convenção e Diretório.

Assembleia Nacional Constituinte

Em julho de 1789, a Assembleia Nacional Constituinte foi aberta com o objetivo de criar uma constituição na França. Esta fase encerrou em 1791. Foi criada também a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão, que defendia o direito à liberdade e à igualdade jurídica.

Outras mudanças que ocorreram foi a abolição do regime feudal, da sociedade estamental e a separação entre Igreja e Estado. Na prática, a maior parte destas reformas vinham ao encontro dos interesses da alta burguesia, que tentava, com êxito, eliminar os vestígios do antigo regime na França.

Por outro lado, boa parte do terceiro estado, incluindo a pequena e média burguesia, continuava em condições precárias. Assim, começaram a surgir manifestações de protestos e revoltas populares.

Grupos políticos

Como a burguesia está dividida por diferentes interesses, dois grupos políticos principais passaram a se defrontar: girondinos e jacobinos. Os girondinos eram representantes da alta burguesia e tinham postura moderada. Estavam interessados em deter a revolução, a fim de evitar a desorganização econômica da França.

Os jacobinos eram representantes da pequena e média burguesia e tinham postura radical. Estavam dispostos a levar adiante a revolução e suas consequências. Os girondinos sentavam à direita nas assembleias e os jacobinos, à esquerda. Havia ainda a planície, sem posições definidas e que sentava ao centro. Este fato deu origem aos termos partidos de esquerda, direita e de centro.

No início, predominaram os girondinos, mas logo os jacobinos passaram à ofensiva. Os jacobinos tiveram controle da França durante boa parte da Convenção Nacional.

Convenção Nacional

Aberta em agosto de 1792, a Convenção Nacional foi eleita para decretar o fim da monarquia na França e proclamar uma República. Esta fase encerrou em 1794. A Convenção passou a promover uma série de mudanças radicais. Instituiu-se um governo centralizado e foi criado o Comitê de Salvação Pública, encarregado da defesa interna e externa da revolução.

Nesse período, destacou-se a atuação de Robespierre, importante líder jacobino. Outra figura de destaque na revolução foi Danton. Junto a Marat, incitava o povo contra os inimigos da revolução e contra o rei. Em janeiro de 1793, Luís XVI foi mandado para a guilhotina e, alguns meses mais tarde, aconteceu o mesmo com Maria Antonieta, sua esposa.

Algumas medidas estabelecidas na Convenção foram a abolição da escravidão nas colônias francesas, fim dos privilégios, divisão dos latifúndios, ensino primário gratuito e obrigatório, entre outras.

O Terror

As medidas estabelecidas na Convenção provocaram forte reação da alta burguesia. Uma onda de crimes, assassinatos e conspirações foi desencadeada pelos girondinos. Em julho de 1793, Marat foi assassinado. Em resposta aos atentados cometidos pelos girondinos, os jacobinos deram início a uma fase de violência conhecida como Terror.

Robespierre e seus aliados estavam convencidos de que, para salvar a república e a revolução, seria necessário eliminar opositores. Na ânsia de deter os adversários políticos, muitas perseguições, julgamentos e execuções foram cometidos. Calcula-se que tenham morrido aproximadamente 45 mil pessoas.

No entanto, a alta burguesia conseguiu retomar o controle sobre a revolução. Em julho de 1794, o próprio Robespierre foi morto na guilhotina.

Diretório

Após a queda de Robespierre, a alta burguesia voltou ao poder disposta a consolidar suas conquistas. Em agosto de 1795, foi criado o Diretório, no qual cinco membros – chamados de diretores – exerciam o Poder Executivo. Esta fase encerrou em 1799.

A crise econômica agravava-se a cada dia, a corrupção aumentava e faltavam alimentos. Com o passar do tempo, o governo do Diretório foi ficando cada vez mais enfraquecido.

Com a França imersa no caos, e sob a ameaça de ataques internos e externos, a burguesia articulou entregar o poder a alguém influente e poderoso. Esse alguém foi o jovem general Napoleão Bonaparte, que, a partir de 1799, começou a governar a França.

42 Comments

  1. Carol 30 de junho de 2009 at 19:37 - Reply

    Prof Michel, você irá postar o audio em mp3 sobra a Revoluçao Francesa?

    obrigado
    ;*

  2. Prof_Michel 30 de junho de 2009 at 19:49 - Reply

    Oi, Carol, infelizmente eu não posso fazer isto hj. Já deu o maior sufoco concluir o resumo, hehe. Amanhã eu vou postar o áudio. Um abraço

  3. segundarendaextra 1 de julho de 2009 at 14:13 - Reply

    Hã,hã colocou para poder enviar a noticia para as redes sociais,parabéns já estou enviando para as minha também!
    Essa noticia é bom para os estudantes estudarem onde estiver!
    Abraço!

  4. Avelino 1 de julho de 2009 at 14:16 - Reply

    Está faltando das redes sociais mais famosas para poder enviar Twitter,facebook,e agragadores de noticias como total news,do melhor,etc..

    Não estou te apressando mais seria bom para todos num clique divulgar uma noticia que gostamos!!rsrs

  5. Prof_Michel 1 de julho de 2009 at 14:17 - Reply

    Valeu, Avelino. Obrigado pela força. Aliás, quero conhecer um pouco mais sobre o seu trabalho. Um grande abraço

  6. Prof_Michel 1 de julho de 2009 at 14:20 - Reply

    Vou providenciar agora mesmo. Fui. Um abraço!

  7. déia 5 de julho de 2009 at 15:28 - Reply

    Parabéns Michel!

    Adorei o seu blog!

    Beijo

  8. Stefano 7 de janeiro de 2010 at 19:24 - Reply

    e hoje a França é 1 vergonha… longe dos ideiais de 1789….

  9. Guilherme Osellame 19 de maio de 2010 at 18:16 - Reply

    E realmente o pessoal da revoluçao e linha dura. Mas sera que como, que Maximilien de Robespierre, no inicio era contra a guilhotina, e depois ficou afavor, deixando a França em um periodo sombrio. sera que o poder subiu a cabeça dele?

  10. Prof_Michel 19 de maio de 2010 at 18:19 - Reply

    Sim, Robespierre era contra a guilhotina. Queria cortar as cabeças com as próprias mãos, hehehe.

  11. José Paulo Dal Toé Pozzobon 29 de junho de 2010 at 13:24 - Reply

    KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
    Michel, 0,5% + 1,5% + 80% = 82%
    kkkkkkkkkkkkkkkkkkk, o resto era ratos e cachorros que viviam nas ruas de Paris??
    Haja rato e cachorro para dar 18% da população…
    hehe :D

  12. Prof_Michel 29 de junho de 2010 at 14:05 - Reply

    Hehehe, o erro foi grosseiro mesmo. O certo é 98% da população :/

  13. Fernanda 2 de novembro de 2010 at 21:23 - Reply

    ei! sou de fortaleza e encontrei esse site nem sei como. professor, o senhor se garantiu! pena que so descobri uma semana antes do enem.. parabens pela iniciativa, desse jeito voce tá realmente exercendo o papel de um professor, que é distribuir (nao só)conhecimento a todos.
    serio, parabens mesmo! :]

  14. Prof_Michel 3 de novembro de 2010 at 6:17 - Reply

    Oi, Fernanda, obrigado pelo carinho. A partir do ano que vem, teremos boas novidades sobre o Enem aqui neste blog. Beijão

  15. lari 5 de abril de 2011 at 21:38 - Reply

    Muito bom , me ajudou muito (:
    Parabéns pelo trabalho .
    abraços .

  16. Prof_Michel 6 de abril de 2011 at 14:05 - Reply

    Valeu, Lari. Beijão

  17. Aninha 9 de abril de 2011 at 17:02 - Reply

    Estudei isto ano passado, mais era um dos temas que eu mais gostava de aprender em história. Principalmente com um professor que explica bem e me encinou tudo.

  18. gleicyeleamore 11 de junho de 2011 at 11:53 - Reply

    Michel gostei muito do seu blog. parabéns

  19. gleicyeleamore 11 de junho de 2011 at 11:56 - Reply

    Ola Michael gostei muito do seu blog! parabéns

  20. Ana Luiza 6 de junho de 2012 at 13:34 - Reply

    Olá, Michel!
    Seus resumos têm me ajudado muito em relação à faculdade, pois sempre os consulto após as aulas parar obter maiores informações. Gostaria de baixá-los, existe a possibilidade?
    Obrigada!

    • Michel Goulart 6 de junho de 2012 at 16:39 - Reply

      Oi, Ana. Fico muito contente com este feedback. Para baixar, é só clicar em “View on Slideshare”. Vale lembrar que tem que se cadastrar no Slideshare para baixar. Mas é gratuito.

  21. Natália Freire 14 de agosto de 2012 at 13:45 - Reply

    Oi Michel! Estou adorando os resumos…aproveitando para dar uma reforçada para o vestibular! ótimo trabalho!! =D
    Obrigada.

  22. maykon 20 de setembro de 2012 at 23:49 - Reply

    No período Diretório, a França estava num caos, com ameaçadas internas e externas, certo? Então, internamente a burguesia temia a revolta dos jacobinos? E externamente, quem causava temor aos franceses ao ponto de entregarem o poder na mão do absolutismo de napoleão?

    • Michel Goulart 21 de setembro de 2012 at 13:34 - Reply

      Mas não havia expectativa de que Napoleão fosse se tornar um imperador nos moldes absolutistas.

  23. maykon 21 de setembro de 2012 at 23:14 - Reply

    Será? e não seria viável para a burguesia ter um rei absoluto? os ditadores não são o “tapa buraco” em momentos de crise? acho que seria plausível essa saída, que a burguesia teria em mente um “ditador” aos moldes do que sabemos hoje, como Hittler, por exemplo. A igreja e uma grande massa europeia não confiaram em Hittler para salvar os débitos da alemanha? por que então a burguesia não confiaria em napoleão?

    • Michel Goulart 22 de setembro de 2012 at 9:55 - Reply

      Sim, mas é complicado pensar que a alta burguesia francesa estivesse criando o mesmo absolutismo que eles estavam combatendo 10 anos antes. Um ditador temporário para arrumar a casa é plausível pensar, um imperador absolutista é mais difícil. Acredito que Napoleão recebeu o aval por ter assinado medidas que iam ao encontro dos interesses da burguesia, além de ter enriquecido a França com suas conquistas.

  24. maykon 21 de setembro de 2012 at 23:17 - Reply

    Mesmo sendo o que o senhor comentou, de onde vinham as tais pressões externas?

    • Michel Goulart 22 de setembro de 2012 at 9:56 - Reply

      De países como a Áustria e Prússia, que desejavam restaurar o absolutismo monárquico e reforçar o poder da Igreja.

  25. franciele 19 de agosto de 2013 at 18:33 - Reply

    eu gostei muito (y)

  26. franciele 19 de agosto de 2013 at 18:34 - Reply

    eu gostei muito (y) adorei

  27. Matheus Pinheiro 26 de março de 2014 at 22:45 - Reply

    Hahahaha to muito feliz pq nunca fui bom em historia e tirei B nesse quis! to gostando muito, muito bom esse site.

  28. Daniele Pimentel 6 de maio de 2014 at 11:44 - Reply

    Danton: O processo da Revolução, seria um bom filme para associar ao tema Revolução Francesa.

    Abraços!

  29. Caio Luiz Mendes da Silva 29 de julho de 2014 at 17:44 - Reply

    Professor michel
    seu blog de hoje em dia ele vai me ajudar para fazer as tarefas de história pois você bota matérias difíceis mais com esse jeito é muito mais fácil entender.

  30. Isabela Serafim 10 de março de 2015 at 0:34 - Reply

    Caramba, me apaixonei no seu blog, se você soubesse como estou agradecida! Queria ter professores como você. Com esses seus resumos as coisas não ficam pesadas, e dá até vontade de estudar toda hora. Pena que só achei blog bom para história, e não outras matéria rsrs’
    Muito obrigada mesmo!

  31. Olavo Lima 12 de abril de 2015 at 11:25 - Reply

    Parabéns, sua iniciativa ajuda aqueles que se interessam pelo saber .

  32. larissa 13 de novembro de 2015 at 9:54 - Reply

    Obrigada pelo resumo professor, apenas esqueceu de mencionar os ideais da Revolução Francesa (Liberdade ,Igualdade e Fraternidade ) tenho certeza que é um ótimo docente, pois realiza um ótimo trabalho.

  33. Rodrigo 24 de abril de 2017 at 17:42 - Reply

    Muito bom tá me ajudando muito nos meus trabalhos

  34. Carlos NBLS 26 de abril de 2018 at 7:35 - Reply

    qual é a resposta de 2 questão? to na escola e não sei qual é

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