Neste resumo, você vai conhecer as características da Igreja medieval e seu papel durante a Idade Média. Vai aprender sobre a hierarquia e a convocação das Cruzadas. Ao terminar de ler, confira outros recursos para você aprender mais, como videoaulas, questões, mapas mentais, dentre outros
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Antecedentes
A Igreja Católica se originou no seio do Império Romano do Ocidente, a partir do momento que o cristianismo deixou de ser uma ameaça ao poder de Roma para tornar-se aliado. Em 313, Constantino concedeu liberdade de culto aos cristãos. Mais tarde, em 391, o imperador Teodósio proclamou o cristianismo religião oficial do império.
Após a queda do Império Romano do Ocidente, em 476, a Igreja deu unidade à Europa, convertendo vários germânicos ao cristianismo. Na Europa Central, vários territórios foram unificados sob seu poder, originando o que se denomina de Sacro Império Romano-Germânico.
O poder da Igreja
A Igreja foi a instituição mais poderosa da sociedade medieval do ocidente. Seu poder rivalizava com os grande reinos da Idade Média. A arquitetura religiosa, como no caso das grandes catedrais, era símbolo deste poder. Na Idade Média, a riqueza era medida pela terra, e a Igreja chegou a ser proprietária de dois terços das terras na Europa. A maior parte dos bispos eram proprietários de terra, sendo sua função considerada, para alguns, um grande negócio.
Neste sentido, o apego de alguns setores da Igreja aos bens materiais foi alvo de muitas críticas. Este apego podia ser identificado na venda de cargos eclesiástico e relíquias religiosas. Além disso, havia ainda a venda de indulgências, ou seja, venda de perdões. Muitos fieis davam bens para a Igreja, na promessa de que obteriam perdão para os seus pecados. Em alguns casos, pecados maiores exigiam pagamentos mais vultosos.
Organização da Igreja
A direção da Igreja Católica estava nas mãos dos papas e bispos. Cada bispo administrava um território denominado diocese, auxiliado pelos cônegos. Por sua vez, as dioceses eram formadas por várias paróquias, administradas por um padre.
A Igreja estava organizada como um verdadeiro estado, mais poderoso do que os reinos medievais. Alguns mosteiros e abadias medievais eram enormes feudos, com numerosos servos.
Ordens monásticas
As Ordens Monásticas foram fundadas por homens que dedicavam a vida à oração, ao estudo e ao trabalho manual. Algumas destas ordens foram a Beneditina, a Franciscana, a Dominicana, entre outras. No decorrer da Idade Média, várias ordens religiosas foram fundadas com o objetivo de combater a corrupção e o acúmulo de riquezas em partes da Igreja.
O papel dos monges foi muito importante. Do ponto de vista religioso, pois eles contribuíram para a conversão dos povos germânicos ao cristianismo. Do ponto de vista econômico, contribuíram para melhorar os métodos de produção agrícola e, do ponto de vista cultural, foram responsáveis pela conservação do conhecimento, pois muitas abadias possuíam bibliotecas.
As abadias se assemelhavam a pequenas cidades, e possuíam igrejas, grandes bibliotecas, quartos (celas), oficinas para produção e conserto, carroças, estrebarias, etc. Uma da maiores foi a Abadia de Cluny, na França.
O canto gregoriano
Canto Gregoriano, ou Cantochão, é o nome que se dá à música monofônica, de apenas uma melodia, sem acompanhamento. Seu nome deriva do papa Gregório I, que comandou a Igreja entre 590 e 604.
Gregório I empreendeu uma reforma na Igreja e passou a implementar este tipo de canto nas celebrações religiosas.
As Cruzadas
As Cruzadas foram movimentos militares que partiram da Europa com objetivo de livrar a Terra Santa e Jerusalém das mãos dos muçulmanos. Foram convocadas pelo papa Urbano II, em 1095. Entre a primeira e a última, passaram cerca de duzentos anos. O termo “Cruzadas” deriva da cruz pintada nas armaduras dos voluntários. Foi um dos grandes eventos da Igreja Medieval.
Foram realizadas, ao todo, oito Cruzadas. Destas, considera-se que apenas a primeira teve algum êxito. No geral, as expedições eram mal organizadas e, ao final, não cumpriram seu objetivo. Vale ressaltar que não foram apenas causas religiosas que estimularam estas expedições. Alguns aderiram para fugir da pobreza que viviam, outros iam em busca de aventuras, trabalho ou fortuna que não tinham em suas terras.
Apesar de não terem conseguido reconquistar a Terra Santa, as Cruzadas provocaram grandes mudanças, como a reabertura do mar Mediterrâneo à navegação e ao comércio europeu, além de intensificarem a crise do feudalismo, contribuindo para o ressurgimento do comércio na Europa Ocidental.
Tribunal da Inquisição
Durante a Idade Média, alguns segmentos da Igreja reforçavam a unidade religiosa de forma dominadora e repressora. Depois das Cruzadas, à medida que sentia enfraquecida, a Igreja buscou formas mais violentas de reagir.
Neste contexto, surgiu a Inquisição, no século XIII, que consistia em um tribunal religioso que julgava e condenava pessoas consideradas hereges. Herege era a denominação dada àqueles que manifestavam crenças ou dogmas estranhas ao catolicismo, mesmo sendo cristãos. Os praticantes de heresias eram, muitas vezes, queimados em fogueiras.
O órgão da Igreja encarregado de levar adiante as atividades da Inquisição se chamava Tribunal do Santo Ofício.
Idade das Trevas
Idade das Trevas foi um termo cunhado por Petrarca, no séc. XIV, para se referir à decadência da literatura latina. Posteriormente, foi utilizada por protestantes, no séc. XVI, e pelos iluministas, no séc. XVIII.
O termo é depreciativo, e faz referência a um baixo grau de desenvolvimento cultural – em especial, na Alta Idade Média – devido ao controle social imposto pela Igreja Medieval.
Porém, atualmente, os historiadores contestam o termo, pois o período foi marcado pelo nascimento das universidades, o desenvolvimento de técnicas agrícolas, renascimento carolíngio, surgimento da álgebra, entre outros.
Muito legal o resumo. Gostei demais e recomendo muito a sua utilização por meus colegas professores. Meus parabéns.
Obrigado, Denis
Uma explanação muito boa, deixando uma leiga como eu, interessada em ler mais sobre os assuntos.
gostei muito do resumo….eu encomendei essa pagina aos meus alunos para saber mais nesse tempo as coisas eram bem diferentes,esse diferente eh bom a igreja era cheio de regras mas tudo naquele tempo era perfeito….
gostei muitooooo
legal pesquisa arte na idade media igreja medieval
Os papas também foram derrotados , pois a unica parte que faltava pra unificar a Italia sob papas, eram as Duas Sicilias que mesmo apos extinção dos Hohestaufen ressitiram a ele até cair na orbita de Aragon.
Os papas também foram derrotados , pois as Duas Sicilias, a parte que faltava para unificar toda a Italia sob papa, nao se tornaram dele mesmo após extinção da familia Hohestaufen, mas passaram aos reis de Aragon.
F2 talvez tenha sido o mais poderoso monarca europeu durante o feudalismo. Ele se via como um imperador romano antigo cristão, vice-rei de Jesus na Terra, acima de qualquer papa. Ele tinha sede de conhecimento em muitas areas. Porem as varias concessoes que ele fazia a nobraza feudal alemã para ter apoio militar contra o papa e rebeldes italianos somente destruiu todo poder monarquico tao duramente conseguido na Alemanha a partir de Oto I. A prioridade dele era a Italia.
Os exércitos de outro filho de F2 cumularam vitorias contra o anti-imperador wiliam da Holanda e contra o cardeal que liderava o exercito cruzado anti-Sicilia. f2 já idoso morreu de causas naturais sem vencer ou ser vencido pelo papa Inocencio IV. Conrad IV tomou os tronos do Imperio Alemão e das 2 Sicilias e teve apoio de seus irmãos na guerra que continuou, mas Conrad IV morreu quatro anos depois da morte do pai e dinastia Hohestaufen extinta. Vitória papal??
Seu filho Enzio foi preso até a morte. Um outro complo contra F2 com colaboradores que julgava fieis foi descoberto.
A cidade de Parma então se rebelou e se alinhou com o papa. F2 cercou a cidade com uma paliçada e contruiu um forte de madeira de dimensoes de cidade onde tinha todo conforto de sua capital imperial na Sicilia, com os harens e eunucos que I4 tanto denunciava. Em uma saída para caçar com falcoes, os sitiados sairam e tomaram o forte Vitoriacomseus tesouros! F2 montou outro exercito, mas a rebelião aumentou, os territorios papais foram s reconquistados e I4 começou a montar uma Cruzada contra a Ilha da Sicilia!
I4 conseguiu atacar a mais importante fortaleza dos imperiais na Italia após uma outra trégua e conseguiu atravessar as linhas inimigas e convocar em Lyon, uma nova eleição imperial porque o imperador F2 estava deposto porque era um herege amigo de sultão, tinha seu proprio harem com eunucos na Sicilia. I4 organizou um complo para matar F2 e seu filho Enzio, seu vicerei para a Italia do Norte, com amplo auxilio Welf e até de amigos do F2. Mas os conspiradores foram presos e executados horrendamente. I4 ainda invadiu as 2 Sicilias, mas foi derrotado. O papa I4 empossou dois imperadores em moentos diferentes, ambos morreram de causas naturais.
Hohestaufen e Welfs se reconciliaram na Alemanha, já que F2 escolheu um Welf como regente. Com os nobres alemães contentes, F2 pediu a eles que engrossassem seu exercito para esmagar a Liga Lombarda. Gregorio IX (G9) tentou impedi-lo diplomaticamente. A guerra foi dura ,mas F2 estava vencendo, quando G7 o excomungou. F2 ordenou que seu filho invadisse os Estados papais.e ele mesmo pos a Roma papal duas vezes sob cerco. G9 moreu de causas naturais e F2 ensaiou uma tregua com o sucessor Inocencio IV, (I4) que continuou a guerra, apesar de ser parente de F2!.
As realizações de F2 no oriente dividiram a nobreza feudal da Europa, enquanto isto H3 morreu e Gregorio IX assumiu, jurando retomar a linha de I3. Ele foi esperto e começou revogando a ridicula excomunhão do imperador F2. Depois formou um exercito e invadiu as 2 Sicilias. F2 reagiu rapido, recuperou os territorios e contratacou invadindo o territorio papal. G7 pediu a paz, Mas conseguiu tirar de F2 concessoes de seu exótico poder absoluto nas Sicilias.Enquanto isto, agora outro de seu filho estava agindo como seu regente no trono da Alemanha. O “garoto” henrique VII (H7) não tinha jogo de cintura como Conrad e queria que os poderosos duques agissem como os suditos nas Sicilias. Acabou derrotado por eles e tendo que fazer muitas concessoes ao inves de centralizar o poder. A Liga Lombarda recrudesceu sua oposição.Gregorio IX excomungou H7, que permanecia com sua politica. F2 sozinho foi para Alemanha destronou o filho H7 e o prendeu.
Os franciscanos formavam uma ordem recentemente permitida pelo saudoso I3, H3 nada pode fazer. O papado de H3 foi aguentar as “travessuras” do pupilo imperial do seu antecessor.
O papa ficou fulo com F2 o que mais poderia fazer? F2 se aproximou dos franciscanos, e tomou a força a grana de ricos da cidade de Roma e a distribuiu para pobres que chamou de verdadeiros cristãos, quando nobres ligados ao papa questionaram sua vitoria sem sangue no Oriente.
F2 investiu a Ordem Militar Teutonica contra os prussianos originais, uma tribo eslava, em uma Cruzada do Norte, e autorizou a posse das terras conquistadas. Era melhor manter estes doidos fieis ao papa longe da Alemanha. O papa rugiu que a cruzada que ele queria era outra, uma Sexta para a Terra Santa. F2 tinha um jeito obliquo de resolver suas coisas. Embarcou com suas tropas e a Ordem Teutonica,mas uma tempestade e doença o fizeram voltar. O papa H3 o excomungou pela segunda vez. Ele então partiu na Sexta Cruzada definitivamente.Todas as tropas europeias que já estavam na Terra Santa obedeceram de ma vontade a um excomungado. Então F2 resolveu aceitar a oferta que o amigo sultão Al-Kamil, parente do “terrivel anticruzado” Saladino, fez várias vezes para ele. O sultão devolveu todas as cidades imprtantes na Biblia cristã para F2 sem que ele precisasse disparar uma flecha: Belem, Nazaré e Jeruasalem ,mais um corredor que as ligasse até o porto cruzado de Acre. O papa ficou fulo com a vitória do excomungado sem derramar sangue onde tantos haviam falhado.
O papa exigiu outra Cruzada, F2 disse que a faria somente se o papa o apoiasse na reconquista das ricas cidades da Italia do Norte que estavam se revoltando. Quando o papa e o imperador pediram a ajuda destas cidades em uma nova Cruzada, elas ressucitaram a antiga Liga Lombarda antiimperial que tanto atazanou o Frederico I Barba Ruiva.
H3 forçava periodicamente F2 a liderar uma cruzada para invadir o Egito. Mas ele era amigo pessoal do sultão, como os venezianos. Ele adiou enquanto pode. E o sultão mais que se preparou para ela. Quando F2 enviou tropas alemães, nao foi chefiar em pessoa. Seu enviado acabou se curvando a liderança do enviado do papa, que nao sabia nada de liderar tropas. O sultão venceu facil a Quinta Cruzada. O papa furioso com F2 o excomungou, mas ele não era como quase todo europeu da epoca e “cag..” para a excomunhão.
I3 morreu contente ao contrario de G7. Uma santa jura que viu seu fantasma envolto em chamas do Purgatorio e Dante na Divina Comedia poe a alma de I3 no Inferno. F2 portanto mostraria suas garras para o sucessor de I3, Honorius III (H3).
F2 apesar de imperador alemão, passou mais tempo, na sua amada 2 Sicilias (onde montou um aparato no local, em 1231, que o tornou o primeiro monarca absoluto da Europa Ocidental, baseado na historia do imperio bizantino e do califado) ou em Cruzada. Na feudal Alemanha, deixou seu filho Conrad para defender seus interesses.Tarefa espinhosa.
Filipe II da França via I3 com muita desconfiança, mas a Cruzada do papa, entregou todo o poder temporal da Ocitania ( o sul da França) de mão beijada para ele. Mais um para a rede de reis aliados do superpapa.
João Sem Terra tb lucrou com sua submissão ao papa. Conseguiu que ele anulasse a obrigação do rei com a Carta magna e mais tarde João conseguiu dobrar os invasores franceses e os rebeldes ingleses.
Acontece que F2 tb tem seus proprios planos. Educado em latim, grego, arabe, alemão, conseguiu uma visão muito relativista, realista, pragmatica e materialistas das coisas. Com interesses intelectuais muito diversos, ele honraria seu apelido de Stupor Mundi.
Oto foi morto, e João Sem Terra tem que enfrentar seus proprios vassalos euma invasão francesa a Inglaterra. João resolve se tornar oficialmente vassalo do papa. I3 tem agora mais poder que qualquer outro papa. ele continua a diretamente o centro da Italia. Seu pupilo é rei das 2 Sicilias e imperador alemão.Portanto o papa tb governa o norte e o sul italianos. O rei ingles é seu vassalo. E o patriarca de Constantinopolis é mais um sacerdote que lhe deve obediencia! Os hereges cataros que estao controlando o sul da França como um pais com idioma proprio terão sua vez.
A Quarta Cruzada se desvia do objetivo e conquista o Imperio Romano oriental!!!! I3 num primeiro momento excomunga os venezianos e os cruzados, depois vê que a Igreja finalmente foi reunificada e resolve dar a coisa como fato consumado. Mas poder para I3. Filipe dos Hohestaufen foi assassinado, mas Oto apos ser regente, iniciou todas as atitudes que se espera de um governante temporal nao-compromissado com papa algum. Reconquistou a Italia do Norte e as Duas Sicilias. I3 se sentiu traido, considerou Oto um usurpador e passou a apoiar a coroação de seu pupilo F2 , num golpe de maioridade similar a outro bem conhecido nosso. Somente o papa havia trocado de lado, os aliados e inimigos de Oto permaneciam os mesmos. O rei da França mobilizou o seu exercito. João SemTerra, sucessor de Ricardo invadiu a França para se juntar com os alemães pro-Oto e assim retomar muitas terras francesas perdidas para o rei da França. Ingleses e alemaes são derrotados na batalha de Bouvines.
Aparentemente F2 jamais seria governante da Sicilia ou da Alemanha e o papa I3 teria vencido finalmente a guerra entre papa e imperador.
I3 formalizou seu pensamento em decreto que continha 4 pontos:
a) Os governantes mais poderosos da Alemanha tem o direot de escolher o rei da Alemanha, mas este só será coroado imperador ocidental se receber a unção e a coroa das maos do papa.ESTE É UM DIREITO DO PAPA, POIS FOI UM PAPA QUE TRANSFERIU A DIGNIDADE IMPERIAL DOS GREGOS PARA OS ALEMAES NA PESSOA DE CARLOS MAGNO.
b) Se o papa considerar tal rei indigno, os eleitores devem eleger novo rei. Se eles se recusarem, o papa deve escolher ele mesmo o novo imperador, pois o papa necessita do imperador como protetor da cristandade.
c) Se houver impasse entre os eleitores, eles devem convocar o papa para ajuda-los a escolher o novo rei da Alemanha. O papa deve escolher conforme as qualidades do reinvidicante e não dos resultados de eleições anteriores
Em 1187, Jerusalem havia sido recapturada pelo Islam. I3 obviamente argumentou que isto ocorrera como castigo divino, pelos pecados dos reis europeus. E capitalizando a desgraça estava conseguindo organizar a Quarta Cruzada, com um plano estrategico muito bom de invadir primeiro o Egito antes de atacar Jerusalem. A morte de H6 veio bem a calhar tb. a mãe do menino de 4 anos Frederick Hohestaufen era sua aliada e pediu para o papa ser o tutor de seu filho na Sicilia. Como se não bastasse o papa passou a apoiar na Alemanha, os Oto dos Welfs, uma familia rival a familia de H6 e do menino F2. Os Hohestaufen lançaram como seu candidato a regente do menino na Alemanha Filipe da Suábia, conseguiram tb o apoio do rei da França, Filipe II Augusto. Como não poderia ser de outra forma , rei da Inglaterra , Ricardo Coração de Leão, fechou com os Welf e o papa, em torno de Oto.
O imperador “romano” ocidental H6 viu claramente que o poder do papa subira com as Cruzadas a tal ponto que o império tinha que conquistar toda italia, incluindo Estados papais. Com um misto de força bruta e diplomacia conseguiu tomar o reino normando das Duas Sicilia e os Estados papais ficaram como recheio d eum sandwich. Infelizmente H6 morre deixando teoricamente seu filho herdeiro ainda criança, como rei das Duas Sicilias e candidato a imperador. A mãe do menino se alia ao papa Inocencio III e tb desejava ver os alemães longe da sua Sicilia.
O sucesso da Primeira Cruzada surpreendeu a todos envolvidos: os turcos, os islamicos do Egito, o imperador romano oriental, os cruzados e o papa. Do Eufrates ao mar Mediterraneo, da Cilicia até Gaza, todas as cidades foram tomadas, incluindo Jerusalem. Isto deu um grande impulso aos papas revisarem a Concordata de Worms e um novo round na disputa de papa e imperador alemão pelo poder temporal foi iniciado com Henrique VI e seu filho o assombroso Frederico II (F6) contra um papa ainda mais podeoroso que G7, Inocencio III (I3).
A Cruzada seria uma demosntração concreta que o papa seria um lider temporal melhor que o imperador, capaz de vencer/converter os inimigos do Cristo. Em troca, mais terra, a chance de exercer violencia, ter pecados anteriores perdoados e lugar garantido no Céu aos Peregrinos (como eram chamados incialmente).
Muitos autores recentes pensam que a principal causa da 1a cruzada ainda foi a Guerra entre imperador alemão e papa que ocorria pelo menos desde Gregorio VII, passando pelo Urbano II (que convocou a 1a cruzada) ,Inocêncio III, Gregorio IX. O objetivo era exatamente mostrar a toda nobreza feudal europeia ocidental que o papa era capaz de montar um exercito supranacional e lidera-lo em batalha. Na peregrinação de Urbano II pela Europa a recrutar cruzados ele tomou o cuidado de não passar pelo Sacro Imperio, territorio de seu rival, um rival mais perigoso que o imperador bizantino ou o sultao seldjukida ou califa fatimida.
A origem do monasticismo cristão foi o Egito cristão. Desde o tempo dos faraós, um grupo de religioso ficava vivendo junto em um templo retirado , junto ao deserto, glorificando algum faraó morto. O faraó poderia até cair no esquecimento para o resto do Egito, mas aquele grupo de homens continuava vivendo junto (cenobitas), plantando suas terras, orando. E eram isentos de impostos, afastados do resto da sociedade (anacoretas), as vezes praticando mortificação do corpo (ascese) e cultuando alguma mumia ou resto mortal (reliquia). Daí para os mosteiros em torno de algum pedaço de osso de um martir cristao na Europa Ocidental foi um pulinho.
A Igreja Catolica apesar dos seus erros foi a entidade que esteve mais perto de botar pra jogo (concretizar) a Republica Meritocratica de Platão. Chegou a chamar de Republica Cristiana, o poder supranacional dos papas. Outra interpretação válida era estar se referindo a antiga Republica Romana, onde o novo Cesar do Ocidente nao seria o imperador da Alemanha, mas mais discretamente o proprio Papa. O termo Europa (pagão) também nao era usado, era usado Cristandade e quem era o chefe desta Cristandade, se o imperador bizantino estivesse na pior?
Cedo, os maiores suseranos feudais seculares viram o perigo da intromissão da autoridade espiritual em assuntos de Estado e tentaram se opor ao Papado, mesmo sendo católicos. Os reis da França e principalmente os imperadores da Alemanha (Sacro Imperio) notaram o maná que era a Investidura dos bispos. Mas tinham muita dificuldade, porque muitos bispos eram senhores feudais com tropas proprias. E no sistema feudal, os reis só conseguiam esmgar vassalos rebeldes se o poder dos vassalos fieis fosse maior, eles nao tinham poder proprio capaz disso. Tudo na relação feudo-vassalica era baseada em confiança e na posse de terra.
A Igreja era um estado feudal poderoso entre outros motivos por causa do celibato. Um bispo quando morria repassava suas terras para o papado que a distribuia para um novo bispo, escolhido pelo papa, teoricamente e que seria seu vassalo. Quando um senhor feudal laico morria,sem ser em batalha com outro, corria o risco dele ter que partilhar seus diversos feudos entre seus diversos filhos diminuindo o poder da familia. Se ele escolhesse dar tudo a um filho predileto, isto seria receita infalivel de guerra civil dentro da familia. Outro meio do senhor feudal evitar isto era exatamente educando o primogenito como senhor feudal guerreiro laico e todos os outros dando para a Igreja educar e se tornar sacerdote algum dia, isto só aumentaria ainda mais o poder da Igreja. Pois ela não tinha obrigação de dar terra a este jovem, apenas sagra-lo sacerdote. Ele poderia ser ordenado ficar em uma comundade reclusa de monges ou ser um padre anonimo sem terras em alguma paroquiazinha sem importancia poltico-militar. A Igreja nunca reduzia seu patrimonio, por excesso de membros e nunca ficava sem opções de escolher novos bispos para repor os mortos, com gente burra ou não confiável.
Realmente a igreja Católica, tinha um grande poder na era medieval. Conseguia boa parte desse poder, manipulando as mentes das pessoas inocentes. Mas com o surgimento da imprensa a coisa mudou, os livros se tornaram mais barato e o povo começou ter acesso ao conhecimento e perceberam as divergências daquilo que era falado pelo clero nas escrituras sagradas. Muito bom o resumo!!
Fiquei muito satisfeito com esta página. Sou formado e apaixonado por História, vou recomendar para os meus amigos que também gostam desta linda matéria.
Obrigado, Marcos Paulo!
“A Igreja Católica se originou no seio do Império Romano do Ocidente, a partir do momento que o cristianismo deixou de ser uma ameaça ao poder de Roma para tornar-se aliado.”
Engraçado que ninguém cita os escritos de Inácio de Antioquia, não é? Em aproximadamente 108 DC ele já dizia: “Onde Está Cristo ai está a Igreja Católica.” – Carta aos Esmirniotas se quiserem verificar.
Nossa coisa orrivel num sei porquer eu vim aqui :(
gat igreja chata
legal adorei
Dizem que as igrejas medievais eram bem altas, para produzir eco na hora de cantar(acapella)
Ué, mas Roma fica na Itália.
Nossa, é muito bom saber que as igrejas antigas tiveram inicio na roma, eu sempre pensei que elas tivessam iniciado na Italia HAUHAUAH
Muito bom esse post, matou as minhas curiosidades =D
Sou professor de história, gostei muito do blog.
Um dos melhores assuntos pra se estudar em história, muito bom se aprofundar nessa era. Parabéns Michel. Grande abraço!
Certamente vou assistir. Obrigado
assista o video… vale a pena!!!
Oi, Stefano, acho que deve ter uma forma de incorporar um vídeo para ser carregado direto na aba de comentários. Vou dar uma olhada. Quanto ao Vlad, sem dúvida. Aliás, acho o tema muito interessante. Um grande abraço
sobre historia medieval, você já leu sobre Vlad Tepes ?
video que aborda a cumplicidade da igreja com o nazifascismo
Opa, Stefano, que link é este?
http://www.youtube.com/watch?v=ubXZZ_Evu1o