Neste resumo, você vai conhecer sobre como foram as invasões bárbaras no Império Romano do Ocidente, a partir do século V. Vai aprender sobre a formação dos reinos bárbaros na Europa. Ao terminar de ler, confira outros recursos para você aprender mais, como videoaulas, questões, mapas mentais, dentre outros
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Antecedentes
Os romanos consideravam bárbaros todos aqueles que ficavam além das fronteiras do império e não falavam o latim. Apesar das diferenças culturais, romanos e bárbaros conviveram pacificamente durante os três primeiros séculos de nossa era.
A maior parte dos bárbaros vivia na região denominada Germânia, além do rio Reno. Eram, assim, denominados povos germânicos. Estes povos tiveram um forte papel na formação da Europa. As relações eram geralmente amistosas. Os bárbaros se alistavam no exército, buscavam terras férteis e jovens dos dois povos se casavam.
No entanto, a partir do século IV, estas relações começaram a mudar.
Os povos germânicos
Apesar de serem diferentes entre si, os povos germânicos apresentavam semelhanças em suas formas de organização econômica, política e social. Os germânicos praticavam a agricultura, plantando coletivamente produtos como trigo, cevada e centeio. Também criavam bois, porcos e realizavam atividades comerciais.
A sociedade germânica era patriarcal, e as decisões mais importantes eram tomadas pelo chefe de cada grupo familiar. A união de várias famílias dava origem a um clã. Na época de guerra, os germânicos escolhiam um chefe, que tinha poder sobre um grupo de guerreiros armados. Estes guerreiros faziam um juramento de fidelidade denominado comitatus.
Os povos germânicos eram animistas, isto é, eles adoravam as forças da natureza. Cultuavam Odin, deus da guerra, e acreditavam que existia um paraíso chamado de Valhala, destino dos guerreiros após a morte.
As invasões bárbaras
A partir do século IV, a convivência pacífica entre romanos e bárbaros foi interrompida com as invasões bárbaras, que destruíram a unidade do Império Romano do Ocidente. Um dos motivos destas invasões foi a chegada dos hunos, povo que veio do leste da Ásia. Chefiados por Átila, os hunos forçaram as tribos germânicas para dentro das fronteiras romanas.
Alguns historiadores consideram que a busca de terras férteis e as riquezas existentes no império, aliados às fracas defesas nas fronteiras, também estimularam as invasões. Dentre os povos bárbaros invasores, podemos destacar os anglos, saxões, lombardos, suevos, burgúndios, vândalos, ostrogodos, visigodos e os francos.
A maior parte destes povos criou reinos independentes no território romano, entre os séculos V e VI. No entanto, dentre estes, o reino dos francos se destacou.
Reino Franco
A falta de organização política, diferenças de língua, costumes e a crise econômica foram fatores que fizeram sucumbir a maioria dos reinos bárbaros. Porém, o Reino Franco teve longa duração, em parte porque um dos reis, Clóvis, tinha forte ligação com a Igreja Católica, tendo se tornado cristão por volta de 496.
Podemos dividir o Reino Franco em duas dinastias: Merovíngia e Carolíngia. A primeira deve seu nome a Meroveu, avô de Clóvis, que havia lutado ao lado dos romanos contra os hunos. Um dos últimos reis da dinastia Merovíngia, Carlos Martel, venceu os árabes na Batalha de Poitiers, em 732, impedindo assim que toda a Europa fosse invadida pelos muçulmanos.
O filho de Carlos Martel, Pepino, o Breve, iniciou a dinastia Carolíngia. O principal representante desta dinastia foi seu filho Carlos Magno, o mais famoso dos reis francos.
Império Carolíngio
Carlos Magno subiu ao trono em 768. Afoito a guerras, conquistou um império que abrangia territórios na Europa Ocidental e Oriental. Para facilitar a administração do império, Carlos Magno dividiu as regiões em condados, administradas pelos condes. Para fiscalizar a atuação dos condes, foi criado o cargo de missi dominici, funcionários enviados para fiscalizar os territórios.
No ano 800, foi coroado imperador pelo papa Leão III. Assim, a Igreja Católica pretendia unificar a Europa sob o comando de um monarca cristão, restaurando a glória do Império Romano. No entanto, esta unificação não foi possível. Após a morte de Carlos Magno, em 814, seu filho, Luís, o Piedoso, governou até 840. A partir de então, o império foi dividido em três reinos distintos, através do Tratado de Verdun.
Vale ressaltar que as invasões e a constituição dos reinos bárbaros provocou a ruralização da Europa e a concentração do poder nas mãos dos senhores de terra. Posteriormente, isto foi determinante para o surgimento do Feudalismo.
Renascimento Carolíngio
Nos séculos VIII e IX, ocorreu um movimento de renovação cultural no Império Carolíngio. Esse movimento, conhecido como Renascimento Carolíngio, se caracterizou pelo incentivo à atividade intelectual, à arte e pela criação de centros educacionais e culturais.
Na área educacional, o monge Alcuíno foi o responsável pelo desenvolvimento do projeto escolar de Carlos Magno. A manutenção dos conhecimentos greco-romanos tornou-se o objetivo principal. As escolas funcionavam junto aos mosteiros, aos bispados ou às cortes. Nelas, eram ensinadas as sete artes liberais: aritmética, geometria, astronomia, música, gramática, retórica e dialética.
A arte sofreu uma grande influência das culturas grega, romana e bizantina. Destacam-se a construção de palácios, igrejas e a criação de iluminuras, livros pequenos com muitas ilustrações e detalhes em dourado.
Boa tarde gostei muito de ver essa aula
queria se fosse possivel receber em meu email alguns resumos e exercício pois estou me preparando para o enem minhas codicões são poucas
muito obg
Muito bom esse resumo, gostei
Os povos bárbaros invadiram o Império Romano do Oriente ?
Não, só invadiram o Império Romano do Ocidente, com sede em Roma.
professor conteúdo muito interessante me ajudou muito valeu
O fundamento ideologico do absolutismo moderno tinha fontes religiosas e seculares, ao inves da base religiosa unica da ideologia do despotismo oriental. A unica brecha dada era que os reis assim como recebem seu direito diretamente dos deuses (direito divino dos reis) também podem perder seu “mandato do céu”, como diziam os chineses, se fizerem mau governo, ou que os reis eram obrigados a governar com a deusa Maat (Harmonia, Verdade), como diziam os egipcios. Resta saber como , SEM AJUDA HUMANA, os deuses destronariam estes maus reis.
Despotismo oriental era o regime típico do Oriente Medio Antigo, China Antiga e da Grecia Micênica, onde o rei era juiz supremo, líder militar supremo,sacerdote supremo, legislador supremo e toda esta autoridade era embasada na crença de que ele era um deus encarnado, um filho biologico de algum deus poderoso ou no minimo o unico intermediario valido entre os deuses e os homens. O poder do Imperador Romano , apos a grande bagunça militar do seculo III também foi justificado desta forma, mas aí passa a se chamar de Dominato, uma “cola”do regime persa. O absolutismo monarquico dos reinos da Europa ocidental na Idade Moderna, era algo semelhantemesnte justificado e exercido, só que 1) a religião predominante da Europa na época (cristianismo) 2)a presença do papa, com quem tinham que tolerar a liderança religiosa,3) limitaçoes de ordem pratica da burguesia ser o poder economico e da nobreza ser o poder militar do reino; impediam que este absolutismo moderno ficasse ainda mais parecido com o despotismo oriental.
Meus parabens! Ta excelente o slide e eu to estudando pro vestibular, ficou tao bom q ta na ordem do edital kk Parabens msm e mto obrigado continue postando! Gostaria se pudesse tirar uma duvida minha sobre o que foi o “despotismo oriental”?
Professor , eu tenho uma dúvida que caiu na prova e eu errei.
Entre os principais povos barbaros, podemos citar:
a) Vandalos
b) Francos
c) Visigodos
d) Herulos
e) todas as anteriores
Letra E
Muito bom professor michel!! Adorei principalmente o blog!
Valeu, garoto
Muito bom professor michel! Adorei o blog,espero tirar nota boa!!
To Bem estudado para a sua prova de amanhã, Adorei seu blog! estou aprendendo bastante com ele
Show
Heey professor Michel! gst bastante do blog, parabéns!! ><
adorei o quis prof! consegui 100%, tô bem estudada
Show!
Muito legal prof!
Muito Legal !
Oi professor Michel! Gostei bastante do seu blog! Parabéns!
Obrigado, Bruna!
Asrelaçõeseramgeralmenteamistosas.Osbárbarossealistavamnoexército,buscavamterrasférteisejovensdosdoispovossecasavam
Mesmo no seculo IV, na metade oeste, a coisa funcionava assim , se vc invadisse com seu bando, saqueasse e fugisse de volta pra seu lado germano do Reno, vc poderia acordar com tua aldeia incendiada pelo filho de teu primo que agora era legionario,. Se voce fosse de uma tribo no lado germano do rio, que apoiasse outra tribo que aprontou com Roma, teu lider da aldeia podia amanhecer com acebça decepada e tua familia reagiria a isto se alistando em massa no exrcito romano. Mesmo a multidao de godos que entrou no imp do leste, fugindo dos godos se apresentou como suplicantes. Foram desarmados, selecionados , dispersados e tangidos como gado para bem dentro do império. Revoltaram-se com o mau tratamento, mas estes imigrantes foram devidamente domados em 382. Se alguem duvida ha muitos resgtros de que em 386, outro grupo de godos tentou entrar no imperio na marra. A cabeça de Odoteus desfilou nas ruas da Nova Roma de Constantino eesta mesma metade romana foi a que brilhou por mais 800 anos
Apesardasdiferençasculturais,romanosebárbarosconviverampacificamenteduranteostrêsprimeirosséculosdenossaera
Nao seria bem assim. Os barbaros (todos os paises e pvoso fora do imperio romano) , incluiriam os persas que fizeram um imperio tao civilizado quanto o romano e com grande poder militar e riqueza, mas mesmo considerando só os barbaros da Germania, os germanos faziam uma pressao cosntante sobre o imperio. O que mudava era a postura do imperio. Num primeiro momento ofensivo e depois defensivo, quase sempre permitindo fluxo de pessoas, produtos e ideias para os dois lados da fronteira. O que ocorre depois do seculo III, é que a situaçaõ interna do imperio se complica muito incluindo a incapacidade de recrutar soldados nativos por n fatores. os germanos viam Roma como os mexicanos veem os EUA, ninguem quer acabar com a Terra de Oportunidades, mas sim usufruir tb da boa vida que ela acena e nao como um clandestino ,mas se possivel com green card e tudo. Nesta e´poca é juntar fome com vontade de comer. Roma queria brtaços no seu exercito e os germanos queriam ser estes braços. Invasao mesmo só a de 406dC, que só ocoreeu por vacilo romano.
Respeitosamente gostaria de comentar alguns trechos, prof Michel. Poderia ser?
Osromanosconsideravambárbarostodosaquelesqueficavamalémdasfronteirasdoimpérioenãofalavamolatim
Preconceito que herdaram dos gregos. Barbaros significaria em grego blablabla, denotando que estavam zoando todos que nao falssem grego.Gozado que os romanos falando latim tb se enquadrariam como barbaros…mas depois qus todos os territorios gregos foram conquuistados por Roma, ninguem lembrava isto aos romanos
A pintura que abre este resumo é linda demais. Qual o nome da obra e do autor, queria grava-la?
“The Course of Empire: Destruction”, Thomas Cole. Creio que o nome da obra é esta. O autor é este mesmo.
AS ” Invasoes barbaras” nao deram fim ao imperio romano. Mesmo quando se restringe ao imperio romano ocidental. Um bom site é:
http://www.friesian.com/decdenc1.htm
Ha muitos dados arqueologicos acumulados nos ultimos 20 anos que refizeram a impressao que temos deste periodo assutadoramente semelhante ao atual EUA
A cristianizacao da sociedade nao foi causa de fim do imp ocidental. Nem a barbarizacao de seu exercito!
Sou fascinado por este tema porque se civilizacao europeia dominou o mundo todo hoje, é interessante saber como ela nasceu. Ao contrario, do que ingleses e franceses gostam de dizer que seu modo de pensar nasceu na Grecia e Roma , vemos que a coisa nao é bem assim. Tb vejo que Idade das Trevas só pode ser assim chamada porque os estudioso ficam na escuridao, sabem pouco deste periodo e sabem muito do periodo anterior (im romano unido) e do posterior (seculo X em diante).
Mesmo dentro deste periodo em que a Europa ocidental está sendo gestada (gravidez nunca é peirodo facil) devemos lembrar que o Imp romano (sim ele ainda estava vivo) , o Islam , a China , Teotihuacan, os maias, Gana estavam brilhando.
Ei professor Michel. Gostaria de saber se é possível obter os slides dos resumos de suas aulas. grato Jarbas
Oi, Jarbas, assim que os podcasts estiverem prontos, vou disponibilizar também os slides para download.
Professor, gostaria muito de ouvir o seu podcast, pois sou professora também, e se possível usar com meus alunos ( claro se me der a permissão). mais não consigo achar ou não estou sabendo aonde.
Giselle, os podcasts ainda não estão disponíveis, por questão técnicas da nova plataforma. Em breve estarão aí.
Obrigado professor, eu achei muito interessante esse assunto, não vejo a hora de aprender.
Luisa Serafim
Só em alguns casos.
Professor, bem legal esse tópico, eu só não entendi uma coisa: os jovens dos dois povos( os romanos e bárbaros)se casavam, mas esses povos tinham uma divisão social extremamente rígida ao casamento?
Luisa Serafim
Obrigada professor!
Mesmo ainda não aprendendo esse assunto, é bom já comecar a entender o assunto tirando dúvidas, né?
Até, anna luiza
Vamos às respostas:
1) Nem todos se alistavam no exército romano. Quem o fazia tinha a vantagem de transitar entre os territórios com certa liberdade (como se fosse um greecard) e até casar com romanas, o que podia garantir cidadania (alguma semelhança como o que ocorre hoje em dia?)
2) Geralmente, a família tinha grande importância na escolha do pretendente. É uma tradição herdada pelos imigrantes italianos.
3) Estes povos eram de origêm germânica, ou seja, se localizavam onde hoje é a região da Alemanha, Áustria, Polônia e Oeste da Rússia.
Beijão
Muito interessante esse tópico ,professor!!!
1)Todos os bárbaros eram obrigados a se alistar no exército?
2)Os pais que escolhiam o(a)pretendente do filho(a)?
3) " Dentre os povos bárbaros invasores, podemos destacar os anglos, saxões, lombardos, suevos, burgúndios, vândalos, ostrogodos, visigodos e os francos. "
De onde esses povos vieram?
Aguardo sua resposta anna luiza
Eles falavam a língua germânica, que deu origem ao atual alemão.
Se os barbaros não falavam latim, qual lingua eles falavam? Barbares? HAUAHAU
ótimo esse post,ajudou na hora da prova:D
fico bom michel.eu nao tinha visto ali a pergunta do igor,por isso q perguntei.mais entendi
valeu
Achei extremamente interessante esse resumo, me ajudou muito a estudar para prova.. ate hoje eu achava que os barbaros eram descendentes de vikings hahaha
Ana, os hunos invadiram a Germânia por causa da falta de terras férteis no leste da Ásia. Quando eles chegaram na Germânia, "empurraram" os povos germânicos para dentro do Império Romano.
Ai ai, prova facil! Obrigado ai Michel :D
michel, porque os hunos 'invadiram'a Germania, e porque eles forçaram os bárbaros invadirem o imperio romano?
Eu também estranhei isso …
Ricardo, levam para o mesmo lugar porque são assuntos relacionados.
Legal,ja li e gostei bastante!Ah o link da crise do imperio e roma antiga levam para o mesmo lugar né?!
Tá bom Michel. Valeu
No caderno já basta, o resumo é uma complementação das informações discutidas em sala. Estude sempre por onde você achar melhor.
Eu ia fazer as mesma pergunta do Igor.
O que tu passo no caderno ja basta ou é melhor ver o slide?
Porque lendo algumas coisas no caderno eu lembro de toda aula e dai lembro da materia.
Nop, apenas os tópicos "antecedentes" e "invasões bárbaras".
Michel , tem que saber tudo isso ?
é,ajuda bastante para se aproffundar no assunto e tambem para a prova:Duahuah
:D É porque eu não consegui ouvir.Mas agora já deu:)
Larissa, o podcast já está ali.
Douglas, dois comentários acima eu explico o que significa Merovíngia e Carolíngia, em resposta ao Igor.
eu vi ali escrito Merovíngia e Carolíngia , o q quer diser??
valeu
O resumo esta ótimo, mais quando que você vai botar o Podcast?
Merovíngia e Carolíngia é o nome que se dá à família de reis que governou o Reino Franco.
O que é Merovíngia e Carolíngia ? :o
O que signfica !
Valeu, garoto.
Boa Michel , o Slide ficou muito bem elaborado