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20 curiosidades da Guerra do Paraguai

setembro 18th, 2012|Curiosidades|86 Comments


No dia 18 de setembro de 1865, ocorre a rendição do Paraguai, depois do cerco de Uruguaiana, no Rio Grande do Sul. É um bom momento para lembrarmos daquele que é considerada o maior conflito armado da América do Sul. Muitos historiadores consideram que esta guerra foi um grande golpe na tentativa do Paraguai se tornar uma grande potência latino-americana. Conheça 20 curiosidades sobre a Guerra do Paraguai.

A guerra ocorreu no século XIX, mais especificamente durante o Segundo Reinado, considerando a situação política brasileira. Para compreender o contexto em que a guerra ocorreu, assim como os seus desdobramentos na sociedade e política brasileiras, leia o resumo sobre o Política no Segundo Reinado.

Batalha do Avaí

– A Guerra do Paraguai foi o maior conflito armado internacional ocorrido na América do Sul. A guerra foi travada entre o Paraguai e a Tríplice Aliança, composta por Brasil, Argentina e Uruguai. A guerra estendeu-se de dezembro de 1864 a março de 1870.

– O conflito iniciou-se com a invasão da província brasileira de Mato Grosso pelo exército do Paraguai, sob ordens do presidente Francisco Solano López. O ataque paraguaio ocorreu após uma intervenção armada do Brasil no Uruguai, em 1863.

– Foi o último de quatro conflitos armados internacionais, na chamada Questão do Prata, em que o Brasil lutou, no século XIX, pela supremacia sul-americana, tendo o primeiro sido a Guerra da Cisplatina, o segundo a Guerra do Prata, e o terceiro a Guerra do Uruguai.

– Em represália à intervenção no Uruguai, Solano López ordenou que fosse apreendido o navio brasileiro Marquês de Olinda. No dia seguinte, o navio a vapor paraguaio Tacuari apresou o navio brasileiro, que subia o rio Paraguai rumo à então Província de Mato Grosso.

– A derrota do Paraguai marcou uma reviravolta decisiva na história do Paraguai, tornando-o um dos países mais atrasados da América do Sul, devido a diminuição da sua população, ocupação militar por quase dez anos, pagamento de pesada indenização de guerra, entre outros motivos.

Corpo de Voluntários da Pátria

– Em 7 de janeiro de 1865, são criados os corpos de Voluntários da Pátria, que pretendiam incentivar o alistamento de civis por ideais patrióticos. No começo até que dá certo, mas logo a empolgação passa, e o trabalho de alistamento se torna cada dia mais complicado.

– Os “voluntários” começam então a ser recrutados na marra. Cada qual dava seu jeito para escapar da guerra. Uns doavam dinheiro e empregados, outros tramavam para que inimigos políticos fossem no seu lugar. Havia até quem oferecesse familiares: sobrinhos, irmãos, filhos…

– A prática mais comum, no entanto, era a aquisição de escravos para substituir o convocado. Até o governo passou a comprar negros para as batalhas. “Forças e mais forças a Caxias. Apresse a medida de compra de escravos e todos os que possam aumentar o nosso Exército”, escreveu dom Pedro II ao ministro da Guerra.

– Estima-se que mais de 20 mil escravos tenham lutado na guerra. O número representa cerca de 16% dos soldados brasileiros. Como é de se imaginar, eram tratados como inferiores pelos companheiros. Muitos trabalhavam como criados dos soldados brancos.

– A ordem do dia para a Batalha de Tuiuti, uma das mais importantes da guerra, determinava: todos os batalhões deveriam estar a postos, inclusive “os bagageiros e camaradas (criados) dos senhores oficiais”. Era uma clara referência aos escravos que estavam na guerra.

 Saldo da Guerra do Paraguai

– O Paraguai sofreu grande redução em sua população. A guerra acentuou um desequilíbrio entre a quantidade de homens. Algumas fontes citam que 75% da população teria perecido ao final da Guerra. Estimativas atuais, contudo, fixam o percentual de perdas de vidas entre 15% e 20% da população.

– Dos cerca de 160 mil brasileiros que combateram na guerra, as melhores estimativas apontam cerca de 50 mil óbitos e outros mil inválidos. Outros ainda estimam que o número total de combatentes pode ter chegado a 400 mil, com 60 mil mortos em combate ou por doenças.

– As forças uruguaias contaram com quase 5.600 homens, dos quais pouco mais de 3.100 morreram durante a guerra devido às batalhas ou por doenças. Já a Argentina perdeu cerca de 18 mil combatentes dentre os quase 30 mil envolvidos. Outros 12 mil civis morreram devido principalmente a doenças.

– As altas taxas de mortalidade na guerra não foram decorrentes somente por conta dos encontros armados. Entre os brasileiros, pelo menos metade das mortes tiveram como causa doenças típicas de situações de guerra do século XIX. A principal causa mortis durante a guerra parece ter sido o cólera.

– Não houve um tratado de paz em conjunto. Embora a guerra tenha terminado em março de 1870, os acordos de paz não foram concluídos de imediato. As negociações foram interrompidas pela recusa argentina em reconhecer a independência paraguaia.

Retorno do Exército

– As aldeias paraguaias destruídas pela guerra foram abandonadas e os camponeses sobreviventes migraram para os arredores de Assunção, dedicando-se à agricultura de subsistência na região central do país. As terras das outras regiões foram vendidas a estrangeiros, principalmente argentinos, e transformadas em latifúndios.

– O mercado paraguaio abriu-se para os produtos ingleses e o país viu-se forçado a contrair seu primeiro empréstimo no exterior: um milhão de libras da Inglaterra, que se pode considerar a potência mais beneficiada por esta guerra.

– Depois da guerra, boa parte das melhores terras do Paraguai foi anexada pelos vencedores. O Brasil ficou com a região entre os rios Apa e Branco, aumentando para o sul o estado do Mato Grosso. A Argentina anexou o território das Missões e a área conhecida como Chaco Central.

– O Brasil, que sustentou praticamente sozinho a guerra, pagou um preço alto pela vitória. Durante os cinco anos de lutas, as despesas do Império chegaram ao dobro de sua receita, provocando uma crise financeira. A escravidão passou a ser questionada, pois os escravos que lutaram pelo Brasil permaneceram escravos.

– O Exército Brasileiro passou a ser uma força nova e expressiva dentro da vida nacional. Transformara-se numa instituição forte que, com a guerra, acabou ganhando tradição e força interna e representaria um papel significativo no desenvolvimento posterior da história do país.

86 Comments

  1. klaus do iate 18 de setembro de 2012 at 10:01 - Reply

    A destruição da infra-estrutura Paraguaia a quase-extinção atualmente está sendo questionada. Como um pais quase extinto em 1870 em 1920 daria um sacode na Bolivia que estava equipada com armas e professores alemaes, dobrando de territorio?

    • Michel Goulart 18 de setembro de 2012 at 15:35 - Reply

      Sim, mas o dano foi gigantesco.

    • Gerardo Facetti 26 de Abril de 2016 at 17:32 - Reply

      O conflito com a Bolivia começa em 1932, nao em 1920. A determinacã de sobervivência de un povo é a fronte daquela vitória .

  2. klaus do iate 18 de setembro de 2012 at 10:09 - Reply

    Ha duvidas se o pais mais beneficiado com a guerra foi a Inglaterra ou a Argentina que durante a guerra lucrou absurdamente com venda de carne e trigo superfaturadissimos e depois da guerra, seus cidadaos se tornaram os princiapais latifundiarios do Paraguai.
    Milionarios ingleses tinham investimentos no Paraguai mesmo durante governo nacionalista dos Lopez e tentou diplomaticamente impedir a guerra.

    • Gerardo Facetti 26 de Abril de 2016 at 18:02 - Reply

      O Barão de Mauá, representante do banco britânico no Brasil e na Argentina, foi o apoio económico do imperio do Brasil para a maioria da guerra.

  3. klaus do iate 18 de setembro de 2012 at 10:10 - Reply

    A fortaleza paraguaia de Humaita foi a que mais trabalho deu aos aliados para ser tomada e foi cosntruida por engenheiros brasileiros na epoca em que os Lopez e o Imperio eram aliados!

    • Gerardo Facetti 26 de Abril de 2016 at 18:42 - Reply

      Errado. O projeto e a construção da fortaleza foi trabalho do coronel engenheiro húngaro-judeu Wisner de Morgenstern, que veio com a construtora britânica contratada pelo Carlos Antonio López, pai do Francisco.

  4. klaus do iate 18 de setembro de 2012 at 10:10 - Reply

    Mesmo no governo nacionalista dos Lopez, a indsutria local nao configurava uma Prussia Platina, mas logico é dzer que todo esforço politico-economico de saida para o mar fosse para maximizar a exportacao das plantations paraguaias e da erva-mate. Como todo bom pais latinoamericano se esforçava para fazer na epoca

  5. klaus do iate 18 de setembro de 2012 at 10:11 - Reply

    Nao era para Solano se tornar o ditador do Paraguai. Seu pai havia escolhido o irmao mais velho e qeuilibrado do Solano, mas este deu um golpe de estado no pai moribundo

  6. klaus do iate 18 de setembro de 2012 at 10:14 - Reply

    Portugal e Espannha nunca se entenderam com relação a foz do rio da Prata, naturalmente os estados-sucessores deles também herdaram a situação de litigio.

  7. Kassio Rossine 18 de setembro de 2012 at 13:12 - Reply

    Eu queria um resumo relacionado ao tema: Estados Unidos:euforia,depressão e recuperação.

  8. klaus do iate 19 de setembro de 2012 at 8:22 - Reply

    Kassio, por que vc lembrou dos EUA aqui na discussao sobre Paraguai?

  9. Sam 20 de setembro de 2012 at 15:12 - Reply

    Muito legal essas curiosidades!! Sempre achei essa guerra tão sem sentido :/.
    Mas prof. Michel será mesmo que cerca de 75% ( :o) da população do Paraguai morreu ou a estimativa de 15 a 20% que estaria correta?

    Abraçs..

    • Michel Goulart 20 de setembro de 2012 at 17:35 - Reply

      Pouco provável que tenha sido tanto assim. Provavelmente, foi entre 15 e 20%

  10. Sam 20 de setembro de 2012 at 19:53 - Reply

    Michel, por que será que os e-mails do historia digital, estão indo pra caixa de spam? Sempre vinha certinho pra caixa de entrada.:/
    Vc tem alguma dica do que eu posso fazer para consertar isso?

    • Michel Goulart 21 de setembro de 2012 at 13:33 - Reply

      Isso acontece. Depende de mudança na política do sistema de emails, entre outros motivos. As vezes alguns emails importantes passam a ser interpretados como spam. O que eu faço? Eu não elimino nada da caixa de spam sem averiguar antes.

      • Sam 21 de setembro de 2012 at 15:05 - Reply

        hm….Achei estranho pq quase toda noite tinha postagem nova, e eu via sempre pelo email no celular(vc não sabe o quanto o história digital me ajuda), mas passou um tempo sem postagem, quando fui apagar a caixa de spam: várias postagens do história d..

        É…vou fazer isso, e enviar p/cx de entrada..
        Muito obrigada Michel !! valeu mesmo 😀

  11. search engine marketing 21 de setembro de 2012 at 0:55 - Reply

    Um capitão paraguaio aprisionado, informou ao exército brasileiro, que Lopez pretende fugir para a Bolívia, embora este fato seja pouco provável, dada as dificuldades que terá de vencer. Em 7 de janeiro, o editorial do mesmo jornal, critica o governo liberal, acusado de ter lançado o país na guerra, com a absurda “Missão Saraiva”, ultimato dado pelo Conselheiro José Antonio Saraiva, que foi enviado a Montevidéu pelo governo imperial para pressionar o Presidente Aguirre. Tais fatos, culminaram na intervenção militar brasileira contra o Uruguai, provocando a Guerra contra o Paraguai, ligado a este país por tratados de defesa mútua.

  12. gilson arruda 23 de setembro de 2012 at 14:52 - Reply

    assim como fizeram aliança para derrotar o paraguai podiam fazer aliança para ajudar a reerguer esse pais vizinho que é nosso irmão

    • Michel Goulart 23 de setembro de 2012 at 17:24 - Reply

      É uma boa reflexão, Gilson.

    • carlos henrique 24 de junho de 2013 at 0:05 - Reply

      Bom vc tem q pensar com a mentalidade da época, não como pensamos agora.
      O próprio fato de se fazer prisioneiros era uma novidade, Após uma batalha ou os praças morriam ou conseguiam fugir. I

  13. gilda 24 de setembro de 2012 at 13:20 - Reply

    poxa valeu mesmo. muito bom poder contar ajuda .aprendi muito ,obrigado.

  14. Luciano da Fonseca 24 de Abril de 2013 at 16:25 - Reply

    Somente de ler alguns comentários – já notamos manifestar o imperialismo brasileiro. Se Caxias e Conde D”eu matavam crianças e mulheres até mesmo com ataque biológicos… Gente a Tríplice desmontou o Paraguai. E pior é que tudo era em nome da Inglaterra…

  15. Donizeti Queiroz 13 de junho de 2013 at 19:21 - Reply

    uma pergunta sem resposta,os escravos que iam para esta guerra era por amor a patria, e a igreja onde estava, e o papa existia sera que o deus de moises nao era o deus naqueles dias,por questoes de interesses externos de dominios e submissao, inglaterra no seculo 19, e atualmente os estados unidos na america do sul so construimos abismos que nos desuniram, ao inves de construirmos pontes que nos unam,o Brasil e o unico pais que fala o portugues na america entao porque nao se ensinam nas escolas deste pais o espanhol,a historia como deposito das acoes deveriam ser ensinada nas escolas suas causas,para que as geracoes futuras nao cometesse o mesmo erro .

  16. Artur 27 de julho de 2013 at 9:51 - Reply

    Verdadeiramente a nação brasileira deve um pedido de perdão , sobre esta brutalidade sem causa …estamos juntos Gilson…..

  17. jozelino 19 de agosto de 2013 at 14:12 - Reply

    Então …..

    A guerra do Paraguai .

  18. mariana 13 de outubro de 2013 at 18:35 - Reply

    gostei e legal

  19. José Silva 22 de outubro de 2013 at 21:22 - Reply

    O Paraguai tem a RESPONSABILIDADE HISTÓRICA por ter iniciado a guerra, mas os paraguaios não querem assumir este fato até hoje. Preferem se fazer de “vítimas”. Dizem que o Brasil lhes roubou parte de seu território. É mentira. O Paraguai perdeu território, porque perdeu a guerra. O que aconteceria se o Paraguai vencesse a guerra??? Um paraguaio me respondeu: “Hoje vocês estariam falando em espanhol.” E o Paraguai teria conquistado territórios no sul do Brasil e até na Argentina e no Uruguai. Uma guerra é uma guerra. É ódio extremo. Portanto, são ingênuos aqueles que dizem que temos que pedir desculpas ao povo paraguaio. Solano Lopez não pensou em seu povo. Quando os aliados venceram as primeiras batalhas, Lopez teria que ordenar a rendição incondicional do exército paraguaio para preservar seu povo e seu país, evitando o banho de sangue que ocorreu. Mas, Lopez jamais fez isto. Ele é o responsável direto pela destruição de seu país. Lopez era muito orgulhoso, arrogante e esquizofrênico. Vocês, que são estudantes, devem pensar nas consequências para o Brasil de uma vitória paraguaia naquela guerra. Lopez se sentiria extremamente fortalecido se derrotasse Brasil, Argentina e Uruguai. Iria criar um império. E o mapa do Paraguai seria bem maior do que era no início da guerra. Portanto, temos que reverenciar os nossos bravos combatentes que evitaram que o Brasil caísse nas mãos de um tirano. Pensem nisto.

  20. José Silva 22 de outubro de 2013 at 23:06 - Reply

    Sem a rendição incondicional do exército paraguaio, a guerra só poderia terminar com a prisão ou morte do ditador Solano Lopez. Do ponto de vista militar, a guerra terminou corretamente. Seria uma tremenda ingenuidade, se os países aliados se retirassem do Paraguai, deixando vivo Solano Lopez. Numa guerra, o inimigo parcialmente derrotado sempre tem a possibilidade de se reorganizar e mais tarde voltar a atacar, reiniciando os combates. A estratégia militar recomenda inclusive, que mesmo depois de derrotar totalmente o inimigo, ainda é preciso ocupar seu território para evitar que ele se reorganize e volte à guerra. Por isto, o Paraguai permaneceu corretamente sob ocupação dos aliados, após o fim dos combates. Existem pessoas que desconhecem o que é uma estratégia militar de guerra. Por isto, pensam que os aliados cometeram um ato bárbaro ao atacar e matar mulheres e crianças que faziam parte das fileiras do exército paraguaio. Mas, como eu já disse, os aliados teriam que ir até o fim da guerra, ainda que tivessem que enfrentar um exército paraguaio debilitado. Então, mais uma vez eu reitero: a culpa foi totalmente do louco ditador, Solano Lopez, que poderia ter evitado mais mortes de paraguaios, se ordenasse a rendição incondicional de seu exército. Enviar crianças a uma guerra, é um ato criminoso!!! Atualmente, ainda existe no Paraguai muito ressentimento, especialmente contra os brasileiros. Nos acusam pela tragédia de seu povo durante a guerra, invertendo a responsabilidade: de país agressor, porque iniciou a guerra invadindo o Brasil, o Paraguai é visto como nação agredida. É muito fácil inverter os papéis, quando querem se fazer de “vítimas”!!!
    Finalmente, recomendo a todos a leitura do livro, MALDITA GUERRA, escrito pelo historiador brasileiro, Francisco Doratioto, que afirma que não existe um só documento que prove que a Inglaterra estaria por trás da guerra, porque teria interesse em destruir a economia paraguaia. Até hoje os paraguaios se agarram nesta hipótese – nunca provada – como se fosse um fato verdadeiro. No entanto, isto é mais uma desculpa para retirar do Paraguai a responsabilidade história de país agressor que iniciou a guerra.

  21. Luã Hariel 28 de outubro de 2013 at 17:33 - Reply

    ” tornando-o um dos países mais atrasados da América do Sul ” Atrasado em que sentido ?

  22. Anahi 9 de novembro de 2013 at 17:53 - Reply

    hola, estoy buscando información sobre que y como cocinaban, cual era la vestimenta y los armamento que utilizaban, si estos estaban marcados o tenían algo en particular, y cual era el equipamiento que llevaba cada soldado

  23. douglas 28 de novembro de 2013 at 14:01 - Reply

    explique por que a situação do Uruguai foi fundamental para o inicio do conflito??

    alguém sabe??

  24. carlos henrique 10 de dezembro de 2013 at 21:50 - Reply

    Anahi, posso dizer que a vestimenta era semelhante, excetuando-se pelas cores, o chapéu paraguaio que era usado para carregar coisas e que era comum entre os paraguaios andarem descalços para não atolar no charco, só mais tarde é que os brasileiros entenderam isso e ficavam muitas vezes presos na lama pelas botas. A grande diferença ocorreu quando Caxias começou a usar fuzis franceses tipo Miniè que acertava a retaguarda paraguaia. Os revolveres dos oficiais paraguaios eram Colt e as espadas espanholas (top de linha na época)

  25. Klaus do Iate 12 de dezembro de 2013 at 21:46 - Reply

    Uniforme vermelho para Paraguai, na maioria das unidades. Branco e azul para as unidades dos Aliados.
    Quanto ao papel do Uruguai, havia um litigio entre Portugal e Espanha , pela foz do rio da Prata. Inicialmente porque a bacia platina era o meio para exportar prata para a Europa. Era natural que os Estados-sucessores deles (Brasil e Provincias Unidas do Prata) continuassem a pinimba. Mais tarde, esgotada a prata, a rivalidade porque as comunicações terrestres pelo interior do continente eram muito custosas e lentas para todos os Estados do cone sul da América (incluindo o Império do Brasil!). Era mais fácil um sujieto do Rio de Janeiro atingir Corumbá no MatoGrosso, indo pelo Atlantico Sul e subindo a bacia Platina! Portanto era negocio para brasileiros que a bacia platina tivesse a navegação internacionalizada.
    As Provincias Unidas acabaram se desmembrando e a unidade mais forte derivada deste desmembramento era a Argentina. Quando houve a Era napoleonica, tropas do Brasil, ainda lusitano, inauguraram o habito de fazer invasões do lado oriental do rio Uruguai, que o Brasil chamava de Cisplatina (do latim: do lado de cá do Prata). A principio, esta terra originalmente seria da Argentina (Argiros é prata em grego). Mesmo depois de guerra e tratado de paz, sob pressao inglesa, tornando o Uruguai um país-tampão independente entre Argentina e Brasil, os dois poderes continuaram a influir apoiando ora um , ora outro partido pela presidencia da republica uruguaia. Solano conseguiu o feito inedito de fazer com que Brasil e Argentina apoiassem o MESMO grupo politico uruguaio, que era rival do grupo politico apoiado por Solano. Como disse lá atra´s o esforço de Solano era conseguir uma saída para suas exportações para Europa, conquistando Uruguai e algum territorio argentino OU brasileiro. As relações Paraguai-Argentina nunca foram boas porque a Argentina queria refazer a velha Provincias Unidas e o Paraguai era visto como rebelde separatista. As relações entre Brasil e Paraguai antes de Solano eram boas, porque sendo a Argentina nosso “inimigo ancestral” pela foz do Prata, o Paraguai se apresentava como “inimigo de meu inimigo”.

  26. Klaus do Iate 12 de dezembro de 2013 at 21:55 - Reply

    Não colocaria em termos tao patrioticos a guerra do Paraguai. Foi uma guerra suja, como todas as guerras e foi uma guerra onde nao importa muito quem a começa , mas quem acaba com ela. Se era necessario matar crianças paraguaias? Se elas estavam atirando em você, era. mas digo e repito, não foi genocidio, não digo isto porque sou brasileiro, ou a favor de algum imperialismo tupiniquim. Se houve este projeto do imperio, o imperio já foi punido por ele. A principal evidencia de que o Paraguai sofreu muito, mas não foi tao chacinado, está na vitoria retumbante que teve sobre a Bolivia 50 anos depois. Ao longo de todo o seculo XIX, os melhores investimentos estrangeiros no exterior feito por ingleses , foram nos quatro paises envolvidos na guerra do Paraguai. Como a compra de armas não era de armas inglesas, a Inglaterra lucrava mais com estes 4 paises quando eles estavam em paz. reconstrução de paises em guerra costuma ser investimento a longuissimo prazo sem qualquer lucro imediato. Se houve algum pais lucrando com a guerra foi a Argentina, que fortaleceu autoridade central sobre provincias encrenqueiras como Entre-Rios e ganhou terra paraguaia, alem de vendar comida superfaturada pra seus aliados, a inciativa privada argentina tb lucrou porque muitos se tornaram latifundiarios de erva-mate no Paraguai.

  27. Klaus do Iate 12 de dezembro de 2013 at 22:01 - Reply

    Historias de degolas, gente esfolada, castrações e mutilações foram comuns nos dois lados e vou dizer algo que explica ,mas nao justifica. Episódios assim também sao relatados entre mongois e na Revolução Farroupilha, em todos os casos, são povos dedicados a pecuária que consideravam os vencidos como gado. Usando os mesmos métodos.

  28. Klaus do Iate 12 de dezembro de 2013 at 22:05 - Reply

    Empresas inglesas lucravam mais com seus investimentos nos 4 paises envolvidos na guerra do Paraguai que nas proprias colonias inglesas na Africa do fim do seculo XIX!!!

  29. Klaus do Iate 12 de dezembro de 2013 at 22:15 - Reply

    Voltando aos equipamentos, a baioneta foi muito utilizada. Mas por mais obsoleta, que possa parecer, as cargas de cavalaria com lança ainda estavam na ordem do dia ( e mesmo entre os “desenvolvidos” europeus da guerra da Crimeia também). Na cabeça dos dois lados da guerra,as barretinas (quepe rígido alto de soldadinhos de chumbo napoleônicos) cederam lugar para o quepe baixo mole igual ao dos modelos usados na guerra civil americana. Cores vistosas dos uniformes começavam a mostrar suas desvantagem e os combatentes se enlameavam de proposito para camuflar. Ponchos, populares em todas as guerras contra os outros paises do Prata, também estavam presentes em todas as revoltas do Sul: Farroupilha, federalista…

  30. Luciano 27 de Janeiro de 2014 at 21:03 - Reply

    Uma curiosidade foi que o Brasil não tinha relações diplomáticas com a Inglaterra. E depois vc vem falar de potência imperialista…

    http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-73292002000100016

  31. Klaus do Iate 29 de Janeiro de 2014 at 20:06 - Reply

    Fiquei ha 15cm deste quadro hoje.
    Morram de inveja. Outros quadros do Pedrao tambem são otimos, Vou tentar enviar ao Facebook

  32. Sergio Santos 26 de Março de 2014 at 14:58 - Reply

    Essa é para o Luciano (comentário de 27/jan/2014)…
    Apesar de hão haver um relacionamento diplomátioco entre Brasil x Inglaterra nos moldes que vemos atualmente é fato que a Inglaterra era a grande potencia da epoca.
    E em troca de reconhecimento à Independencia do Brasil e a Inglaterra e o Brasil assinaram vários tratados, dando exclusividado no comércio, entre outros.
    Um dos tratados, em 1845, o parlamento inglês aprovou uma lei, a Lei Bill Aberdeen, que dava poderes para a esquadra britânica prender e punir qualquer navio negreiro encontrado pelos mares do mundo.
    Inclusive pressionou o Brasil a criar lei para proibição do comércio de escravos.
    Desta forma, seu comentário de que não havia relações não é correto. O relacionamento era muito proximo e a Inglaterra era a potencia da época sim.

  33. Gustavo Villalba 19 de Abril de 2014 at 19:34 - Reply

    Minha opinião é que foram covardes, traiçoeiros, repugnantes, assassinos em massa, animais, imperialistas sem sentimento, semi humanos. José Silva que de longe se percebe a maldade que voce possui, além de ser covarde em dizer que pra vencer um pequeno país tiveram que se aliar a outros dois.
    O tratado foi secreto, mas a vergonha pública. Recomendo a todos a obra “Tratado da Triplice Aliança entre Brasil, Argentina e Uruguai,
    Este tratado, foi descoberto na França.
    Um pedaçinho do Tratado, do día 1º de maio de 1865 onde foi assinado o Tratado da Triple Alianza pelos representantes do Brasil, Octaviano de Almeida Rosa; da Argentina, Rufino de Elizalde, e do Uruguai, Carlos de Castro, e se você não entender alguma parte eu farei a tradução com muito prazer.

    “Algunos artículos del Tratado de la Triple Alianza”:

    Los artículos 1 y 2 establecen que los 3 Estados se unirían en alianza ofensiva y defensiva, en la guerra promovida por el Paraguay, para lo cual concurrirían con todos los medios que puedan disponer en tierra y en los ríos y no cesarían las hostilidades hasta la deposición del gobernante paraguayo.

    En el artículo 6, los aliados no depondrían las armas sino de común acuerdo y no negociarían con el enemigo por separado.

    El artículo 7 menciona que la guerra no era contra el pueblo paraguayo, sino contra su gobierno.

    En los artículos 8 y 9, se comprometían a respetar la independencia, soberanía e integridad del Paraguay, sólo por 5 años.

    En el artículo 11, se arrebataría al Paraguay la soberanía de sus ríos Paraná y Paraguay.

    En el artículo14, la nación paraguaya debería cargar con las deudas de la guerra y sus respectivas derivaciones económicas.En el artículo l6, queda establecido que los aliados exigirán al gobierno del Paraguay que celebre tratados definitivos de límites con los respectivos gobiernos bajo las siguientes bases: La República Argentina quedará dividida de la República del Paraguay, por los ríos Paraná y Paraguay, hasta encontrar los límites del Imperio del Brasil, siendo estos, en la ribera derecha del río Paraguay, la Bahía Negra. El Imperio del Brasil quedará dividido de la República del Paraguay, en la parte del Paraná, por el primer río después del Salto de las Siete Caídas y su curso superior hasta llegar a su nacimiento. En la parte de la ribera izquierda del Paraguay, por el río Apa, desde su embocadura hasta su nacimiento. En el interior, desde la cumbre de la sierra de Mbaracayú, las vertientes del este perteneciendo al Brasil, y las del oeste al Paraguay, y tirando líneas, tan rectas como se pueda, de dicha sierra al nacimiento del Apa y del Igurey.

    El artículo 18 menciona que este tratado quedará secreto hasta que el objeto principal de la alianza se haya obtenido. No obstante, fue hecho público a principios de 1866 por el gobierno inglés.

    Estes são alguns dos artígos, em que se podem visualizar claramente as pretensões dos países vizinhos: “O Exterminio do Paraguai”.

  34. giulia palozzi alcantara alves 20 de Maio de 2014 at 16:14 - Reply

    muito bom eu gostei

  35. toni 10 de agosto de 2014 at 16:30 - Reply

    O Brasil poderia ter anexado Uruguai e Paraguai por ter sustentado todo o peso da guerra e de quebra poderia ficar com toda a Mesopotamia argentina, teriamos chorizo uruguai macio, produtos importados mais baratos e Usina de Itaipu toda nossa

  36. ADILSON PEDRÃO 15 de agosto de 2014 at 13:52 - Reply

    Uma guerra feita por aristocratas como todas as outras!!!! Perderam somente os pobres de todos países envolvidos. Principalmente os paraguaios, aos quais, devemos desculpas!!!!

    • Giorgio 26 de agosto de 2014 at 16:05 - Reply

      Não devemos desculpas ao Paraguai.Mortes ocorreram dos dois lados. Guerra é guerra e se o Paraguai tivesse ganhado, hoje o Brasil não seria como é.

  37. emy 17 de setembro de 2014 at 16:00 - Reply

    quem sofreu com isso ?

  38. carlos 21 de outubro de 2014 at 23:24 - Reply

    nestas historias não a bobinhos.

  39. karen 6 de novembro de 2014 at 14:06 - Reply

    como foi a participaçao dos negros e das mulheres ?

  40. Marga 7 de novembro de 2014 at 16:21 - Reply

    Como assim, “somos o único país da América a falar português e por isso devemos ensinar espanhol nas escolas”??? Como dizia o professor Girafales, a senhora primeiro. Já existe ensino de língua espanhola nas escolas. Mas cadê a recíproca? Por quê os hispânicos não ensinam português nas escolas deles? É uma troca de culturas ou uma anexação cultural?

  41. Marga 7 de novembro de 2014 at 16:23 - Reply

    Desculpas coisa nenhuma. Guerra é guerra, quem sai na chuva tem que se molhar. Os paraguaios atacaram primeiro, e o exército deles estava bem mais preparado que o nosso.

  42. Marga 7 de novembro de 2014 at 16:32 - Reply

    Gustavo Villalba, esse tratado apenas fala da divisão do território paraguaio entre os vencedores. Vale lembrar que o Brasil refreou a Argentina, que queria tomar quase a metade do território paraguaio. Sei que explica mas não justifica, mas quando há guerra, há mudanças de fronteiras. Se o Paraguai tivesse vencido, onde você pensa que estariam nossas fronteiras hoje? Então, esse coitadismo todo não procede. Leia um excelente livro sobre o tema, escrito por um historiador que foi pesquisar durante anos nos arquivos paraguaios e argentinos, é um livro longo, tem umas 600 páginas, mas vale cada página lida – ele não puxa a brasa nem para o Paraguai, nem para os aliados, critica todo mundo mas dá uma visão muito boa do conflito: Maldita Guerra, Francisco Doratioto. Show de bola.

  43. vitor 17 de novembro de 2014 at 10:01 - Reply

    bem loco 🙂

  44. Jair Ferreira 29 de Abril de 2015 at 21:44 - Reply

    Um vexame muito recente. Colocar negros naturalmente sem nenhum treinamento, experiencia energia e disposição, já que foi forcado, sem qualquer razão já que não defendia a terra dele e sim de quem o tratava como animal, faz de nosso pais um dos mais injustos com os escravos do mundo.
    Pena que isso não seja ensinado nas escolas para que a geração atual e a futura entendesse e respeitasse mais o negro.

  45. Eliany 1 de Maio de 2015 at 10:55 - Reply

    Texto bem bonzinho com os brasileiros.
    De brasileiro pra brasileiro.

  46. Paulo 8 de Maio de 2015 at 18:33 - Reply

    A luz do que foi relatado, a consequência “positiva” para o Brasil foi a organização e o fortalecimento do exército/forças armadas, que duas décadas após o término da guerra, vem a ter seus representantes assumindo o Poder, destituindo a Monarquia.
    Se o evento “guerra do Paraguai” fosse suprimido, a República teria nascido sobre outra concepção e ordenamento, assim o episódio “Guerra do Paraguai” é de notória importância para todos os países envolvidos, devendo ser mais aprofundada sua divulgação/importância e os estudos acerca da mesma.

  47. isaias 8 de agosto de 2015 at 18:47 - Reply

    o brasil foi indenizado pelo paraguaí..
    qual o valor pago..

  48. Daniela 27 de agosto de 2015 at 23:04 - Reply

    Qual foi a relação do Paraguai com os países amigos depois da guerra?

  49. carina 21 de outubro de 2015 at 14:35 - Reply

    muito bom eu gostei !!

  50. Marcos Martins 6 de dezembro de 2015 at 14:10 - Reply

    na verdade o maior beneficiado com a guerra do paraguai ao contrario do que todos dizem que foi a inglaterra, na verdade foi a argentina

  51. Antonio Carlos da Costa Andersen 14 de dezembro de 2015 at 14:56 - Reply

    Os Estados Unidos também não foram leais aos negros que lutaram na Guerra da Secessão vejam o filme Tempo de Glória, que foi fato verídico e me digam o que ganharam aqueles rapazes afro descendentes que lutaram com muito valor, sendo que esta batalha foi a primeira de suas vidas, e para a grande maioria foi a última.

  52. Renato 16 de dezembro de 2015 at 9:13 - Reply

    Gostaria de dizer que a guerra do Paraguai foi o ápice de questões (desde a criação da Argentina como conhecemos atualmente e a criação do Uruguai) pela definição de territórios e poder. Quando as colônias espanholas iniciaram sua independência cada província da Argentina atual era um país a parte, (olhem os sites da história de cada uma) e a Argentina atual existe em função do Brasil. O Paraguai iniciou a guerra por querer expansão territorial até o oceano Atlântico. A província de missiones que está de posse da Argentina pelo tratado de guerra seria Brasileira e o Café Filho que estava indo A Argentina em 1954 PARA TRATAR de sua devolução ficou retido pelo mau tempo em foz do Iguaçu e após voltou para o Rio de Janeiro em vez de ir a Buenos Aires

  53. Cidadão 26 de dezembro de 2015 at 14:25 - Reply

    hahaha, “…o mercado Paraguaio se abriu à Inglaterra…”? Jura? Antes eram 300.000 habitantes, depois, segundo relatos (? eram 150.000 miseráveis, qual era a importância disso quando a “Pérfida Albion” jogava cartadas decisivas na India e na China??

  54. João Bosco Peres 29 de dezembro de 2015 at 21:41 - Reply

    O tema da Guerra do Paraguai sempre me fascinou desde criança e das obras mais interessantes que li sobre o assunto reputo o trabalho de Francisco Doradioto o mais completo e isonômico, além de trazer o interessante debate do revisionismo histórico lançado nos anos de 1970 pelo Paraguai para tornar Solano López herói nacional.
    Até hoje não consegui encontrar na internet nenhum mapa do Paraguai anterior à guerra, bem como não identifiquei também os mapas das áreas do território paraguaio incorporadas pelo Brasil e Argentina.
    Assim, solicito dos debatedores, caso tenham, informações sobres esses mapas.
    Grato.

  55. Leidiane 4 de Fevereiro de 2016 at 22:02 - Reply

    Qual foi a relação do paraguai com a escravidão do Brasil?

    • Michel Goulart 5 de Fevereiro de 2016 at 13:09 - Reply

      Escravos que lutavam na guerra podiam voltar com a garantia de liberdade.

  56. m 18 de Maio de 2016 at 15:16 - Reply

    eu queria sber quantos mortos teve de exato

  57. vinicius 18 de outubro de 2016 at 14:53 - Reply

    me ajudou muito levei dez da professora num trabalho

  58. Renato 21 de dezembro de 2016 at 13:24 - Reply

    Nenhuma fonte primária ou documento que comprove o “genocídio” da população paraguaia foi apresentado!

  59. sérgio 12 de Fevereiro de 2017 at 14:27 - Reply

    Aos que perguntaram sobre participação dos negros e mulheres na guerra do Paraguai (vale citar também os índios), gostaria de acrescentar o seguinte:
    Antes, digo que concordo com um dos postantes que disse que não se deve desculpa alguma aos perdedores, guerra é guerra, e se teve genocídio, é consequência de quem a perde (poderia ser o Brasil a vítima). Os que mais ganharam com essa guerra foram ARGENTINA, INGLATERRA E URUGUAI. Ganharam muito dinheiro e colocaram pouca gente para lutar. Não perderam civis!!! O Brasil foi o grande prejudicado, mesmo vencendo, pois era o que MAIS TINHA A PERDER SE PERDESSE.
    Os negros foram convocados à força, tanto no Brasil quanto no Paraguai mesmo. Isso mesmo, Paraguai também tinha negros, teoricamente libertos, mas escravos de uma época condenados a lutar. Na Bahia, muitos mestiços de negros foram recolhidos à força e integraram o batalhão dos voluntários da pátria. Boa parte era de mulatos chamados de vadios praticantes de capoeira, foram bons lutadores, e ao que parece, eram odiados pelos combatentes paraguaios, chamados de macacos. Um ataque frustrado a uma das fortalezas paraguaias matou 40 deles de uma só vez, pois após se esforçaram para atravessar um fosso que dava nessa fortaleza, o general argentino Mitre de repente ordenou a retirada, deixando-os à própria sorte (ou azar), sem cobertura, e esses heróicos foram impiedosamente liquidados pelas balas paraguaias. Nas pesquisas que sempre fiz não sei de mulheres do lado aliado que lutaram, só pelo lado paraguaio, mas não há destaques. A maior mulher dessa história é certamente a primeira dama paraguaia, a esperta Elisa Linch, a maior conselheira de Solano Lopez. O Mato Grosso e Goiás já eram cobiçados pelo Paraguai, por isso teve a invasão pelo rio Paraguai, e os brasileiros agradeçam a Deus e aos esforços dos lutadores índios GUAICURUS, por esses estados não serem terras paraguaias, pois a primeira resposta dada pelo império brasileiro foi lenta demais (pesquisar “A retirada de Laguna”), uma fracassada tropa de policiais mineiros mal equipados e sem conhecimento do terreno, com apenas 2600 homens, reunidos em Uberaba/MG e que foram tão fustigados que quase nem viam o inimigo, e tiveram que contar com a proteção indigena para não serem liquidados por completo, pois os paraguaios tinham mais de 6000 homens e índios guaranis,que combatiam descalços para não se atolarem nos enlameados pântanos da região. Os guaicurus eram povo guerreiro que combatiam à sua maneira e já eram conhecidos como inimigos pelos paraguaios, inclusive pelos guaranis que compunham grande parte da tropa de Solano. Acredito que graças aos índios guaicurus, que devem ter perdido muitos nessa guerra, é que o Brasil não teve a perda daqueles territórios. Viajo todo ano para Dourados, e me chama muito a atenção o Forte Militar de Guaicurus, que fica perto do Aeroporto da Cidade. Uma construção admirável e que protege Dourados e homenageia os guaicurus pelos esforços.
    Ouvi dizer, numa viagem de ônibus, que até hoje ainda se encontram no solo de Dourados marcas das TRINCHEIRAS onde ocorreram as batalhas de 1864 a 1867. O mais curioso é que uma mulher que estava no ônibus fechou a cara para mim, ao ver minha curiosidade em querer conversar com um passageiro sobre isso, como se fosse um assunto proibido de ser conversado por lá. Ah, se não fossem os bravos guaicurus, e também os valorosos mineiros (talvez inclusos cariocas, paulistas e baianos naquela tropa), que perderam 75% das vidas pela guerra, fome e doenças, principalmente de cólera morbo, pois somente 700 soldados conseguiram voltar vivos para casa! Outro dado que vale a pena postar, um soldado chamado Marcelino que viveu até a década de 1960 – 1970 e tinha segundo uma entrevista na Revista Cruzeiro, uns de 130 anos de idade.

  60. sérgio 12 de Fevereiro de 2017 at 14:38 - Reply

    Fala-se muito de “genocídio” paraguaio, mas se esse país fosse realmente completamente destruído, COMO SE EXPLICA que 40 a 50 anos depois ele encarou a GUERRA DO CHACO E AINDA enfrentou DOIS países, PERU E BOLÍVIA E AINDA ASSIM CONSEGUIU GANHAR DOS DOIS????????????????
    E ainda o idiota do Getúlio perdoou a dívida de guerra, que alegava-se se impagável e nos anos 70 ainda foi construída pelos governos Geisel e Figueiredo a Usina de Itaipu, uma obra desnecessária, faraônica, que hoje os paraguaios ainda querem tomar para si. Eles que não deram UM CENTAVO SEQUER E AINDA NOS FAZEM DE BOBOS, COBRANDO DE NOSSOS BOLSOS PARTE DA ENERGIA DA USINA QUE NÓS MESMOS CONSTRUÍMOS.
    GUERRA MALDITA!!!

  61. sérgio 12 de Fevereiro de 2017 at 14:44 - Reply

    e TEM MAIS: OS PARAGUAIOS, embora não há registros, mas pela lógica se sabe, mataram tanto do lado de cá que ficaram 2 anos instalados nas terras brasileiras como se fosse o país deles, Mato Grosso, estado que até 1980 tinha 2 milhões de km2,
    A fortaleza da época, de Dourados, tinha inexpressivos cento e poucos homens que mal tinham munição para defender uma fronteira, uma irresponsabilidade do império que sabia mas não pensava com estratégia sobre o perigo de invasão de suas fronteiras.
    Indico a quem estiver lendo que pesquise sobre como se formou o estado do Acre, que era boliviano, e foi por luta que os seringueiros liderados por Placido de Castro conseguiram tomar a região, que praticamente só tinha brasileiro, e o governo simplesmente DESPREZOU OS lutadores, como se não tivessem feito nada.

  62. Vanderson 6 de Março de 2017 at 14:14 - Reply

    É difícil encontrar comentaristas que analisem a Guerra do Paraguai em partidarismos ou paixões partidárias.
    Noto que antes da eclosão do conflito faltou ao Império brasileiro e ao governo paraguaio uma visão mais ampla dos perigos latentes existentes na bacia do Prata.
    O império brasileiro, forçado por políticos gaúchos da então Província de São Pedro do Rio Grande (atual RS) interviu na República uruguaia para defender cidadãos brasileiros que lá moravam e criavam gado (dificilmente isso ocorreria nos dias de hoje, além de uma nota diplomática de protesto e chamada de respectivos embaixadores). Foi uma decisão imediatista e míope.Prova disso foi o desprezo com que a nota do governo paraguaio ameaçando represálias pela invasão do Uruguai, foi recebida no Rio de Janeiro.
    Por outro lado, as intenções belicistas de Solano Lopes também não devem ser esquecidas. Mesmo antes da eclosão da “guerra grande”, esse ditador já estava se armando para um futuro conflito.
    Também foi uma decisão prematura e impensada: Estrategicamente, desconsiderou os conselhos de seu falecido pai de que “as pendências fronteiriças existentes com o Brasil deveriam ser resolvidas com a pluma e não com a espada” e invadiu o sul de Mato Grosso (uma estratégia militar totalmente desnecessária vez a então Província de MT não apresentava qualquer perigo imediato para a República paraguaia). Tal decisão dividiu o exército paraguaio num momento decisivo,Também declarou guerra a dois vizinhos fronteiriços ao mesmo tempo (Argentina e Brasil). Mais lógico teria sido invadir primeiramente as províncias de Corrientes e Entre Rios e Buenos Aires. Com isso, teria enfraquecido o frágil federalismo defendido por Mitre e garantido a navegabilidade da foz do Prata para a República Paraguaia.
    Além disso, prova de que o Império brasileiro não possuía aspirações expansionistas no Prata além da intervenção uruguaia era o fato de não possuir um exército nacional pronto para uma resposta imediata ao conflito.
    Se considerarmos que genocídio é “o extermínio deliberado, parcial ou total, de uma comunidade, grupo étnico, racial ou religioso” tal não era e nunca foi a política brasileira relacionada ao Paraguai. Ao final da guerra, o Brasil protestou perante a Argentina que pretendia tomar muito mais território do Paraguai.
    Já o costume da degola e de não se fazer prisioneiros era comum nos exércitos dos 4 envolvidos. Continuou a ser praticada na Revolução Federalista do RS, na guerra de canudos e do contestado…
    Por último, podemos dizer que, se o Paraguai foi quem deu o primeiro tiro nessa maldita guerra, os governos argentinos e brasileiro foram quem colocaram balas no fuzil paraguaio, ao intervir no governo blanco uruguaio….

  63. Karine 25 de Maio de 2017 at 16:27 - Reply

    Alguém saberia informar o motivo de o Paraguai não ter sido anexado? Já que a Tríplice Aliança (na verdade o Brasil devido a saída de Argentina e Uruguai) venceu a guerra, não faz sentido a anexação de pequena parte….

  64. lara bianca 22 de junho de 2017 at 17:39 - Reply

    na guerra do paraguai ana neri era uma enfermeira na guerra do paraguai,em 1865.ela ajudou mais de 2.000 soldados feridos .o imperador dom pedro segundo enviou um regimento com mais de 200.000 mil soldados.não sabemos quantos retomaram . mais ana neri botou em seus diários que do regimento eviado por dom pedro segundo,12.613 soldados foram feridos em batalha e 6.518 foram mortos após a vitória do brasil na guerra contra o paraguai,3.318 soldados do mesmo regimento morreram no retorno ou por fome ou por falta de cuidados médicos .

  65. Paulo César Rosa 8 de julho de 2017 at 16:31 - Reply

    Gostaria muito de saber se alguém tem informações da localização exata em Corumbá – MS, que se deu parte da guerra da Tríplice Fronteira?

    Obrigado

  66. Jorge Fretes 14 de agosto de 2017 at 14:36 - Reply

    A aliança contra o Paraguai foi acordado 8 anos antes da guerra.
    Este documento foi escrito quase oito anos antes da eclosão da guerra (1865-1870) e mesmo antes da assinatura do controverso tratado secreto da Tríplice Aliança, que representa os governos do Brasil e Argentina já tinha orçamentado uma guerra contra muito antes Paraguai Francisco Solano Lopez substituiu seu pai no poder, Don Carlos Antonio Lopez em 1862.
    SIGILO. O protocolo foi acordado que o documento deve ser mantido em reserva completa como único objetivo era informar os governos e quais foram as circunstâncias e as disposições de um outro parente para o Paraguai.
    plenipotenciário brasileira registrou que a prioridade do Império era assegurar a navegabilidade livre dos rios da região e que estava disposto a ir para a guerra, e que essa eventualidade queria estar unida e em perfeito acordo com a Confederação Argentina considerando as circunstâncias e interesses de ambos os países eram quase idênticos no que diz respeito ao Paraguai.

    REIVINDICAÇÃO ARGENTINA. plenipotenciários da Argentina respondeu que seu governo estava disposto a aliar-se com o Império, em caso de guerra, desde que tinha a intenção de pôr fim não só para a questão fluvial, mas também os limites. E isso significava Dependendo deixou claro no protocolo assinado por both & quot; obter a satisfação de todos os direitos e atualmente desconhecido e ofendido com a República do Paraguai, para a Confederação Argentina (sic) interesses.
    Para representantes do então presidente Bartolomé Mitre, se a guerra tinha único visa garantir a livre navegação do Paraguai, uma questão em que os interesses da Confederação era secundário e remoto, não seria popular em seu país; não justificar o governo argentino para a opinião pública nacional a abandonar a política de apaziguamento tinha prescrito até hoje, & quot; apesar dos danos graves resultantes do sistema deplorável que insiste que o governo paraguaio.
    Chaco. Em outros lugares, plenipotenciários argentinos expor a pretensão da afirmação de sua Governo como parte de território argentino Chaco paraguaio à latitude 22, bank direita do rio Paraguai. O representante do Brasil afirmou que não foi autorizado por seu governo para negociar um acordo que não se limita à questão rio e, portanto, maior concordância dependeria de novas negociações entre os dois governos.
    Tipo, ele consultou o representante argentino se o seu governo teria inconvenientes em que, eventualmente, o Exército brasileiro vai atravessar território argentino para trazer a guerra ao Paraguai, à qual os plenipotenciários da Argentina respondeu que não iria comprometer o potencial neutralidade Argentina destina conflito entre Paraguai e Brasil.

    Tropas. Como se para não deixar nenhuma dúvida, o âmbito de aplicação desse protocolo, representantes dos dois governos à frente do número de combatentes que estariam disponíveis em caso de uma guerra contra o Paraguai. Brasil disse ter oito mil soldados e Argentina não inferior a seis mil.
    (Documento de Transcrição) “Foi acordado ao mesmo tempo que este documento deve ser mantido em reserva completa e destina-se apenas para dar a conhecer aos dois Governos que as circunstâncias e as disposições é um é e um para a República do Paraguai em mente que, em qualquer caso, eles podem mutuamente juntar todos os bons ofícios próprias relações benevolentes e estreitas que existem tão feliz entre eles (os governos do Brasil e da Argentina) e povos cujos destinos governar”.

  67. Jorge Fretes 14 de agosto de 2017 at 14:40 - Reply

    Julio José Chiavenatto “Batalha de Acosta Ñu ó batalha de Campo Grande (16 Agosto 1869) Crianças de seis a oito anos, no calor da batalha, apavorada, agarrando-se às pernas de soldados brasileiros, choro não matá-los. E eles foram mortos no local. Escondido na selva próxima, mães assistiram ao desenvolvimento da luta. Não poucos agarrou lanças e chegou a comandar um grupo de crianças na resistência. Finalmente, após um dia de luta, os paraguaios foram derrotados. Conde D’Eu, o comandante da guerra, depois da batalha incomum de Acosta Ñu, quando foi terminado, à noite, as mães das crianças paraguaias fora da selva para recuperar os corpos de seus filhos e ajudar o poucos sobreviventes, o conde D’Eu ordenou fogo ao mato, matando queimados crianças e mães. ele ordenou o cerco do hospital de Piribebuy, mantendo-se dentro do doente -em sua maioria jovens e crianças e queimados. O hospital ficou em chamas cercados por tropas brasileiras, sob as ordens, empurrou a ponta de baioneta em chamas doentes milagrosamente tentou sair da fogueira. Não se sabe na história da América do Sul, pelo menos, crime de guerra não mais maldita que ese.”

  68. Carlos hernan 26 de agosto de 2017 at 23:28 - Reply

    Genocidio o no fue una guerra y en las guerras no hay reglas en verdad el paraguay era comandado por ese loco de lopez que hoy le llaman heroe por culpa de el e paraguay casi desaparecio todo lo que su padre construyo por el paraguay su hijo lo destruyo todo por desirlo asi si las cosas fueran alreves tambien o talves lopez actuaria con mas caniceria y talves desaparecerian aquellos paisses aliados para mi lopez es el destructor de mi pais

  69. Alírio Cavalcanti 26 de setembro de 2017 at 16:28 - Reply

    Li alguns comentários mal embasados: 1) No Brasil não consta participação ativa de mulheres porque na época era vedado; mesmo assim teve sim! Ana Nery (ricaça baiana) participou voluntariamente da guerra atuando como enfermeira em vários front’s; teve outras mulheres que se destacaram ao lado das forças aliadas por bravura em combate 2) Elisa Lynch de forma alguma foi destaque heróico, ela “dava corda a Solano Lopez” inclusive contrariando generais paraguaios e familiares que sugeriam buscar a paz…Por conta dessa falta de consenso, terminou Solano Lopez mandando fuzilar o irmão, o cunhando comandante, outros oficiais, um bispo e a mãe e as irmãs; (depois comutou a pena da mãe e irmãs por tortura com surra de espada e prisão 3) Solano na realidade queria e se preparou para a guerra mesmo antes de tomar o lugar do pai (foi para a Inglaterra e França, comprou armamentos (participou de treinamentos militares, contratou oficiais ingleses e franceses para treinarem os paraguaios) 4) Solano foi quem atacou primeiro a) Ao saber Confiscando o Vapor Marquês de Olinda que levava Carneiro de Campos para governar Mato Grosso (resolveu isso de última hora por impulso ao saber que no vapor havia uma boa soma em dinheiro; feito isso declarou guerra ao Brasil e botou toda a tripulação na prisão sob torturas: Carneiro de Campos morreu na prisão) Passo seguinte foi antes de qualquer posição do Brasil, atacar o Mato Grosso de Surpresa, invadindo com 6.000 soldados, matando, estuprando e escravizando 5) O maior foco da guerra foi na tríplice fronteira (Mato Grosso era do lado oposto e de difícil acesso, meses à cavalo) 6) Ocorreram no minimo três tentativas oficiais de oferta de paz para por fim a guerra; Solano Lopez renegou todas. 7) A família Lopez manteve uma ditadura por 50 anos (Francia, Carlos Lopez e Solano Lopez) RECOMENDO LEITURA DO LIVRO GUERRA DO PARAGUAI AUTOR: LUIZ OCTÁVIO LIMA.

  70. Alírio Cavalcanti 26 de setembro de 2017 at 16:38 - Reply

    Complemento: a) Negros escravos foram enviados à força, como não escravos também. b) também se alistaram negros e brancos por vontade própria pq nessa época já havia negros libertos também (inclusive há registros que havia negros que foram promovidos a Cabo); O Herói Marcílio Dias inclusive se destacou por bravura quando a esquadra brasileira foi atacada e assaltada (no livro Guerra do Paraguai, e muitos trechos me emocionei pelos estos de bravuras e sacrifício de muitos, esse foi um deles) Marcílio Dias lutou contra quatro paraguaios e depois de ter um braço decepado, continuou lutando; o Almirante Barroso então começou a usar o vapor como arma tipo ariete e afundou quatro ou cinco naus paraguaias e o Brasil virou a batalha…Sendo uma das mais importantes pq a partir dai o Brasil controlou o tráfego do rio Paraguai

  71. Alírio Cavalcanti 26 de setembro de 2017 at 16:45 - Reply

    Essa história de que o Paraguai era uma potencia industrial é uma falácia…O Paraguai só tinha uma fundição pequena; e uma muito limitada linha férrea e tinha um movimento comercial menor do que o do Uruguai; o que se destacava era algumas construções suntuosas tipo: Os palácios onde residiam os familiares dos Lopez e a amante de Solano etc (inclusive ele trouxe engenheiros e materiais da Europa para construir esses palácios – que hoje servem ao governo e ministérios do Paraguai)

  72. JOSE CARLOS ALVES DA CRUZ 14 de outubro de 2017 at 15:51 - Reply

    Uma correção, não foram os índios Guairucu, mas a nação Guaicuru os responsáveis pela primeira defesa do território invadido, durante 300 anos a nação Guaicurú, (formada pela etnia Guarani)impediu a ocupação desta região. Os povos de maior destaque foram os o Índios Cavaleiros (kadiweo são os mais conhecidos) e os canoeiros (Guató), que impediram a entrada e estabelecimento nesta parte do país, não houve bandeira capaz de enfrentá-los, e durante três séculos o sul do Mato Grosso foi terra selvagem, até que se aliaram aos Portugueses, e foram decisivos não só na primeira linha de defesa como no desenrolar da guerra.

    Pergunta: alguém tem informação sobre tanto Brasil quanto Argentina terem utilizado o conflito para exterminarem suas populações negras?
    Li alguns relatos de que os dois países utilizavam seus soldados negros para que o exército paraguaio ficasse sem pólvora.
    Outros relatos colocam a Argentina com um terço da população negra antes da guerra e predominantemente branca após.

  73. Rafael 14 de Março de 2018 at 13:40 - Reply

    Eu sou brasileiro até o ultimo fio de cabelo. O senhor Solano procurou e achou. Fomos agredidos e revidamos, isto costuma acontecer quando um coelho irrita um Leão. A reação será sempre desproporcional. Nosso imperador mandou uma mensagem clara a nossos vizinhos, inclusive nossos aliados nessa guerra, não mexam com o BRASIL. Acredito ter funcionado bem!!!!

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