10 terríveis trabalhos romanos

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Trabalho não é algo fácil de encontrar nos dias de hoje, não importa a área. A situação fica ainda mais complicada com a exigência de trabalho especializado. Este problema, no entanto, não ocorria antigamente, pois alguns trabalhos eram tão repulsivos que ninguém os queria – exceto a escória da sociedade que realmente não tinha nada a perder. Esta lista mostra dez deles. Esta lista foi extraída e adaptada do Listverse.

1- Nomenclator

Desenho de romanos conversando

O nomenclator realizou um trabalho de vital importância. Ele era uma espécie de homem-agenda-calendário, que servia para lembrar nomes e eventos importantes. Hoje em dia, temos Iphones e Blackberries, entre outros dispositivos digitais, para armazenar os contatos que fazemos. No entanto, acho que todos já tiveram a experiência de conhecer alguém, anotar em papel o telefone, prometer contato mas, no dia seguinte, esquecer onde colocou o papel. Os romanos tinham um jeito muito melhor de lidar com isso. Eles arrastavam seus escravos para as festas, e forçavam eles a lembrar dos nomes e números.

2- Traficante de Escravos

Pintura de antigos traficantes de escravos

Traficante de escravos era alguém que vendia escravos – por negócios ou lazer. Geralmente, viajava atrás dos exércitos, com o objetivo de capturar os perdedores e vendê-los como escravos a gregos e romanos ricos. Ele, inclusive, comprava os filhos “indesejados” das famílias, com o objetivo de castrá-los e vendê-los como amantes a gregos e romanos ricos. Desta forma, fornecia uma alternativa de adoção aos pais que não queriam seus filhos. O lado ruim deste emprego (ironia) era que, geralmente, os traficantes de escravos eram assassinados por aqueles que não aprovavam a mercadoria.

3- Ornador

Pintura de um antigo ornador de cabelos

O trabalho de um cabeleireiro (ornador) é muitas vezes desprezado nos dias de hoje. E, antigamente, não era muito diferente. Mas, honestamente, um cabelereiro hoje deve apreciar seu trabalho, pois é muito melhor do que era há muitos séculos atrás. Imagine a cena: sua rainha imperial é loira, mas a moda é cabelos escuros e brilhantes. Se fosse hoje, a melhor solução seria colocar uma peruca decorativa. No entanto, não existia esta opção para o antigo ornador. Para dar ao cabelo da rainha o tom negro-abrilhantado, o ornador deveria usar uma mistura de bílis, sanguessugas podres e tintas de lula. Mas fica pior. Se a tal rainha fosse morena e quisesse uma tonalidade dourada para os cabelos, a mistura passava a ser cocô de pombo, cinzas e até xixi.

4- Virgem Vestal

Pintura de uma virgem vestal romana

“Procura-se fêmea, adolescente e virgem, para trinta anos de serviço. Deve ser romana, sem mutilações e não pode ser filha de escravos”. Aí está a descrição de uma virgem vestal. Estas atraentes e perfeitas garotas passavam trinta anos servindo Vesta, a deusa romana do fogo sagrado, da pira doméstica e da cidade. No templo, elas tinham que manter acesa a chama vestal e estavam em posição de grande honra – eram as únicas sacerdotisas da Roma Antiga. Agora, se alguma delas esquecesse, por distração, de alimentar a chama, seria flagelada (tipo de açoite) até sangrar. Se, neste intervalo de trinta anos, perdesse a virgindade, era enterrada viva. Pior ainda, se alguma virgem vestal preguiçosa deixasse, porventura, o fogo se apagar, não era apenas flagelada: deixar o fogo apagar tinha o significado simbólico de perder a virgindade. Assim, a pobre virgem, além de ser açoitada, era também enterrada viva!

5- Dentista

Antigo aparelho de dentista para arrancar dentes

Hoje, a odontologia é uma profissão respeitada e muito concorrida em vestibulares. Equipamentos modernos permitem cirurgias dentárias com alta precisão e o paciente pode manter uma higiene bucal relativamente decente, com a quantidade de produtos disponíveis no mercado. Agora, imagine a boca dos nossos ancestrais – que não tinham o hábito de escovar os dentes e comiam toda a sorte de alimentos estragados. Agora, imagine um deles com um grande abcesso, baita dor de dente, e ser o dentista que vai tratá-lo. Quem é fã de vinhos iria gostar, pois era usado como anestésico natural. Porém, quando a coisa piorava, eram necessárias medidas drásticas, como colocar ferro em brasa na gengiva e rechear o buraco carbonizado com peixe podre. É difícil dizer quem sofria mais: o dentista ou o paciente!

6- Fabricante de Vinhos

Tigela de fabricante de vinhos

Que trabalho poderia ser melhor do que fabricar vinhos – a colheita da uva nas primeiras horas, enquanto o orvalho ainda escorre das videiras, pisar a fruta com os pés, enquanto entoa lindas canções épicas, e, finalmente, após a fermentação, beber o delicioso néctar? Seria um ótimo trabalho, não fosse o fato do vinho ser, geralmente, contaminado com chumbo. Infelizmente, os romanos não sabiam dos riscos do chumbo, e geralmente adoçavam o vinho com esta substância química extremamente tóxica. Para piorar, ainda serviam o vinho em copos de chumbo.

7- Pregustador

Antigo bárbaro trabalhando como pregustador

O pregustador era, em outras palavras, um provador de alimentos e vinhos. Ora, quem não desejaria ser pago para não fazer nada além de degustar os mais refinados quitutes das mesas imperiais? E a lista era vasta: pães temperados, patês, saladas exóticas e toda a sorte de carnes. Mas antes que a boca começe a salivar, há uma ressalva. Boa parte dos imperadores eram odiados, e muita gente queria vê-los mortos. E, naquela época, a melhor maneira de matar alguém sutilmente era através do envenenamento. Assim, é possível que os imperadores se deparassem com delícias envenenadas ao menos duas vezes durante seus reinados. Aí entrava em cena o pregustador, que abocanhava cada alimento antes do rei. E, se alguém no palácio iria morrer, provavelmente seria o pregustador.

8- Remador

Grupo de remadores romanos

A maioria de nós já passou pela experiência de frequentar uma academia para perder uns quilinhos. E, quem a frequenta regularmente, provavelmente já sentiu a dor que queima os músculos dos ombros e braços ao final de um treino puxado. No entanto, como pagamos a mensalidade, temos a opção de parar quando quisermos. O mesmo não ocorria com os pobres remadores das galés romanas. Primeiramente, porque eram escravos e forçados a remar. Segundo, porque a pausa para descanso não era uma opção inteligente, uma vez que implicava em açoite.

9- Depilador de Axilas

Pintura de um depilador de axilas romano

A questão aqui não é discutir se a depilação dos pêlos do suvaco causavam ou não dor ao depilado. A questão é falar de alguém que ganhava a vida fazendo este trabalho. Os antigos romanos adoravam esportes e os atletas treinavam dia após dia sob o sol, atentos à grande capacidade de seus pêlos reterem odores desagradáveis. Dessa forma, os homens – velhos ou novos – se submetiam à rotina de terem seus pêlos do suvaco cortados diariamente por um depilador de axilas. E nem precisa dizer que estes pobres depiladores lidavam com axilas extremamente cabeludas e mau cheirosas.

10- Delator

Judas fazendo o papel de delator de Cristo

Delator era o indivíduo que ganhava a vida dedurando outras pessoas. Por incrível que pareça, tinha gente que enriquecia desta forma, apesar de não ser considerado um “trabalho” oficial. Cada pequeno ou grande delito era dedurado. Se havia um pária social, odiado acima de tudo, era o delator. Alguns delatores eram extremamente criativos, pois eles eram pagos, independente da verdade por trás das acusações. O mais famoso deles foi, certamente, Judas Iscariotes.

BÔNUS: Gladiador

Gladiador romano na arena

Gladiadores eram lutadores escravos treinados na Roma Antiga. Eles se enfrentavam para entreter o público, e o duelo só terminava quando um deles morria, ficava desarmado ou ferido sem poder combater. Geralmente, lutavam para conquistar a liberdade, que só vinha depois de muitas lutas e dependia do bom humor do imperador. Havia certa glória em ser gladiador, e muitos desfrutavam de muita popularidade. Mas, sinceramente, qual era a probabilidade de sair vivo para contar esta história depois?

By | 2014-01-22T18:23:02+00:00 18 de Fevereiro de 2010|Categories: Curiosidades|Tags: , , , , |29 Comments

About the Author:

Professor, historiador e blogueiro, já trabalhei em algumas das maiores escolas públicas e particulares de Santa Catarina. Comecei a lecionar em 2001, sempre preocupado com um ensino caracterizado pela criatividade e inserção de novas tecnologias e metodologias variadas em sala de aula.

29 Comments

  1. BRUNA OLLY 18 de Fevereiro de 2010 at 15:59

    Bela noticia, interessante mesmo como foi a vida dos romanos na antiguidade,
    obrigado pela indicação lá no DIHITT
    bjs
    Bruna

  2. Prof_Michel 18 de Fevereiro de 2010 at 16:02

    Imagine, Bruna, eu que agradeço sua visita e comentário 😉

  3. Hector 23 de Fevereiro de 2010 at 1:14

    Alguns reparos, caro Professor:
    1. Na descrição de uma vestal há um equívoco histórico, a saber, nenhum cidadão romano poderia ser escravo em Roma, portanto…
    2. Mais adiante, ainda sobre as vestais, Vc torna a cometer um equívoco. As vestais serviam "a" Vesta, e não "à" Vesta.
    3. No tópico sobre os Depiladores de Axilas vc. menciona axilas "mau-cheirosas", o que está incorreto. Mau opõe-se a bom; mal opõe-se e bem. Vc me entende não é?
    Queira perdoar, as observações são resultantes de sua recomendação: "Capriche no português", da qual inferi ser vc uma pessoa meticulosa, acessível a uma crítica construtiva e bem intencionada.

  4. Prof_Michel 23 de Fevereiro de 2010 at 13:39

    Opa, Hector. Valeu pelas observações. O erro na crase será corrigido.

    Permita-me discordar da sua pontuação sobre a questão da cidadania romana. Em nenhum momento destaquei no texto que elas eram cidadãs romanas. O tal anúncio se refere ao fato da não-permissão em aceitar sacerdotisas de origem escrava. Aí, no caso, é só usar a lógica.

    Quanto ao mau cheiro, também não há nada errado. O seu raciocínio está, infelizmente, incorreto. Veja só: Mal é advérbio e opõe-se a bem. Mau é adjetivo e opõe-se a bom. Assim: mau cheiro (bom cheiro), mau humor (bom humor), mal-humorado (bem-humorado), mal-intencionado (bem-intencionado), mal-estar (bem-estar). Mais detalhes aqui:
    http://www.portuguesonline.com/argentina/aprenda_dicas8.htm

    Se você identificar outros erros, por favor, comente. Um abração

  5. Hector 23 de Fevereiro de 2010 at 14:31

    Caro Professor
    Não desejo criar polêmica mas um diálogo em bom nível. A meu juízo, vc está novamente equivocado. Observe que as palavras que precedem "bem" e "bom", no link de que vc se socorreu, são substantivos (cheiro, negócio, intencionado). "Cheiroso" no caso sob análise, é um adjetivo. Portanto, o correto é "mal-cheiroso" e não "mau-cheiroso" como vc pretende. Se estou errado tenha a bondade de me corrigir. Ficarei agradecido. Em caso de dúvida, consulte o Aulete.
    Abraço/Hector

  6. Hector 23 de Fevereiro de 2010 at 15:28

    Ops, Professor, creio que escrevi bobagem ao usar "preceder" no lugar de "suceder". Se o fiz, por favor, releve, ok?
    Abraço.

  7. Prof_Michel 24 de Fevereiro de 2010 at 6:01

    Hector, tens razão. No caso de "cheiroso", utiliza-se o "mal". Vivendo e aprendendo. Valeu!

  8. José Paulo Dal Toé Pozzobon 25 de Fevereiro de 2010 at 14:13

    Nossa, e ainda tem gente que reclama das profissões dos dias atuais…

  9. Vitor Guglielmi 25 de Fevereiro de 2010 at 14:53

    Michel, na minha opniao os gladiadores tinham um trabalho ainda pior do que o dos delatores, pois, o gladiadores mesmo podendo se tornarem populares em roma, ainda tinham o risco de vida, entre outras lutas que sair sem ferimento seria dificil. 😀

  10. gabriel budny 25 de Fevereiro de 2010 at 22:47

    ja to começando a ler né michel dps n to afim de passar aperto ahauhua

  11. Marcela Letícia 29 de Março de 2010 at 14:53

    Tem gente que reclama dos trabalhos hoje em dia.
    Se eles lessem isso nunca mais iam reclamar do emprego.
    Kk''

    Beijos by:Marcela

  12. klaus do iate 23 de Março de 2012 at 15:16

    Ser gladiador profissional nao era tao ruim. Como os idolos do futebol , eles eram amados pelas multidoes, extremamente bemnutridos, ricas e cheirosas damas da elite passavam noites com eles, poucas vezes eram obrigados a uma luta de sangue (dois entram , um sai). E podia ser aposentar com a espada de madeira. O delator era prof espinhosa mesmo, muitas vezes apos fazer belo trabalho para o governo romano, uma autoridade o executava dizendo ” Roma odeia quem trai seus amigos”.
    Entre escravos a vida era heterogenea, um escravo pastor vivia muito bem perto de um escravo minerador. Por força da ocupação era obrigado a trabalhar montado e armado. Os remadores de trirremes de guerra além do obvio desconforto fisico era acorrentados com o dobro de corrrentes pouco antes da batalha. E o objetivo era as trirremes inimigas abalroar uma as outras até afundar com um rombo no casco usando esporao de proa ,mais que tentar uma luta noconves abordado. Imagine se alguem sem lembraria de soltar os coitados que iam pro fundo do mar.

  13. Michel Goulart 23 de Março de 2012 at 15:37

    Bom, ser delator é uma função pérfida em sua essência, independente de para quem a fidelidade é destinada.
    Em relação ao gladiador, não colocaria tanta benesse assim, pois mesmo que a luta não fosse até a morte, o risco de lesões graves era constante.

  14. klaus provenzano 30 de Março de 2012 at 11:04

    Mas estou falando do gladiador profissional ,nao os condenados. Nota a similaridade com os campeoes de futebol atuais e com os de MMA. Chove grana, fama e mulher de “alta categoria”. Muitos são movidos plo tilintar das moedas , o sorriso das mulheres e os aplausos dos homens até hoje, ne? Não estou dando juizo de valor a ninguem , nao me entendam mal! Estou com Epitetus, nada que é humano me causa estranheza.

  15. klaus provenzano 30 de Março de 2012 at 11:06

    Quanto aos remadores vikings e gregos , eles eram homens livres. Os tetes atenienses chegaram a ser uma classe muito influente na democracia do seculo V aC, como metalurgicos aqui, ou os exilados cubanos nos EUA!

  16. Michel Goulart 30 de Março de 2012 at 13:07

    Sim, metalúrgico aqui rendeu até presidente.

  17. clemilda 18 de outubro de 2013 at 20:50

    muito bom

  18. Alex 19 de outubro de 2013 at 2:24

    Parabéns pela matéria. Muito esclarecedora e rica. Só tenho a criticar, perdão, a escrita do verbo “esquecer”: não tem c cedilha. No mais, mais uma vez, parabéns.

  19. Michel Goulart 20 de outubro de 2013 at 9:01

    Perdão, amigo, mas onde está escrito esquecer com c cedilha?

  20. Alexandre Luna 20 de outubro de 2013 at 10:08

    Pelo amor de Deus como os trabalhos do império Romano eram cruéis principalmente a profissão de dentista. Ainda bem que eu não vivi nesta época.

  21. Rosana Pansani 20 de outubro de 2013 at 16:18

    ….adorei e achei pior a profissão de virgem Vestal…coitadas, ficarem por 30 anos tomando conta de uma pira….sem ganhar….mas se ganhasse alguma coisa não poderia usufruir…pobrezinha …kkkkk

  22. Daniel Lourenco 24 de outubro de 2013 at 13:24

    Parabens a todos os intervenientes neste bate-papo cultural .
    Diferencas minimas mas por vezes significantes
    podem modificar a tonalidade do texto.
    Ficamos todos a ganhar.

  23. ellen 5 de dezembro de 2013 at 16:20

    chatice fazer trabalho

  24. ellen 5 de dezembro de 2013 at 16:21

    niguem merece

  25. Antonio Ruette 7 de Janeiro de 2014 at 20:26

    A mais educada discussão nos comentarios que ja vi. Estão de parabéns! Isso sim é uma discussão de intelectuais, nao aquelas pirraças de pseudo-intelectuais do facebook.

  26. Michel Goulart 8 de Janeiro de 2014 at 11:31

    Concordo, Antonio

  27. Klaus do Iate 15 de Maio de 2014 at 21:52

    Michel, saca só este texto do Cicerus: “Sobre as profissões”
    Quanto às profissões que devem ser consideradas dignas de um homem livre e as que não o devem, eis o ponto de vista geralmente aceito. Em primeiro lugar, são consideradas as profissões que suscitam a antipatia dos outros, como as de cobrador das taxas portuárias e as de prestamista. Também não liberais e inferiores são as profissões de todos que trabalham por salário, a quem pagamos o trabalho e não a arte, porque no seu caso o próprio salário é um atestado de escravidão. Temos também que considerar inferiores aqueles que compram a comerciantes para revender imediatamente, pois não conseguiriam obter lucros se não mentissem descaradamente. E todos os artífices que se dedicam a negócios inferiores porque nenhuma oficina pode possuir qualidades apropriadas a um homem livre. As atividades de menor valor são aquelas que se relacionam com os prazeres sensuais: ‘peixeiros, carniceiros, cozinheiros, negociantes de galinhas e pescadores’, como diz Terêncio, aos quais se pode acrescentar os perfumistas, os dançarinos e todos aqueles que apresentam espetáculos musicais de baixa categoria. Mas as ocupações que requerem um maior grau de inteligência ou das quais a sociedade extrai um não pequeno benefício – tais como a medicina, a arquitetura, ou o ensino – são respeitáveis para aqueles cuja situação convém. O comércio, se praticado em pequena escala, deve ser considerado inferior; mas, se em larga escala e extensivo, importando muito de todo lado e distribuindo a muitos sem falsa sobrevalorização, não deve ser grandemente censurado. Efetivamente parece mesmo ser digno do maior respeito se estes que se ocupam daquele comércio, saciados, ou melhor dizendo, satisfeitos com os seus proventos, se encaminharem do porto para uma propriedade tal como muitas vezes se transferiram do mar para o porto. Mas de todas as coisas que podem dar lucros a um homem, não há nada melhor do que a agricultura, nada mais produtivo, mais doce, nada que melhor convenha a um homem livre.
    Cícero, De Officiis, I, XLII.

    O sonho de consumo de qualquer romano (mesmo enriquecido com comercio) era ser dono de terra e escravos. O único outro serviço digno era liderar exércitos. Esta visão depreciativa do trabalho só seria revertida com o “trabalho dignifica o homem” dos monges medievais e e ética protestante sobre lucro, usura e destino manifesto. Estou (hehehe) com romanos: trabalho é tortura.

  28. Key 23 de dezembro de 2015 at 6:54

    Código de Justiniano, é só um exemplo de que sim, havia a possibilidade de escravos em Roma.
    Seja por dívidas, favores, etc.

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