Games como mediadores do conhecimento

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Como falei no post anterior, estou cobrinco algumas palestras educacionais aqu na Campus Party. Neste momento, está rolando a palestra Games como mediadores do conhecimento, com Jaderson Souza e Tainá Felix.

Palestra sobre jogos educacionais na Campus Party

O objetivo da palestra é entender como os jogos podem ser usados para disseminar conhecimento e incentivar crianças em sala de aula ao unir treinamento cognitivo e a promoção de reflexões acerca de si mesmo e o mundo que habitam.

Fique atento na programação educacional na Campus Party. Selecionamos algumas das palestras ou keynotes mais quentes na área.

Jaderson e Tainá fazem parte de uma ONG “Jogos pela Educação”, cuja proposta é fazer intervenções artístico-pedagógicas em jogos que já existem. Além disso, a ONG busca levar o videogame para crianças que não tem acesso.

De acordo com Jaderson, o jogo é sempre visto de uma forma preconceituosa. A partir do momento que o jogo tem um fim educativo, O professor tem que tomar cuidado com o excesso de didática nos games. Aliás, há alguns meses, eu dei uma entrevista a respeito desta temática.

O palestrante destacou o jogo de cartas Magic: The Gathering, que desenvolve habilidades cognitivas e sociais. A ONG acompanhou um menino que começou a jogar e aprendeu a ler, interpretar, criar estratégias e melhorou a sua socialização.

Jaderson Souza

Jaderson Souza, da ONG Jogos pela Educação

A mensagem que o game passa quando você perde ou morre é a persistência, ou seja, tente novamente. Isto signigica que maioria dos games são processuais. As provas, ao contrário, muitas vezes não envolvem um processo de aprendizagem. Muitas vezes, o aluno não sabe onde errou e porque errou.

Jaderson fez questão de destacar que os jogos muitas vezes, servem como uma válvula de escape para crianças que acumulam muitos problemas em seu cotidiano familiar – pais separados, brigas constantes, más condições de moradia, problemas financeiros, etc.

By | 2013-01-30T16:17:58+00:00 29 de Janeiro de 2013|Categories: Eventos|Tags: , , |6 Comments

About the Author:

Professor, historiador e blogueiro, já trabalhei em algumas das maiores escolas públicas e particulares de Santa Catarina. Comecei a lecionar em 2001, sempre preocupado com um ensino caracterizado pela criatividade e inserção de novas tecnologias e metodologias variadas em sala de aula.

6 Comments

  1. Klaus do Iate 29 de Janeiro de 2013 at 12:41

    Muitas vezes, o aluno não sabe onde errou e porque errou.

    E nem quer saber. O que é uma pena porque aprendemos mais com os nossos erros que com nossos acertos.

  2. Klaus do Iate 29 de Janeiro de 2013 at 12:43

    Muito maneira esta Campus Party! Ocorre com que frequencia e em que estados da Uniao?

  3. Michel Goulart 29 de Janeiro de 2013 at 12:52

    Aqui em São Paulo já está na sexta edição.

  4. Jaderson Souza 30 de Janeiro de 2013 at 15:55

    Prof. Michel, muito obrigado pelo post! Complementamos aqui com a referência ao site da ONG e também com um convite a todos os leitores a participar através de sua associação à Jogos.

    jogospelaeducacao.com.br

    Abraços e obrigado!

    Jaderson Souza

  5. Michel Goulart 30 de Janeiro de 2013 at 16:11

    Legal, Jaderson! Estamos aí! Abração e sucesso!

  6. Gordon Long 4 de Fevereiro de 2013 at 22:44

    O Projeto Jogo Justo, idealizado por Moacyr Alves, busca diminuir a carga tributária nos jogos importados vendidos aqui no Brasil. A intenção é mostrar por meio de um relatório baseado em informações comerciais de desenvolvedores e lojistas que o mercado de games nacional tem um enorme potencial. Como comparação, será utilizado o que ocorreu no México, quando o mercado de jogos cresceu 8 vezes após a diminuição da carga tributária. O Projeto Jogo Justo visa diminuir o preço dos games, dos aparelhos de videogame e de seus periféricos, fazendo assim com que o consumidor final tenha cada vez mais contato com os games, forma de cultura cada vez mais disseminada do mundo. Como consequência disto, o mercado nacional irá se desenvolver, além da possibilidade de mais produtoras se instalarem no Brasil, gerando de uma forma gradativa, mais empregos no setor.

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