Documentário registra rituais candomblé

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Documentário registra rituais do candomblé preservados há mais de 60 anos trazidos da Bahia para Duque de Caxias, na Baixada Fluminense

Hùndàngbèn? – O Ninho da Serpente percorre parte da história de uma das religiões afro-brasileiras mais antigas e tradicionais, o candomblé. O documentário revela o cotidiano do terreiro Húmkpàmé Hùndàngbèn?, fundado por Mèjitó Marcos Carvalho de Gbésèn, localizado em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Descendente da matriz baiana Húmkpàmé Ayono Huntoloji, fundada pela saudosa Gaiaku Luíza de Oyá e atualmente comandada por Gaiaku Regina de Avimaje, a filial se apresenta como um verdadeiro celeiro de resistência cultural e religiosa.

Cena de documentário sobre Candomblé

O filme é uma obra do fotojornalista iguaçuano Mazé Mixo, onde mostra algumas minúcias e diferenças desse culto específico às divindades africanas que, no Jeje-Mahi, são conhecidas como Voduns. O registro traz imagens do primeiro ritual realizado no Rio, em 2013, chamado de Gboitá – principal cerimônia caracterizante do Jeje – assim como na Casa matriz, da Bahia. Trata-se de uma ”procissão” em volta das árvores sagradas, chamadas ”atinsás”, com oferendas para os Voduns. O média-metragem permeia também por entre a história do próprio candomblé que se confunde com a dos negros africanos trazidos para cá oriundos de várias etnias, com diferentes idiomas e dialetos, rituais e formas de culto, buscando reproduzir aqui os ritos de seus antepassados.

Na encruzilhada do Século XXI, em que a tradicional cultura do candomblé vem se modernizando e perdendo identidade, o filme vem mostrar que às vezes o novo só é legítimo quando anda de mãos dadas com o tradicional. Apesar de algumas resistências iniciais de próprios integrantes da religião, contrários por conta de alguma possível superexposição de seus mistérios, ambos os idealizadores do projeto garantem que nenhum fundamento ou ”segredo da Nação” será revelado. Os registros apresentam como o Húmkpàmé Hùndàngbèn? se mantém no Rio de Janeiro (em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense) nos exatos moldes da ”Casa Mãe” na Bahia.

Hùndàngbèn? adere financiamento coletivo com lançamento marcado para janeiro no Teatro Sesi Rio

Após dois traileres lançados em plataformas digitais como Youtube e Vimeo, alcançando quase 5 mil visualizações em pouco mais de um mês, o filme chamou atenção de pessoas de todo o Brasil e já tem data lançamento: 24 de janeiro, às 19h, no Teatro Sesi – com entrada franca. A iniciativa é 100% independente, as imagens foram realizadas e produzidas sem ajuda de editais ou doações. O filme foi gravado inteiramente por Mazé, com seu próprio equipamento.

Recentemente o documentário foi aprovado pelo Catarse, um dos maiores e mais sérios sites de Financiamento Coletivo do país, para levantar fundos para a finalização e lançamento. Diferentemente de uma doação, por exemplo, o sistema de financiamento coletivo estimula contrapartidas aos apoiadores. Ao invés de apenas enviar cegamente dinheiro para a conta do projeto o apoiador pode ‘comprar’ recompensas como o DVD do filme, ou o livro “Gaiaku Luíza e a Trajetória do Jeje-Mahi na Bahia” autografado pelo próprio Mèjitó, ou ao menos ter seu nome nos créditos do próprio filme como apoiador, por quantias simbólicas, a partir de R$ 20.

Instituições, empresas e apoiadores interessados em aderir cotas especiais também podem participar do projeto. O sistema é extremamente seguro, além de possibilitar o pagamento através de boleto bancário ou cartão de crédito. Se o valor mínimo não for atingido até a data determinada o dinheiro é integralmente devolvido a todos.

Trailer: http://www.youtube.com/watch?v=7a12jBAtZDM
Financiamento Coletivo – Catarse: http://catarse.me/hundangbena
Informações: https://www.facebook.com/hundanbgena

By | 2014-01-26T09:24:41+00:00 10 de Janeiro de 2014|Categories: Notícias|Tags: , |1 Comment

About the Author:

Professor, historiador e blogueiro, já trabalhei em algumas das maiores escolas públicas e particulares de Santa Catarina. Comecei a lecionar em 2001, sempre preocupado com um ensino caracterizado pela criatividade e inserção de novas tecnologias e metodologias variadas em sala de aula.

One Comment

  1. Lowell Austin 19 de Janeiro de 2014 at 20:27

    Álvaro Pinto de Almeida Sobrinho ( – 21 de julho de 2008) mais conhecido como Alvinho de Omolu por ser branco. Babalorixá do Candomblé, filho de Cristóvão D´Ogun no Terreiro do Pantanal na Baixada Fluminense, Rio de Janeiro. Sua raiz se expande por Maria do Violão de Oloke, e Tio Firmo de Oxum.Iniciado aos 20 anos, no dia 22 de maio de 1954, para o Orixá Omolú, Pai Alvinho, raspou em toda a sua vida, mais de 4.000 filhos de santo, no Rio de Janeiro, em São Paulo e em Belo Horizonte.Regressou ao Orun, no dia 21 de Julho de 2008, às 21:00, vítima de um infarto.Vale ressaltar que Pai Alvinho era da raiz Efón, cuja nação oriunda do Ekiti-Efón na África. Pai alvinho foi um grande Babalorixá do Axé Efón (Efán).

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