10 epidemias mais mortíferas da história

Home » Curiosidades » 10 epidemias mais mortíferas da história

A história da humanidade também foi construída pela disseminação de doenças que, em algumas épocas e regiões, exterminaram milhares de pessoas. As doenças também foram motivos ou consequências de guerras e tratados. Assim, considerando a sua importância histórica, conheça 10 epidemias mais mortíferas da história.

Esta lista foi extraída e adaptada do site How Stuff Works.

1- Varíola

Varíola

Criança sendo vacinada contra a varíola, século XVIII

Antes dos europeus colonizarem a América, tinhamos nesse continente um número de habitantes de aproximadamente 100 milhões de pessoas. Durante os séculos da colinazação o número se reduziu de 10 a 5 milhões. Quando os colonizadores chegaram aqui, trouxeram com eles uma série de doenças, entre elas, a varíola cuja imunidade os povos coloniais não tinham. Embora esses povos, como os incas e os astecas, tenham construído cidades, não moravam nelas tempo suficiente para propagarem o tipo de doenças que os europeus possuíam, nem tinham domesticado tantos animais. A vacina foi criada em 1796 e, em 1967, a OMS iniciou um programa de vacinação em massa, o que extinguiu a doença, que hoje só existe em laboratório.

Sintomas: Febre alta, dores no corpo e erupções que logo passam de protuberâncias e crostas cheias de líquido para cicatrizes permanentes.

2- Gripe Espanhola

Pacientes de Gripe Espanhola

Em 1918, o mundo presenciava o fim da Primeira Guerra Mundial, que matou pelo menos 37 milhões de pessoas. Porém, logo após, a gripe espanhola, ou gripe de 1918, matou mais 20 milhões de pessoas, e isso tudo em questão de meses, e  após um ano, quando a gripe sumiu. A gripe teria matado entre 50 e 100 milhões de pessoas. Muitos a consideram a pior epidemia (depois pandemia) registrada na história da humanidade. O organismo das pessoas no mundo inteiro estava despreparado para a doença, que provavelmente ganhou força graças ao transporte de tropas e as linhas de abastecimento no fim da Primeira Guerra Mundial, espalhando o vírus para vários continentes e países.

Sintomas: Típicos de uma gripe normal, como febre, náusea, dores e diarreia. Além disso, os pacientes frequentemente desenvolviam manchas escuras nas bochechas.

3- Peste Negra

Pintura medieval da Peste Negra

Nas aulas de história, aprendemos que quase metade da população europeia morreu vítima da peste. Pessoas chegavam a ser enterradas em 2 ou 3 no mesmo caixão e o horror desolava a população. Considerada a primeira doença verdadeiramente pandêmica, a peste negra, em 1348 não só “acabou” com a Europa como também fez várias vítimas na Índia e na China. Como as condições de higiene na época eram as mais precárias (a média de consumo de água era de 1l/dia), ratos eram atraídos e, com eles, suas pulgas, que transmitiam a doença pela picada. A Peste Negra teve muita influência nos grandes artistas da época.

Sintomas: Glândulas linfáticas inchadas, febre, tosse, muco com sangue e dificuldade para respirar.

4- Malária

Crianças com Malária

A malária é uma antiga conhecida da humanidade, afinal, há registros de 4 mil anos atrás, quando os gregos notaram seus efeitos destruidores. A descrição da doença, transmitida por mosquito, surgiu nos textos médicos antigos da Índia e da China. Até então, os cientistas associavam a doença às águas paradas onde os mosquitos proliferavam.Uma vez no sangue, eles crescem dentro dos glóbulos vermelhos, destruindo-os. É difícil obter números concretos de quantas mortes a malária causou. Anualmente, entre 350 e 500 milhões de casos de malária ocorrem na África Subsaariana.

Sintomas: Podem ser moderados ou fatais, incluindo febre, calafrios, sudorese, cefaleia e dores musculares.

5- Tuberculose

Vítima de Tuberculose

Outra antiga conhecida da humanidade, a bactéria que causa a tuberculose já foi encontrada até em múmias do Antigo Egito. A tuberculose é transmitida de pessoa para pessoa através do ar. Geralmente, a bactéria se aloja nos pulmões, mas também pode afetar o cérebro, os rins ou a coluna vertebral. No início do século XVII, a epidemia de tuberculose na Europa, conhecida como a grande peste branca, matou aproximadamente uma em cada sete pessoas infectadas. Mesmo no fim do século XIX, 10% de todas as mortes nos Estados Unidos eram atribuídas à tuberculose. Apesar das curas e dos tratamentos, a tuberculose continua matando cerca de 2 milhões de pessoas anualmente.

Sintomas: Dores no peito, fraqueza, perda de peso, febre, sudorese noturna e crises de tosse com sangue.

6- Cólera

Cortejo fúnebre para vítimas de Cólera

Retorno de um funeral de cólera no Egito

Na Índia, a cólera sempre foi um perigo para a população. Porém, foi somente no século XIX que o resto do mundo conheceu a doença. Nesse período houve muito comércio com o uso de navios com a China, o Japão, a África do Norte, o Oriente Médio e a Europa. Seguiram-se seis pandemias de cólera que mataram milhões de pessoas. Esses navios acabavam acidentalmente transportando a bactéria causadora da doença. As infecções geralmente são moderadas. Pode-se contrair a bactéria através de contato físico direto com pessoa contaminada, mas a cólera se propaga principalmente pela água e pelos alimentos contaminados. Quando a doença passou a ser associada à água, muitas regiões passaram a fazer grandes investimentos nos sistemas de saneamento e esgoto.

Sintomas: Vômito, diarréia e cãibras fortes nas pernas – sintomas que levam rapidamente à desidratação grave e à queda acentuada da pressão arterial.

7- AIDS

Vítima do vírus da AIDS

A Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS), surgiu nos anos 80, matando cerca de 25 milhões de pessoas desde 1981. De acordo com estatísticas recentes, mais 33,2 milhões de pessoas são HIV-positivas. A AIDS é transmitidapelo vírus HIV, que se transmite pelo sangue, sêmen, líquidos vaginais e outros. Acredita-se que o HIV tenha sido transmitido para os humanos pelos macacos. O compartilhamento de seringas para uso de drogas, prostituição, guerras, pobrezas, sexo sem camisinha e outros fatores contribuiram e contribuem para a propagação da AIDS. Não há cura ainda para a doença, mas existe medicamentos que retardam a doença e permitem que a pessoa consiga viver com ela.

Sintomas: Enfraquecimento do sistema imunológico, o que potencializa os sintomas das outras doenças.

8- Febre Amarela

Paciente acamado com Febre Amarela

Conquista da febre amarela, início do século XX

Quando europeus começaram a trazer escravos da África, eles também traziam consigo uma série de doenças, entre elas, a febre amarela, que dizimou várias colônias, fazendas e até grandes cidades. Quando o imperador da França, Napoleão Bonaparte, enviou um exército com 33 mil homens às terras francesas na América do Norte, a febre amarela matou 29 mil deles. Napoleão ficou tão chocado com a quantidade de mortos que decidiu que o território não valia o risco de mais perdas. A França vendeu essas terras aos Estados Unidos em 1803. A febre amarela, assim como a malária, é transmitida de uma pessoa a outra através da picada de mosquitos. Apesar das campanhas de vacinação e das campanhas de controle do mosquito transmissor, a febre amarela ainda mata muitas pessoas na América do Sul e na África.

Sintomas: Febre, calafrios, cefaleia, dor muscular, dor nas costas e vômito. A gravidade dos sintomas varia de moderada a fatal e as infecções graves podem levar a sangramento, choque e insuficiência renal e hepática.

9- Tifo Epidêmico

Judeus com tifo epidêmico em campo de concentração

Judeus com tifo epidêmico em campo de concentração

Junte uma série de pessoas com péssimas condições de higiene e você provavelmente terá uma infestação de piolhos. Essa doença assolou a humanidade durante séculos, causando milhares de mortes. Dada sua freqüência entre as tropas acampadas, geralmente era chamada de “febre do campo” ou “febre da guerra”. Durante a Guerra dos Trinta Anos, na Europa, o tifo, a peste e a fome atingiram cerca de 10 milhões de pessoas. Algumas vezes, os surtos de tifo determinaram o resultado de guerras inteiras. Se não for tratada, a doença afeta a circulação sanguínea, resultando em pontos de gangrena, em pneumonia e insuficiência renal. A febre muito alta pode evoluir para um quadro de delírio, coma  e insuficiência cardíaca.

Sintomas: Cefaleia, falta de apetite, mal-estar e um rápido aumento da temperatura, que logo se transforma em febre, acompanhada de calafrios e náuseas.

10- Poliomelite

Criança sendo vacinada contra a Poliomelite

Os pesquisadores suspeitam que a poliomielite foi uma epidemia que atingiu os humanos durante milênios, paralisando e matando milhares de crianças. Por volta de 1952, estima-se que houve 58 mil casos da doença apenas dos Estados Unidos – 1/3 dos pacientes estavam paralisados. Desses, mais de 3 mil morreram. A causa da poliomielite é o poliovírus, que atinge o  sistema nervoso do homem. Dissemina-se por material fecal, normalmente sendo transmitido através de água e alimento contaminados. Não existe uma cura efetiva para a poliomielite, mas os médicos aperfeiçoaram a vacina contra a doença no início da década de 50.

Sintomas: Febre, fadiga, cefaleia, vômito, rigidez e dor nos membros. Aproximadamente 1 em 200 casos evolui com paralisia.

By | 2013-05-12T20:49:25+00:00 13 de Maio de 2013|Categories: Curiosidades|Tags: , , |32 Comments

About the Author:

Professor, historiador e blogueiro, já trabalhei em algumas das maiores escolas públicas e particulares de Santa Catarina. Comecei a lecionar em 2001, sempre preocupado com um ensino caracterizado pela criatividade e inserção de novas tecnologias e metodologias variadas em sala de aula.

32 Comments

  1. Klaus do Iate 13 de Maio de 2013 at 13:00

    A Varíola tb chamada de bexiga ou bexiga negra (inclusive nas obras de Jorge Amado), porque forma pequenas bolhas=bolsas=bexigas=vesículas preenchidas com sangue na pele. Ela parece ter se originado do virus-DNA do gado bovino, que causa a vacínia e o virus ter mutado para hospedeiro humano no Neolítico. A primeira vacina de todas foi a tentativa do medico Jenner de provocar uma pequena vacínia no garoto antes que ele desenvolvesse a variola humana verdadeira. Assim vaca>vacínia> vacina.

  2. Klaus do Iate 13 de Maio de 2013 at 13:01

    Uma doença parecida é a bexiga branca (bolsinhas são preenchidas de pus) que é a varicela=catapora

  3. Klaus do Iate 14 de Maio de 2013 at 10:26

    A variola pesou muito na conquista do imperio asteca durante o cerco de Tenochtitlan,a capital do império, pelas forças da coalizão de totonacas, Texcoco, otomis,espanhois e principalmente texcaltecas, liderada por Cortez. Mesmo com suas cidades dos nativos mesoamericanos funcionando principalmente como complexos religiosos e administrativos, com relativamente poucos moradores permanentes (como nossa Brasilia), Tenochtitlan sitiada estava apinhada de gente e quando os prisioneiros europeus tiveram seus corações arrancados, suas cabeças decepadas colocadas nas prateleiras, seus sangue escorrendo escadaria abaixo da pirâmide do Sol, a varíola se alastrou como fogo em capim seco. O valente novo rei Cuitláhuac que sucedeu o colaboracionista Montezuma II, era muito popular, antiespanhol e guerreiro competente. Ele quase capturou Cortez em uma das batalhas do cerco. Mas a variola o levou.

  4. Klaus do Iate 14 de Maio de 2013 at 10:29

    Com o império inca, a conquista foi ainda mais dependente do virus da variola. O exercito inca estava concentrado (novamente o fato de pessoas estarem apinhadas) em uma campanha dificil contra um povo do norte, quando a variola exterminou varias tropas e o sapan inca Huayna, deflagrando uma guerra civil sucessorioa que amaciou muito o caminho de Pizarro.

  5. Klaus do Iate 14 de Maio de 2013 at 10:44

    Na história das epidemias humanas ha alguns padroes repetitivos.
    1) Um virus “novo”, geralmente mutante, que era proprio de hospedeiro não-humano, mas relacionado a humanos, por parentesco (primata) ou por contato íntimo (bicho domestico), se adapta MAL ao novo hospedeiro, o humano e daí sua letalidade. Os parasitas bem-sucedidos geralmente não esmerilham seus hospedeiros, exceto se a relação parasita-hospedeiro é relativamente nova ou se o parasita tem grande facilidade de “pular do barco cujo naufrágio ele causou” , isto é , de ser transmitido. O virus da Aids e a bacteria Yersinia da peste negra são/eram parasitas mal adaptados a parasitar humanos. Um era proprio de macaco e outro dançava entre roedor da estepe e pulgas.
    2) As grandes epidemias históricas tem íntima relação com densidade demográfica. Aqui pode se distinguir 3 situações:
    a) Em regiões de BAIXA densidade demográfica , um virus mutante (novo para humanos), vai liquidar seus hospedeiros mais rápido do que consegue ser transmitido para outro hospedeiro. Uma familia inteira de fazendeiros pode morrer sem causa conhecida, mas seus vizinhos moram tão longe que a coisa surge e termina ali.
    b) Regiões de MEDIA densidade demográfica são o palco das tragédias mais sérias. Uma nação inteira pode ser extinta assim. Pois há proximidade suficiente para que um humano, acometido por micróbio “novo”, passe-o para outros humanos suscetiveis, bem antes de morrer.
    c) Regiões de ALTA densidade podem produzir maior número de óbitos que a situação anterior por motivos já expostos. MAS a catástrofe coletivamente será menos séria porque o grande número de hospedeiros em potencial certamente abrigará, pelo menos, um casal de humanos daquela nação, que será naturalmente resistente ao “novo” microbio. Com o tempo,a nação/civilização será repovoada pelos resistentes e a epidemia será controlada.Note que esta resistência inata não é a resistência dependente de memória imune.

  6. Klaus do Iate 14 de Maio de 2013 at 10:54

    A Yersinia,bacteria da peste negra. açoitou TODA a Eurásia e pode ser a principal responsável pela desintegração do império mongol. Na Europa, a letalidade foi ainda maior porque o número de bactérias Yersinia deve ter aumentado mais ainda e possibilitou uma mutação DURANTE a epidemia que a tornou transmissível pelo ar, dispensando ratos e pulgas! A Yersinia pode ter ajudado muito o fim do feudalismo. A Yersinia deu motivo para outro progrom (perseguição anti-judeu), porque os óbitos entre judeus eram menos numerosos por seus hábitos de higiene e por uma resistência genética relacionada ao modo como o corpo disponibilizava ferro para as bactérias.Escapavam da peste, mas não da fogueira, coitados.

  7. Klaus do Iate 14 de Maio de 2013 at 10:57

    A malária pode estar por trás da morte de Tutankhamon, dos celtas de Brenus que quase liquidaram Roma recém-nascida, das tropas de Hanibaal apos vencer em Trasimeno, do Alexandre Magno, e do Alaric que detonou Roma e da volta de Atila para casa.

  8. Klaus do Iate 14 de Maio de 2013 at 11:09

    A bactéria da tuberculose junto com as parasitas intestinais, podem estar entra as formas de vida que parasitam os hominideos desde a Lucy! Esta longa coexistência explica porque a maioria das pessoas que entra em contato com o micróbio, NÃO desenvolvem a doença, mas nunca mais se livram seus corpos do parasita. No início deste relacionamento, antes da revolução Neolítica, o parasita deveria gerar uma doença muito agressiva, mas como parasita bem -sucedido, ele agora só mata quem tem uma diminuição da resposta de defesa por outras causas! Isto tornou o número de casos de tuberculose uma espécie de indicador sócio-econômico, como a mortalidade infantil , a taxa de analfabetismo ou a expectativa media de vida. Quando a humanidade atinge a Revolução Industrial, os surtos de tuberculose se associam a crises econômicas: 1780, 1850, 1929, 1973. Estima-se que a agressiva AIDS no futuro terá comportamento semelhante ao da tuberculose: uma doença com diagnostico fácil, vacina e tratamento eficazes, mas que continuará a matar, especialmente entre pobres (medicação cara e pouca educação para evitar a doença).

  9. Klaus do Iate 14 de Maio de 2013 at 11:22

    As globalizações são períodos grandiosos quando a troca de produtos, ideias e gente se torna intensa beneficiando a todos, mas também a troca de micróbios também se torna mais intensa. Sem a expansão naval ateniense provavelmente não teria havido a “peste de Pericles” Se o império romano não tivesse se expandido decididamente sobre partios persas, e a Estrada da Seda com apenas quatro Estados a policia-la se ativou pela primeira vez. provavelmente não haveria a “peste de Marco Aurelio”, que ainda não foi bem identificada. Idem para Cruzadas, quando alguns cruzados ( rei francês Luis IX, o santo) morreram de cólera. Idem para a formação do império mongol , quando UM Estado policiava toda a rota da Seda. As invasões de povos humanos a territórios de outros humanos explicam todas estas epidemias, mas também espera-se que a a invasão maciça de humanos a biomas dominados por não-humanos também vá originar epidemias: um exemplo seriam dengue e febre amarela, que juntaram um microbio asiático, a um mosquito africano aos humanos europeus que se espalhavam pelo mundo. Os surtos de vírus letais Ebola (Africa) e o vírus de Bauru (Brasil) também são exemplos da invasão humana a biomas selvagens, só não viraram epidemia porque são tão letais que matam antes de se transmitir! Mas como já vimos isto pode ser “contornado” por diminuição da letalidade do microbio e aumento da densidade demográfica humana.

  10. Klaus do Iate 14 de Maio de 2013 at 11:30

    Buda pode ter morrido de cólera. Ironicamente a India foi o primeiro local do udo a ver redes de esgoto e água potável separadas, na antiquissima civilização do rio Indo. Mas foi tecnologia perdida com o fim desta civilização. E o desenvolvimento da civilização posterior vedo-gangética até favoreceu a doença com o hábito de atirar os cadáveres ao rio Ganges!
    O imperador romano Claudio pode ter tido poliomielite, outra doença derivada da falta de controle de água e esgoto. Isto foi benção disfarçada de maldição para ele. A doença o aleijou ,mas não prejudicou seus poderes mentais. Quando a Guarda Pretoriana quase extinguiu sua dinastia, após destronar Calígula, resolveram poupar e entronizar Claudio I porque seria um débil mental fácil de manipular.Os conspiradores se f…

  11. Klaus do Iate 14 de Maio de 2013 at 11:34

    Hoje ninguém mais é vacinado para varíola, pois considera-se a doença erradicada. Na realidade o vírus é mantido vivo em laboratórios secretos pesadamente guardados. E há um prêmio em dinheiro para qualquer médico no mundo que diagnostique algum caso de varíola atualmente (pago pela ONU?). Taí um bom enredo para teorias conspiratórias. O poliovírus deve seguir estes passos num futuro a médio prazo.

  12. Klaus do Iate 14 de Maio de 2013 at 11:45

    Na verdade, Napoleão tinha um plano de estabelecer um rentável e autosustentado imperio colonial francês na América (coisa que ele nunca fora), envolvendo talvez até o México, mas o passo inicial para seu plano era a reconquista do HAITI. O Haiti foi perdido porque Napoleão não era um filho legitimo da Revolução e aboliu a abolição da escravidão naquele país. A febre amarela e os ex-escravos ex-haitianos com uma ajudinha de ingleses e americanos pararam Napoleão no Haiti e não na Luisiania. Mas vendo que seria impossivel manter pé na Luisiânia contra ingleses e americanos sem o Haiti e vendo problemas voltando na Europa, Napa decide vender a Luisiânia a preço de banana aos americanos antes que eles ou os ingleses a tomassem na mão grande. O HAITI se tornou o primeiro pais independente da America Latina, e o primeiro conduzido por negros, o que radicalizaria a posição escravocrata do Brasil e dos EUA do Sul (estes chegaram até a Secessão). Não podemos botar toda culpa ou glória no Aedes egypti desta reação dominó, já que Napoleão foi um cabeçudo com os ex-escravos haitianos que gostavam da França.

  13. Klaus do Iate 14 de Maio de 2013 at 11:50

    Após a vitória de grandes sanitaristas como O Cruz Vital Brazil e C Chagas sobre a febre amarela urbana no Brasil , a vinda do dengue nos anos 80 mostra como o crescimento urbano brasileiro foi feito com derrotas também.
    O dengue se tornou endemico no Brasil ao norte do tropico de Capricornio, é uma tragedia anunciada todo fim de verão e as medidas mais eficazes esbarram na falta de incorporação de informação (como é o caso do fumo). Assim aconselho todos a evitar agua empoçada, mas não crer em seu vizinho ter feito o mesmo, portanto, use repelente de mosquito.

  14. Michel Goulart 14 de Maio de 2013 at 18:19

    O vírus é mantido vivo? Por essa eu não esperava!

  15. Klaus do Iate 15 de Maio de 2013 at 4:35

    Michel, vírus por definição só é vivo quando está parasitando alguma célula viva. O motivo de se manter o virus da varíola (vivo em laboratorio supervigiado) é que surgindo algum virus aparentado com ele, tem-se que possuir sua estrutura toda, para confeccionar alguma vacina eficaz.

  16. Klaus do Iate 15 de Maio de 2013 at 4:46

    Virus mantidos em estado cristalizado, como um mineral, pode perder importantes caracteristicas com o tempo, caracteristicas que seriam necessarias para confecção de vacinas para virus novos aparentados a ele

  17. Michel Goulart 15 de Maio de 2013 at 5:48

    É verdade, eu já estava pensando em Teorias da Conspiração :s

  18. michele honorato 7 de Março de 2014 at 20:52

    ótimo post, e os comentários também são muitíssimos interessantes. Além disso me ajudaram para um trabalho!
    Obrigada Michel!

  19. ROSALI MARIA 12 de outubro de 2014 at 0:01

    ja tive catapora sarampo coqueluche gripe asiática modida de mamangava .Penso que nenhum virus me pega mais estou imune ,quem sabe.

  20. Michel Goulart 12 de outubro de 2014 at 8:12

    Melhor não confiar muito

  21. Jururu 7 de novembro de 2014 at 10:25

    aqueles estúpidos que acusam a Àfrica de ser a fonte de todas as doenças deveriam ler essa matéria antes de falar lixo no facebook. Parece-me que a maioria veio da velha Europa e bem ANTES DA INVASÃO E PILHAGEM Á AFRICA!

  22. carlos gonçalves 19 de dezembro de 2014 at 20:10

    creio que esquecemos de citar a peste bubonica

  23. joão Dias 10 de Abril de 2015 at 9:19

    Klaus do iate, deve ser phd em historia e gostar muito, fala com clareza e convencimento.A humanidade pode estar exposta a grandes catastrofes por virus ou bactérias e até mutações geneticas gerando monstrinhos, devido a expansão científica mexendo muito nos genes humanos,vegetais e animais?

  24. Márcia 7 de setembro de 2015 at 10:38

    Ótimo post e comentários…irei utilizar em meu seminário sobre pandemias!!!
    Obrigada

  25. luisa nilsen 5 de outubro de 2015 at 8:15

    quantas pessoas morreram da varíola no seculo 18 aqui no brasil?

  26. luisa nilsen 5 de outubro de 2015 at 8:42

    quantos casos de malarias aqui no brasil?

  27. luisa nilsen 5 de outubro de 2015 at 9:10

    no seculo 19

  28. Felipe Jones 19 de novembro de 2015 at 10:40

    Good site. Congratulations.
    Notwithstanding, I think this article ought to tell the total amount of victims of each illness

  29. Felipe Jones 19 de novembro de 2015 at 10:48

    Good site. Congratulations.
    Notwithstanding, I think this article ought to have told the total amount of victims of each illness. That was the only default, in my opinion

  30. Isabel Liberto 4 de julho de 2016 at 11:23

    Muito bom o site. Algumas observações: Considerar vírus vivo, dentro de células parece-me uma abordagem inadequada. O mais correto seria ver os vírus como produtos de células, que detêm as condições metabólicas para essa produção. A virose será tão mais intensa quanto maior for a quantidade de células, com essa competência, presentes em determinado tecido ou órgão. Também me parece compatível entender as viroses como fatores de seleção natural, pois como não existe uma medicação específica para cura de viroses, os indivíduos muito suscetíveis morrem e os resistentes são selecionados, transmitindo essa característica genética aos seus descendentes, o que faz com que a incidência vena a diminuir ao longo dos anos. Os anticorpos são, ao invés de elementos de combate, marcadores de resistência. Isso pode ser perfeitamente entendido se forem analisados indivíduos vacinados contra hepatite B, em que a maioria produz anticorpos (são resistentes portanto à infecção), mas existe um percentual de pessoas, que, apesar de terem recebido o esquema completo de vacinação, não são respondedores, sendo então os suscetíveis e, se tiverem oportunidade de se infectar com tais vírus, desenvolverão a virose. Esses tendem a ser eliminados (eugenia positiva). Daí a importância, negligenciada, em se fazer dosagem de anticorpos, pós vacinações, para evitar a falsa impressão de estar imune por ter recebido a vacina.

  31. Não te enteressa 19 de Abril de 2017 at 16:57

    Mais e a Ebola quantos morreram

  32. estudante 2 de outubro de 2017 at 13:56

    Eu acho isso bem legal mas muito difícil;

    DIFÍCIL DEMAAAAAAIIIISSS!!!!!!!!!!

Leave A Comment