10 fatos importantes sobre a Rev. Iraniana

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O dia 12 de dezembro marcou a história do Irã, pois, em 1978, uma grande onda de protestos desestabilizou o governo, possibilitando a instalação de um governo islâmico no país, situação que se mantém até hoje. Vamos conhecer 10 fatos importantes sobre a Revolução Iraniana.

Esta lista foi extraída e adaptada da BBC.

Cartaz da Revolução Iraniana de 1978

– A Revolução Iraniana, ou Revolução Islâmica do Irã,  começou como um movimento popular pela democratização e terminou com a criação do primeiro Estado islâmico. O episódio transformou completamente a estrutura social do país e foi um dos momentos que marcaram o século 20.

– Antes da revolução, o Irã era governado pelo xá Reza Pahlevi. O poder era concentrado dentro de seu círculo de amigos e aliados. A desigualdade entre ricos e pobres se aprofundou nos anos 1970. Críticas à política econômica e ao estilo autoritário do xá estimularam a oposição ao seu regime.

– O xá estava no poder desde 1941, com uma curta interrupção em 1953 quando teve que abandonar o país. Retornou no mesmo ano ao depor o governo democraticamente eleito de Mohammad Mosaddeq, com a ajuda de uma operação da CIA, batizada de Operação Ajax.

– As principais vozes da oposição se concentraram atrás da figura do aiatolá Ruhollah Khomeini, um clérigo xiita que vivia exilado em Paris. Ele prometeu reformas sociais e econômicas. E receitou uma retomada de valores religiosos tradicionais muçulmanos.

– No final dos anos 70, uma série de protestos violentos contra o regime de Pahlevi tomou as ruas do Irã. A instabilidade aumentou com uma onda de greves gerais, que abalaram também a economia iraniana. Em janeiro de 1979, o xá deixou Teerã para um período de “férias”. Nunca mais voltou.

Charge do Aiatolah Khomeini derrubando o governo do Xá Reza Pahlevi

– Em sua última decisão antes de fugir, o xá indicou o primeiro-ministro Shahpur Bakhtiar como chefe de um conselho que governaria o Irã durante a sua ausência. Bakhtiar tentou conter a onda oposicionista e não autorizou o aiatolá Khomeini a formar um novo governo.

– Em 1º de fevereiro de 1979, o aiatolá Khomeini voltou ao Irã de seu exílio na França. A instabilidade política e social aumentou. Em várias cidades, ocorreram enfrentamentos entre militantes pró-Khomeini e a polícia e manifestantes a favor do regime.

– Em 11 de fevereiro, tanques tomaram as ruas de Teerã entre rumores de golpe militar. Mas, com o passar do dia, ficou claro que o Exército não estava interessado em tomar o poder. Os revolucionários tomaram a principal estação de rádio da capital e declararam: “Esta é a voz da revolução do povo do Irã!”.

– O primeiro-ministro Bakhtiar renunciou. Dois meses mais tarde, Khomeini teve uma enorme vitória num referendo. Ele declarou a criação de uma República Islâmica e foi escolhido como perpétuo líder supremo político e religioso do Irã.

– Foram reintroduzidos os castigos corporais para quem violasse os preceitos da sharia (sexo fora do casamento, adultério, consumo de álcool) e a pena de morte foi aplicada não só aos defensores do xá, como também em prostitutas, homossexuais, marxistas e membros de outras igrejas.

About the Author:

Professor, historiador e blogueiro, já trabalhei em algumas das maiores escolas públicas e particulares de Santa Catarina. Comecei a lecionar em 2001, sempre preocupado com um ensino caracterizado pela criatividade e inserção de novas tecnologias e metodologias variadas em sala de aula.

5 Comments

  1. Klaus do Iate 16 de dezembro de 2012 at 20:26

    Muito antes da Primavera arabe, nos anos 1980, uma ditadura pro-ocidente foi derrubada e um movimento democratico radical conseguiu eleiçoes diretas para o país. Ganhou de lavada um partido similar ao do Iran dos aiatolas só que sunita. A CIA entao bancou outro golpe militar que cindiu o pais em interior (dominado pela guerrilha islamica que havia ganho as eleicoes) e o litoral (um regime novamente uma ditadura militar pro-ocidiente).

  2. Klaus do Iate 16 de dezembro de 2012 at 20:30

    Hoje com a Primavera Arabe ocorrendo em diversos paises, é perfeitamente possivel que se instale um regime realmente democratico e ocidentalizante. O problema é como manter isto sem cair em um estado islamico similar ao Iran ou a Gaza ou cair em ditadura militar pro-ocidente.
    O brabo da democracia é que em tese nazistas e fundamentalistas fanaticos de qualquer tipo TEM O DIREITO de se organizar e se expressar. E se eles ganham uma eleicao justa, eles TEM o direito de governar! Ha um ovo de serpente no seio da democracia, por isso, pense direitinho ao votar.

  3. Michel Goulart 17 de dezembro de 2012 at 15:37

    Boa reflexão, Klaus.

  4. Klaus do Iate 21 de dezembro de 2012 at 15:23

    Esqueci de falar onde ocorreu o parangolé nos anos 1980, foi na Argelia. Um reporter brasileiro chegou a ir lá entrevistar a guerrilha islamica radical que se instalou pporque os militares tinham melado a elieção. Como em toda guerra civil, os povoados nao sabem se apoiam um ou outro lado , porque indapdendente de quem escolham o outro lado os tratará com incrivel crueldade. O reporter perguntou ao guerrilheiros se nao tinham pena de decapitar nao só “colaboraionistas” ,mas suas crianças. A respostas foi: -Alah no ceú distinguirá os inocentes e estes serão anjos.
    Para mim o fim do mundo tinha acontecido nestes anos

  5. Klaus do Iate 21 de dezembro de 2012 at 15:29

    O xá reza Pahlavi , também nao se esforçava para ser mais popular, agiu com a miopia de um Luis XVI. Segundo os iranianos refugiados nos EUA e contra os aiatola´s, ele era movido a festinhas onde todo mundo se fantasiava , bem a serio, tipo cosplay de alto nivel, como Aquemenidas!!! Em plenos anos 70, com musicas disco e cocaina, o cara achava que era Ciro ou Dario, num pais islamico que odeia seu passado de adoradores de fogo. Tava pedindo uma revolução religiosa.

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