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20 curiosidades sobre o Aborto

abril 18th, 2012|Curiosidades|10 Comments


O aborto, apesar de leis contrárias ou favoráveis à sua prática, sempre vai ser um tema polêmico, não apenas por causa da natureza do processo, mas pelas consequências morais, psicológicas, sociais e religiosas resultantes da interrupção da vida. Assim, considerando a importância do tema, vamos listar algumas curiosidades históricas acerca da prática do aborto.

Procuramos evitar imagens fortes, diante de tema tão controverso. Assim, a maior parte são charges ou montagens – aliás, muito legais – sobre a questão do aborto. A primeira imagem, aliás, sugere o vínculo que uma mãe tem com este ser que está para nascer. Assim, leia o artigo abaixo

Coração na frente da barriga da mãe

– A palavra aborto tem origem no latim abortacus, derivado de aboriri (perecer), e oriri (nascer).

– A decisão de interromper a gravidez não é algo moderno. desde os tempos antigos, as mulheres se vêem em situações em que não desejam – ou não podem – levar uma gestação à frente.

– Entre 2737 e 2696 a.C., o imperador chinês Shen Nung cita, em  texto médico, a receita de um abortífero oral, provavelmente contendo mercúrio.

– Em algumas sociedades e culturas, a prática do aborto era considerada tão perigosa, que se preferia praticar o infanticídio, ou seja, a morte da criança após o nascimento.

– Tanto na Grécia quanto na Roma antiga, o feto era considerado parte do corpo da mulher, e então parte da propriedade do homem. Desta forma, o aborto só podia ocorrer com autorização do marido.

Pequeno feto na palma da mão

– Na antiga Grécia, o aborto era defendido por Aristóteles como método eficaz para limitar os nascimentos e manter estáveis as populações das cidades gregas. Platão defendia que os abortos deveriam ser obrigatórios para mulheres com mais de 40 anos, como forma de manter a pureza da raça de guerreiros gregos.

– Quando os portugueses chegaram ao Japão, no séc. XVI, ficaram impressionados com a facilidade e frequência com que as japonesas matavam os seus filhos recém-nascidos.

– Em alguns lugares, adotava-se métodos de aborto que causavam sério risco de morte para a mãe. Dentre estes métodos estavam pancadas no abdômen e cavalgada durante horas a fio.

– Nos primórdios do cristianismo, achava-se que o feto recebia a alma (anima) após 60 dias de sua geração. Assim, neste intervalo o aborto não era visto como pecado. Esta ideia permaneceu até 1588.

– Muitas leis e doutrinas religiosas antigas consideravam os golpes da criança em gestação no ventre da mãe como um parâmetro para diferenciar quando a prática do aborto deixava de ser aceitável.

Membros da Igreja em frente a uma mulher grávida

– A posição da igreja contra o aborto não se tornou oficial até 1869, quando o papa Pio IV declarou todos os abortos como assassinatos.

– A frase “a vida humana começa no momento da concepção” não foi criada pelo Vaticano, mas surgiu de uma campanha iniciada por médicos no século XIX.

– Nos séculos XVIII e XIX vários segmentos sociais, como médicos, o clero e reformadores sociais, conseguiram aprovar leis que proibiam totalmente a prática do aborto.

– No século XIX, a proibição do aborto já esteve ligado à eugenia. Nos Estados Unidos, o presidente T. Roosevelt teria dito: “temos que manter a pureza da raça, precisamos de mais nascimento de brancos nativos”.

– Durante o século XX o aborto induzido tornou-se prática legal em muitos países do Ocidente. Porém, com a oposição sistemática de grupos pró-vida, seja por via de ações legais, seja por protestos e manifestações públicas.

Feto pensando

– O primeiro estado do mundo a liberalizar o aborto foi a União Soviética, em 1920, logo após a tomada do poder pelos bolcheviques. O segundo estado a liberalizar o aborto foi a Alemanha, na época de Hitler.

– Na década de 60, em muitos países, as mulheres passaram a se organizar em grupos feministas que começaram a exercer uma pressão no sentido de permitir à mulher a decisão de continuar ou não uma gravidez.

– No Brasil Império, pela Constituição de 1824, a interrupção voluntária da gravidez era considerada um crime grave contra a vida humana. O aborto autoinduzido, porém, estava livre de pena.

– No Brasil República, pelo Código Penal de 1890, a prática da interrupção da gravidez era punida quando feita por terceiros e a pena agravada quando o procedimento resultava na morte da paciente.

– O Código Penal de 1940 tornou mais clara a legislação sobre o tema. Ele instituiu que o aborto é um dos “crimes contra a vida” e que apenas pode ser feito em casos de estupro e risco de vida da mulher. Em 2012, foi aprovado o aborto também em caso de fetos anencéfalos, ou seja, que nascem sem boa parte do cérebro.

10 Comments

  1. thaynar melgarejo ferreira 8 de dezembro de 2012 at 11:48 - Reply

    amei demais as curiosidades do aborto, isso com certeza me ajudará na escola… Depois conto para vcs como eu fui…. assim fica mais fácil de entender e de explicar.
    bjs e obrigada pela ajuda

  2. Mandyy 14 de agosto de 2013 at 23:11 - Reply

    Nossa vlw !! Vaime ajudar a ganhar uns pontinhos a mais no trabalho!! HEH

  3. Ioneida Cunha 31 de dezembro de 2013 at 7:05 - Reply

    O Estado Nazista PROIBIU abortos! Hitler e sua ação favorável ao crescimento da demografia ariana (por acreditar que a “raça superior” deveria se expandir para dominar o mundo) impedia mulheres alemãs de praticá-lo já a partir de 1936! Assim, essa informação está totalmente equivocada. E tendenciosa.

    • Michel Goulart 31 de dezembro de 2013 at 8:39 - Reply

      Não temos a menor intenção de sermos tendenciosos por aqui, Ioneida Cunha.

      • Ioneida Cunha 31 de dezembro de 2013 at 10:33 - Reply

        Beleza. Acredito. Mas e a informação específica que contem o erro? Uma página como essa é importante, alguns a utilizam para suas pesquisas. Seria legal refazer o texto e colocar as fontes primárias desses dados (os livros citados nos outros dois posts contém farta documentação do governo alemão do período), incluindo fotos e testemunhos.

        • Michel Goulart 31 de dezembro de 2013 at 11:58 - Reply

          Vou averiguar assim que puder e, se confirmar que houve erro, arrumarei. Aliás, permita-me perguntar: por que tamanha insistência em defender o nazismo alemão – a ponto de me acusar de tendencioso -, no que se refere à prática do aborto?

          • Ioneida Cunha 31 de dezembro de 2013 at 12:26

            Insistir em defender o nazismo?
            Onde?
            Eu informo que pelas leituras dessas obras o governo hitlerista proibiu o aborto como forma de expansão demográfica/racista, uma linha que inclusive tinha fins militares para aumentar o exército, logo, mais braços para guerra. Quer dizer: que para matar e morrer numa guerra, poderia nascer ali? Isso aliás clarifica o fato de que Hitler ao proibir o aborto não tinha nenhum compromisso com a vida. Só queria gerenciar a vida alheia (1984?). Não acho que isso seja uma defesa do nazismo! Agora muitos colocam informações erráticas como a que ele havia permitido o aborto no intento de associar o movimento pró-escolha por exemplo, às políticas perversas tais como o nazismo (isso não ajuda no debate a apenas faz as pessoas associarem suas decisões políticas ou acadêmicas numa informação errática, por. ex, isso não poderia ser uma tendência baseada num preconceito?). Se não foi essa sua intenção, então tudo bem. Por isso eu insisti que vocês reformassem essa informação e insistiria em qualquer outra. Eu me valho do site. Quero confiar nele.

  4. Ioneida Cunha 31 de dezembro de 2013 at 7:12 - Reply

    Essas são apenas duas biografias de peso que dismentem a informação sobre o nazismo permitir o aborto. As duas obras falam da condição da mulher alemã e a perda do direito de escolha na política daquele período.? Biliões e Biliões. Lisboa : Gradiva, 1998, p.180-196, Carl Sagan
    http://www.levilivros.com.br/livro/justa-aracy-de-carvalhoe-o-resgate-de-judeus-trocando-a-alemanha-nazista-pelo-brasil/9788520009918/SC9975.html?origem=buscape&utm_source=buscape&utm_medium=buscape&utm_campaign=buscape

  5. Ioneida Cunha 31 de dezembro de 2013 at 7:13 - Reply

    Justa: Aracy de Carvalhoe o Resgate de Judeus Trocando a Alemanha Nazista Pelo Brasil
    JUSTA: ARACY DE CARVALHOE O RESGATE DE JUDEUS TROCANDO A ALEMANHA NAZISTA PELO BRASIL

  6. Marcos 6 de dezembro de 2016 at 8:43 - Reply

    Cade as fontes?

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