Aprendemos na escola que o Mercantilismo foi um conjunto de práticas econômicas das Monarquias Nacionais Absolutistas, a partir do séc. XV. Vale ressaltar, que o Mercantilismo não ocorreu da mesma forma em todas as monarquias, mas teve traços típicos, dependendo do país. Assim, conheça 6 Importantes Características do Mercantilismo Praticado na Europa.
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1. Metalismo

Imagem representando o Metalismo
Metalismo, também conhecido como bulionismo, é o princípio que reconhece a riqueza de uma nação pela quantidade de ouro e prata acumulados. A palavra “bulion” significa lingotes de ouro. Vale ressaltar que o ouro e prata, em alguns países, era tratado como moeda. A Espanha, em seu império colonial, conseguiu extrair uma quantidade muito significativa destes minérios, entre 200 toneladas de prata e 150 toneladas de ouro.
Como apontaram alguns críticos do mercantilismo – dentre eles, Dudley North e Adam Smith – o problema do metalismo era que a maioria dos novos Estados Nacionais modernos não pensava em diversificar a economia através de manufaturas ou mesmo incremento agrícola. Ao apostar todas as fichas no acúmulo de metais preciosos, esqueciam que ouro e prata são bens não-renováveis. Ou seja, um dia as reservas acabam. Foi o que aconteceu.
2. Balança Comercial Favorável
O princípio conhecido como Balança Comercial Favorável foi tratada pelo austríaco Von Hornick, um dos grandes defensores das práticas mercantilistas. Uma de suas regras definia: “que seja obstaculizado tanto quanto for possível todas as importações de bens estrangeiros”. Em outras palavras, o país deve buscar vender mais do que comprar. Priorizar a exportação (desde que não de ouro e prata) ao invés da importação.
Até hoje a Balança Comercial reflete a situação econômica de um país. Logo, quando a quantidade de exportações é maior do que a quantidade de importações, dizemos que a balança é positiva. Um outro termo usado para isso é Superávit Comercial. Porém, se a quantidade de importações é maior do que a quantidade de exportações, dizemos que a balança é negativa. Isto também é chamado de Déficit Comercial. Uma das características do Mercantilismo.
3. Protecionismo
O Protecionismo é uma medida econômica para aumentar as exportações e diminuir as importações. Assim, se conecta com a ideia de Balança Comercial Favorável. É uma forma de regulação do comércio com nações estrangeiras e, hoje em dia, pode ser confundindo com o movimento anti-globalização. Medidas protecionistas são opostas ao livre comércio e se baseiam na criação de altas tarifas para produtos estrangeiros.
Na Inglaterra do séc. XV e XVI, monarcas como Henrique VII, Henrique VIII e Isabel I praticaram protecionismo e espionagem industrial. O objetivo era desenvolver a indústria de lã naquele país. Práticas protecionistas seguiram nos séculos seguintes. Robert Walpole (1676-1745), considerado o primeiro Primeiro-Ministro da Inglaterra, defendia a exportação de produtos manufaturados e importação apenas de matérias-primas estrangeiras.
4. Colbertismo

Rei Luís XIV e Jean-Baptiste Colbert, litografia de 1887
O Colbertismo foi uma das práticas mercantilistas mais conhecidas, aplicadas inicialmente na França entre nos séculos XVII e XVIII. É baseado nas ideias de Jean-Baptiste Colbert (1619-1683), controlador geral das finanças durante o reinado de Luís XIV. Em linhas gerais, Colbert defendia o incremento das manufaturas francesas, sendo, portanto, favorável às medidas protecionistas visando manter a balança comercial favorável.
Todavia, ele afirmava que a única forma de fazer ao desenvolvimento industrial da Inglaterra – que, na metade do século XVIII, iniciaria a Revolução Industrial – era através da comercialização de produtos de luxo. Aliás essa prática se mantém até hoje na França. Críticos do Colbertismo sugerem que, o problema de investir prioritariamente em artigos de luxo, é que, diante de uma crise econômica, esses produtos serão considerados supérfluos.
5. Intervenção do Estado
A Intervenção do Estado na economia é reflexo do processo que levou à formação das Monarquias Nacionais, a partir do século XV. Com o poder dos reis cada vez maior, recaía sobre eles todo o processo de organização econômica, com a ajuda de conselhos e ministros. Os reis obtinham também o apoio da nobreza e da burguesia mercantil, interessada em expandir os seus negócios. Uma das características do Mercantilismo.
Esta intervenção também visava fortalecer e regulamentar a estrutura dos reinos, possibilitando a constituição de exércitos e marinhas. Era comum atividades de navegação que estavam ligadas aos interesses reais, como o caso dos corsários que atuaram no serviço de saques e atividades militares, sob o comando de uma das monarquias nacionais, entre os séculos XVI e XVIII.
6. Sistema Colonial

Porto de Mar Francês, pintura de Claude Lorrain (1637)
O Sistema Colonial é onde toda a estrutura da prática mercantilista se organizava. A criação de colônias durante o processo de expansão marítima era fundamental para o acúmulo de riquezas, principalmente ouro e prata. Como mostrado anteriormente, a Espanha foi um dos maiores impérios coloniais do século XVI e XVII, concentrando sob seu domínio a maior parte do que conhecemos hoje como América Latina.
Geralmente, o Sistema Colonial estava ancorado em uma relação político-econômica estruturada na existência de uma Metrópole europeia e uma Colônia localizada nas novas terras conquistadas. Foi o caso do Brasil, que era colônia de Portugal (Metrópole). A maior parte das Metrópole europeias desestimulava a produção interna das colônias, mantendo estas fornecedoras de matérias-primas. Uma das características do Mercantilismo.
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