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Livro: Era dos Extremos, de Eric Hobsbawm

janeiro 9th, 2013|Livros|8 Comments


O livro Era dos Extremos, de Eric Hobsbawm, é um testemunho sobre o século XX. Seu tempo de vida coincide com a maior parte da época de que trata o livro, diz o autor na abertura, por isso durante muito tempo se absteve de falar sobre ele.

Livro Era dos Extremos

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O livro foi lançado em 1996 e conta com 598 páginas. Ao ler, você vai

  • Compreender que o século XX foi breve e extremado: sua história e suas possibilidades edificaram-se sobre catástrofes, incertezas e crises, decompondo o construído no longo século XIX.
  • Perceber a articulação entre a primeira Sarajevo e os quarenta anos de guerra mundial, crises econômicas e revoluções da primeira metade do século, e a última Sarajevo, das guerras étnicas e separatistas.
  • Entender a era da catástrofe, marcada pelas duas grandes guerras, pelas ondas de revolução global em que o sistema político econômico da URSS surgia como alternativa histórica para o capitalismo, a virulência da crise econômica de 1929, a ascensão dos fascismos e o descrédito das democracias liberais.
  • Analisar os anos dourados das décadas de 1950 e 1960 que, em sua paz congelada, viram a viabilização e a estabilização do capitalismo, responsável pela promoção de uma extraordinária expansão econômica e de profundas transformações sociais.

8 Comments

  1. Klaus do iate 17 de janeiro de 2013 at 21:21 - Reply

    Estou lendo as guerras mundiais e a revolução socialista neste livro. A descrição ao mesmo tempo é sucinta,mas dá margem ha muita analise. Nao vejo a hora dele analisar a crise de 29.

  2. aline ferreira 5 de fevereiro de 2013 at 14:00 - Reply

    Quando vejo esse livro sinto saudade da faculdade,rs…ele é maravilhoso !!!

  3. klaus do iate 8 de fevereiro de 2013 at 0:16 - Reply

    1)Que o capitalismo é dado a crise, isto já tinha sido notado desde fim do seculo XIX.
    2)Que a pior das crises foi a de 1929, mas ja tinha havido outras antes (1880) e haveria depois (1973, 2007) também nao é novidade.
    3)Que a crise de 1929 representou uma crise de muita produção para pouco consumo muito já se falou
    Mas só na Era dos Extremos, ficou claro para mim porque a Crise da bolsa de N York em 1929 ocorreu justamente naquele momento e lugar. E por que crise tao braba vai ser improvavel de ocorrer. Dois paises tem papel central no surgimento desta crise: EUA e Alemanha.

  4. klaus do iate 8 de fevereiro de 2013 at 0:43 - Reply

    Os EUA passaram incolumes pela 1aGG e foram capazes de manter sua superprodução e a farra dos capitalistas sem freio. Eles custaram a perceber que se nao maneirassem na exploração de seu proletariado, o poder de compra dele nao aumentaría e nao manteria a margem de lucro dos capitalistas americanos . Sem as intervenções regulatorias governamentais (que ainda nao existiam e passariam a existir justamente por causa do Crack de 29: o New deal/keynesianismo), o consumo pelo mercado interno americano despencou. Restavam as exportações?
    Os capitalistas americanos tb nao poderiam vender para (ou investir capital nas) outras potencias industrializadas vitoriosas da 1aGG (seus aliados) ou para as colonias deles, porque estes imperios coloniais se fecharam num protecionismo maior que de antes da 1aGG.
    A Russia e a Alemanha eram paises em reconstrução, ansiosos por produtos industrializados e pela instalação de industrias geradoras de empregos em seus territorios. A Russia mesmo sob regime leninista esperava isto, mas os capitalistas americanos temiam investir lá e repentinamente ter seu capital estatizado. A Alemanha era o mercado ideal para a superprodução americana, mas as medidas draconianas do tratado de paz impostas principalmente pela França impossibilitaram a Alemanha de ter poder aquisitivo. Toda riqueza produzida na Alemanha era usada para pagar divida de guerra. (os EUA aprenderam a lição direitinho e apos 2a guerra entupiram de capital: vitoriosos e perdedores) Resultado: Chuva de ricaços americanos despencando de arranha-ceus em 29. Como se nao bastasse uma terrivel tempestade de areia e seca devastou o centro dos EUA, encarecendo a comida no inicio da decada de 30. Países do 3o Mundo Independente com economias baseadas em exportação de um ou dois produtos primarios de sobremesa (tabaco, café, banana, cacau…) como o Brasil também se ferraram porque ninguem tinha poder de compra (nem as industrias americanas) de coisas nao-estrategicas (trigo,carne, borracha). Somente dois países pareciam lidar bem com a terrivel crise exatamente porque seus governos interferiam mais na economia: a Italia Fascista e a Russia Sovietica. Está adubada a terra alemã para o nazismo e a terra europeia para nova guerra mundial. Tudo isto Hobsbawn deixa claro.

  5. klaus do iate 8 de fevereiro de 2013 at 0:50 - Reply

    A Crise de 29 foi a melhor garota-propaganda para propagar o fascismo pela Europa. A segunda melhor foi o fascismo se apresentar como antidoto para o comunismo.
    Desde a derrota dos Russos Brancos que ricaços russos exilados moviam seus pauzinhos para apoiar partidos de extrema direita, mas poucos deram bola para eles. A Italia, apesar de ter ficado no lado vitorioso da 1aGG, saiu dela devastada e decepcionada. O medo de uma revolução, fez a elite italiana apoiar a ascenção do Fascismo, mas somente o sucesso do regime em lidar com a Crise de 29 que fez o fascismo ser exportado da Italia.

  6. klaus do iate 8 de fevereiro de 2013 at 0:57 - Reply

    Com a quebra dos EUA, a America Latina quebrou, os aliados França e Inglaterra quebraram (juntamente com suas colonias), e a Alemanha já massacrada, mais que qualquer outro, sentiu inflação e fome.

  7. elaele 13 de agosto de 2014 at 15:11 - Reply

    Conheci o História Digital a pouco tempo pelo Twitter e estou amando as dicas que vocês dão. É simplesmente muito bom saber que existe um site tão completo quando o assunto é história.

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