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Livro: Raízes do Brasil

novembro 18th, 2013|Livros|1 Comment


O livro Raízes do Brasil, de Sérgio Buarque de Holanda, é uma das obras fundadoras da historiografia e das ciências sociais modernas no Brasil. A obra aborda aspectos centrais da história da cultura brasileira, como a do homem cordial, incapaz de agir de acordo com a letra da lei, o que explicaria a frouxidão das instituições e da organização social do país.

Capa do livro Raízes do Brasil

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A obra foi lançada em 1997 (o original foi publicado em 1936) e conta com 220 páginas. O ler, você vai conferir

  • A importância do legado cultural da colonização portuguesa do Brasil e a dinâmica dos arranjos e adaptações que marcaram as transferências culturais de Portugal para a sua colônia americana.
  • Uma análise inspirada e profunda do que se poderia chamar a natureza do brasileiro e da sociedade brasileira a partir da herança portuguesa.
  • O autor, com sua capacidade de se referir com espantosa grandeza de detalhes às relações que os habitantes de épocas diversas tinham entre si e com o meio, consegue nos mostrar as mudanças no país desde o período colonial.
  • A obra traça paralelos entre as colonizações ibéricas na América. Traz luz sobre os modelos de construção e de planejamento das coroas, contrastando o português e o espanhol em seus atos e as influências por trás destes.
  • O livro foi publicado originalmente pela Editora José Olympio, tendo sido posteriormente objeto de várias reedições ao longo do século XX. É considerado um dos mais importantes clássicos da historiografia e da sociologia brasileiras.
  •  A obra foi traduzida e editada também em italiano (1954), espanhol (1955) e japonês (1971, 1976), bem como em alemão e em francês.
  • Junto com “Casa-Grande & Senzala”, de Gilberto Freire e “Formação do Brasil Contemporâneo”, de Caio Prado Jr., é considerado obra capital para o compreensão da verdade brasileira e de seus desarranjos, que até hoje nos atingem.

One Comment

  1. silver price 27 de novembro de 2013 at 5:35 - Reply

    Essas correntes ornamentais e historicistas, muitas vezes ligadas aos aspectos mais conservadores da sociedade, se dissolveriam em breve pelas rápidas mudanças na civilização em escala mundial, que encontraram uma expressão arquitetônica na enxuta, sólida, funcional e arrojada escola Déco , que teve ampla receptividade até os anos 1940, e como que “limpou o terreno” do que agora era visto como excesso ornamental e irracionalidade prevalentes ao longo do Ecletismo, possibilitando um rápido florescimento do Modernismo . Este, consagrado em todos os níveis entre as décadas de 50 e 70, desenvolveu muitas ramificações, entre as quais se destacaram, pela preferência oficial, primeiro a escola do celebrado Le Corbusier , e depois uma derivação brutalista . Rapidamente adotado como estética oficial, o Modernismo produziu exemplares notáveis em muitas grandes cidades, sendo coroado pela construção de Brasília , considerada por muitos críticos como a expressão mais vasta, pura e integrada do Modernismo arquitetônico brasileiro, que atestava ali, em escala monumental, sua originalidade. Os projetos modernistas se pautavam pelo racionalismo , pela assimetria, pelas linhas simples e geométricas, pela economia decorativa e por uma íntima integração entre forma e função, privilegiando entre os materiais o concreto, o aço e o vidro, e tendo, além disso, muitas vezes, um fundo ético e uma proposta social integradora, mas que, de fato, veio a revelar contradições e acabou sendo ultrapassado, como foram todas as correntes culturais anteriores numa sociedade em perene mudança.

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