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Livros: O Essencial da Estratégia

dezembro 17th, 2013|Livros|12 Comments


O box O Essencial da Estratégia contém três livros: “A Arte da Guerra”, de Sun Tzu, “O Príncipe”, de Nicolau Maquiavel e “O Livro dos Cinco Anéis”, de Miyamoto Musashi. São três títulos obrigatórios para qualquer pessoa que deseja conhecer noções de estratégia, gestão, liderança e administração.

Capa do box Essencial da Estratégia

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O box foi lançado em 2012 e conta com um total de 496 páginas. Confira uma prévia de cada livro

– O Livro dos Cinco Anéis foi escrito em 1645, por Miyamoto Musashi. É um texto sobre Kenjutsu e artes marciais de um modo geral. No entanto, o livro não se restringiu apenas aos praticantes da arte da espada. Hoje é referência para os homens de negócio e de marketing do Japão. Desde a década de 1980, publicado também no Ocidente, é considerado um dos melhores guias psicológicos de estratégia, excelente para profissionais que precisam impor sua marca, por meio de campanhas e táticas de vendas no competitivo mercado de hoje.

– O Príncipe foi escrito em 1513, por Nicolau Maquiavel. Sua primeira edição foi publicada postumamente, em 1532. Trata-se de um dos tratados políticos mais fundamentais elaborados pelo pensamento humano, e que tem papel crucial na construção do conceito de Estado como modernamente conhecemos. Suas considerações e recomendações aos governantes sobre a melhor maneira de administrar o governo caracterizam a obra como uma teoria do Estado moderno.

– A Arte da Guerra foi escrito durante o século IV a.C., por Sun Tzu. O tratado é composto por treze capítulos, cada qual abordando um aspecto da estratégia de guerra, de modo a compor um panorama de todos os eventos e estratégias que devem ser abordados em um combate racional. Apesar da antiguidade da obra, nenhuma obra ou tratado é tão completo e tão atual, tanto que parece destinado a secundar outra guerra: a das empresas no mundo dos negócios. Assim, o livro migrou das estantes dos estrategistas para as do economista e do administrador.

12 Comments

  1. Klaus do Iate 17 de dezembro de 2013 at 22:41 - Reply

    Há também um livro chamado ” A Arte da Guerra” escrito pelo Nicolau Maquiavel. Não estou confundindo. Ele é pequeno e foi re-publicado ha alguns anos pela Martim Claret junto com anotações do Maquiavel quando era secretario de Estado de Florença.

  2. Klaus do Iate 17 de dezembro de 2013 at 22:49 - Reply

    Ha também um autor que é conhecido como “Sun Tzu do Ocidente”. Trata-se do militar inglês Basil Liddell Hart. Ele estava na ativa na 1a GG e foi o pai da teoria dos tanques, posta em prática pelos generais alemães da 2aGG. Ao contrario do Sun Tzu, ele parte dos eventos históricos, ao longo de uma revisão dos mais importantes conflitos em 2500 anos, para deles extrair seus princípios, a posteriori. Interessantemente ele chega a conclusões bem similares ao do Sun Tzu, mas também firma alguns princípios inéditos, de modo bem explícito, como a “abordagem indireta”.

    • Michel Goulart 18 de dezembro de 2013 at 9:28 - Reply

      Sensacional!!!

      • Klaus do Iate 20 de dezembro de 2013 at 5:48 - Reply

        O livro de Hart que melhor resume seu pensamento se chama Strategy, aqui no Brasil a tradução foi vendida com o desnecessariamente pomposo título de As Grandes Guerras da História. É legal notar que os princípios do Hart valeriam para choques entre exércitos e uma luta de judô. Apesar desta aplicabilidade toda e do Hart ser ocidental,ele é pouco conhecido entre os “grandes homens de negócio” . Que permaneça assim, o consumidor lucra mais!

  3. Klaus do Iate 17 de dezembro de 2013 at 22:51 - Reply

    É muito interessante como Hart e Sun Tzu expõem a relação que os militares devem ter com o governo.

  4. Klaus do Iate 17 de dezembro de 2013 at 23:07 - Reply

    Manuais deste tipo eram uma tradição já entre romanos. O mais antigo deles é o de Vegetius, que só sobreviveu como citações por autores romanos posteriores como Vegetius (seculo III). A tradição se manteve pelos bizantinos e mais de um de seus imperadores chegou a escrever manuais assim: 1)Strategikon do imperador Mauricio no sec VI, 2) Tactika de LeoVI no sec X 3)De Velitatione and Praecepta Militaria do Niceforo Focas no seculo X. No seculo XI, alguns dos condes de Anjou, França, se gabavam de ter lido o De re militari do Vegetius, mas era coisa rara líderes seculares ler coisas assim e mais ainda por os princípios deste manual em prática conscientemente.

    • klaus do iate 16 de Janeiro de 2014 at 20:15 - Reply

      ERRATA: O mais antigo deles é de FRONTINUS que é apenas citado em fragmentos por Vegetius. Vegetius tem duas obras que chegaram completas: um manual de veterinária e um manual de tática (Epitoma de re militari). Mas neste último (onde cita Frontinus) há uma intenção política de convencer o imperador a preservar os privilégios de setores aristocráticos que estavam sendo deslocados por novi homini ( militares imigrantes ou pobres ascendendo por mérito). Há uma misturada anacrônica de dados em Vegetius.

  5. Klaus do Iate 17 de dezembro de 2013 at 23:08 - Reply

    Maquiavel na Arte da Guerra também tem uma idéia interessante da relação ideal entre governo e exército.

  6. Klaus do Iate 20 de dezembro de 2013 at 5:53 - Reply

    Maquiavel nos fala que , apesar da força armada ser assunto vital para qualquer Estado, a profissão soldado não deveria existir! No seu lugar deveria existir algo como o exército da Suiça atual, uma super-milícia. Porque exércitos de profissionais, sejam mercenários estrangeiros ou soldados regulares nativos, têm enorme potencial para se tornarem uma casta com interesses separados do povo em tempos de paz e acabarem usurpando o poder e com ele fazendo péssimo governo.

  7. Klaus do Iate 20 de dezembro de 2013 at 5:58 - Reply

    Sun Tzu nos fala que os princípios que regem a vida civil não devem ser aplicados no controle das tropas e nem os princípios militares no governo de civis. Porem sinistramente, ele diz que em tempos de guerra , o general por força do tipo de seu serviço, não deve obedecer a certas ordens ,mesmo que estas partam do soberano, ou seu serviço sairá mal feito.

  8. Klaus do Iate 20 de dezembro de 2013 at 6:05 - Reply

    Já Miyamoto Musashi era um ronin (samurai que perdeu seu suserano) habilidoso e safado que no seu enorme livro chega a arranhar na definição muito mais explicita do Hart de “abordagem indireta”. Musashi, diz (como Sun Tzu e Maquiavel também) que o prolongamento da guerra não é bom para qualquer lado, portanto se condutas (consideradas indignas) tem real chance de terminar mais rápido uma guerra, elas devem ser usadas. A adoção deste principio está por trás do uso vital da espionagem , mas também do bombardeio a Hiroxima. Por outro lado não existe guerra justa ou limpa. E realmente conflitos crônicos como da Etiópia/Eritreia/Somália podem matar mais que uma bomba A.

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