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Filosofia, com Mário Sérgio Cortella

outubro 9th, 2013|Vídeos|11 Comments


Neste vídeo, Mário Sérgio Cortella, professor de Filosofia da PUC-SP, autor de mais de 18 livros, participa do programa Agora é Tarde, de Danilo Gentili, para uma conversa bastante variada sobre a natureza da filosofia e o trabalho de um filósofo.

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A forma como Mário Sérgio articula a conversa com a filosofia é fantástica. Mas parece não haver harmonia entre o convidado e o anfitrião. Gentili parece não estar informado do assunto e utiliza o humor (?!) como mecanismo de defesa. Provavelmente, o Jô Soares seria um anfitrião mais interessante para este tipo de conversa.

Como usar em sala de aula

Alguns pontos interessantes que podem servir de “bússola” para usar esta entrevista em sala de aula, como debate

  • O filósofo ou professor de filosofia deve articular a filosofia com o dia-a-dia. A filosofia não deve ser colocada em um pedestal, inatingível. Asas e pés de chumbo, segundo René Descartes. Partindo dos pés no chão, o filósofo eleva um pouco para ir além da superfície.
  • A filosofia nasce da prática. Muitas das atuais ciências surgiram a partir do pensamento de filófosos e, mais tarde, adquiriram “vida própria”, como biologia, física, química, etc.
  • O popular seriado “Chaves” rende uma boa discussão filosófica. Segundo Cortella, o personagem Chaves é inspirado no filósofo cínico Diógenes, que vivia pelado dentro de um barril. Chaves é o único personagem que tem liberdade, além de utilizar a frase cínica: “foi sem querer querendo”.
  • O uso intensivo de redes sociais pode ser uma forma de compensar o fato de não termos uma boa relação com nós mesmos. Segundo Cortella, muitos não navegam na internet, naufragam.
  • O livro Alice no País das Maravilhas, do professor de matemática Lewis Carroll, tem muito de filosofia. Alice pergunta ao gato: “para onde vai esta estrada?” O gato responde: “para onde você vai?” Alice responde: “não sei, estou perdida”. E o gato: “para quem não sabe onde vai, qualquer caminho serve”.

11 Comments

  1. Sérgio 10 de outubro de 2013 at 15:55 - Reply

    Boa entrevista. Não acho que Jô Soares o aproveitaria melhor. O Jô já o entrevistou e o efeito da entrevista não foi tão diferente. Aliás temos certo preconceito com o senso comum, mas o que é filosofia senão nosso senso comum legalizado, quando parte da reflexão do que é hábito, ou seja, do que é comum?

    • Michel Goulart 10 de outubro de 2013 at 16:10 - Reply

      Perfeito, mas as piadas do Gentili não fecharam com o raciocínio afiado do Cortella.

  2. Marcos 10 de outubro de 2013 at 17:02 - Reply

    Sou fã do Cortella, me amarro nas coisas que ele diz.

    Vale a pena tmb dar uma olhada na mais recente entrevista que o Jô fez com o filósofo Clóvis de Barros Filho. Foi fod*.

  3. Klaus do Iate 11 de outubro de 2013 at 0:55 - Reply

    Foi fod… de ruim ou de bom?
    Diga-se de passagem esta expressão que pode ser usada com sentidos tão antagônicos tb daria uma discussão filosófica.

  4. Ronaldo 11 de outubro de 2013 at 12:05 - Reply

    As ideias das piadas dele eram de proposito, ele sabe que é imbecil. É só uma forma de representar o que a sociedade brasileira pensa…

    E Lógico que o Mestre Cortella também já tinha sacado.

    • Michel Goulart 11 de outubro de 2013 at 14:11 - Reply

      Hmm, quer dizer que a sociedade brasileira pensa de maneira imbecil?

  5. Daniele Pimentel 15 de outubro de 2013 at 17:08 - Reply

    Comparação inversamente proporcional! Mas confesso que achei que o Gentili conduziu bem.

  6. Ana paula de sousa macêdo 5 de novembro de 2013 at 22:41 - Reply

    Gostei muito dos comentários de CORTELLA, fez-me refletir sobre a sociedade e a minha forma de ver as pessoas.

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