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25 curiosidades sobre a escravidão

Maio 12th, 2012|Curiosidades|85 Comments


Dia 13 de maio se comemora a abolição da escravidão no Brasil. O fato ocorreu em 1888, através da assinatura da famosa Lei Áurea, pelas mãos da princesa Isabel. De lá para cá, este fato gera divisões entre aqueles que comemoram a libertação dos escravos e aqueles que acham que a lei áurea não incorporou o negro na sociedade brasileira, mantendo as desigualdades. Sobre este fato, discutiremos em outra postagem. Nesta, vamos apontar 25 curiosidades sobre a escravidão no Brasil.

Atenção: nós compreendemos que o assunto postado abaixo é delicado e suscita os mais diversos sentimentos em diferentes segmentos da população brasileira. O objetivo não é idealizar o assunto ou torná-lo caricato, apenas abordar os fatos. Optamos, também, por utilizar o termo negro ao termo afro-brasileiro, mais utilizado atualmente.

Esta lista foi extraída e adaptada de diferentes fontes, como mania de história e guia dos curiosos.

Negros dentro de um navio negreiro

– Os primeiros navios negreiros foram trazidos pelo português Martim Afonso de Sousa, em 1532. A contabilidade oficial estima que, entre essa data e 1850, algo como 5 milhões de escravos negros entraram no Brasil. Porém, alguns historiadores calculam que pode ter sido o dobro.

– Os navios negreiros que traziam os escravos da África até o Brasil eram chamados de tumbeiros, devido à morte de milhares de africanos durante a travessia. Estas mortes ocorriam devido aos maus-tratos sofridos pelos escravos, pelas más condições de higiene e por doenças causas pela falta de vitaminas, como no caso do escorbuto.

– É possível traçar a origem dos escravos em três grandes grupos: os da região do atual Sudão, em que os iorubás, também chamados nagôs, predominam; os que vieram das tribos do norte da Nigéria, a maioria muçulmanos, chamados de malês ou alufás; e o grupo dos bantos, capturados nas colônias portuguesas de Angola e Moçambique.

– Quando chegava ao Brasil, o africano era chamado de “peça” e vendido em leilões públicos, como uma boa mercadoria: lustravam seus dentes, raspavam os seus cabelos, aplicavam óleos para esconder doenças do corpo e fazer a pele brilhar, assim como eram engordados para garantir um bom preço.

– Um escravo valia mais quando era homem e adulto. Um escravo era considerado adulto quando tinha entre 12 e 30 anos. Eles trabalhavam em média das 6 horas da manhã às 10 da noite, quase sem descanso, e amadureciam muito rápido. Com 35 anos, já tinham cabelos brancos e bocas desdentadas.

Cenas da festa conhecida como Entrudo, na obra de Debret

– Os cativos recebiam, uma vez por dia, apenas um caldo ralo de feijão. Para enriquecer um pouco a mistura, eles aproveitavam as partes do porco que os senhores desprezavam: língua, rabo, pés e orelhas. Foi assim que, de acordo com a tradição, surgiu a feijoada.

– A Festa de Nossa Senhora do Rosário, a padroeira dos escravos do Brasil colonial, foi realizada pela primeira vez em Olinda (PE), no ano de 1645. A santa já era cultuada na África, levada pelos portugueses como forma de cristianizar os negros. Eles eram batizados quando saíam da África ou quando chegavam ao Brasil.

– Na cidade de Serro (MG), acontece a maior de todas as festas em homenagem a santa, em julho, desde 1720. De acordo com a lenda, um dia Nossa Senhora do Rosário saiu do mar. Ao ser chamada por índios, não se mexeu. O mesmo aconteceu com marinheiros brancos. A santa só atendeu aos escravos, que tocaram bem forte os seus tambores.

– Crianças brancas e negras andavam nuas e brincavam até os 5 ou 6 anos anos de idade. Tinham os mesmos jogos, baseados em personagens fantásticos do folclore africano. Mas aos 7 anos, a criança negra enfrentava sua condição e precisava começar a trabalhar.

– Cada senhor de engenho tinha autorização para importar 120 escravos por ano da África. E havia uma lei que estipulava em 50 o número máximo de chibatadas que um escravo podia levar por dia.

Pintura de escravos trabalhando em um engenho

– A cozinha era muito valorizada na casa-grande. Conquistaram o gosto dos europeus e brasileiros os pratos de origem africana, como vatapá e caruru, comuns na mesa patriarcal nordestina. A cozinha ficava num anexo da casa, separada dos cômodos principais por depósitos ou áreas internas.

– Normalmente, divisões internas da senzala separavam homens e mulheres. Mas, algumas vezes, era permitido aos poucos casais aceitos pelo senhor morarem em barracos separados, de pau-a-pique, cobertos com folhas de bananeira.

– Aos domingos, os escravos tinham direito de cultivar mandioca e hortaliças para consumo próprio. Podiam, inclusive, vender o excedente na cidade. A medida combatia a fome do campo, pois a monocultura de exportação não dava espaço a produtos de subsistência.

– Quando a noite caia, o som dos batuques e dos passos de dança dominava a senzala. As festas e outras manifestações culturais eram admitidas, pois a maioria dos senhores acreditava que isso diminuia as chances de revolta.

– Com a expansão das cidades, multiplicam-se escravos urbanos em ofícios especializados, como pedreiros, vendedores de galinhas, barbeiros e rendeiras. Os carregadores zanzam de um lado a outro, levando baús, barris, móveis e, claro, brancos.

Escravos de ganho em cidades

– Escravos de Ganho eram escravos que tinha permissão de vender ou prestar serviços na rua. Em troca, ele deveria dar uma porcentagem dos ganhos a seu dono.

– Em algumas regiões, os escravos africanos eram divididos em três categorias: o “boçal”, que recusava falar o português, resistindo à cultura europeia; o “ladino”, que falava o português; e o “crioulo”, o escravo que nascia no Brasil. Geralmente, ladinos e crioulos recebiam melhor tratamento, trabalhos mais brandos e perspectiva de ascenção social.

– Os negros nunca tiveram uma atitude passiva diante da escravidão. Muitos quebravam ferramentas de trabalho e colocavam fogo nas senzalas. Outros cometiam suicídio, muitas vezes comendo terra. Outros, ainda, entregavam-se ao banzo, grande tristeza que podia levar à morte por inanição. A forma comum de rebeldia, no entanto, era a fuga.

– Segundo alguns historiadores, a capoeira nasceu de um ritual angolano chamado n’golo (dança da zebra), uma competição que os rapazes das aldeias faziam para ver quem ficaria com a moça que atingisse a idade para casar. Com o tempo, a prática se transformou em exibição de habilidade e destreza.

– A palavra capoeira não é de origem africana. Ela vem do tupi (kapu’era). Trazida para o Brasil por intermédio dos navios negreiros, a capoeira foi desenvolvida nos quilombos pernambucanos do século XVI. As características de luta e dança adquiridas no país podem classificá-la como uma manifestação cultural genuinamente brasileira.

Negros praticando a capoeira

– O berimbau é um instrumento de percussão trazido da África (mbirimbau). Ele só entrou na história da capoeira no século XX. Antes, o instrumento era usado pelos vendedores ambulantes para atrair os clientes. O arco vem do caule de um arbusto chamado biriba, comum no Nordeste, que é fácil de envergar.

– Até a abolição da escravatura, a lei punia os praticantes de capoeira com penas de até 300 açoites e o calabouço. De 1889 a 1937, a capoeira era crime previsto pelo Código Penal. Uma simples demonstração dava seis meses de cadeia. Em 1937, o presidente Getúlio Vargas foi ver uma exibição, gostou e acabou com a proibição.

– Após a independência de Portugal, em 1822, uma das primeiras medidas do governo foi proibir que alunos negros frequentassem as mesmas escolas que os brancos. Um dos motivos apontados é que temiam eles pudessem transmitir doenças contagiosas.

– O movimento abolicionista tinha mais de 60 anos quando a Lei Áurea foi assinada, em 1888. Mobilizava muitos intelectuais da época, como escritores, políticos, juristas, e também a população de uma forma geral.

– Em 1823, dom Pedro I chegou a redigir um documento defendendo o fim da escravidão no Brasil, mas a libertação só ocorreu 65 anos depois.

85 Comments

  1. Litha 21 de Maio de 2012 at 3:24 - Reply

    Show de bola! Está de parabens pela materia!

  2. EhNoix 21 de Maio de 2012 at 9:54 - Reply

    muitooo bom

  3. Juliana 21 de Maio de 2012 at 12:35 - Reply

    Adorei a matéria!Muiot boa!

  4. Bruno Roberto 21 de Maio de 2012 at 13:49 - Reply

    Muito legal, gostei muito!

  5. Letícia 21 de Maio de 2012 at 16:40 - Reply

    Muito bom post, história que não deve ser esquecida!

  6. bragualino 21 de Maio de 2012 at 16:43 - Reply

    para quem se interessou pelo assunto recomendo o livro Casa Grande e Senzala.

  7. Michel Goulart 21 de Maio de 2012 at 16:44 - Reply

    Pessoal, legal que vocês tenham gostado. Este retorno de vocês é fundamental!

  8. Ana Carolina 21 de Maio de 2012 at 16:46 - Reply

    Parabéns pela matéria.
    Fala de um assunto importantíssimo, mas de uma forma super interessante!

  9. Sérgio Ruiz 21 de Maio de 2012 at 17:19 - Reply

    Ótimo post.
    Agora em relação ao surgimento da feijoada acho que isso é um mito, já li que esse prato já existia em Portugal, com pequenas diferenças nos ingredientes.
    Agora fiquei em dúvida, se possível gostaria que me esclarecesse. Abçs.

  10. Cristiano 21 de Maio de 2012 at 19:06 - Reply

    Muito bacana o post, altamente instrutivo, parabéns e sucesso!!!

  11. Rico 21 de Maio de 2012 at 19:15 - Reply

    Parabéns pela matéria. A internet precisa de mais conteúdo de qualidade como este.

  12. Mau 21 de Maio de 2012 at 19:28 - Reply

    Parabéns! Eu geralmente meto o pau nas porcarias dos blogs, mas cê tá de parabéns! Muito boa matéria!

  13. carlos 21 de Maio de 2012 at 19:50 - Reply

    excellente

  14. Edu 21 de Maio de 2012 at 20:55 - Reply

    Tudo lorota. Vamos ao que interessa. O que vão pedir agora? Cota emprego, cota fura fila, cota atleta? Olha que boa idéia! Vagas garantidas para negros nas olimpíadas!
    Nada contra conhecer a história, o problema é quem conta e com quais intenções…

  15. Carolina 22 de Maio de 2012 at 0:12 - Reply

    E pensar q o mundo era desse jeito ha tão pouco tempo…
    Vou add sua página nos meus favoritos. É a segunda matéria q vejo e as duas estão excelentes! Obrigada.

    • Michel Goulart 22 de Maio de 2012 at 8:10 - Reply

      Legal, Carolina! Qual a matéria que você já tinha lido?

  16. Marco 24 de Maio de 2012 at 16:15 - Reply

    Desculpe mas o texto não se baseia em historiadores atuais que revisam nossa historia trazendo fatos documentados e não fatos contados ou ate mesmo inventados sugiro ver os ultimos lançamentos de livros a respeito da escravidao e da historia do brasil… Guia Impoliticamente correto da historia do brasil ou brasil um breve historia… la consta dados como jornais documentos, etc… coisas que provam e não somente ficam em palavras.

    Ps.: a Feijoada e baseada num prato frances bem apreciado pela corte

    • Michel Goulart 24 de Maio de 2012 at 17:24 - Reply

      Marco, história, como ciência humana, é constantemente reinterpretada, ad eternum. Eu não posso modificar os conteúdos a cada nova teoria. Fatos contestáveis sempre vão existir. Em contrapartida, estamos aqui para debater. Agradeço a sua contribuição.

  17. anatasha 20 de junho de 2012 at 21:16 - Reply

    bom eu tenho 10 anos e to aprendendo estas coisas então passo por aqui ver

  18. Carolina Campos 4 de julho de 2012 at 16:57 - Reply

    Tenho 10 anos e a minha profª pediu para fazer uma curiosidade sobre um fato ou uma personalidade da história do Brasil,e o parágrafo que fala quem trouxe os primeiros navios negreiros me ajudou muito!!!
    Parabéns pelo trabalho,com certeza vai ajudar muita gente!!!

  19. Leani Penha 20 de julho de 2012 at 18:25 - Reply

    Caro Michel Goulart, parabéns pela matéria. Quantas curiosidades interessantíssimas, obrigada por fomentar nosso acervo cultural.Grata!

  20. Marco Antonio 20 de julho de 2012 at 19:27 - Reply

    show de bola, curti

  21. Ana Maria 20 de julho de 2012 at 20:01 - Reply

    Também gostei muito da matéria. Eu vi uma curiosidade em um programa, que os escravos tinham que levar a comida desde a cozinha, até a mesa de comer assobiando, para garantir que ñ estava provando da comida. Não sei se isso tmb acontecia no Brasil, provavelmente sim.

  22. lindy 20 de julho de 2012 at 20:56 - Reply

    amei,relembrei alguns livros que li,eu amoo esse site michel parabens !

  23. Marcio 21 de julho de 2012 at 1:52 - Reply

    Ótimo artigo, parabéns.

    Realmente são fatos – curiosos – que eu não sabia, porém, triste realidade de uma profunda cicatriz nacional: quando você citou o caldo ralo de feijão (dado uma vez por dia) e os suicídios – que alguns cometiam comendo terra -, tocou-me profundamente os sentimentos.

    Fico a imaginar a viagem no Navio Negreiro: dá pra fazer um filme apenas imaginando a viagem.

    Penso também na crueldade humana: como o homem pode roubar a inocente brinadeira de uma criança?

    Falando ainda em criança, imagina o que é pra uma mãe ver seu filho se tornar um escravo? Li em algum livro ou artigo que as mesma se submetiam ao aborto do que ter que ver seu filho crescer escravo…

  24. Fabiquest 27 de julho de 2012 at 15:48 - Reply

    O blog deveria aproveitar e fazer um ótimo resumo dos reinos africanos. Embora o Mec já tenha lançado uma enclicopedia sobre o tema na internet, ela é enorme!

  25. José Brites 27 de julho de 2012 at 20:35 - Reply

    Caro!…
    Gostei muito da materia, ja tinha lido muito sobre a historia do Brasil, pós Cabral.

    Sobre o comentário do Márcio relativamente ao hipotético filme! quero lembra-lhe o filme sobre o navio que transportava escravos. LA AMISTAD, ver na Net.

    Obrgd.

  26. José Brites 27 de julho de 2012 at 20:43 - Reply

    Historia resume-se ao navio LA AMISTAD e a revolta dos escravos matando a tripulação.

    Ver em pormenor!

  27. André luis 15 de agosto de 2012 at 12:26 - Reply

    Professor, é de grande valia a sua inciativa ,estou estudando para o Enem 2012 e o seu site é esclarecedor,gosto desta frase:”A incompreensão do presente nasce da ignorância do passado”.

  28. joao 3 de setembro de 2012 at 16:19 - Reply

    legal

  29. mariana 7 de setembro de 2012 at 22:18 - Reply

    materia maravilhosa parabens pelo seu trabalho! Adoro o site,sempre trazendo conteudos muito interessantes!

  30. renato 5 de outubro de 2012 at 14:03 - Reply

    ai mano mt legal msm tah de parabens

  31. Ana Paula 18 de outubro de 2012 at 16:29 - Reply

    Muito interessante!

  32. Ana Ingrid 6 de novembro de 2012 at 19:11 - Reply

    Nossa muito legal vcs estao de parabens é muito interessante por sua parte desse trabalho!!!!!!!!!

  33. Luiz Oliveira 7 de novembro de 2012 at 6:57 - Reply

    é um bom resumo da historia do que foi o brasil nessa época. Com certeza ajudara muita gente a matar a curiosidade.

  34. Benedito Luiz da Silva 15 de dezembro de 2012 at 23:19 - Reply

    Excelente trabalho, revelador, e acho que todos deveriam ler, apreciar este assunto, principalmente aqueles que acham que cotas prá negros vão aumentar o racismo no Brasil, quer pior racismo que foi este a escarvidão?
    Parabens

  35. Daniel 15 de Janeiro de 2013 at 13:27 - Reply

    Talvez uma percentagem mesmo que minima nas indemnizações que resultaram do Abolicionismo, não fosse de todo mal pensado. Mas isso era na altura. Bom blog esse.

  36. aisha 30 de Janeiro de 2013 at 13:18 - Reply

    legaaaau

  37. Alexandre Porfirio Nunes 2 de Março de 2013 at 10:13 - Reply

    Muito bom o site, informações valiosas sobre nossa cultura. Adorei mesmo li por acaso e acabei que fui até o final…

  38. Antonieta 8 de Março de 2013 at 15:35 - Reply

    ME AJUDOU MTO!!

  39. assis 7 de junho de 2013 at 0:03 - Reply

    Aplicar no “máximo cinquenta chibatadas por DIA”(!!) no escravo, e quem ficava para contar se o limite de chibatadas era respeitado? absurdo ver que já tivemos leis assim, grato.

  40. Esther 5 de agosto de 2013 at 21:13 - Reply

    Este site me ajudou nos estudos , em ser mais inteligente e também meus pais e meus professores adoraram e ficaram muito felizes por ter mas assuntos do que já tenho. Parabéns Michel por este lindo site.Eu tenho 10 anos e já sou muito grata por ter me ajudado nos estudos etc etc…..
    bjs
    thethepsilva

  41. Esther 6 de agosto de 2013 at 10:25 - Reply

    foi nada n pois seu blog é incrível mesmo!
    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

  42. FRAN 24 de outubro de 2013 at 21:41 - Reply

    Boa Noite!!! Foi uma brilhante colaboração, tanto para com os acadêmicos quando para os pesquisam a título de curiosidade…Agregando maiores informações quanto ao tema**Bay…Bay! NOTA 10!!!!

  43. sara 5 de novembro de 2013 at 20:25 - Reply

    amei a materia me ajudou muito vlw!!!!

  44. Victor Soares 20 de novembro de 2013 at 17:35 - Reply

    Adorei, me fez aprender um pouco da cultura de nosso povo !

  45. Monica Santos 21 de novembro de 2013 at 0:38 - Reply

    Um dos assuntos principais, que ZUMBI DOS PALMARES tinha escravos e os tratava com dureza e até crueldade, isso não foi dito. Tem outro equivoco: Os escravos de ganho não tinham autorização para trabalhar nas cidades, eles eram ORDENADOS a isso, pois o sustento do senhor vinha do trabalho deles. Eles possuiam um valor determinado a entregar ao senhor, e o que eles ganhassem a mais se transformava em um pecúlio para a compra de sua alforria, o chamado “jornal”.
    Um outro assunto que também foi desconsiderado é que os escravos que conseguiam sua alforria, quando conseguiam acumular um bom pecúlio adquiriam escravo(s) para elevar seu status social.
    Do mais, muito bom material, parabéns! =)

  46. Marco Aurélio 21 de novembro de 2013 at 13:44 - Reply

    A feijoada portuguesa chama-se tripa lombeira, feita com tripa de boi, feijão branco, batatas, cenoura e liguiça de porco. é a nossa dobradinha.

  47. Jean Carlos 2 de Janeiro de 2014 at 18:29 - Reply

    Os negros quando chegavam nos portos tomavam um banho de mar. Essa medida era para cicatrizar as feridas oriundas da viagem.

  48. Maria Maia 2 de Janeiro de 2014 at 19:27 - Reply

    Seria de toda a conveniência uma atualização das informações.
    Não foram os portugueses que inventaram a escravatura e muito menos o comércio de escravos. Essa já era uma prática milenar…
    Porque os negociantes holandeses e ingleses nunca são mencionados?

    O texto refere que parte dos escravos vieram do Sudão. Basta vermos num mapa onde geograficamente se situa o Sudão… Se já não houvesse o comércio estruturado, como poderiam os marinheiros portugueses ir buscar pessoas a um país que ficava tão distante e na costa oriental de África?

    http://pt.wikipedia.org/…/Tr%C3%A1fico_de_escravos_para…

    “Nos países Africanos que cederam escravos para o Brasil, o comércio de escravos já estava solidamente implantado no continente africano na época das Grandes Navegações, já existindo durante milhares de anos. Nações africanas como os Ashanti do Gana e os Yoruba da Nigéria tinham as suas economias assentes no comércio de escravos. O tráfico e comércio de escravos era intercontinental, registando-se um grande comércio de escravos europeus nos mercados Africanos já durante o Império Romano. Mais tarde, com o tráfico de escravos, os saqaliba, que eram levados para o Al-Andaluz, o comércio passou da Europa para África, e continuou com os raids dos Piratas da Barbária, que duraram até ao fim do século XIX.”

    Limitar-se apenas a algumas fontes, origina informação tendenciosa e muito incompleta….

  49. Gui arraes 2 de Janeiro de 2014 at 21:39 - Reply

    Muito bom o post, parabéns

  50. VALMIR ANTUNES 27 de Abril de 2014 at 21:43 - Reply

    A HISTORIA E A CONTÍNUA EXPOSIÇÃO DA VIDA E É ISSO QUE TEMOS QUE ENTENDER..A CRUELDADE DE NOSSOS ANTEPASSADOS ERA FATO NORMAL…HOJE AINDA CONVIVEMOS COM RESQUÍCIOS DESSES ABSURDOS MAS É CAMINHANDO QUE VECEREMOS ESTES ENTRAVES NO OBJETIVO DO RAIAR DE NOVA ERA DE TRMENDA EVOLUÇÃO DA HUMANIDADE .

  51. João Mendes Pinto 10 de junho de 2014 at 20:44 - Reply

    Evidente que o comércio de escravos é tão antigo como o neolítico, todos conhecemos a importância da escravatura na antiguidade clássica (diminuiu na Id. Média). Tb é evidente que havia um comércio esclavagista florescente em África (sobretudo no Indico feito por muçulmanos) antes dos portugueses do sec. XVI. No entanto a mundialização do comércio significou tb a mundialização da escravatura, a qual atingiu números imensos, e como português não me orgulho do papel que alguns portugueses do passado tiveram nisso. No entanto o filho de colono branco português e de escrava não era escravo. E se o Nordeste permaneceu brasileiro com a vitória dos portugueses contra os holandeses no sec. XVII foi porque muito «coronel» combateu à frente de dezenas de filhos.

  52. Ewald Correa pantoja 11 de junho de 2014 at 1:38 - Reply

    Queria falar para algumas pessoas que apenas gostam de história, mas não tem nenhum embasamento teórico, que antes de fazer suas críticas, leiam ao menos um livro, como o casa-grande e senzala de Gilberto Freire.
    Esse resumo está ótimo. Parabéns!!!

  53. Klaus do Iate 11 de junho de 2014 at 5:59 - Reply

    Para Maria Maia. O país atual que fica ao sul do Egito se chama Sudão. Mas o termo era originalmente sinônimo de Sahel. Sudão e Sahel são palavras árabe que significam “negro” e “borda/beirada”.Beirada do deserto. Refere-se a grande região de savana e semideserto logo ao sul do deserto do Sahara que vai do leste ao oeste da Africa.E que era considerado “país dos negros”. Ás vezes para evitar confusão é melhor se referir a região onde surgiram os grandes reinos negros nigercordofonianos, não-bantos, exportadores de escravos como Sudão ocidental para diferir do atual Sudão (que seria oriental).

  54. Klaus do Iate 11 de junho de 2014 at 6:08 - Reply

    Tb acho injusto não citar os outros europeus nao-portugueses como traficantes transatlanticos e os árabes que inventaram o trafico transaariano e Indico em massa de africanos. Na Inglaterra nasceu o movimento abolicionista, mas desde a IdadeMédia, Bristol era importante porto-mercado de escravos inclusive escravos brancos. Desde Neolitico que o destino dos derrotados em batalha, capturados vivos era a escravidão e antes era a morte mesmo. Ha muita coisa interessante sobre a escravidão de brancos na Europa Medieval apesar da Igreja. Quanto a Africa como fonte intercontinental de escravos, o que muda quando comercio de gente muda de árabes para europeus são duas coisas:
    a) Os europeus davam armas de fogo aos reis africanos em troca dos cativos, isto gerou uma bola de neve ou ciclo vicioso. Mais armas de fogo> vitorias mais fáceis, mais prisioneiros vivos, mais exportação de gente, mais armas de fogo. E se algum rei africano, se recusasse a isto , o rei seu rival , não se recusaria e nosso rei seria passageiro no proximo tumbeiro.
    B) Aqui na America, com a escravidão sendo baseada na cor da pele, nem mesmo o escravo se alforriando, se cristianizando ou ele mesmo se tornando um senhor de escravos , ele seria tratado igual ao branco livre e técnica do Michael Jackson para trocar de raça não existia

  55. Klaus do Iate 11 de junho de 2014 at 6:19 - Reply

    O escravo era uma mercadoria de status, como um automóvel hoje.
    Quem era livre ,mas pobre, só sonhava possuir um.
    Quem tinha mais posses, possuia um. Trabalhava sol a sol com ele, e dedicava os mesmos cuidados médicos que dedicava a ele, ou seja ia em uma benzedeira.
    Subindo um pouco mais na injusta pirâmide social brasileira estavam aqueles capazes de de ter mais de um escravo e que também tratava relativamente bem o escravo, talvez pagando um médico, porque comprar um escravo novo poderia sair mais caro.
    O tratamento pior era , como o dispensado aos automóveis hoje, o dos ricaços, capazes de capotar um carrinho zero quilometro só porque pode comprar mais 3 para substituir. Aqui podia existir o sadismo se ele não percebesse que sua riqueza dependia de escravos saudáveis bem nutridos.

  56. Klaus do Iate 11 de junho de 2014 at 6:30 - Reply

    Entre as doenças “pegas” nos tumbeiros estava a hiponatremia. O trafico de escravos era como qualquer empresa: algo capaz de gerar lucro, quase todo espaço disponivel do tumbeiro era dedicado a gente, água doce e comida. Por tentativa e erro,viram que o grande espaço ocupado pela agua poderia ser trocado por gente se cada pessoa bebesse menos. E isto era alcançado com uma dieta com pouquissimo sal. Uma coisa ironica, as pessoas sofriam dentro do tumbeiro com falta de sódio, quando em torno do navio, abundava sódio. O cativo que fosse pego, molhando comida no mar era cruelmente castigado. Como morriam muitos na travessia por falta de sal, só chegavam a América quem tinha rins especialmente ávidos por sódio. É Darwin na veia! Um fato que muito intrigou os médicos até poucos anos era por que a hipertensão arterial é tão mais maligna em negros na America (Alasca até Argentina) que em brancos ou que em negros na Africa. Genetica familiar, estresse da vida urbana ou comida de MacDonald não explicavam a coisa. Agora já sabemos por que colhemos problemas graves de Saúde Publica hoje, por praticas injustas do passado escravagista “distante”.

  57. Bruna 10 de setembro de 2014 at 14:29 - Reply

    Ótimo material. Estão de parabéns!!! 🙂

  58. nina 20 de novembro de 2014 at 16:16 - Reply

    ótimo, me ajudou muito no meu trabalho da escola!

  59. eduardo 20 de novembro de 2014 at 20:09 - Reply

    Muito bom!
    Só acho que faltou o crédito das ilustrações.

    obrigado.

  60. Fernanda Silva Santos 2 de agosto de 2015 at 13:16 - Reply

    “”’Da região do atual Sudão, em que os iorubás, também chamados nagôs, predominam””””

    E ESTA OUTRA VERSÃO???????

    As comunidades iorubas que se desenvolveram principalmente no sudeste da atual Nigéria constituíram um dos grandes centros civilizatórios da Guiné e chegaram a influenciar outras civilizações da região, como o reino de Benin. Esta irradiação cultural não se restringiu apenas ao continente africano.

    A maioria dos iorubás vivem em grande parte no sudoeste da Nigéria; também há comunidades de iorubás significativas no Benin, Togo, Serra Leoa, Cuba e Brasil. Os iorubás são o principal grupo étnico nos estados de Ekiti, Kwara, Lagos, Ogun, Ongo, Osun, e Oyo. Um número considerável de iorubas vive na República do Benin, ainda podendo ser encontradas pequenas comunidades no campo, em Togo, Serra Leoa, Brasil e Cuba.

    Milhares de iorubas escravizados foram desembarcados no Brasil, fecundando a cultura e a história do nosso país. Uma explicação plausível sobre a gênese do povo ioruba, seria as diversas migrações através das regiões entre o Lago Chade e o Níger.

  61. Fernanda Silva Santos 2 de agosto de 2015 at 13:18 - Reply

    SOBRE MAIRORIA DE YORUBAS NOS SUDÃO ???……CONHEÇO ESTA VERSÃO…..

    As comunidades iorubas que se desenvolveram principalmente no sudeste da atual Nigéria constituíram um dos grandes centros civilizatórios da Guiné e chegaram a influenciar outras civilizações da região, como o reino de Benin. Esta irradiação cultural não se restringiu apenas ao continente africano.

    A maioria dos iorubás vivem em grande parte no sudoeste da Nigéria; também há comunidades de iorubás significativas no Benin, Togo, Serra Leoa, Cuba e Brasil. Os iorubás são o principal grupo étnico nos estados de Ekiti, Kwara, Lagos, Ogun, Ongo, Osun, e Oyo. Um número considerável de iorubas vive na República do Benin, ainda podendo ser encontradas pequenas comunidades no campo, em Togo, Serra Leoa, Brasil e Cuba.

    Milhares de iorubas escravizados foram desembarcados no Brasil, fecundando a cultura e a história do nosso país. Uma explicação plausível sobre a gênese do povo ioruba, seria as diversas migrações através das regiões entre o Lago Chade e o Níger.

  62. Rosy 31 de Janeiro de 2016 at 0:00 - Reply

    Matéria bacana, igual ao que ensinam nas escolas.
    Cresci ouvindo estes dados curiosos sobre a escravidão e me tornei uma negra tolerante e sem nem remorso. Foi mais fácil aos professores contarem e aos alunos ouvirem.
    Escravos até 7 anos brincavam?
    As negras não ficavam com seus filhos, abortavam, matavam ao nascer por não poder escolher viver com eles ou vê-los assassinados pelos senhores.
    Escravas desdentadas a martelada por conta da inveja das senhoras. Arranhadas, seios mutilados para não exercem atração.
    50 chibatadas??? RS, não havia limite visto que não havia quem contar e a quem recorrer ao chegar a 51!
    Senzala separadas com cabanas????
    os escravos dormiam no chão, muitos eram surdos porque percevejos entravam em seus ouvidos nas cabanas de marido e mulher, RS.
    Marido e mulher???? a maioria não se dava o trabalho de manter vínculo afetivo por temerem a separação forçada de local ou pelo escravo ter que aguentar se casar e ver sua esposa sendo estuprada dia e noite ali do lado.

    Lendo o levantamento do blog da forma branda a respeito da escravidão me deu até vontade de ser escrava e ter nascido no Brasil nesta época.
    Esta forma raza de contar a história faz o brasileiro achar que não foi nada demais, “ah, um periodozinho de mais de 300 e poucos anos, tem tanto tempo, ah!”.
    A escravidão era o inferno na terra.
    Para qualquer povo. Se fosse bom seríamos até hoje e adoraríamos!!!
    Como outros povos que tem sua história contada de geração em geração muitos negros conhecem sua histórias de família.
    Mas quando estão entre 5 brancos ficam calados com vergonha de bater no peito e dizer que sente muito por seus tatatatataravós.
    Nós sabemos que todo mundo tenta amenizar, assim como o texto acima.

    • Michel Goulart 31 de Janeiro de 2016 at 9:15 - Reply

      Acho que esse seu discurso é de uma vitimização extremada. O que você quer dizer com negra tolerante e sem remorso? Vai associar o passado a um eterno lamentar no presente? Qual o problema de aceitar que filhos de escravos também brincavam? Todas as mulheres escravas eram torturadas? Você acha que 50 chibatas era pouco? Tinha que ser mais??? Não haviam quaisquer vínculos afetivos entre negros e negras? O que é isso?!? Desde quando a postagem tenta amenizar a escravidão e/ou defender que ela deveria existir até hoje? Esse discurso de raça que você está tentando difundir, em minha opinião, é ultrapassado. Brancos? Negros? Acredito que nossa situação genética é de mistura, não há pureza racial, como o arianismo nazista propunha.

  63. Charles Ferreira dos Santos 25 de Março de 2016 at 15:25 - Reply

    A história esclarece muito bem a razão da necessidade de cotas racias, de discriminação positiva e ações afirmativas. A desigualdade social somente será vencida com redistribuição de renda e igualdade material. Parabéns pela bela exposição, Professor!

  64. Sara 26 de Março de 2016 at 0:38 - Reply

    Excelente matéria! Cá estou eu em 2016 me deliciando com o conteúdo postado para iniciar um trabalho da faculdade. Muito obrigada!

  65. Jorge Luis pereira de Freitas 18 de Abril de 2016 at 16:12 - Reply

    O enriquecimento da coroa portuguesa, a constituição do território brasileiro, bem como a desigualdade racial existente estão vinculados ao tratamento escravista sofridos pelos africanos. Além de ser trazidos à força ao Brasil, foram submetidos a tratamentos totalmente desumanos, ou seja, tratados como mera mercadoria. Não podemos negar que a sua mão-de-obra involuntária contribui para o desenvolvimento do Brasil. Infelizmente, mesmo após a abolição da escravatura, em 1888, inúmeros negros ainda sofrem com o preconceito racial, embora, às vezes, mascarado. Porém, resistentes, vários negros fizeram história nos cinco cantos do país, tais como: João da Cruz e Sousa, Machado de Assis, Chiquinha Gonzaga, dentre outros.

  66. RENATO 1 de Maio de 2016 at 17:12 - Reply

    Na verdade os portugueses começaram a ter
    contato com o mercado de escravos em Angola
    pra RESGATAR os cativos civis e militares desde
    o tempo da RECONQUISTA,ou seja,na África já
    existia escravidão.Foi por isso que Catarina da
    Austria permitiu o comércio de escravos para Brasil,então os Portugueses passam a dominar o
    comércio.D.João V libertou vários escravos portugueses e brasileiros na África QUANDO ÁFRICA DOMINAVA O COMÉRCIO. Os navios
    TUMBEIROS que vc cita no texto acima eram
    controlados por MESTIÇOS,NEGROS LIVRES,
    que controlava o comércio em ANGOLA.

    Escravidão sempre existiu nunca foi por causa de
    COR,na verdade o racismo começa com os
    PURITANOS (CALVINISTAS) que chegaram da
    Inglaterra e dizia que o negro era a maldição de
    cãn.Depois isso se esparramou com CHARLES
    DARWIN que ensinava que NEGROS,ÍNDIOS,
    E LATINO AMERICANO ERA RAÇA INFERIOR
    O racismo não surgiu com os Portugueses,tudo
    veio doS PURITANOS,O RACISMO NASCE
    COM OS INGLESES, muita mentira sobre os
    portugueses foi invenção da REPUBLICA que
    foi implantada pelos maçons e ateus que puxavam sardinha pro lado da INGLATERRA X
    EUA.
    sard

  67. taina isidio dos santos 5 de Maio de 2016 at 10:52 - Reply

    Muito bom me ajudou com o trabalho de casa

  68. Mauricio 3 de julho de 2016 at 4:52 - Reply

    “O racismo nasce com os ingleses”… Essa é boa. Se foi na Inglaterra q surgiu o primeiro movimento abolicionista, no SÉCULO XVIII.

    E sinto.muito, mas os iorubás não são do Sudão. E no Norte da Nigéria quem viviam eram os haussas. O nome de malês era só no Brasil.

  69. victor 8 de setembro de 2016 at 10:33 - Reply

    muito útil,usei muito no meu trabalho,obrigado!

  70. junior 16 de setembro de 2016 at 13:30 - Reply

    muinto bom

  71. Igor Alves 26 de Março de 2017 at 14:14 - Reply

    Excelente! Fica até gostoso estudar história assim! Obrigado por todo esse trabalho, Professor Michel!

  72. kkk 31 de agosto de 2017 at 12:48 - Reply

    legal me ajudou muito valeu prof

  73. GiovannaLima 31 de agosto de 2017 at 18:27 - Reply

    eu adorei essas curiosidades, lgl msm ! muitas coisas q estam aqui eu n sabia!

  74. Jailson 1 de setembro de 2017 at 11:03 - Reply

    Muito bom as curiosidaddes me ajudaram muito p um trabalho trabalho de historia

  75. Rodrigo Toffolo 6 de novembro de 2017 at 18:54 - Reply

    Olha que mais algumas doces palavras e passaríamos a acreditar que a escravidão negra no Brasil foi pacífica e harmoniosa.
    Crianças negras e brancas brincavam juntas…
    Feijoada nasceu nessa época…
    Lei pra levar “apenas” 50 chibatadas
    Porque não aproveitam e falam sobre a chibata de três pontas que chegava a dilacerar a musculatura intercostal.
    Post, tendencioso e obediente aos absurdos que são publicados todos os anos nos livros de história no Brasil!

  76. livramento 17 de novembro de 2017 at 13:58 - Reply

    ainda hoje ha pessoas que acham que é tempo de escravos e senhores deles.
    pior cego é o que não quer enxergar.

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