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25 curiosidades sobre a história do Natal

dezembro 25th, 2012|Curiosidades|16 Comments


Dia 25 de dezembro, comemoramos o Natal. Por ser uma tradição cultural, esta festa se manifesta de diferentes formas no mundo, dependendo da região ou mesmo religião. Para conhecer um pouco mais sobre esta data comemorativa, conheça 25 curiosidades sobre a história do Natal.

O Natal, apesar do consumismo a que ficou reduzido em vários lugares, é capaz de operar verdadeiros “milagres”. Conheça a história dos soldados inimigos que, em plena Primeira Guerra Mundial, fizeram uma trégua na data natalina.

Esta lista foi extraída e adaptada do Guia dos Curiosos.

Presépio de Natal

– Na Europa, antigamente, as pessoas deixavam a porta de casa aberta durante a noite para que viajantes e pessoas pobres pudessem participar da ceia de Natal. Até hoje, a refeição é o momento de confraternização entre amigos e familiares. No Brasil, o prato mais tradicional é o peru assado.

– A criação da Missa do Galo é atribuída a São Francisco de Assis, que teria construído o primeiro presépio em 1224, na cidade de Greccio, na Itália. O ato era seguido de uma missa e, como os galos cantavam às primeiras horas da madrugada, o povo deu a essa celebração o nome de Missa do Galo.

– Há uma lenda que diz que foi um galo que anunciou o nascimento de Cristo. O animal cantou exatamente à meia-noite de 24 de dezembro, horário e dia que o rebento nasceu. Em Portugal, Espanha e Brasil, havia o costume de levar um galo à missa. Se ele cantasse, era sinal de bom agouro para o próximo ano.

– A canção natalina Noite Feliz nasceu na Áustria, em 1818. O padre Joseph Mohr saiu atrás de um instrumento que pudesse substituir o antigo órgão da igreja. Em suas peregrinações, começou a imaginar como teria sido a noite em Belém, fez anotações, e procurou o músico Franz Gruber para criar a melodia.

– A versão brasileira da canção também foi feita por um religioso: o Frei Pedro Sinzig. Também nascido na Áustria, em 1876, veio morar na cidade de Salvador, na Bahia, em 1893. O frei naturalizou-se brasileiro em 1898 e se destacou como um grande incentivador da música religiosa no país.

Pinheiro de Natal

– A maioria das versões sobre a procedência da árvore de Natal indica a Alemanha como seu país de origem. A mais aceita atribui a novidade ao padre Martinho Lutero. Ele montou um pinheiro enfeitado com velas em sua casa, para mostrar às crianças como deveria ser o céu na noite do nascimento de Cristo.

– Outra versão atribui a criação ao anglo-saxão Vilfrido. Ele teria ido pregar o cristianismo na Alemanha e teria usado a figura triangular de um pinheiro para explicar a Santíssima Trindade. A partir de então, a árvore passou a ser reverenciada como uma planta divina.

– A tradição de relacionar árvores a divindidades vem da mitologia grega. As plantas, para o gregos, intermediavam o céu e a terra e simbolizavam a evolução e a elevação do homem. O carvalho homenageava Zeus; a oliveira, a deusa Atena; e a videira, o deus Dionísio. Para os chineses, o pinheiro significa longa vida.

– Já na Roma antiga, existia o costume de pendurar máscaras de Baco em pinheiros para comemorar uma festa chamada de Saturnália, que coincidia com o nosso Natal. Na Europa, durante o século 12, havia a tradição de pendurar um pinheiro no teto das casas, de ponta-cabeça, como símbolo da fé cristã.

– Foram os ingleses quem popularizaram a árvore de Natal. Eles tomaram contato com a tradição por volta de 1850. Quando o príncipe Albert se casou com a rainha Vitória, ela começou a montar árvores majestosas em sua residência de férias na ilha de Wight. A população passou a imitá-los.

Vishnu, símbolo do Natal no hinduísmo

– Natal é uma festa cristã, sendo encarado de forma diferente por outras religiões. Os hinduístas reconhecem Cristo como um avatar (encarnação de Vishnu, uma das principais entidades divinas). O dia 25 de dezembro é reservado à comemoração da Festa das Luzes  pois, neste dia, o nascimento da luz venceu a escuridão.

– Para os muçulmanos, Cristo é uma espécie de profeta, mas os fieis não possuem uma data especial para comemorar seu nascimento. As duas principais festas da religião são a Eid el-Fitr, celebração do desjejum realizada após o Ramadã, e o Eid el-Adha, que marca o encerramento da peregrinação a Meca.

– Os judeus não reconhecem Jesus Cristo como Filho de Deus e, portanto, não comemoram seu nascimento. No período do Natal, eles realizam o Chanuká, ou a Festa das Luzes. Ela relembra a reinauguração do Grande Templo de Jerusalém, reconquistado pelos judeus após 3 anos de guerras.

– Como entendem que festas de aniversário são um costume pagão, as Testemunhas de Jeová não fazem nenhuma comemoração no dia 25 de dezembro. Apesar de prestarem devoção a Cristo, eles preferem negligenciar a data.

– Em algumas religiões afro-brasileiras, como a Umbanda, existe um forte sincretismo religioso, que associa figuras cristãs às suas entidades, como o caso de São Jorge (Ogum). Esta religião associa Cristo a Oxalá, maior de todos os Orixás. No dia 25 de dezembro, os umbandistas agradecem à entidade.

Festa de Folia de Reis

– No Brasil, o Natal se manifesta de forma diferente nas várias regiões. No nordeste, nesta época, encena-se a Chegança, a luta entre cristãos e mouros que ocorria durante a Idade Média. Na Paraíba, a chegança recebeu o nome de “barca”.

– No nordeste também são encenados os Autos dos Quilombos. Com danças e cânticos, procura-se reconstituir os quilombos, núcleos povoados por escravos fugitivos no século XVII. São representadas duas guerrilhas: uma de índios, outra de negros aquilombados.

– No Pará, existe uma tradição chamada Círio de Nazaré, que consiste em uma procissão realizada no segundo domingo de outubro, na capital Belém, em homenagem a Nossa Senhora de Nazaré. Os paraenses dão a ele uma importância equivalente à do Natal. Preparam ceia com pratos típicos e trocam presentes.

– Os fandangos são danças rurais regionais, divididas em dois grupos: as batidas, apresentadas só por homens sapateando forte; e as valsadas (ou bailadas), em que casais arrastam os pés no chão. São representados na época do Natal. No Sul e no Sudeste, recebe o nome de marujada.

– Durante a Folia de Reis, homens caracterizados de Reis Magos saem pelas ruas das cidades do interior de todo o país e param nas casas onde há presépios. Cantam, dançam e abençoam a família com uma bandeira que representa o anúncio do nascimento de Jesus.

Biscoito natalino alemão

– Em países africanos, acontece no Natal uma cerimônia chamada Kwanzaa para agradecer a boa colheita. Na ocasião, acende-se uma vela para cada um dos 7 princípios necessários para o sucesso: união, auto-determinação, trabalho coletivo e responsabilidade, economia cooperativa, propósito, criatividade e fé.

– Na Alemanha, quatro domingos antes do Natal, as famílias mantêm a tradição de fazer a Coroa do Advento, formada por quatro velas. A cada domingo, uma vela é acesa. A árvore é decorada com os pfefferkuchen, bolachinhas recobertas de glacê colorido.

– Em Bangladesh, , os cristãos plantam bananeiras para decorar a entrada de casas e de igrejas. Fazem arcos utilizando folhas das bananeiras e pedaços de bambu. Depois, colocam óleo e “forram” as paredes das casas, de modo que elas fiquem cheias luz.

– Na Bélgica, São Nicolau (como Papai Noel é conhecido por lá) visita a casa das crianças para saber quem se comportou direitinho. Dois dias depois, ele volta para pôr presentes em cestinhas que meninos e meninas deixaram perto da porta. Algumas crianças colocam junto cenouras para alimentar as renas de Papai Noel.

– Na China, são montadas árvores artificiais nas casas, decorando-as com enfeites feitos de papel, como flores e lanterninhas. As crianças penduram meias na sala e ficam à espera de Papai Noel, que é chamado de Dun Che Lao Ren (“Homem velho do Natal”, em chinês).

16 Comments

  1. Klaus do iate 11 de Janeiro de 2013 at 6:54 - Reply

    “A tradição de relacionar árvores a divindidades vem da mitologia grega. As plantas, para o gregos, intermediavam o céu e a terra e simbolizavam a evolução e a elevação do homem. O carvalho homenageava Júpiter; a oliveira, a deusa Minerva; e a videira, o deus Baco. Para os chineses, o pinheiro significa longa vida.”

    Para GERMANOS também. O freixo Igdrasil era o eixo do Universo onde ficavam os três mundos. No tpo da árvore:Asgard (Jardim dos Ases=deuses superiores), Midgard (jardim intermediario mundo dos homens, gigantes, elfos dos deuses Vanes=terrenos. A semelhança com obra de Tolkien nao é casual) e Utgard (Jardim de baixo= dominio de Hella, dos mortos por doença,nas raizes da árvore). Além disso comemoravam o Yule (solsticio do inverno, momento onde o inverno era mais rigososo e a noite mais longa, apos isto o Sol recomeça seu dominio e torna a vida no Hemisferio Norte mais tranquila) em torno de uma árvore, por um periodo de 21dez até virar o ano! Novamente a coincidencia (desta vez com nossas festas cristãs de fim de ano) nao é casual.

  2. Klaus do iate 11 de Janeiro de 2013 at 7:00 - Reply

    As criancinhas chinesas nao-cristãs tb esperam o Dun Che Lao Ren? A crença nele nada tem a ver com o Natal cristão? Como e quando nasce a crença nele?

    • Michel Goulart 11 de Janeiro de 2013 at 7:15 - Reply

      É um aspecto da “ocidentalização” no oriente. Veja que a adesão de povos orientais – independente da religião – à comemoração do natal também tem um enfoque comercial. Participar das festas é, de certa forma, uma forma de estar vinculado ao ideal capitalista que o período enseja.

  3. Klaus do iate 11 de Janeiro de 2013 at 7:01 - Reply

    Acrença em Papai Noel no ocidente começa com S. Nicolau, bispo de Smirna, atual Turquia, ainda nos tempos do imperio romano. O bispo tinha habito de presentear crianças quando se comemorava o nascimento do Cristo.

  4. Klaus do iate 11 de Janeiro de 2013 at 7:05 - Reply

    Os primeiros cristaos nao sabiam ao certo quando Jesus nasceu, mas na epoca já era comemorado ha muito tempo o nascimento de Mitra em 25 de dezembro.
    Os astronomos atuais baseados em retroceder o aspecto do Céu na Palestina da epoca e em explosao de supernova, estimam a data de nascimento do Jesus em 17 de abril de 6 ou 4aC! Nada a ver com 25 de dezembro de 1aC.

    • Kamyla 21 de dezembro de 2013 at 22:37 - Reply

      Exato.
      Mas há também cálculos segundo os relatos bíblicos onde é comparado o nascimento de Cristo com de João Batista, se não me engano a diferença entre eles é de 6 meses, logo Cristo teria TALVEZ nascido em agosto ou setembro.

      • Klaus do Iate 22 de dezembro de 2013 at 13:12 - Reply

        E novamente nada a ver com o 25 de dezembro , Natalício do deus Mitra.

  5. Klaus do iate 11 de Janeiro de 2013 at 7:08 - Reply

    A sucessao das estações do ano é coisa seria na zona temprada do hemisferio norte. Tive oportunidade de ver isto quando morei lá. As pessoas paltam suas vidas pelas estações.
    Por isto cada um dos muitos povos de lá, onde a civilizacao nasceu, possuem alguma comemoração importante em torno de 25 de dezembro quase todas afirmando a vitoria da luz sobre a escuridao, do calor sobre o frio , da vida sobre a morte.

  6. Klaus do iate 11 de Janeiro de 2013 at 7:08 - Reply

    ERRATA: Pautam, nao paltam. Do verbo pautar.

  7. Kamyla 21 de dezembro de 2013 at 22:35 - Reply

    Você trocou os nomes dos deuses gregos com os romanos, meu caro:

    Júpiter em Roma = Zeus na Grécia;
    Minerva em Roma = Atena na Grécia;

    Outra coisa é que a coroa com as quatro velas do advento não é somente tradição alemã, mas sim da Igreja Católica que, no quatro domingos antes do Natal, acendem uma vela por domingo, ou seja, na missa.

    Quanto a árvore de Natal, há uma tradição semelhante na cultura da Frígia relacionada a deusa Cibele e seu filho e amante Attis, é o primeiro registro onde aparece uma pinheiro sendo decorado com bolas (no caso da lenda, seriam os testículos de Attis após Cibele corta-los em função de uma traição com uma ninfa) e também com ataduras – laços. Esta história é pouco conhecida e divulgada, há pouquíssima citações sobre ela e quando há, são incompletas!

    Abraço!

    • Michel Goulart 22 de dezembro de 2013 at 8:27 - Reply

      Muito obrigado, Kamyla. Já arrumei. E as suas informações são sensacionais!

  8. Klaus do Iate 22 de dezembro de 2013 at 13:09 - Reply

    Átis não teria se emasculado e castrado ele mesmo?
    Junito Brandão, grande mitólogo brasileiro é uma boa fonte para ler sobre Cibele e Átis.
    Cibele frigia é a Kubaba hurrita. Sua representação mais com um é como a Senhora dos Animais ( que também lembra a música Dona: pam , pam, pam batendo a porta não precisa ver quem é para sentir na impaciência o teu pulso de mulher…). A semelhança com a Réia cretense é total. E também lembra as estatuetas das Vênus paleolíticas e neoliticas.
    Seu templo era cúbico e podia ter um meteoro faliforme no seu interior, como o templo de Afrodite em Pafos (Chipre). O que lembra a Caaba de Meca…

  9. Klaus do Iate 22 de dezembro de 2013 at 13:15 - Reply

    Kubaba: cubo: Caaba são relacionados etimologicamente.

  10. Klaus do Iate 22 de dezembro de 2013 at 13:17 - Reply

    O culto à Cibele (como o de Isis, bem mais tarde) foi exportado pra Roma. Acho que ainda durante a Republica (2a Guerra Punica??)

  11. Claudia torres oliveira 13 de Janeiro de 2016 at 21:48 - Reply

    As testemunhas de Jeová adoram a Jeová, e quanto a Cristo, elas o respeitam ,pois, ele mesmo ensinou que o seu Pai Jeová é que merece devoção, e quanto ao Natal, não ´e questão de preferencia e sim de ter conhecimento sobre a data que nada tem a ver com o seu nascimento e muito menos Jesus deixou algo na Bíbl ia que seu nascimento devesse ser comemorado, e nada indica que essa é a data que ele nasceu,porque essa comemoração tem a ver com o nascimento do sol pelos pagãos.

  12. Ngonga Francisco 23 de dezembro de 2016 at 7:18 - Reply

    Amigo Claúdio, sabe que Deus não quer a morte do pecador, mas que se converta e viva?

    Quando voce diz que esta comemoração tem a ver com o nascimento do sol pelos pagãos, aí tens razão, mas faz bem considerá-la como data de Jesus, Já Ele foi, é e será sempre considerado o sol nascente que veio nos visitar clareando a escuridão. Jesus, foi humilde, simples, que chegou ao ponto de conviver com os pecadores, no caso pagãos, então como ninguém pode ir ao Pai, senão por Ele, todo Cristão deve segui-lo ao pé da letra.

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