A origem histórica dos zumbis

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Zumbis da série The Walking Dead

Zumbis da série The Walking Dead

Já que os zumbis estão na moda, resolvi procurar informações sobre a origem histórica destas criaturas. E não é que encontrei?!? Os zumbis podem ser criados, realmente!!! É o que mostra uma pesquisa sobre a religião vodu no Haiti, que revela o poder de duas substâncias no corpo e na mente, e suas consequências.

O vodu e a tetrodotoxina

De acordo com os princípios do vodu – religião originada afro-haitiana – uma pessoa morta pode ser revivida por um sacerdote ou feiticeiro. Assim, esta pessoa morta permanece sob o controle do sacerdote já que não tem vontade própria. Existe na tradição vodu o “astral zumbi”, parte da alma humana que é capturada por um sacerdote e usada para aumentar o seu poder.

Em 1937, enquanto pesquisava o folclore do Haiti, Zora Neale Hurston encontrou o caso de uma mulher que apareceu em uma aldeia, identificada como Felicia Felix-Mentor. O assombroso é que seus parentes diziam que Felicia havia morrido e sido enterrada em 1907, com 29 anos de idade. O caso foi arquivado por falta de informações.

Suposta foto de Felicia Felix-Mentor

Suposta foto de Felicia Felix-Mentor

Várias décadas depois, Wade Davis, um etnobotânico de Harvard, apresentou um caso farmacológico de zumbis quando viajou para o Haiti, em 1982. Como resultado de suas investigações, afirmou que uma pessoa viva pode ser transformada em zumbi injetando-se duas substâncias específicas na sua corrente sanguínea (geralmente através de uma ferida).

A primeira, chamada pelos nativos de “coup de poudre” (do francês: tiro de pó), inclui a tetrodotoxina, uma poderosa neurotoxina, frequentemente encontrada na carne do peixe baiacu. A segunda consiste numa poção com drogas dissociativas, tais como a datura. Acredita-se que estas substâncias associadas induzem pessoas a um estado de morte no qual ficam inteiramente sujeitas às vontades do sacerdote.

By | 2014-01-26T10:36:34+00:00 5 de junho de 2013|Categories: Curiosidades|Tags: , |21 Comments

About the Author:

Professor, historiador e blogueiro, já trabalhei em algumas das maiores escolas públicas e particulares de Santa Catarina. Comecei a lecionar em 2001, sempre preocupado com um ensino caracterizado pela criatividade e inserção de novas tecnologias e metodologias variadas em sala de aula.

21 Comments

  1. Klaus do Iate 5 de junho de 2013 at 8:28

    Mestre Michel, quando falamos dos venenos mais letais da História chegamos a comentar sobre o efeito da tetraiodotoxina (TTX) e da atropina, A TTX bloqueia os canais de sódio dos tecidos que funcionam a base de eletricidade (coração e cérebro), de tal forma que é mais fácil produzir um morto morto que um morto vivo com ela. Não se se o efeito estimulante de coração da atropina contrabalançaria a TTX e manteria o cara vivo, mas certamente ele ainda apresentaria sinais vitais (fortes batimentos cardíacos perceptíveis para quem tocasse o zumbi.

  2. Klaus do Iate 5 de junho de 2013 at 8:31

    Alucinação é uma falha na percepção sensorial sem substrato no mundo real. Se houve substrato, não é alucinação, é ilusão. O coelho de quem brinca com as sombras produzidas com mãos é uma ilusão. Alguem sentir um cheiro que ninguem mais sente, ou ver coisa que não está lá, ou ouvir coisa que ninguem houve é alucinação.

  3. Klaus do Iate 5 de junho de 2013 at 8:36

    As substâncias alucinógenas, são aquelas que produzem alucinações. A maioria dos alucinógenos produzem alucinações altamente relacionadas a biografia do usuário. Uma exceção é a atropina , a substância ativa presente na beladona, que tb vc citou no artigo dos venenos. Ela era bem usada no império romano, mais para fins comésticos ou para incrementar festinhas que para matar alguém porque precisaria de uma quantidade grande de moléculas de atropina. Mas a alucinação produzida pela atropina é padronizada, a sensação de estar voando ou descolando do corpo. A atropina inclusive é usada como antídoto de vários venenos.

  4. Klaus do Iate 5 de junho de 2013 at 8:43

    A Beladona não é única planta-fonte de atropina. Atropina está presente na mandrágora, no meimendro e na figueira-do-inferno. A Figueira-do-inferno também chamada de Datura ou estramônio ou erva de Jamestown é cheia de atropina e substâncias aparentadas.Ela é nativa da America do Norte e Central. Uma motim em Jamestown estourou, creio que em época anterior a Guerra de Independência, soldados ingleses foram esmagar a revolta quando a Datura foi misturada em sua comida, a principio acidentalmente. Outro destacamento precisou ser enviado porque o primeiro ficou endoidecido por 2 semanas.

  5. Klaus do Iate 5 de junho de 2013 at 8:49

    Então suponhamos que algum sacerdote vodun muito habilidoso consiga envenenar subletalmente alguém com TTX. A vitima ficará paralisadinha, mas viva graças aos efeitos cardíacos da atropina. O envenenado terá realmente a percepção de ter morrido (descolado do corpo). Talvez recomece os movimentos e não diga coisa com coisa por muito tempo. Mas ficará imprestável para ser escravo de alguém e nem será capaz de atacar alguém sem ser parado por dor, fogo, amputações ou coleções de água sem respirar. erá realmente alguém bem frágil e incapaz de assustar alguém.

  6. Klaus do Iate 5 de junho de 2013 at 8:50

    Concluindo Datura+Baiacu explicam pouca coisa da lenda da fabricação de mortos vivos.

  7. Klaus do Iate 5 de junho de 2013 at 8:55

    A Datura era usada em rituais de anasazis e pueblos. O corkwood, outra fonte natural de atropina era usada pelos antivos australianos para tontear peixes e facilitaar sua captura.

  8. Klaus do Iate 5 de junho de 2013 at 9:00

    Praticamente cada povo em cada país do mundo conseguiu em alguma época produzir algo com quantidades ativas de etanol, cafeína e atropina. Daria até pra fazer um artigo aqui no HD sobre substancias psicoativas ao longo da História.

  9. Michel Goulart 5 de junho de 2013 at 16:44

    A datura aparece até em Assassin’s Creed: Revelations, no formato de uma bomba que exala gás venenoso.

  10. Vinicius mendes 16 de junho de 2013 at 9:07

    achei muito interessante esse artigo, o blog é um dos poucos lugares na internet que agente consegue aprender mais e sempre da olhadinha para se preparar para provas e para vestibular

  11. Vivi Andriani 25 de julho de 2013 at 22:18

    não se fala voodu??

  12. Michel Goulart 26 de julho de 2013 at 8:35

    Existem várias formas de pronunciar. No Brasil, geralmente falamos vodu.

  13. isadora 2 de agosto de 2013 at 14:45

    eu gostei muito da explicaçao.obrigada ao site!!!!

  14. daniel 3 de Março de 2014 at 17:47

    legal ,obg

  15. juliana barreto 15 de Abril de 2014 at 8:44

    amei

  16. maria luiza 15 de Abril de 2014 at 8:52

    nossa que povo careta

  17. malu baoli 24 de Abril de 2014 at 8:04

    ta maluca Ju nada ver odiei.

  18. malu baoli 24 de Abril de 2014 at 8:05

    vudu? nada ver michel aqui é bruxaria mesmo.

  19. maria luiza 24 de Abril de 2014 at 8:28

    concordo viny

  20. maria luiza 24 de Abril de 2014 at 8:58

    que noia vudu é bruxaria pessoas

  21. luzia Izete da Silva 18 de julho de 2014 at 12:27

    Nossa, conversa impressionante! Gostei!

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